STJ autoriza varredura nas contas de Orlando Silva e Agnelo Queiroz

O STJ determinou a quebra do sigilos bancários e fiscal de Agnelo Queiroz (PT) e Orlando Silva (PCdoB).

Deve-se a providência a um pedido do procurador-geral da República, Roberto Gurgel. Ele apura as desvios praticados no Ministério do Esporte.

Agnelo, hoje governador do DF, chefiou a pasta até 2006, sob Lula. Foi sucedido por Orlando, afastado por Dilma Rousseff há duas semanas.

Segundo Gurgel, a quebra dos sigilos é necessária para “averiguar a compatibilidade” entre o patrimônio e a renda dos investigados.

Serão varejados os dados relativos ao período de janeirode 2005 a dezembro de 2010. Os advogados da dupla não esboçaram intenção de recorrer.

“Pode quebrar, sem problema. Não vamos fazer nenhum recurso porque quem não deve não teme”, disse Luís Carlos Alcoforado, defensor de Agnelo.

Antônio Carlos de Almeida Castro, advogado de Orlando, considerou “açodada” a providência.

Mas assentiu: “Se é para investigar, que o faça de forma de cabal, porque provará a inocência. Portanto, a quebra de sigilo é positiva.”

Josias de Souza

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Orlando Silva embolsou mais de R$ 357 mil em diárias em 5 anos

Durante o tempo em que esteve no comando do Esporte (de 2006 até a semana passada), Orlando Silva embolsou 147 556 reais com diárias de viagem. Em restituições, foram mais 210 332 reais.

Para se ter uma ideia do volume de diárias pagas a Silva, o diplomata Antonio Patriota, que sempre ocupou postos de destaque no Itamaraty e atualmente é o chanceler de Dilma Rousseff recebeu, no mesmo período, em diárias 29 782 reais – o valor em restituições foi ainda menor.

Enquanto esteve por cima no Esporte, Silva custou ao país 357 888 reais, já descontados aí o salário e demais benesses do cargo.

Por Lauro Jardim

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Celso Veiga  31/10/2011

Meu Caro Bruno Essa conta só pode está errada... Sem querer defender o ministro, percebe-se que existe muita maldade na informação. Se não vejamos: R$ 357.888,00 em 5 anos representa em média, R$ 71.577,60 por ano e por mês a singela quantia de R$ 5.964,48. Qualquer Secretário aqui do RN que precise viajar 3 0u 4 vezes por mês à Brasília perfaz essa quantia. Considerando que o ministro tinha uma agenda concorrida, inclusive no exterior, acho que esse valor esta muito modesto. - Responder

Gravação mostra que Ministério do Esporte tentou encobrir fraudes de delator

“Eu só posso dizer a você duas coisas: primeiro, nós vamos apurar que merda é essa. A coisa fugiu do controle, e, por isso, estamos abrindo uma outra frente…”

“…Isso é um absurdo, está errado. Antes de mais nada, tá errado. […] Como é que você tá sendo cobrado em R$ 3 milhões?”

Os comentários acima foram feitos, em abril de 2008, numa reunião noturna realizada na surdina, no Ministério do Esporte.

Foram pronunciados por Fábio Hansen, à época chefe de gabinete da Secretaria de Esporte Educacional, a repartição que gerencia o programa ‘Segundo Tempo’.

Auxiliado por Charles Rocha, então chefe de gabinete da secretaria-executiva do Ministério do Esporte, Hansen tentava acalmar o policial militar João Dias Ferreira.

Hoje, João Dias frequenta o notíciario como delator de um esquema que desvia verbas do Esporte para as arcas do PCdoB, partido do ministro Orlando Silva.

Naquela noite de 2008, o policial, dono de duas ONGs brindadas com verbas de convênios esportivos, era apenas uma ameaça de escândalo.

Precavido, João Dias gravou a reunião. Como já era esperado, o teor da gavação veio à luz nas páginas da última edição de ‘Veja’.

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Dilma vai demitir Orlando Silva. PCdoB vê PT por trás das denúncias

Estadão

Preocupada com a crise no Ministério do Esporte, a presidente Dilma Rousseff convocou uma reunião de emergência logo que chegou de Angola, na noite desta quinta-feira, 20, com a coordenação política do governo. Apesar de não ter convicção do envolvimento do ministro Orlando Silva em fraudes nos convênios da pasta, Dilma está certa de que o desgaste político é irreversível. Ela decidiu substituir Orlando, mas a tendência é que mantenha o ministério com o PC do B.

Dilma ouviu os relatos do ministro da Justiça, José Eduardo Martins Cardozo, sobre o andamento das investigações na Polícia Federal e no Ministério Público. A pedido de Orlando, a Advocacia-Geral da União impetrou queixa-crime contra o policial militar João Dias Ferreira e o motorista Célio Soares Pereira, que o acusam de desvio de recursos no programa Segundo Tempo.

