Foto: Amanda Perobelli/REUTERS
O Banco Central identificou um suposto esquema de fraudes e lavagem de dinheiro envolvendo o Banco Master, 36 empresas — muitas de pequeno porte e sem atividade real — e fundos de investimento ligados à gestora Reag. As informações são do Valor Econômico.
Segundo comunicação enviada ao Ministério Público, os recursos vinham de empréstimos fictícios concedidos a essas empresas, que depois aplicavam o dinheiro em fundos como D Mais e Bravo. Esses fundos, por sua vez, investiam em outros fundos da Reag, onde ocorreria o desvio.
O dinheiro tinha como origem depósitos em CDBs feitos por clientes do Banco Master, muitos com garantia do FGC. Após circular por fundos e operações suspeitas, os valores voltavam ao banco como novos CDBs, agora em nome de laranjas.
Um dos principais instrumentos usados no esquema seriam as cártulas do antigo Besc. O fundo High Tower comprava esses papéis por valores baixos e os registrava por preços muito maiores. Um lote adquirido por R$ 850 milhões foi reavaliado para R$ 10,8 bilhões.
Com isso, o fundo informou um retorno anual de 10,5 milhões por cento em 2024, gerando um ganho de R$ 10,5 bilhões em um ano.
A empresa Brain Realty aparece na lista com um empréstimo de R$ 449 milhões. Em média, cada empresa envolvida movimentou cerca de R$ 288 milhões.
O BC também apontou o uso de fundos exclusivos para lavagem de dinheiro, incluindo Astralo 95, Reag Growth 95, Hans 95, Maia 95 e Anna — alguns citados na Operação Carbono Oculto, que investigou o uso de fundos para ocultar dinheiro do PCC.
Além desse esquema, o Banco Central apura outra fraude envolvendo a venda de R$ 12,2 bilhões em créditos inexistentes do Banco Master para o BRB. Parte dos recursos dessas operações teria sido usada em pedidos de aumento de capital com dinheiro de contas laranja.
O BC pediu à Justiça o bloqueio de R$ 11,5 bilhões para ressarcir credores, como o FGC e fundos de pensão públicos.
A Reag afirmou que seus fundos são regulados, auditados e supervisionados pela CVM e pelo BC.
A defesa de Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, negou qualquer ligação com as operações investigadas.
A cada dia que passa, esse escândalo do ex Banco Master, só afunda mais algumas figuras proeminentes da nossa república, aí tem pano para render até 2027, será que vamos ter uma renovação do estado a altura de modificar algo? Eu creio que sim, os podres devem se torar.