OPINIÃO: Lava Jato deveria dar o exemplo e devolver auxílio-moradia

por Ranier Bragon, na Folha

Sérgio Moro recebe auxílio-moradia mesmo com imóvel próprio

Por mais que equívocos possam ser apontados, a Lava Jato é a mais simbólica cruzada judicial anticorrupção da história do Brasil.

Justamente por isso soa estarrecedor que alguns de seus condutores se escondam atrás de respostas escapistas para justificar o injustificável.

Os juízes Sergio Moro, Marcelo Bretas, Leandro Paulsen e Victor Laus e o procurador Deltan Dallagnol, todos da linha de frente da Lava Jato, recebem R$ 4.378 de auxílio-moradia mesmo tendo casa própria.

Eles já têm um dos maiores contracheques da República, algo em torno de R$ 30 mil ao mês. Além do auxílio-moradia, são tantos os penduricalhos que só com muito esforço um magistrado ou procurador em igual nível conseguirá receber abaixo do teto constitucional de R$ 33,7 mil.

Vá ao site do CNJ (Conselho Nacional de Justiça) e clique em “remuneração de magistrados”. Moro, por exemplo, teve em dezembro salário bruto de R$ 41 mil, engordado por auxílio-moradia (R$ 4.378), auxílio-alimentação (R$ 884), gratificação por exercício cumulativo (R$ 4.181) e “gratificação por encargo, curso/concurso” (R$ 2.656).

Laus, um dos desembargadores que majoraram a pena de Lula em um terço, teve em dezembro salário de R$ 106 mil, encorpado principalmente por R$ 59,6 mil da tal “gratificação por encargo, curso/concurso”.

A resposta padrão de todos é que, com base em liminar de Luiz Fux, o CNJ não veda o auxílio a quem tem casa. Moro foi além e disse que, mesmo discutível, o benefício compensa a falta de reajuste salarial. Se os sabidamente mal remunerados policiais ou professores, por exemplo, tentassem uma pedalada dessas, seriam merecidamente recriminados.

O que dizer de juízes que recebem os mais altos salários da República?

Se usarem o mesmo rigor destinado a seus alvos, os líderes da Lava Jato devem não só abrir mão do auxílio, mas devolver aos cofres públicos tudo que receberam desde 2014, acrescido de um necessário mea-culpa.

COMENTE AQUI

Mi$hell Temeroso  13/02/2018

Que vergonha!!! Que decepção!!! Aqueles que iriam mudar o Brasil... Pegos com o dinheiro na mão. - Responder

Celia  13/02/2018

Gente o problema é ter a lei. Não pq recebe. Vamos olhar para os deputados..senadores..vereadores. Todas as regalias.Não sejam inocentes. Esse povo adoraa tirar atenção do maior ladrãoe seus amigos. - Responder

Jorge  13/02/2018

Os delegados federais da lava jato recebem auxílio moradia também? - Responder


+ Ver todos os comentários

Filho de ministro do TCU é alvo da 45ª fase da Lava-Jato

A Polícia Federal (PF) deflagrou na manhã desta quarta-feira a 45ª fase da Lava-Jato, chamada Operação Abate 2. Na mira está o advogado Tiago Cedraz, filho do ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), Aroldo Cedraz. Ele é alvo de mandados de busca e apreensão e também foi intimado a depor na PF. Os mandados de busca e apreensão são cumpridos nas cidades de Salvador (BA), Brasília e Cotia, na Grande São Paulo.

Segundo as investigações foram identificados novos interlocutores que ajudaram a beneficiar a empresa americana Sargeant Marine, fornecedora de asfalto para a Petrobras. Eles seriam dois advogados que teriam ajudado o esquema e teriam recebido comissões em contas na Suíça. Também teria sido detectada a participação de um ex-deputado federal e uma assistente dele no esquema, que desviou recursos da estatal.

O advogado Tiago Cedraz foi citado pela primeira vez na Lava-Jato pelo empresário Ricardo Pessoa, da ex-presidente da UTC Engenharia. Ele afirmou em depoimento à Lava-Jato que obtia informações privilegiadas no TCU sobre seus contratos com a Petrobras, sendo o advogado seu intermediário.

O empresário entregou à Procuradoria-Geral da República (PGR) tabela com anotações de pagamentos de R$ 2,2 milhões ao filho do então presidente da Corte, Tiago Cedraz. Parte dos valores teria sido paga em espécie. No fim do ano passado, a Polícia Federal pediu a quebra dos sigilos bancário e fiscal de Aroldo Cedraz, por suspeita de corrupção e tráfico de influência.

A PF descobriu vários telefonemas do escritório de Tiago Cedraz para o gabinete de outro ministro do TCU, Raimundo Carreiro, mas o ministro argumentou isso não significava que as ligações eram dirigidas a ele ou que praticou alguma irregularidade.

O GLOBO

COMENTE AQUI

Romualdo  23/08/2017

Não foi esse Ministro que respaldou a teoria mirabolante das "Pedaladas Fiscais" de Dilma? - Responder

Dodge tem que se explicar sobre encontro com Temer, diz procurador da Lava Jato

Integrante da força-tarefa da Lava Jato em Curitiba, o procurador Carlos Fernando dos Santos Lima disse nesta segunda-feira (14) que “encontros fora da agenda não são ideais para a situação de nenhum funcionário público”.

Ele foi questionado, em evento sobre compliance (atividades internas das empresas para evitar e detectar desvios) em São Paulo, sobre o encontro da sucessora de Rodrigo Janot na PGR (Procuradoria-Geral da República), Raquel Dodge, com o presidente Michel Temer que não constava na agenda presidencial.

“Nós mesmos [procuradores do Ministério Público Federal em Curitiba] às vésperas do dia da votação do impeachment fomos convidados a comparecer ao Palácio do Jaburu à noite e nos recusamos, porque entendíamos que não tínhamos nada a falar com o eventual futuro presidente do Brasil naquele momento”, disse Lima.

