Aliança pelo Brasil admite que não vai participar das eleições em 2020

A menos de 40 dias do prazo limite estabelecido pela Justiça Eleitoral para que os partidos políticos obtenham registro para disputar as eleições municipais deste ano, a cúpula da Aliança pelo Brasil, sigla que o presidente Jair Bolsonaro tenta criar, admite que não vai conseguir participar dos pleitos deste ano. Até ontem, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) havia validado apenas 3.334 assinaturas – são necessárias, no mínimo, 492 mil para obtenção do registro.

De acordo com o advogado Luís Felipe Belmonte dos Santossegundo vice-presidente e principal operador do partido a ser criado, foram coletadas mais de 1 milhão de assinaturas, mas elas não foram reconhecidas nos cartórios eleitorais. “Nossa parte foi feita, mas os cartórios eleitorais estão recusando todas as fichas com firma reconhecida. Eles alegam que não houve regulamentação. Além disso, o sistema cai toda hora. Os cartórios eleitorais não estavam preparados para um volume tão grande (de assinaturas)”, disse Belmonte.

O TSE, porém, informou que o Aliança apresentou um total de 66.252 assinaturas – além das 3.334 validadas, outras 48.127 estão em prazo de impugnação, 2.593 na fase de análise dos cartórios e 12.198 já foram consideradas inaptas.

Na tentativa de se viabilizar, o Aliança mandou um pedido ao TSE perguntando se era possível dispensar a validação de assinaturas pela Justiça Eleitoral quando o apoio tivesse sido reconhecido por tabelião do registro de notas. O pedido ainda tramita na Corte Eleitoral.

Diante da dificuldade, o discurso bolsonarista agora é que não há pressa em registrar a legenda. “O presidente não está pensando na próxima eleição, mas na próxima geração. Se não der agora, não tem problema, até porque seria um risco. Não haveria tempo de, em duas semanas, formar diretórios, filiar e procurar candidatos em 5.700 municípios”, disse Belmonte.

“O presidente não quer quantidade, mas qualidade. Ele quer pessoas de confiança para evitar que se repita o que houve com o PSL”, afirmou o advogado, em referência ao partido pelo qual Bolsonaro se elegeu, e do qual se desfilou em novembro.

Ausência. A avaliação de Belmonte é que a ausência do Aliança nas eleições de 2020 não terá peso relevante no projeto de reeleição de Bolsonaro em 2022. “O nome dele tem força e não depende de prefeitos o apoiando. O presidente deve apoiar candidatos pontuais. A lógica de ter que eleger muitos prefeitos para ter uma base na disputa presidencial foi destroçada em 2018.”

ESTADÃO CONTEÚDO

 

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Verdade disse:

    Aonde que esse crápula foi eleito sem partido sem dinheiro contra tudo e contra todos?
    Esse pilantra foi eleito com muita grana e com tudo que há ruim em nossa sociedade. Com mentiras, fakenews e tudo mais. Alguma dúvida?
    Agora é #ForaBolsonaro sua equipe e seu projeto destruidor.

  2. Ceará-Mundão disse:

    Bolsonaro foi eleito sem dinheiro, sem partido forte e contra TUDO e TODOS (grande mídia, "artistas", "educadores"…). Será que (eles) ainda não entenderam que o povo (lúcido e do bem) quer um Brasil diferente, assentado nos bons valores, com ordem e progresso PARA TODOS? Se quiséssemos a continuação da porcaria que estávamos vivendo, teríamos votado no "Andrade", na corja de bandidos que nos roubavam. Pena que nosso povo não tenha esclarecimento suficiente para expurgar os canalhas do Congresso. Mas, já melhorou. Talvez na próxima completem os o serviço. Por enquanto, vamos à manifestação em defesa do presidente que elegemos.

  3. Junin disse:

    A conversa é essa ante o fracasso….e ainda dizer que não depende de prefeitos….!!! Qual político não depende de bases nesse país de políticos corruptos?????

  4. Minion alienado disse:

    Xiiiii!!! Cadê o 🐄 da ⛪️? Fraquejaram? Não tiveram patrocínio ou o projeto político não é unânime? Com a palavra os analistas políticos Minions, eles irão explicitar o fracasso e posteriores esculhambar com a esquerda e o petê.

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