“Nós temos de ter muita serenidade nessa hora porque não apareceu nenhuma prova contra o Orlando”, disse o ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência, Gilberto Carvalho, momentos antes de participar da reunião com Dilma, no Palácio da Alvorada. Carvalho afirmou que o governo não planeja tirar o ministério do PC do B.

A saída de Orlando, porém, é considerada questão de tempo pelo Palácio do Planalto. Auxiliares de Dilma suspeitam de ações da Fifa e da CBF para desgastar o ministro, mas o PC do B vê o dedo do PT na operação e avisou que abrirá guerra contra o governador petista do Distrito Federal, Agnelo Queiroz, caso seja abandonado à própria sorte.

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SHATONSON  21/10/2011

E AINDA FALTAM TRES ANOS PRA COPA DO MUNDO, IMAGINEM O QUE VEM POR AI... SE ISSO É APENAS APONTA DO ICEBERG, O ROMBO DEVE SER GRANDE E LARGO. - Responder

#EsporteGate. BOMBA vai explodir

Reunido a portas fechadas com lideranças da oposição, o PM João Dias forneceu detalhes sobre o esquema de cobrança propinas da pasta dos Esportes. Informou que o balcão funcionava no prédio do próprio ministério, forneceu nomes de empresas e de pessoas, esmiuçou reuniões e disse ter gravado uma delas.

Mais: João Dias declarou a senadores e deputados oposicionistas que já entregou a gravação à revista ‘Veja’. Disse que será veiculada no próximo fim de semana. Segundo João Dias, soam no áudio as vozes de assessores do Ministério dos Esportes que se reuniram com ele a pedido do ministro Orlando Silva.

A conversa é de abril de 2008, época em que Orlando já ocupava a poltrona de ministro. Serviu para alinhavar um acordo nada republicano. Combinou-se que João Dias não denunciaria a engrenagem de cobrança de propinas. Algo que ameaçava fazer.

Em troca do silêncio, a equipe de Orlando Silva isentaria duas ONGs do PM de irregularidades em convênios firmados com o ministério. Coisa de R$ 3,2 milhões. O acordo fora esboçado, segundo João Dias, numa reunião que ele mantivera antes com o próprio Orlando Silva. Esse diálogo prévio não foi gravado.

Porém, disse o PM aos parlamentares, o áudio do segundo encontro, captado sem que os presentes soubessem, faz menção à combinação feita com o ministro. O blog conversou com três dos parlamentares que ouviram o relato de João Dias: Álvaro Dias (PSDB-PR), Chico Alencar (PSOL-RJ) e Ronaldo Caiado (DEM-GO).

Os três declararam-se impressionados com a riqueza de detalhes do relato. Em essência, o detrator de Orlando Silva contou o seguinte:

1. Rescisão retroativa: Combinou-se que João Dias, em litígio com os operadores do esquema de propinas, teria encerrados os convênios de suas ONGs. Embora o acerto seja de abril de 2008, o termo do encerramento dos negócios foi datado de dezembro de 2007. Por quê? Para evitar que irregularidades apontadas posteriormente caíssem na malha de órgãos de controle como TCU e da CGU.

2. Central de fraudes: João Dias disse que entrou em atrito com Orlando Silva e Cia. ao recusar-se a pagar propina de 20% sobre os convênios que celebrou. Pagou, segundo disse, entre 1% e 2%. A central de desvios funcionava, segundo o acusador, nas dependências do ministério. Envolvia convênios do programa ‘Segundo Tempo.’

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Ministro dos Esportes, Orlando Silva é ouro no revezamento 4 por R$ 100

Da Piauí Herald

SUBSOLO – O Ministro dos Esportes Orlando Silva conquistou um expressivo resultado para o país ao bater o recorde mundial no revezamento 4 por R$ 100 indoor. “Treinei durante semanas o momento exato da passagem das notas para não perder sequer um décimo de segundo. Sou capaz de receber em 0.86 segundos cada maço de cédulas de R$ 100”, explicou orgulhoso.

Presente na abertura dos jogos Pan-Americanos em Guadalajara, Orlando destacou o crescimento da modalidade no país: “Cada vez vejo mais ministros praticando o revezamento 4 por R$ 100 e tenho certeza que, em breve, meu recorde será batido. Em poucos anos, Brasília será uma potência esportiva na modalidade”, discursou emocionado.

Em solenidade no final da tarde, Orlando Silva anunciou o repasse de verbas significativas para a ONG Segunda Caixa. “Tenho o sonho de levar o revezamento 4 por R$ 100 para as olimpíadas de 2016. Através da ONG, faremos milhares de crianças entrar para a política de forma a poderem praticar a modalidade “, explicou.

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Evandro Lobão  18/10/2011

A queda do ministro Orlando Silva é uma questão de Dias.  De José Dias, policial militar que denunciou esquema de propina no Ministério dos Esportes. - Responder