AUMENTO DOS PREÇOS NO RN: Associação diz em nota que custos dos produtos não são definidos pelos supermercados, e sim pelos fornecedores

A Associação dos Supermercados do Rio Grande do Norte (ASSURN) soltou nota no final desta sexta-feira informando que vem recebendo informações de seus associados sobre o aumento de preços de alguns produtos praticados por fornecedores nos últimos dias.

A ASSURN diz na nota, como entidade representativa, esclarece aos consumidores que:

1 – Os custos de produtos não são definidos pelos supermercados. Há diversas etapas de produção até a entrega do produto nas lojas;

2 – Os supermercados apenas repassam o custo dos produtos de acordo com os valores adquiridos da indústria;

3 – A ASSURN está trabalhando incansavelmente para manter o equilíbrio nas relações de consumo diante da pandemia do coronavírus (covid-19). E não compactua com a elevação injustificada de preços, principalmente, em período de fragilidade da população no que se refere à saúde pública;

4 – Os supermercados estão tentando negociar custos com seus fornecedores, mantendo a mesma margem de comercialização. Segundo recomendação da ASSURN, os supermercados não aumentaram e não devem aumentar suas margens de lucro em respeito aos consumidores. Alguns supermercados inclusive estão reduzindo margem de produtos para não repassar todo o aumento aos consumidores;

5 – A orientação aos supermercados associados é que refute qualquer aumento de preço sem explicação mercadológica;

6 – Reafirmamos que nossa missão é oferecer qualidade e preços justos em um ambiente limpo e seguro. Estamos trabalhando junto com nossos fornecedores para que tudo seja normalizado o quanto antes;

7 – A ASSURN reforça a atitude da Associação Brasileira de Supermercados (ABRAS) que comunicou, nesta terça-feira (24), à Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), do Ministério da Justiça e Seguridade Pública, sobre práticas abusivas de aumento de preços por parcela da indústria de alguns setores.

Por fim, ressaltamos que os supermercados não irão parar. Estamos cumprindo o nosso dever que é servir à sociedade.

Pedimos, mais uma vez, aos consumidores que respeitem as limitações de circulação de clientes dentro das lojas como recomendado em decreto estadual. E que não há necessidade de correria aos supermercados.

Evite aglomerações.

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. nasto disse:

    Isso acontece no BRASIL há muito tempo. Os aproveitadores usam a situação para fazer o que bem entendem. Aumenta, falsifica, burlam e o povo que se ferre. VC não encontra máscaras , álcool gel, e outros medicamentos nas farmácias e drogarias. Um medicamento que comprei o mês passado por R$ 21,00 esse mês encontrei o mesmo por R$ 61,00. Isso é normal no Brasil. Os grandes querem sempre acabar com os pequenos. O resto é politicagem BARATA.

  2. Paulo disse:

    A cultura do "levar vantagem em tudo" é o mal que o Brasil tem. Até numa trafédia como essa pandemia do coronavírus muitos de aproveitam para faturar muito encima dos angustiados.
    Nos países de primeiro mundo as indústrias fabricam os produtos e os repassam até mais barato do que períodos sem vírus . Eis a diferença .

    • Fernanda disse:

      Falar de solidariedade ou de preocupação com a população, só aos domingos nas missas e cultos da vida. Na pratica, eis ai um dos nossos maiores problemas: "individualismo, ganância, esperteza, oportunismo…"
      Combater essa mazela dentro de cada um de nós e na sociedade é importante e mesmo essencial.
      Não sobreviveremos muito tempo convivendo com tanto ódio, rancor, divisionismo, desamor, falta de solidariedade, insensibilidade, entre inúmeros outros defeitos que, infelizmente ainda temos em excesso.

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