AGU diz que proibir Bolsonaro de divulgar cloroquina seria ação “temerária”

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A Advocacia-Geral da União (AGU) afirmou que uma decisão judicial que proíba o presidente Jair Bolsonaro ou qualquer membro do Executivo de divulgar o uso da cloroquina e da hidroxicloroquina seria uma ação ‘temerária’. A manifestação foi encaminhada ao decano, ministro Celso de Mello, que pediu explicações ao Ministério da Saúde sobre o uso do medicamento.

Segundo a defesa do governo, no enfrentamento de crises como a do novo coronavírus as autoridades competentes devem adotar ‘soluções que sejam precisas e eficazes ao atendimento das necessidades sociais que, nessas ocasiões, vão naturalmente surgindo a cada momento’. Ao Judiciário, a recomendação seria, ‘em linguagem moderna’, a ‘postura de autocontenção’.

“As políticas públicas e a realização de despesas públicas são implementadas no interesse coletivo ou geral, a partir de planejamento administrativo que deve atender a toda a sociedade brasileira, sem privilégios ou preferências, afigurando-se absolutamente temerária uma ordem judicial para que o Presidente da República ou seus ministros de Estado se abstenham de divulgar estudos em andamento de combate à pandemia”, alegou a AGU.

A manifestação foi enviada na segunda, 6, ao Supremo. Um dia depois, o presidente Bolsonaro foi diagnosticado com covid-19 e, desde então, usa as redes sociais para relatar que está fazendo seu tratamento com hidroxicloroquina – substância sem eficiência comprovada.

“Sabemos que hoje em dia que existem outros remédios que podem ajudar a combater o coronavírus, sabemos que nenhum tem sua eficácia cientificamente comprovada, mas sou uma pessoa que está dando certo. Eu confio na hidroxicloroquina”, disse o presidente, na terça, 7.

A manifestação foi enviada ao decano, que cobrou explicações do governo sobre o uso da cloroquina e hidroxicloroquina no tratamento de pacientes. O pedido foi enviado ao ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, no âmbito de ação movida pela Confederação Nacional dos Trabalhadores em Saúde (CNTS).

A liberação de nota informativa sobre o uso da cloroquina e da hidroxicloroquina em pacientes em estágio leve da doença foi a primeira ação de Pazuello como ministro interino da Saúde e ocorreu após pressão de Bolsonaro. Antes dele, os ex-ministros Luiz Henrique Mandetta e Nelson Teich se recusaram a assinar orientações para o uso da substância para todos os pacientes com covid-19.

Em notas técnicas enviadas ao Supremo, o Ministério da Saúde destaca que a nota informativa não impõe o uso da substância como tratamento, e sim deixa a cargo do médico prescrever o medicamento e informar os pacientes sobre a opção.

No mês passado, a Organização Mundial da Saúde suspendeu definitivamente os testes com a hidroxicloroquina no ensaio clínico global Solidariedade, pois o remédio não apresentou benefícios contra a covid-19.

“As evidências dos ensaios sugerem que a hidroxicloroquina, quando comparada com o padrão de tratamento em pacientes hospitalizados, não reduz a mortalidade. Com base nessa análise e nas revisões publicadas, chegamos à conclusão de interromper os estudos randomizados com hidroxicloroquina no Solidariedade”, explicou Ana Maria Henao-Restrepo, chefe do departamento de pesquisa de vacinas da OMS.

Estadão Conteúdo

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Fora BOLSOTRALHA disse:

    É MELHOR o Ivermectina para matar essa verme MALDITA…FORA VERME DO MAL ' BOSTA PODRE…CAGANEIRA PODRE….DIARRÉIA …CHARLATÃO DO INFERNO

  2. Pão com mortadela vencida disse:

    Bolsonaro 2022 e .

  3. Raimundo disse:

    Quem decide tratamento é o médico e não uma associação de esquerda ou um ministro do STF.
    As autoridades que adoecem tomam o que já que nenhum remédio tem eficácia comprovada?
    Ficam em casa tomando chá???

  4. Raimundo disse:

    Por que essa associação de trabalhadores da saude não consultou os médicos, que na sua maioria prescreve ou toma a cloroquina?
    São trabalhadores da saude ou sindicato ligado à CUT?
    Se for pensar em comprovação científica nenhum remédio é comprovado.
    Por isso, o paciente deveria ficar em casa sem tomar nada.
    Vai fazer o que na UBS ou hospital se não há nenhum remédio comprovado?
    Nem respirador tem comprovação científica.
    Grande parte das pessoas que usam respiradores morrem.
    Há estudos que indicam que respiradores podem ser prejudicial a quem tem covid
    Em Nova Iorque, 80% dos pacientes entubados morriam.
    Essa associação quer proibir o uso de respiradores?
    De remédio para afinar o sangue? Corticoide?
    Deixem os médicos trabalharem.
    Para tomar o remédio o médico tem que prescrever e o paciente tem que aceitar.
    Por os abutres estão preocupados?
    A Globo dia e noite fala mal da cloroquina.
    A população dá ouvidos à Globo ou a Bolsonaro?
    Vários médicos famosos adoeceram e tomaram a cloroquina.
    Esse estudo da OMS disse que não estava fazendo muita diferença para paciente hospitalizados.
    O Protocolo de Madri é usar no início da doença, na fase da replicação viral e não depois que está na UTI.

  5. MORO 2022 disse:

    Esse cara é inimputável. Se mecher com doido o resultado não é bom. Vamos ter calma que 2022 está chegando.

    • Curió disse:

      Moro 2022, na cadeia!

    • Raimundo disse:

      A esquerda não cansa de passar vergonha.
      Sempre tentam chegar ao poder utilizando gabinetes do ódio virtual, comandados por marqueteiros muito bem pagos, que produzem memes e narrativas fake com o objetivo de denegrir a imagem do presidente.
      Em 2018, vários partidos e candidatos torraram dinheiro em campanhas.
      Saiu na imprensa que alguns cooptaram caciques políticos, impediram determinados partidos de apoiar outros candidatos.
      A imprensa radical de esquerda tentou divulgar fake News para iludir a população.
      "Artistas" abusaram do poder midiático para tentar iludir a população e nada.
      Recentemente, até Moro traiu o Brasil.
      Agiu de forma inconsequente ao tentar prejudicar o presidente que foi capaz de derrotar a esquerda.
      Agora moro critica Bolsonaro mas nada diz dos ministros do STF que sempre atacaram a lavajato e os congressistas que aprovaram leis para prejudicar a lavajato.
      Nada diz contra o fingido Doriana, nada diz de Rodrigo Maia que o chamou deempregado de Bolsonaro.
      Nada diz contra o STF que permitiu o intercept de ficar divulgando material hackeado contra moro e a lavajato.
      O material que os hackers pegaram de várias autoridades e a PF apreendeu, o STF não deixou divulgar…
      Alexandre de Moraes determinou que o material ficasse em poder do STF.
      A população certamente tem curiosidade…
      Mas só foi permitido divulgar as conversas da lavajato
      E Moro não critica o STF.
      Só critica Bolsonaro.
      Por que?
      Ah, a esquerda usa essa tática, narrativa de ficar repetindo mentiras para ver se pessoas fracas caem.
      Chamar Bolsonaro de louco.
      É uma tática rasteira, digna da propaganda usada em regimes cruéis como o nazismo e o comunismo.
      Tentar fazer chacota de pessoas de bem que os derrotaram.

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