Política

Com aval de Bolsonaro, Fábio Faria transforma cerimônia em evento de pacificação entre Poderes

Foto: reprodução/TV Brasil

Com o aval do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), o ministro das Comunicações, Fábio Faria, fez da entrega de prêmio distribuído por sua pasta, nesta terça-feira (14), um evento de pacificação entre os Poderes. Também receberam a premiação membros do Tribunal de Contas da União (TCU) e da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), em meio a um impasse sobre dos prazos para a efetiva implementação do 5G no Brasil. Ministro conseguiu atrair ao Palácio do Planalto políticos e personalidades que vêm se tornando desafetos do presidente. Compareceram Dias Toffoli, Davi Alcolumbre, Rodrigo Pacheco, entre outros.

Em discurso ao final do evento, Bolsonaro enalteceu o trabalho de Fábio Faria na implantação do 5G no Brasil e sobre a relação entre os Poderes o presidente disse que “não tem como nós não acreditarmos no futuro dessa nação, tendo o Legislativo, tendo o Judiciário cada vez se entendendo mais para o bem comum de todos nós”.

Na entrega do Prêmio Marechal Rondón de Comunicações, instituído este ano para homenagear personalidades de destaque no setor, o Faria conseguiu atrair para o Palácio do Planalto políticos e personalidades que já estavam se tornando desafetos do presidente da República. O gesto teve o “ok” do presidente, de acordo com uma alta fonte do governo.

Chamou a atenção a presença do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), na solenidade — embora ele não tenha sido alvo preferencial dos ataques proferidos por Bolsonaro. Toffoli é amigo de Faria e aceitou o convite para receber o prêmio, depois que o presidente do Supremo, Luiz Fux, afirmou que não poderia comparecer.

A simples presença de Toffoli, porém, já representa um gesto de aproximação entre Judiciário e Executivo, momentos após a fervura dos atos de 7 de Setembro que gerou temores de uma ruptura institucional no país.

Outro agraciado foi o senador Davi Alcolumbre (DEM-AP), cuja relação com o Planalto vem se deteriorando nos últimos meses. O principal ponto de desgaste é a indicação do ex-ministro da Justiça, André Mendonça, para uma vaga no STF.

A fonte com quem o Valor conversou reconhece que a rejeição no Senado ao nome de Mendonça ainda é enorme no Senado. Ela remonta à produção por ele, no ano passado, de um dossiê com pessoas consideradas “antifascistas” quando ele ainda comandava o Ministério da Justiça.

Mas esse auxiliar de Bolsonaro afirma que o presidente ainda não desistiu da nomeação do “terrivelmente evangélico”, como prometeu, para o posto. E diz que há conversas e articulações por parte de diversos ministros para tentar salvar a indicação.

O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), sentou-se ao lado de Bolsonaro na cerimônia. Pacheco vinha sinalizando que pretendia recusar a Medida Provisória das Fake News, editada por Bolsonaro na véspera dos atos de 7 de Setembro, o que dificultaria a retirada de conteúdos e a remoção de contas das redes sociais. Três semanas atrás, Pacheco rejeitou o pedido de impeachment protocolado por Bolsonaro contra o ministro Alexandre de Moraes.

Bolsonaro, em sua fala, fez um apelo para que notícias falsas não sejam reguladas. “Se for levar em conta o que se fala do presidente nas mídias sociais, eu duvido, quem apanha mais do que eu… Mas em nenhum momento recorri ao judiciário para tentar reparar isso, porque entendo que o fake news é quase como um apelido”, disse.

“Se botar um apelido agora no Queiroga e ele ficar chateado, vai pegar o apelido. Cai por si só. Não precisamos de regular isso aí. Deixemos o povo à vontade”, completou o presidente.

Faria também decidiu premiar o presidente da Anatel, Leonardo Euler de Morais, e quatro ministros do Tribunal de Contas da União (TCU), diretamente envolvidos no processo de regulamentação da tecnologia 5G no país.

Pelo TCU, receberam os prêmios os ministros Jorge Oliveira, ex-ministro da Secretaria-Geral, Bruno Dantas, Walton Alencar Rodrigues e Vital do Rêgo Filho.

