Internações por covid-19 atingem níveis recordes em 14 países europeus

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Pelo menos 14 países europeus atingiram números recordes de hospitalizações de pacientes com o novo coronavírus esta semana, em um momento em que a segunda onda do vírus está tomando o velho continente, segundo dados oficiais compilados pela AFP.

Polônia (14.631), República Tcheca (6.604) e Bélgica (5.924) são os países com a maior porcentagem de leitos hospitalares ocupados por pacientes com covid-19.

Também estão na lista dos mais afetados Hungria, Bulgária, Portugal, Áustria, Eslováquia, Croácia, Eslovênia, Albânia, Letônia, Islândia e Gibraltar, de acordo com os dados disponíveis.

Apenas 35 países e territórios, dos 52 que compõem a Europa, com uma população de 470 milhões, divulgam os números dos leitos hospitalares ocupados por doentes da pandemia. A maioria deles são membros da União Europeia.

Mais de 135 mil pacientes com o vírus estão atualmente hospitalizados nos 35 países que disponibilizam dados, em comparação com menos de 100 mil uma semana atrás.

As nações com mais doentes internados em relação à sua população são a República Tcheca (com 62 pacientes por 100 mil habitantes), Romênia (57) e Polônia (39).

França (21.160), Espanha (17.520) e Ucrânia (16.332) têm o triste privilégio de ocupar o pódio dos países com o maior número total de hospitalizações por covid-19.

Embora não tenha atingido os números de internações hospitalares de abril, com um recorde de 31.131 em 14 de abril, a França viu a quantidade de pessoas hospitalizadas aumentar em 50% esta semana, alcançando um total de 21.160, segundo dados de quinta-feira.

Os países em que o número de pacientes internados subiu mais rapidamente na última semana foram a Sérvia (+97%), Bélgica (+81%), Áustria (+69%) e Itália (+65%).

Apenas em Montenegro houve uma diminuição, de 16%, deste dado fundamental para avaliar a gravidade da crise de saúde.

A situação do coronavírus está piorando na Europa, onde nesta sexta-feira foram ultrapassados os 10 milhões de casos, segundo o balanço da AFP.

AFP/UOL