Dodge se reuniu com Temer no último dia 7 e, neste domingo (13), afirmou que formalizou o pedido da reunião por e-mail, na véspera da sua realização.

O encontro não estava registrado na agenda do presidente, mas, segundo a secretaria de comunicação da Procuradoria, constava na de Dodge. Como ela ainda não assumiu o cargo de procuradora-geral, não tem a agenda pública. Em relação ao motivo da conversa, Dodge afirmou à Folha, que se reuniu com o presidente para discutir a data da posse no cargo.

Para Carlos Fernando dos Santos Lima, “é claro” que a sucessora de Janot tem que se explicar. “Ela deu uma explicação e tem que ser cobrada pelas consequências desse ato”, disse.

Questionado se o encontro comprometia Dodge ou se as explicações eram satisfatórias, ele disse que a questão cabia ao corregedor do Ministério Público Federal.

“Eu posso dizer por nós. Nós tivemos uma situação semelhante e nos recusamos a comparecer. Nós temos agora que avaliar uma consequência dentro da política que o Ministério Público vai ter a partir da gestão dela”, afirmou Lima.

“Todo funcionário público é responsável pelos atos que tem. Infelizmente não há como fugir da responsabilização perante a sociedade.”

O procurador faz, na manhã desta segunda na zona sul paulistana, uma palestra sobre investigações anticorrupção, em fórum organizado pela Amcham (Câmara Americana de Comércio).

COMENTE AQUI

SOUZA  14/08/2017

Convite?? "Ofício" Convite???? KKKK. - Responder

mauricio  14/08/2017

esse procurador fala demais, tem que mostrar o convite, ou o oficio convite, ele tem que se ater as investigações, ta parecendo mais garoto propaganda da globo - Responder

INCLUSÃO DE NOME EM INQUÉRITO DA LAVA JATO: Senador José Agripino emite nota

NOTA DO SENADOR JOSÉ AGRIPINO

Apesar de desconhecer o inteiro teor da delação do ex-senador Sérgio Machado, devo esclarecer o seguinte:

1- As doações que, como presidente de Partido tenho a obrigação de buscar, obedecendo à legislação vigente, foram obtidas sem intermediação de terceiros, mediante solicitações feitas diretamente aos dirigentes das empresas doadoras.

2- Presidente de Partido de oposição que sou, não teria nenhuma contrapartida a oferecer a qualquer empresa que se dispusesse a fazer doação em troca de favores de governo.

3- As doações recebidas – todas de origem lícita – foram objeto de prestação de contas, devidamente aprovadas pela Justiça Eleitoral.

4- A empresa citada, portanto, fez doação oficial a um parlamentar de oposição que nenhuma influência poderia ter sobre negócios com a Petrobras.

Senador José Agripino (RN)

Presidente nacional do Democratas

COMENTE AQUI

Carlos taxista  07/04/2017

Esse político bandido ainda está Souto - Responder

Cyntia  07/04/2017

*confessou - Responder

Cyntia  07/04/2017

Confessor sem ser intimado pra tal, basta percebe que sendo um parlamentar de oposição tem muito a oferecer, pois esse menino ingênuo só precisa não fazer a oposição que ele afirma ser, ou será que ele sendo presidente do partido não teria força pra convencer sua bancada a não se opor as falcatruas? Conta outra que ninguém aqui acredita nesse papo de mínimo bobo não... - Responder


+ Ver todos os comentários

Moro diz que há risco de retrocesso na Lava Jato

Sergio Moro deu uma entrevista ao Valor. Ele falou sobre os golpes articulados contra a Lava Jato no Congresso Nacional:

“Eu realmente acho que há risco de retrocesso. Fatos como aquela tentativa de anistia”.

A reportagem perguntou:

“O senhor se refere à anistia ao caixa dois ou à tentativa de anistia geral que a Câmara dos Deputados encampou?”

Ele respondeu:

“Se fosse ao caixa dois seria algo menos preocupante. Digo a tentativa de anistia geral. E ainda tem uma incógnita, porque há muitas investigações em andamento. Teremos de ver qual será o destino delas”.

O Antagonista

COMENTE AQUI

paulo martins  11/03/2017

Enquanto o eleitor bitolado insistir no culto sistemático e recorrente a seus "bandidos de estimação", sejam eles quem forem, o Brasil continuará sendo referência permanente de corrupção em todo o mundo. Aliás, esse mesmíssimo eleitor deve avocar para si todas as mezelas da política tupiniquim, posto que é as escolhas políticas equivocadas é responsabilidade exclusiva dele. - Responder

Jean  11/03/2017

Exatamente Jofran. Com ironia e sarcasmo vc definiu muito bem a situação: "o Dr. Moro não ouve testemunha para formar convicções. As suas estão formadas, e formadas desde muito antes, até, que se iniciasse qualquer processo". Lula está vivo, mesmo com todo esse ataque midiático constante, diário e massacrante. E isso faz a Casa Grande Pirar. Pois se for candidato, ganhará as eleições de novo. O povo mais pobre, discriminado e sofrido do Norte e Nordeste, os membros das diversas minorias excluídos socialmente e todos que almejam por justiça social e melhores oportunidades para todos que desejarem, estão acordadas e querem se expressar novamente. - Responder

Jofran  10/03/2017

Aécio vai pegar Liberdade perpétua com Gilmar desdizendo tudo que dizia antes... Moro é Tucano desde menininho em Maringá onde seu pai fundou e dirigiu o PSDB local. kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk - Responder


+ Ver todos os comentários

Lava-Jato: Fachin nega pedidos de Lula, Aécio, Cunha, Dirceu e Gim a delações

Por interino

O ministro Edison Fachin, durante sessão do Supremo Tribunal Federal – Ailton de Freitas / Agência O Globo/08-02-2017

O ministro Edson Fachin, relator dos processos da Lava-Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), negou pedidos feitos pelo ex-presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva; pelo senador Aécio Neves (PSDB-MG); pelo ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha (PMDB-RJ); pelo ex-ministro José Dirceu (PT-SP); e pelo ex-senador Gim Argello (PTB-DF). Dos cinco, três se encontram presos atualmente no Paraná: Cunha, Dirceu e Gim. Lula e Aécio solicitavam acesso a delações premiadas.