Nesta segunda (13), a votação na Anatel da versão final do edital do leilão de 5G foi adiada por tempo indeterminado, depois que o conselheiro da Anatel Moisés Queiroz Moreira pediu vista (mais tempo para análise). Em seu discurso Faria fez referência ao 5G e afirmou que pretende publicar o edital até, no máximo, semana que vem.

“[O edital do leilão de 5G] está agora na Anatel. Teve um pedido de vista, falei com o relator ontem e hoje, e ele me garantiu que está mandando as perguntas finais para o ministério das recomendações do TCU”, disse Faria. “Na semana que vem, estaremos votando para publicarmos o edital e termos o leilão do 5G pro país.”

Com Valor Econômico

Opinião dos leitores

  1. É a tática do sogro do Fábio. Se ninguém nos premia vamos criar o troféu imprensa para nós nos premiarmos.

    1. Parece que sim, mas a parada gay do dia 12 foi um fiasco, não apareceu quase ninguém

Comente aqui

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Saúde

COVID: Brasil registra 643 óbitos e 34 mil novos casos nas últimas 24h

O Ministério da Saúde divulgou os dados mais recentes sobre o coronavírus no Brasil nesta quinta-feira (16):

– O país registrou 643 óbitos nas últimas 24h, totalizando 589.240 mortes;

– Foram 34.407 novos casos de coronavírus registrados, no total 21.069.017.

O Ministério da Saúde calcula que 20.173.064 pessoas já se recuperaram da covid-19.

A média móvel de casos, que estava em queda nas últimas semanas, voltou a subir, ficando em 15.731 nesta quinta-feira (16). A média móvel de mortes ficou em 581, número ligeiramente abaixo do registrado na quarta-feira (15), de 597.

Comente aqui

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Saúde

Pfizer e Ministério da Saúde investigam morte de adolescente que recebeu dose do imunizante; Anvisa não vê relação causal

Foto: LEANDRO FERREIRA/FOTO ARENA/ESTADÃO CIONTEÚDO – 31/08/2021

A Pfizer emitiu um comunicado nesta quinta-feira (16) reconhecendo a morte de um adolescente após a aplicação da primeira dose de sua vacina em São Bernardo do Campo (SP). Segundo a farmacêutica, o caso está sob investigação mas, até o momento, “não foi estabelecida uma relação causal entre o ocorrido e o imunizante”. A empresa também investiga relatos de miocardite e pericardite após a aplicação do imunizante.

No caso do óbito, trata-se de um jovem de 16 anos que recebeu a aplicação em 25 de agosto. Um dia depois, segundo consta no relato do Centro de Informações Estratégicas e Resposta de Vigilância em Saúde (Cievs), o adolescente começou a sentir sintomas como cansaço e falta de ar. Em 27 de agosto ele procurou atendimento médico e voltou para casa. No entanto, o paciente resolveu procurar novamente o serviço e, posteriormente, foi transferido para UTI de um hospital após quadro de mal súbito. Ele morreu em 2 de setembro.

Ao detalhar a ciência dos casos de miocardite e pericardite, que são inflamações no coração e no revestimento externo do órgão, a farmacêutica definiu os relatos dos eventos adversos após a aplicação da vacina como “raros”. “A Pfizer leva o acompanhamento e monitoramento destes casos muito a sério”, disse no comunicado.

A farmacêutica ainda reitera a autorização que recebeu da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para aplicar a vacina em adolescentes e que a “autorização regulatória já havia sido concedida pelo FDA e pela EMA”, que são as agências regulatórias de saúde dos EUA e da União Europeia. “O benefício da vacina ComiRNAty permanece estabelecido”, completou.

Momentos antes da divulgação da mensagem, o Ministério da Saúde anunciou a suspensão da imunização em crianças e adolescentes no Brasil, mantendo apenas a recomendação para as pessoas da faixa etária que estão no grupo prioritário, que inclui jovens com comorbidades, com deficiências permanentes ou privadas de liberdade.

O secretário de Vigilância em Saúde, Arnaldo Medeiros, reiterou que o ministério ainda apura o óbito. “Precisamos fazer toda uma investigação clínica laboratorial detalhada para verificar se essa associação temporal está relacionada à aplicação. Esse é um exemplo de situação que precisamos ficar atentos”, afirmou.

A decisão da pasta, no entanto, não foi diretamente relacionada à morte do jovem em São Bernardo do Campo, mas à “ocorrência de efeitos adversos”, de forma geral, e à falta de “evidências científicas sólidas”, segundo o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga.

No mês passado, a Pfizer e a BioNTech anunciaram a assinatura de uma carta de intenções com a farmacêutica brasileira Eurofarma para a produção de vacina contra a covid-19. A vacina será produzida no Brasil e distribuída em toda a América Latina.

Leia a nota da Pfizer na íntegra

“A Pfizer está ciente de relatos raros de miocardite e pericardite, além de outros possíveis eventos adversos, após a aplicação de vacina de RNA mensageiro contra a COVID-19, e leva o acompanhamento e monitoramento destes casos muito a sério

Especificamente sobre o caso de óbito em São Bernardo do Campo, a companhia está acompanhando, mas, até o momento, não foi estabelecida uma relação causal entre o ocorrido e o imunizante da Pfizer.

A ComiRNAty, vacina da Pfizer/BioNTech contra a COVID-19, recebeu em 11 de junho de 2021 a aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) para uso em adolescentes de 12 a 15 anos no Brasil.

A autorização regulatória da vacina para adolescentes já havia sido concedida pelo FDA e pela EMA (agências regulatórias de saúde dos EUA e União Europeia), além de países como Reino Unido, Canadá, Chile, Uruguai, Israel, Dubai, Hong Kong, Filipinas, Cingapura e Japão.

A vacina demonstrou eficácia de 100% em estudo clínico com jovens dessa faixa etária. Os ensaios de fase 3 foram realizados em 2.260 adolescentes, nos Estados Unidos, e apresentaram respostas robustas na produção de anticorpos com perfil de segurança favorável, muito semelhante ao observado nos outros grupos etários.

Com centenas de milhões de doses da vacina Pfizer BioNTech COVID-19 administradas globalmente, o benefício da vacina ComiRNAty permanece estabelecido.

A definição da utilização e da disponibilização da vacina no Brasil é feita com base em critérios de recomendação do Programa Nacional de Imunizações (PNI).”

Anvisa não vê relação causal

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) informou por meio de nota nesta quinta-feira (16), que investiga o caso da morte de uma adolescente de 16 anos após aplicação da vacina da Pfizer contra a Covid-19.

A agência destacou que “no momento, não há uma relação causal definida entre este caso e a administração da vacina” e que “os dados recebidos ainda são preliminares e necessitam de aprofundamento para confirmar ou descartar a relação causal”.

Com R7 e CNN Brasil

Comente aqui

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Política

VÍDEO: “Com Bolsonaro, nós estamos com a menor taxa de juros dos últimos 35 anos”, diz Ciro Gomes

Em entrevista para a jornalista Leda Nagle, Ciro Gomes afirmou que “com Bolsonaro, nós estamos com a menor taxa de juros dos últimos 35 anos”.

E completou dizendo, “olha que coisa vergonhosa para essa conversa mole de esquerda, da goela pra fora, do petismo que é tudo lambança. Pagaram as maiores taxas de juros da história”.

Ciro atribuiu a alta cobrança na taxa de juros ao ex-presidente Fernando Henrique “que criou isso lá atrás” e ao lulopetismo que “levou isso à enésima potência”.

Opinião dos leitores

Comente aqui

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Saúde

MEC estuda criação da primeira universidade federal digital do país

Foto: Roque Sá/Agência Senado

O Ministério da Educação (MEC) planeja criar uma universidade federal digital para, segundo o ministro Milton Ribeiro, ampliar o acesso dos estudantes de todo o país à rede pública federal de ensino.

“Queremos criar a primeira universidade federal digital no país e ampliar o acesso a todos”, disse o ministro ao participar, hoje (16), de audiência pública na Comissão de Educação do Senado.

Um documento preliminar do Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE), organização social vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, de maio deste ano, cita a avaliação de viabilidade da iniciativa entre as metas da Secretaria de Educação Superior (Sesu-MEC) para promover a educação à distância nas instituições federais de ensino superior por meio do programa Reuni Digital.

Hoje, no Senado, o ministro Milton Ribeiro disse que a iniciativa segue o modelo já implementado por outros países e respeita as diretrizes, metas e estratégias definidas no Plano Nacional de Educação (PNE). De acordo com o ministro, o uso das modernas tecnologias de informação podem baratear os custos do ensino de qualidade.