Lula queria ter acesso à delação do ex-deputado Pedro Corrêa, firmada com o Ministério Público Federal (MPF), mas ainda não homologada pelo STF. O próprio MPF foi contra o pedido do ex-presidente, uma vez que não houve a homologação até agora. Fachin acrescentou que, mesmo se o acordo já estivesse homologado, o sigilo deveria ser mantido até a instauração de inquéritos baseados na delação, de forma a não comprometer as investigações.

“Assim, enquanto não instaurado formalmente o inquérito, o acordo de colaboração e os correspondentes depoimentos estão sujeitos à tramitação sigilosa. Com a instauração do inquérito, nada obstante o acesso aos autos seja restrito ao juiz, ao Ministério Público e ao delegado de polícia, como forma de garantir o êxito das investigações, assegurado também será ao defensor legalmente constituído amplo acesso aos elementos de prova que digam respeito ao exercício do direito de defesa”, decidiu Fachin.

Aécio pedia acesso à delação de Benedicto Júnior, ex-presidente da Odebrecht Infraestrutura, e Sergio Neves, ex-diretor da Odebrecht em Minas, além de “qualquer outro que tenha mencionado” seu nome. Ele citou matéria do site “BuzzFeed”, publicada em 30 de janeiro, segundo a qual a Procuradoria Geral da República (PGR) pediria investigação para apurar irregularidades nas obras da Cidade Administrativa, a sede do governo de Minas Gerais construída quando ele era governador do estado.

DEFESA DE CUNHA PROTESTA

Diferentemente de Pedro Corrêa, as delações de executivos da Odebrecht já foram homologadas pelo STF. Mas, da mesma forma que fez no pedido de Lula, Fachin destacou que o sigilo deve ser mantido para preservar as investigações. Disse ainda que “eventual menção em termo de colaboração não confere ao peticionário (Aécio), automaticamente, a condição de investigado”.

Cunha pedia que fosse suspensa sua transferência da carceragem da Polícia Federal (PF) em Curitiba para o Complexo Médico Penal em São José dos Pinhais, na região metropolitana da capital paranaense. A medida foi determinada pelo juiz Sérgio Moro, responsável pelos processos da Operação Lava-Jato na primeira instância. A defesa de Cunha alegou que a transferência tem por objetivo forçá-lo a celebrar um acordo de delação premiada. A Superintendência da PF fica numa região mais central que o Complexo Médico Penal. Além disso, permite um acesso mais fácil aos advogados.

O Globo

COMENTE AQUI

Janot denuncia Renan Calheiros na Lava-Jato

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, denunciou nesta segunda-feira o presidente do Senado, Renan Calheiro (PMDB-AL), por corrupção e lavagem de dinheiro. O senador é acusado de usar intermediários para pedir e receber dinheiro de uma empresa com contratos com a Petrobras.

O Globo

COMENTE AQUI

escritor  12/12/2016

Esquenta nao Renan. O STF vai fazer justiça. - Responder

Helio Motta  12/12/2016

Acho que o amigo não está levando em consideração que quem votou em Temer foram os mesmos ungulados que votaram em Dilma. Desta forma que tal assumir a responsabilidade pelo ato? Sabemos todos que assumir responsabilidade não é característica de petralhas, mas ao menos finja. - Responder

Fernando Antonio Ribeiro Bastos  12/12/2016

Ainda bem que seu nome é Maracujina, nada melhor para acalmar os nervos, será que o PT não se valeu do tamanho do PMDB, para tentar se perpetuar no poder, esqueceu que o Temmer foi vice, tudo farinha do mesmo saco e mel do mesmo pote. Lembrar-lhe da famosa música do Caetano: PODRES PODERES. - Responder


+ Ver todos os comentários

Lava Jato: Moro decide julgar mulher de Cunha

56ycg1pa7k_7r5b2qhmb3_fileFoto: Dida Sampaio/05.11.2015/Estadão Conteúdo

O juiz Sérgio Moro, da 13ª Vara Federal de Curitiba (PR), decidiu na última terça-feira (8) ter competência para julgar a jornalista Cláudia Cordeiro Cruz, mulher do ex-deputado federal Eduardo Cunha (PMDB-RJ).

A defesa de Cláudia solicitou a transferência do processo para a Justiça Federal do Rio de Janeiro. A alegação é de que as movimentações bancárias dela nada tem a ver com o esquema de corrupção da Petrobras, investigado pela Operação Lava Jato.

Para Moro, porém, esse argumento “não faz sentido, pois é ela acusada exatamente de ocultação e dissimulação de produto de crime de corrupção no esquema criminoso da Petrobras”.

Moro assinalou ainda que, “se houve ou não lavagem, se agiu ela ou não com dolo, é questão de mérito e não de competência”.

Com a decisão do juiz federal, o depoimento de Cláudia Cruz permanece marcado para o próximo dia 14 de novembro. Ela deverá se manifestar sobre as acusações que sofre na Lava Jato.

Cláudia Cruz é ré na Lava Jato por, supostamente, ter recebido US$ 1 milhão em propinas de contratos da Petrobras. Por isso, vai responder pelos crimes de lavagem de dinheiro e evasão de divisas.