“É isso que temos visto em grandes países que estão desenvolvendo essa ferramenta. Vamos começar com alguns cursos e todos vão poder ter acesso, pois com 400, 500 professores, eu posso atingir a milhões de alunos no país todo, obedecendo às premissas do PNE”, disse o ministro.

O ministro lembrou que, nos últimos anos, o orçamento das universidades federais foi impactado pela crise econômica e, principalmente, pela pandemia da covid-19.

“Quando falamos em diminuição das verbas para as universidades federais, eu concordo plenamente. Vejo que, em um passado não tão distante, o orçamento do ensino federal era muito grande, muito maior do que o que temos hoje”, disse Ribeiro

“Vale dizer que vivemos tempo de guerra, de pandemia”, acrescentou o ministro, enfatizando que, na proposta orçamentária para 2022, o ministério pede ao Congresso Nacional que autorize um aumento de recursos para a pasta.

“A proposta que o Parlamento vai apreciar fala em um aumento mínimo de cerca de 17% para as universidades federais, e de 28% para os institutos federais. Por que isso? Porque temos 69 universidades federais com 281 campi. E 38 institutos, Cetecs [centros educacionais técnicos], além do Dom Pedro II. E esses, juntos, somam 670 campi. Então, além da visão política de dar mais oportunidade à [formação] de mão de obra técnica, o número de campi [do segundo grupo] é muito maior”, comentou Ribeiro.

Agência Brasil

Comente aqui

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

Cientistas recebem US$ 15 milhões para ressuscitar mamute extinto há 4 mil anos

O objetivo não é clonar um mamute, mas criar, por meio da engenharia genética, um híbrido de elefante-mamute. Foto: Gamma-Rapho via Getty Images

Trazer criaturas extintas de volta à vida é quase que a força vital na ficção científica. Em sua forma mais perigosa, pense em Jurassic Park e seu estábulo de dinossauros.

Os avanços na genética, no entanto, estão tornando a ressurreição de animais perdidos uma possibilidade real.

Os cientistas já clonaram animais em extinção, por exemplo, e podem sequenciar DNA extraído de ossos e carcaças de animais daqueles que deixaram de existir há muito tempo.

Agora, os geneticistas — nome daqueles que se dedicam à genética — liderados pela George Church da Harvard Medical School, pretendem trazer o mamute peludo, que desapareceu há 4.000 anos, de volta à vida.

Os esforços receberam um grande impulso nesta segunda-feira (13) com o anúncio de um investimento de US$ 15 milhões. Com o aporte, os cientistas imaginam um futuro onde o gigante da era do gelo com presas será restaurado ao seu habitat.

Híbrido de elefante-mamute

Os defensores dizem que trazer de volta o mamute em uma forma alterada pode ajudar a restaurar o frágil ecossistema da tundra ártica, combater a crise climática e preservar o ameaçado elefante asiático, a quem o mamute peludo – ou lanoso, como também é chamado – está mais intimamente relacionado. No entanto, é um plano ousado repleto de questões éticas.

O objetivo não é clonar um mamute — o DNA que os cientistas conseguiram extrair do mamute lanoso permanece congelado no permafrost está muito fragmentado e degradado —, mas criar, por meio da engenharia genética, um híbrido de elefante-mamute vivo e ambulante que seria visualmente indistinguível de seu antecessor extinto.

“Nosso objetivo é ter nossos primeiros bezerros nos próximos quatro a seis anos”, disse o empresário de tecnologia Ben Lamm, que com Church fundou a Colossal, uma empresa de biociência e genética para apoiar o projeto.

‘Agora podemos realmente fazer isso’

O novo investimento e foco trazidos por Lamm e seus investidores representam um grande passo à frente, disse Church, o professor Robert Winthrop de Genética da Harvard Medical School.

“Até 2021, foi uma espécie de projeto secundário, francamente. Mas agora podemos realmente fazer isso”, disse Church. “Isso [o dinheiro investido] vai mudar tudo.”

Church tem estado na vanguarda da genômica, incluindo o uso de CRISPR, ferramenta revolucionária de edição de genes descrita como uma reescrita do código da vida para alterar as características das espécies vivas.

Um de seus trabalhos famosos é o de criar porcos cujos órgãos são compatíveis com o corpo humano. O projeto poderá, um dia, fazer que um rim para um paciente que precisa de um transplante venha de um porco.

“Tivemos que fazer muitas mudanças [genéticas]. Até agora foram 42 para torná-los compatíveis com os humanos. E, nesse caso, temos porcos muito saudáveis ​​que estão se reproduzindo e doando órgãos para testes pré-clínicos no Hospital Geral de Massachusetts”, disse ele.

“Com o elefante, é um objetivo diferente, mas é um número semelhante de mudanças.”

Segundo Church, a equipe de pesquisa analisou os genomas de 23 espécies vivas de elefantes e mamutes extintos. Os cientistas acreditam que precisarão programar simultaneamente “mais de 50 mudanças” no código genético do elefante asiático para dar a ele as características necessárias para sobreviver e prosperar no Ártico.

Essas características incluem uma camada de 10 centímetros de gordura isolante, cinco tipos diferentes de cabelo desgrenhado, incluindo alguns que chegam a um metro de comprimento, e orelhas menores que ajudarão o híbrido a tolerar o frio, disse Church.

A equipe também planeja tentar realizar modificações para que o animal não tenha presas, de modo que não seja alvo de caçadores de marfim.

Assim que uma célula com essas e outras características for programada com sucesso, Church planeja usar um útero artificial para passar do embrião ao bebê — algo que leva 22 meses para os elefantes vivos. No entanto, essa tecnologia está longe de ser estabelecida, e Church disse que não descartou o uso de elefantes vivos como substitutos.

“A edição, eu acho, vai correr bem. Temos muita experiência com isso, eu acho, fazer os úteros artificiais não é garantido. É uma das poucas coisas que não é pura engenharia, talvez haja um pouquinho de ciência lá também, o que aumenta sempre a incerteza e o tempo de entrega”, disse ele.

Ceticismo

Love Dalén, professor de genética evolutiva do Centro de Paleogenética de Estocolmo, que trabalha com a evolução dos mamutes, acredita que há valor científico no trabalho realizado por Church e sua equipe, principalmente no que diz respeito à conservação de espécies ameaçadas de extinção que têm doenças genéticas ou uma falta de variação genética como resultado da consanguinidade.

“Se as espécies ameaçadas perderam genes que são importantes para elas … a capacidade de colocá-las de volta nas espécies ameaçadas, isso pode ser muito importante”, disse Dalén, que não está envolvido no projeto.

“Ainda me pergunto qual seria o ponto principal. Em primeiro lugar, você não vai conseguir um mamute. É um elefante peludo com alguns depósitos de gordura.

“Nós, é claro, temos muito poucas pistas sobre quais genes fazem de um mamute um mamute. Nós sabemos um pouco, mas certamente não sabemos nem perto o suficiente.”

Outros dizem que é antiético usar elefantes vivos como substitutos para dar à luz um animal geneticamente modificado. Dalén descreveu mamutes e elefantes asiáticos como tão diferentes quanto humanos e chimpanzés.

“Digamos que funcione e não haja consequências horríveis. Nenhuma mãe de elefante substituta morre”, disse Tori Herridge, bióloga evolucionista e especialista em mamutes do Museu de História Natural de Londres, que não está envolvida no projeto.

“A ideia de que, trazendo mamutes de volta e colocando-os no Ártico, você projeta o Ártico para se tornar um lugar melhor para o armazenamento de carbono. Esse aspecto eu tenho vários problemas.”

Alguns acreditam que, antes de sua extinção, animais de pasto como mamutes, cavalos e bisões mantinham as pastagens na parte norte do nosso planeta e mantinham a terra congelada embaixo, pisoteando a grama, derrubando árvores e compactando neve.

A reintrodução de mamutes e outros mamíferos de grande porte nesses locais ajudará a revitalizar esses ambientes e a desacelerar o degelo do permafrost e a liberação de carbono.

No entanto, tanto Dalén quanto Herridige disseram que não havia evidências para apoiar essa hipótese, e era difícil imaginar manadas de elefantes adaptados ao frio causando qualquer impacto em um ambiente que está lutando contra incêndios selvagens, crivado de lama e aquecendo mais rápido do que em qualquer outro lugar no mundo.