R7

COMENTE AQUI

JC  09/11/2016

Huuunrra! Agora arroxou o cunhão. - Responder

IB  09/11/2016

Abre o bocão Cunha. Delação "bomba-atômica" proxima! - Responder

alf  09/11/2016

Maravilhoso. Taca-lhe pau Moro!!!!!! - Responder

Justiça aumenta pena de José Dirceu na Lava-Jato para 30 anos de prisão

Foto: Geraldo Bubniak / Agência O Globo

O Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) aumentou em dez anos a pena do ex-ministro da Casa Civil José Dirceu, por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, na Lava-Jato. Condenado na primeira instância pelo juiz Sergio Moro, em junho do ano passado, a 20 anos e 10 meses de prisão no processo que envolve a empreiteira Engevix, Dirceu foi sentenciado nesta terça-feira a 30 anos, 9 meses e 10 dias de reclusão. Antes de começar a cumprir a pena definida pela segunda instância, porém, devem ser julgados recursos da defesa.

No mesmo julgamento, o ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto foi absolvido mais uma vez por “insuficiência de provas”, segundo o TRF-4. Vaccari já havia sido absolvido pelos desembargadores em outro processo, em junho, porque as acusações contra ele baseavam-se apenas no depoimento de delatores. O advogado Luiz Flávio Borges D’Urso, que defende o ex-tesoureiro, afirmou que o tribunal “cumpriu a lei e isto é que se espera da Justiça, na qual, o Sr. Vaccari e sua defesa confiam”.

Tiveram as condenações confirmadas nesta terça-feira o ex-diretor da Petrobras Renato Duque e o ex-vice-presidente da Engevix Gerson de Mello Almada. O julgamento iniciou no dia 13 de setembro e teve pedido de vista do desembargador federal Victor Luiz dos Santos Laus. Essa é a 18 ª apelação criminal da Operação Lava Jato julgada pelo tribunal.

O Globo

COMENTE AQUI

Sandoval Pinheiro Amorim  26/09/2017

Não há qualquer comentário que possa ser feito e teve a pena aumentada em 10 naos, passando de 20 para 30 anos, ou seja, não é Sérgio Moro que condena o PT e seus membros e sim as provas no processo. Tornou-se condenado em segunda instância, inelegível. Quando começa a pagar a pena? - Responder

Lava Jato do Rio leiloa carros blindados de acusados por corrupção

A Justiça fará nesta quinta-feira, 17, a partir de 13h, o primeiro leilão de bens apreendidos pela Lava Jato no Rio, braço da operação que investiga o esquema de corrupção do ex-governador do Rio Sérgio Cabral (PMDB). Serão leiloados quatro carros, dois deles blindados, avaliados num total de R$ 507 mil.

Os veículos com blindagem estão em nome de Hudson Braga, ex-secretário de obras de Cabral, e da sua empresa H. Braga Consultoria Empresarial. Os outros dois são do ex-funcionário Wagner Jordão Garcia, apontado como operador financeiro do esquema.

As investigações apontam que Braga cobrava das empreiteiras a chamada “taxa de oxigênio”. Correspondia a 1% dos valores dos contratos com o Estado como propina. Jordão era um dos operadores responsáveis por arrecadar os valores.

Do ex-secretário de Obras, serão leiloados uma Pajero 2014/2015 blindada “em bom estado de uso e conservação”, avaliada em R$ 159 mil, e um jipe Toyota 2015/2016, também blindado, estimado em R$ 104,9 mil, “em excelente estado de uso e conservação”.

No caso de Jordão, serão colocados à venda um Audi Q3 2015/2015 (em perfeito estado de conservação, tanto no interior, quanto no exterior, informa o site do leiloeiro Renato Guedes Rocha), e um Volvo XC 2015 (em ótimo estado geral de conservação, tanto na parte interna, quanto na externa). Os veículos são avaliados respectivamente em R$ 120 mil e R$ 123 mil.

O leilão terá como lance inicial o preço igual ou superior ao valor de avaliação. Se não houver comprador, uma nova etapa será marcada para o dia 28. Nesse caso o lance inicial será menor, podendo ficar em 80% do valor de avaliação dos carros.

Os leilões dos bens de Cabral e Adriana Ancelmo ainda não têm data definida. Está prevista a venda de uma casa de veraneio de Cabral, localizada em Mangaratiba, no litoral sul do Rio.

O pregão presencial será no auditório do Fórum Federal, na Avenida Venezuela, nº 134, no bairro Saúde, zona central do Rio. Haverá simultaneamente o leilão eletrônico no site da Rio Leilões.

COMENTE AQUI

Lava Jato: Investigações do MPF detalharam recebimento das propinas por Henrique Alves

As investigações do Ministério Público Federal (MPF) que resultaram na prisão preventiva do ex-presidente da Câmara Federal Henrique Eduardo Alves, nessa terça-feira (6) em Natal, detalham a ligação entre o ex-parlamentar com Eduardo Cunha – que já se encontrava preso no Paraná – e os outros três alvos dos pedidos de prisão preventiva no Rio Grande do Norte.

Os dois ex-parlamentares são acusados de receberem propina, por meio de doações eleitorais oficiais e não oficiais, nos anos de 2012 e 2014, em troca de favorecimento a empresas de construção civil, como a OAS, Odebrecht e Carioca Engenharia. Já os demais presos pela Operação Manus, da Polícia Federal, auxiliaram Henrique Alves na ocultação dos valores recebidos ilegalmente.

Troca de favores – Os pedidos de prisão preventiva feitos pelo MPF/RN à Justiça Federal apontam que “pelo menos desde 2012, os então deputados federais Eduardo Cunha e Henrique Alves mantinham estreita relação com ‘Léo Pinheiro’, na época presidente do grupo empresarial OAS, prestando-lhe favores de ordem político-parlamentar em troca de vantagens indevidas pagas principalmente por meio de doações eleitorais oficiais”.

Diversas mensagens de Eduardo Cunha a representantes da empresa revelam a preocupação com repasses de dinheiro a Henrique Alves. Somente em 2012, a OAS doou ao Diretório Nacional do PMDB um montante de R$ 3 milhões. Além disso, a investigação do MPF aponta que valores eram repassados mesmo fora do período eleitoral.

Henrique Alves manteve com Leo Pinheiro – cujo nome é José Adelmário Pinheiro Filho – um total de 206 contatos telefônicos. De acordo com o Ministério Público Federal, ele “atuou diretamente para satisfazer os interesses da OAS pertinentes à obra da Arena das Dunas, em Natal”, na qual foi identificado um sobrepreço de R$ 77 milhões. Eduardo Cunha, por sua vez, agiu em favor da empresa em questões como a da concessão de aeroportos e também quanto à rolagem da dívida pública do Município de São Paulo.

Na campanha de 2014, Henrique Alves (candidato derrotado a governador do Rio Grande do Norte) declarou ter recebido da OAS, via Diretório Estadual do PMDB, um total de R$ 650 mil em doações oficiais. No entanto, os dados bancários obtidos durante a investigação apontam para o repasse, pela empresa a esse mesmo diretório, de um total de R$ 3 milhões naquele ano.

Já da Odebrecht foram R$ 4 milhões repassados ao Diretório Nacional, que transferiu ao Diretório Estadual e fracionou os valores para a campanha do então candidato. Executivos da empreiteira informaram ainda o repasse de R$ 2 milhões em recursos não contabilizados, ou não informados – “caixa dois” -, no mesmo ano de 2014.

Da Carioca Engenharia vieram R$ 400 mil em doações eleitorais. Eduardo Cunha mantinha uma “relação antiga de recebimento de propina”, em troca da defesa dos interesses dessa empresa em negócios envolvendo financiamentos da Caixa Econômica Federal, e foi quem solicitou o repasse dos valores indevidos a Henrique Alves.

Ocultação – O MPF acrescenta que a prestação de contas de Henrique, referente à campanha de 2014, contém “indícios de ilicitude não só na obtenção de receitas (…), mas também na realização de despesas”, que teriam sido em boa parte simuladas para justificar a utilização ilícita das quantias recebidas como propina.

Foram identificadas, a partir de informações da Receita Federal e do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), movimentações milionárias – com indícios de irregularidades – em empresas dos envolvidos, como a Pratika Locação, durante a campanha de Henrique Alves em 2014. Tais movimentações incluíam saques em espécie de valores elevados, em pleno período eleitoral.

“Seus nomes e empresas se prestaram a simular gastos com serviços de campanha para justificar a utilização também ilícita e oculta das quantias em provável compra de votos ou até mesmo em proveito pessoal”, indica o Ministério Público Federal.

Buscas e condução coercitiva – Além das prisões preventivas, o MPF obteve da Justiça Federal no RN a condução coercitiva de Arturo Silveira Dias de Arruda Câmara, Raline Maria Costa Bezerra, José Eurico Alecrim Filho, João Gregório Júnior e Jaime Mariz de Faria Júnior. Também foram deferidos os pedidos de busca e apreensão em 16 endereços de empresas e residências localizadas em Natal, Parnamirim e São Gonçalo do Amarante, incluindo a sede do Diretório Estadual do PMDB e das empresas Pratika Locação, Peron Filmes e Art&C.

Os processos tramitam na Justiça Federal no RN sob os números 0001430-69.4.05.8400 e 0000206-62.2017.4.05.8400.

http://www.mpf.mp.br/rn/sala-de-imprensa/noticias-rn/lava-jato-investigacoes-do-mpf-detalharam-recebimento-das-propinas-por-henrique-alves-1

 

COMENTE AQUI

Monkey  07/06/2017

Eu só queria entender, porque essa desgrama não vai para Curitiba/PR? Desculpem a ignorância do macaco... - Responder

Carlos  07/06/2017

Nunca me enganaram..., bando de Jacarés. - Responder

FOTO: PF indicia ex-capa da Playboy na Lava Jato

Taiana Camargo: modelo contou que foi a primeira pessoa a quem o doleiro Youssef mandou mensagem após cair na Lava Jato (Facebook/Playboy/Reprodução)

Três anos após receber um telefonema do doleiro Alberto Youssef avisando que havia caído na Operação Lava Jato, a modelo Taiana de Souza Camargo entrou na mira da maior investigação contra corrupção no País.

Ex-amante do doleiro, Taiana foi indiciada pela Polícia Federal na segunda-feira, 13, pelo crime de lavagem ou ocultação de bens, direitos e valores.

Grande operador de propinas no esquema instalado na Petrobras entre 2004 e 2014, o doleiro é um dos primeiros delatores da Lava Jato. Youssef revelou pagamentos de vantagens ilícitas por empreiteiras a políticos, entre deputados, governadores e senadores.

Em janeiro de 2015, Taiana foi capa da Playboy. Nas páginas da revista ela exibiu charme e curvas generosas. E também contou que foi a primeira pessoa para quem o doleiro mandou mensagem, já na prisão da Lava Jato, em março de 2014.

“Ele nunca mais me ligou depois daquela mensagem. Acho que ele primeiro pensou em se preservar. Fiquei magoada”, disse Taiana, na época.

O ex não mais apareceu para Taiana – até porque ficou preso em regime fechado por dois anos e meio -, e ela, por sua vez, não apareceu para a Polícia Federal. Ao promover seu indiciamento indireto, a PF destacou as “inúmeras tentativas” de ouvir a moça.

“Intimada em 3 de março de 2016, não compareceu pedindo para ser ouvida por precatória. Expedida carta precatória, não compareceu às oitivas marcadas para o dia 25 de julho de 2016, apesar da intimação. Em nova intimação para o dia 6 de outubro de 2016, obteve-se a informação que se encontrava no exterior. A carta precatória foi devolvida sem cumprimento. Taiana deixou o País dia 11 de julho de 2016, retornando dia 23 de dezembro de 2016”, narra a PF.

Negócios

Relatório da Polícia Federal, subscrito pelo delegado Ivan Ziolkowski, aponta que o doleiro, “a título de doação, transferiu um apartamento em São Paulo e uma sociedade em um restaurante para Taiana de Souza Camargo” para ocultar seu patrimônio.

“Alberto Youssef mantinha um relacionamento com Taiana Camargo e transferiu diversos bens e patrimônio para ela a título de ‘presentes’. Além de quitar diversas despesas cotidianas de Taiana como condomínio e escola de seu filho, Youssef pagou para ela em 2011 um veiculo BMW 2007”, identificou a PF.

A declaração de Imposto de Renda de Ajuste Anual/Ano 2010 de Taiana aponta recebimento de RS 44.894,00 de Pessoa Física no Exterior. Em 2011, segundo o relatório, foram transferidos R$ 62.991 mil à modelo.

“Ainda em 2011, Taiana apontou na sua declaração anual um patrimônio total em 31 de dezembro de 2011 de R$ 98.940,04. Chama a atenção, no entanto, que na declaração de 2012, declarou que seu patrimônio na mesma data de 31 de dezembro de 2011 totalizava R$ 1.098.500,00. Ao que tudo indica introduziu valor injustificado como Saldo em Giro e Domicílio para justificar o apartamento que recebeu de Alberto Youssef em 2012”, destaca o delegado.

O relatório destaca que o valor estimado do imóvel, atualmente, é R$ 871.733.66. “Com as oscilações do mercado imobiliário experimentadas nesta década pode-se inferir que o valor declarado em 2012 foi compatível com a realidade”, aponta o delegado.

Para a PF, há “prova indiciária de má-fé” ao ocultar a origem do patrimônio. Segundo o relatório, Alberto Youssef declarou que a ex-amante recebeu a sociedade do restaurante Aracari “porque ele tinha restrições perante a Receita Federal, constituindo-se, portanto, Taiana, como pessoa interposta (laranja) na sociedade”.

“Evidentemente, Taiana tinha conhecimento das atividades ilícitas de Alberto Youssef, ou ao menos, era presumível que soubesse delas. Desta forma, havendo configuração clara da materialidade e autoria, pelos indícios apresentados, determino o indiciamento indireto de Taiana de Souza Camargo pelo crime de lavagem ou ocultação de bens, direitos e valores de Alberto Youssef”, afirma o delegado.

Na entrevista à Playboy, em 2015, Taiana relatou que, durante o namoro, tomou conhecimento de casos de corrupção envolvendo o doleiro, mas sucumbiu. “Cheguei a confrontá-lo. Mas ele disse que essas acusações eram isso, passado, e que eu estava sendo preconceituosa. Acabou me dobrando”, contou.

A reportagem deixou recado no escritório de advocacia ligado à defesa de Taiana de Sousa Camargo. Não houve retorno. O espaço está aberto para manifestação da defesa da ex-amante de Alberto Youssef.

Exame

COMENTE AQUI

Ceará Mundão  16/03/2017

Ai, sim. Pode-se dizer que foi dinheiro bem empregado. kkkkkkk - Responder

JC  16/03/2017

É o maior bicho que come terra... kkkkk - Responder

Edu  16/03/2017

Nem se de coisas ruins a lavajato proporcionou, esse dinheiro aí foi muito bem empregado, parabéns Youssef. - Responder


+ Ver todos os comentários

Cabral é denunciado pela sexta vez na Lava Jato, agora com ‘Juca Bala’

Por interino

Foto: Estadão Conteúdo

A força-tarefa da Lava Jato no Rio de Janeiro denunciou pela sexta vez o ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral (PMDB), desta vez pelos crimes de evasão de divisas, lavagem de dinheiro e corrupção passiva. A denúncia apresentada nesta quarta-feira, 8, inclui ainda outros seis investigados incluindo o doleiro Vinícius Claret, conhecido como “Juca Bala” e preso na última sexta-feira no Uruguai.

A denúncia é um desdobramento das operação Eficiência e que apontou que o esquema do ex-governador teria movimentado US$ 100 milhões no exterior.

Além de Sérgio Cabral, também foram denunciados: Carlos Miranda (25 crimes de evasão de divisas e 21 crimes de lavagem de dinheiro); Wilson Carlos (25 crimes de evasão de divisas e 18 de lavagem de dinheiro); Sérgio Castro de Oliveira – Serjão (8 crimes de evasão de divisas); Vinicius Claret – Juca Bala (25 crimes de evasão de divisas, 9 de corrupção passiva, 9 de lavagem de dinheiro e crime de pertencimento à organização criminosa); Claudio de Souza – Tony/Peter (25 crimes de evasão de divisas, 9 de corrupção passiva, 9 de lavagem de dinheiro e crime de pertencimento à organização criminosa); e Timothy Scorah Lynn (9 crimes de corrupção ativa e 9 de lavagem de dinheiro).

A denúncia imputou, ainda, 25 crimes de evasão de divisas, 30 crimes de lavagem de dinheiro e 9 crimes de corrupção passiva a duas pessoas que fizeram acordo de colaboração premiada com o Ministério Público Federal.

A denúncia desta quarta abrange, especificamente, os crimes envolvendo a evasão de divisas do grupo criminoso por meio de operações dólar-cabo, expediente utilizado por operadores do mercado negro para remeter recursos para o exterior sem passar pela fiscalização das autoridades bancárias.

De acordo com o MPF, o total ocultado no exterior corresponde a R$ 318.554.478,91, “que representa apenas parte do que amealharam dos cofres públicos, por meio de um engenhoso processo de envio de recursos oriundos de propina para o exterior.”,

Com o acordo já foi possível repatriar US$ 85.383.233,61 provenientes das contas Winchester Development SA, Prosperity Fund SPC Obo Globum, Andrews Development SA, Bendigo Enterprises Limited e Fundo FreeFly em nome dos colaboradores. Os recursos encontram-se depositados em conta judicial na Caixa Econômica Federal.

Atualmente o ex-governador está preso preventivamente em Bangu 8, no Rio e já responde a outras quatro ações penais na Justiça Federal no Rio e a uma na Justiça Federal no Paraná, todas desdobramentos da Lava Jato.

R7 com Estadão

COMENTE AQUI

fernando  08/03/2017

Agora , munição não vai faltar. - Responder

Blue  08/03/2017

Haja corrupção desse rapaz. Destruiu a economia do Rio e o presidente da Câmara fica falando merda na imprensa, o porquinho invocado com cara devwuem quer soltar um flato. - Responder

Lava-Jato: Cabral, Adriana e mais cinco são denunciados na Lava-Jato no caso Comperj

Por interino

O ex-governador do Rio chega ao IML de Curitiba (PR) acompanhado por agentes da PF – Geraldo Bubnia

O ex-governador do Rio Sérgio Cabral (PMDB), a mulher Adriana Ancelmo e mais cinco investigados na Operação Calicute foram denunciados por crimes como corrupção passiva e lavagem de dinheiro nesta sexta-feira pelo Ministério Público Federal (MPF), em Curitiba, no âmbito da Operação Lava-Jato. A força-tarefa pede o ressarcimento, em prol da Petrobras, de R$ 2,7 milhões.

De acordo com o MPF, o grupo teve envolvimento no pagamento de vantagens indevidas a partir do contrato da Petrobras com o Consórcio Terraplanagem Comperj, formado pelas empresas Andrade Gutierrez, Odebrecht e Queiroz Galvão.

Também foram denunciados além de Cabral e Adriana, Wilson Carlos (ex-secretário de Governo e considerado seu braço-direito), Carlos Emanuel Miranda (sócio do ex-governador Sérgio Cabral, apontado como operador exclusivo do ex-governador); Rogério Nora (ligado a Andrade Gutierrez); Clóvis Primo ( ligado a Andrade Gutierrez) e Monica Carvalho (mulher de Wilson Carlos e ex-assessora de Cabral no Senado).

Na quarta-feira, a Polícia Federal em Curitiba já tinha indiciado o ex-governador do Rio Sérgio Cabral (PMDB), seu braço-direito e ex-secretário de governo, Wilson Carlos, e Carlos Emanuel de Carvalho Miranda, o Carlinhos, apontado como um dos operadores do esquema.

ENTENDA O CASO

Cabral é acusado pela Lava-Jato de liderar um grupo que teria cometido os crimes de corrupção, organização criminosa e lavagem de dinheiro. As investigações apuraram um desvio de cerca de R$ 224 milhões com diversas empreiteiras, dos quais R$ 30 milhões somente com a Andrade Gutierrez e a Carioca Engenharia, em obras como a reforma do Maracanã e o Arco Metropoliltano, em troca de aditivos em contratos públicos e incentivos fiscais, que estão na base da atual insolvência financeira do Estado.

O Globo

COMENTE AQUI

Lava Jato: MPF anuncia devolução de R$ 204 milhões à Petrobras, maior já feita pela justiça penal no país

size_810_16_9_logo-petrobrasO Ministério Público Federal anunciou nesta sexta-feira (18) a devolução de mais de R$ 200 milhões de reais aos cofres da Petrobras, recuperados pela Operação Lava Jato. “Trata-se da maior devolução de recursos já feita pela justiça penal no nosso país”, disse a procuradora-chefe do MPF, Paula Cristina Conti Thá, ao lado de representantes da Polícia Federal, da Receita Federal e da Justiça Federal do Paraná. No total, já foram devolvidos mais de 500 milhões de reais.

“Na primeira ocasião foram devolvidos 157 milhões de reais e na segunda, mais 139 milhões. Essas duas primeiras restituições envolveram recursos provenientes da devolução de apenas dois investigados, ex-funcionários da estatal”, disse Paula Cristina. Ela também explicou que os valores estão sendo devolvidos à estatal porque o entendimento da Justiça é de que “a empresa é vítima direta dos crimes praticados por alguns de seus ex-executivos e ex-funcionários”.

O presidente da Petrobras, Pedro Parente, destacou que além do prejuízo econômico, os atos ilícitos praticados na estatal afetaram moralmente a força de trabalho da empresa, milhares de funcionários que nunca participaram de irregularidades. “Uma minúscula minoria de funcionários e executivos envergonhou a imensa maioria de colaboradores e aposentados que construíram a grandeza da companhia”, disse.

Segundo ele, a empresa atua para prevenir que a situação se repita e se empenha em contribuir com investigadores para recuperar todo o potencial de ressarcimento, calculado em 5,5 bilhões de reais. “Estamos com uma atitude proativa no combate a desvios, fraudes e corrupção”, disse Parente.

10 medidas contra a corrupção

O procurador da República Deltan Dallagnol avalia que “esse dinheiro impressiona, mas não é só o dinheiro”. “O que nós temos satisfeito hoje é o sentimento de justiça de todo o povo que não está acostumado a ver nem um tostão retornar aos cofres públicos. Não podemos mais considerar normal o que é anormal”, disse.

Em sua fala, o procurador destacou a importância do apoio e pressão da sociedade para a aprovação das 10 medidas contra a corrupção. Elas foram propostas pelo MPF para prevenir desvios públicos por meio do Projeto de Lei nº 4850/16, em trâmite na Câmara dos Deputados. “No nosso país as pessoas têm o direito de reaver o dinheiro desviado dos cofres públicos, mas aqui, via de regra, nem um centavo é recuperado. No Brasil, é a vítima quem paga o pato porque o sistema favorece a impunidade”.

As 10 medidas receberam o apoio de 2,3 milhões de assinaturas, coletadas por voluntários em todo o país, e têm previsão de ser votadas na Comissão Especial no dia 22 de novembro.

Agência Brasil

 

COMENTE AQUI

Luciana Morais Gama  18/11/2016

Interessante que não vi nenhuma manifestação dos funcionários da Petrobras, do Sindicato dos Petroleiros, da Associação dos Engenheiros da Petrobras, em defesa da estatal pela roubalheira na Operação Lava Jato. Muito estranho. São cúmplices???? - Responder

Lava Jato: Lula, Delcídio e outros 5 viram réus

Former Brazilian President (2003-2011) Luiz Inacio Lula da Silva gestures during a meeting with the Workers' Party (PT) members in Sao Paulo, Brazil on March 30, 2015 AFP PHOTO / Nelson ALMEIDA        (Photo credit should read NELSON ALMEIDA/AFP/Getty Images)
Former Brazilian President (2003-2011) Luiz Inacio Lula da Silva gestures during a meeting with the Workers’ Party (PT) members in Sao Paulo, Brazil on March 30, 2015 AFP PHOTO / Nelson ALMEIDA (Photo credit should read NELSON ALMEIDA/AFP/Getty Images)

O juiz Ricardo Leite, da 10ª Vara da Justiça Federal de Brasília, aceitou denúncia apresentada pelo Ministério Público e transformou em réus o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o ex-senador Delcidio do Amaral (sem partido-MS), o ex-chefe de gabinete de Delcídio Diogo Ferreira, o banqueiro Andre Esteves, o advogado Edson Ribeiro, o pecuarista José Carlos Bumlai e o filho dele, Maurício Bumlai. Eles são acusados de tentar obstruir a Justiça tentando comprar o silêncio do ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró.

A TV Globo entrou em contato com a assessoria do Instituto Lula, mas até a última atualização desta reportagem não havia obtido resposta.

A denúncia foi apresentada ao Supremo Tribunal Federal (STF) no começo deste ano, mas o ministro Teori Zavascki, relator dos processos da Lava Jato na Corte, determinou que fosse enviada para a Justiça Federal de Brasília depois que Delcídio foi cassado no Senado e perdeu o foro privilegiado.

Segundo a Procuradoria, o procurador Ivan Cláudio Marx fez “acréscimos à peça inicial, com o objetivo de ampliar a descrição dos fatos e as provas”, e aponta os mesmos crimes que a Procuradoria Geral já havia identificado: embaraço à investigação de organização criminosa, patrocínio infiel (quando advogado não defende interesses do cliente) e exploração indevida de prestígio.

O MP informou que os detalhes do aditamento da denúncia não serão divulgados em razão do sigilo, mas esclareceu que o procurador pediu o fim do sigilo no caso.

Ida do processo para Brasília

Quando Delcídio perdeu o foro, o procurador-geral da República pediu ao Supremo que o caso fosse remetido para o juiz Sérgio Moro, responsável pela Operação Lava Jato no Paraná, por entender que havia conexão dos fatos com o esquema de corrupção na Petrobras.

Segundo Janot, alguns dos denunciados, como o empresário José Carlos Bumlai, o filho dele Maurício Bumlai e o próprio Cerveró já são alvos de processo no Paraná. Advogados de defesa dos acusados, no entanto, contestaram o pedido de envio ao Paraná.

O banqueiro André Esteves, um dos denunciados, argumentou que o suposto crime foi cometido em Brasília. Já o ex-presidente Lula afirmou que o caso deveria ir para Justiça Federal de São Paulo porque fatos narrados ocorreram naquele estado.

O ministro Teori Zavascki reconheceu que o que permitia que o inquérito seguisse no Supremo era o foro privilegiado de Delcídio. Mas, depois que ele foi cassado, o caso deveria continuar na primeira instância, frisou o ministro.

Mas ele entendeu que o próprio Supremo já decidiu que não há a chamada “prevenção” para o que não se referir especificamente à corrupção na estatal. Segundo o ministro, a definição do juízo que deve tocar o caso deve ser feita conforme o local onde o crime foi cometido.

Conforme o ministro, os delitos ocorreram no Rio de Janeiro, em São Paulo e em Brasília, “com preponderância desta última porque onde desempenhava o ex-parlamentar sua necessária atividade”.

Teori Zavascki também frisou que foi em Brasília que o filho de Cerveró, Bernardo, gravou a conversa que deu origem à descoberta da trama.

G1

COMENTE AQUI

Heineken  29/07/2016

SIFU.. hahahaha - Responder

sergio dias  29/07/2016

Pronto. Quem vem a Natal dia 02.08;16, não é o ex-presidente Lula e sim o réu da Lava-jato Lula. Bem perto de ir para Papuda. - Responder

Djalma  29/07/2016

Olha aí petralhada.. Não foi o Moro... kkkkk.. ainda vem mais chumbo grosso pegando esta cambada de corruptos.. e vem de: Portugal, Estados Unidos, Suiça.... Roubos na Petrobrás, Eletrobrás, Nuclebrás, Fundos de Pensão, etc.. Desvios direto do patrimônio público com o saque patrocinado por Dona Letícia Lula da Silva e seus famigerados filhos nos tesouros do Palácio do Planalto; ontem a Polícia Federal que o molusco larápio mandou as empresas corruptas do petrolão gastarem um milhão e meio de reais numa reforma ao seu gosto em um sítio "que não era seu".. Não sei onde vai ficar a cara deste pessoal da seita petista.. vão arranjar alguma desculpa.. coisas da CIA, do FBI.. que mandara eles roubarem descaradamente ... Vai "filosofa" Marile Chauí, conta ou conto da carochinha para ver se a petralhada acredita... - Responder


+ Ver todos os comentários