“Não há absolutamente nada que diga que colocar mamutes lá fora terá algum efeito sobre a mudança climática”, disse Dalén.

Em última análise, o objetivo final declarado de rebanhos de mamutes errantes como engenheiros de ecossistema pode não importar, e nem Herridge nem Dalén criticam Church e Lamm por embarcarem no projeto. Muitas pessoas ficarão felizes em pagar para chegar perto de um mamute proxy.

“Talvez seja divertido exibi-los no zoológico. Não tenho grande problema com isso se eles querem colocá-los em um parque em algum lugar e, você sabe, fazer as crianças mais interessadas no passado”, disse Dalén.

Há “pressão zero” para que o projeto gere dinheiro, disse Lamm. Ele está apostando no esforço que resulta em inovações que têm aplicações em biotecnologia e saúde.

Ele comparou a forma como o projeto Apollo fez com que as pessoas se preocupassem com a exploração espacial, mas também resultou em muitas tecnologias incríveis, incluindo GPS.

“Estou absolutamente fascinado por isso. Sinto-me atraído por pessoas que são tecnologicamente aventureiras e é possível que faça uma diferença positiva”, disse Herridge, o especialista em mamutes.

CNN Brasil

 

Comente aqui

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

Falta um mês: Jorge & Mateus na contagem regressiva para o Arena das Dunas 360

Foto: Divulgação

A contagem regressiva já começou: falta um mês para o Arena das Dunas 360 com Jorge & Mateus e Raí Saia Rodada, no dia 16 de outubro.

Uma das maiores duplas da música brasileira, Jorge & Mateus não esconde a ansiedade em voltar aos palcos no Rio Grande do Norte, principalmente por um projeto diferenciado em um estádio de Copa do Mundo. “Estamos muito felizes com esse retorno”, disse Jorge.

Eles destacaram a procura de ingressos por compradores de todo o Brasil. “A gente já sabe de pessoas do Brasil inteiro comprando e a festa vai ser linda”, afirmou Mateus.

A procura por mesas tem ocorrido não só de cidades do RN como de outros estados do Brasil. De acordo com a organização, houve procura por compras de pessoas do Ceará, Paraíba, Pernambuco, Bahia, Amazonas e Rio Grande do Sul para o show que será realizado mês que vem na Arena das Dunas. “Queremos ver vocês, fãs, fazendo um super show com a gente”, afirmou a dupla.

Para a organização do Arena das Dunas 360, a grande procura já mostra que o evento tem tudo para ser diferenciado no Brasil com a sua proposta de realização seguindo todos os protocolos estabelecidos pelo decreto de retomada de eventos publicado pelo Governo do Estado em uma grande área aberta e ventilada proporcionando espaço para o distanciamento do público e equipes de produção devidamente orientados e testados contra a Covid-19.

As mesas continuam à venda no site Less Click (www.lessclick.com.br). Mais informações no perfil da Clap Entretenimento no Instagram @maisclap_

 

Comente aqui

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Política

Avaliação de Bolsonaro piora e reprovação chega a 53%, diz Datafolha

Foto: Pablo Jacob/Agência O Globo

Após a semana mais tensa de seu mandato, o presidente Jair Bolsonaro segue com sua reprovação em tendência de alta. Ela chegou a 53%, pior índice de seu mandato. Foi o que aferiu o Datafolha nos dias 13 a 15 de setembro, quando o instituto ouviu presencialmente 3.667 pessoas com mais de 16 anos, em 190 municípios de todo o país. A margem de erro é de dois pontos para mais ou menos.

A oscilação positiva dentro da margem de erro em relação ao recorde apontado em levantamento feito em julho, de 51% de reprovação, dá sequência à curva ascendente desde dezembro do ano passado.

O presidente é avaliado como bom ou ótimo por 22%, oscilação negativa dos 24% da pesquisa anterior, que já indicava o pior índice de seu mandato. O consideram regular 24%, mesmo índice de julho.

“Isso sugere que as cenas do 7 de Setembro, com a avenida Paulista cheia por exemplo, reproduzem uma fotografia do nicho decrescente do bolsonarismo entre a população. Se queria fazer algo além de magnetizar fiéis, Bolsonaro fracassou”, assim destaca trecho de matéria na Folha de São Paulo.

Com Folha de São Paulo

 

Opinião dos leitores

  1. Datafolha é muito seria, do grupo folha e globo!!! Eu vi isso acontecer. A prova do datafolha foram os dias 07/09 e 12/09…. bateu segundo as pesquisas.

  2. Esse tipo de pesquisa é o engana trouxa, as ruas tem uma outra fotografia bem diferente da realidade. Estas pesquisas forjadas estão manjadas, não cola mais.

Comente aqui

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Esporte

Ranking da Fifa de seleções: França sai do “pódio”, enquanto Bélgica segue líder; Brasil é o 2º

Foto: Gonzalo Fuentes/Reuters

A Fifa divulgou na manhã desta quinta-feira o ranking atualizado de seleções após os jogos das Eliminatórias para Copa de 2022. Atual campeã mundial, a França saiu do “pódio”, dando lugar para Inglaterra. Bélgica seguiu em primeiro lugar, assim como o Brasil, que manteve o segundo lugar.

Outras novidades no top-10 do ranking foi a entrada da Dinamarca no décimo lugar, tirando os Estados Unidos. Portugal e Espanha trocam posições em relação ao último divulgado.

Foram pontuados no ranking de setembro 152 jogos de Eliminatórias pelo planeta, além de 25 amistosos. A próxima versão será divulgada em 21 de outubro.

TOP-10 DO RANKING DE SELEÇÕES:

1º Bélgica – 1832.33 pontos

2º Brasil – 1811.73

3º Inglaterra – 1755.44

4º França – 1754.31

5º Itália – 1735.73

6º Argentina – 1725.31

7º Portugal – 1674.90

8º Espanha – 1673.68

9º México – 1666.19

10º Dinamarca – 1658.49

Globo Esporte

Comente aqui

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Meio Dia RN

VÍDEO MEIO-DIA RN: Confira o programa desta quinta-feira

Confira programa desta quinta-feira(16). O Meio-Dia RN, com este blogueiro, debateu os principais assuntos no Estado, pelo país e no mundo. Clique abaixo e assista via YouTube.

Comente aqui

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

Buraco na camada de ozônio ultrapassa tamanho da Antártica

Foto: ESA/COPERNICUS SENTINEL

O Serviço de Monitoramento da Atmosfera Copernicus (CAMS) anunciou, nesta quinta-feira, que o buraco na camada de ozônio no Hemisfério Sul ultrapassou o tamanho da Antártica, continente com cerca de 14 milhões de quilômetros quadrados.

— Depois de um início bastante normal, o buraco de ozônio em 2021 cresceu consideravelmente nas últimas duas semanas, e agora é maior do que 75% dos buracos de ozônio nesta época desde 1979 — anunciaram os cientistas responsáveis por acompanhar o desenvolvimento do buraco da camada de ozônio sobre o Polo Sul.

Eles destacaram ainda que, no ano passado, o buraco já havia crescido de forma fora do normal, e se tornado um dos maiores já registrados pela organização. Os pesquisadores acrescentam que o dano na camada observado neste ano pode continuar a crescer nas próximas semanas:

— (O buraco) parece muito semelhante ao do ano passado, que também não era realmente excepcional até o início de setembro, mas depois se tornou um dos maiores e mais duradouros buracos na camada de ozônio em nosso registro de dados nesta época do ano. Agora, nossas previsões mostram que o buraco deste ano evoluiu para um um pouco maior do que o normal. O vórtice é bastante estável e as temperaturas estratosféricas estão ainda mais baixas do que no ano passado, por isso pode continuar a crescer ligeiramente nas próximas duas ou três semanas.

O anúncio foi feito na data em que é celebrado o Dia Internacional para a Preservação da Camada de Ozônio. Desde que o buraco sobre a Antártica foi descoberto, em 1985, ele tem sido monitorado pelo CAMS, que também acompanha a radiação ultravioleta que atravessa a camada de ozônio para atingir a superfície da Terra.

De acordo com o serviço, a cada ano, à medida que o Hemisfério Sul entra na primavera, produtos químicos produzidos pelo homem liberados na atmosfera quebram o ozônio sobre a Antártica e deixam a camada muito mais fina.

O Globo

Comente aqui

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *