Moraes afirma que não tem como controlar fake news espalhadas no WhatsApp

Foto: Rosinei Coutinho/SCO/STF

O ministro Alexandre de Moraes reconheceu, nesta quarta-feira (10/10), que é praticamente impossível controlar a disseminação de notícias falsas espalhadas por WhatsApp. As redes sociais, disse, são mais fáceis de monitorar, uma vez que a Justiça pode determinar a retirada de conteúdos do ar, o que é diferente em relação a aplicativos de mensagens privadas.

“Você passa para alguém, outro passa para outro, que passa para outro, que passa para outro, e geralmente passa para os próprios grupos, os mesmos falando com os mesmos. Então, é muito difícil”, comentou.

Apesar disso, o ministro acredita que as fake news não influenciaram o resultado das eleições no primeiro turno. “Não estou dizendo que redes sociais não tiveram influência, mas dizer que as fake news tiraram um candidato ou outro do segundo turno é exagero”.

O ministro Gilmar Mendes também falou das dificuldades de se controlar as notícias falsas e cobrou responsabilidade dos candidatos para coibir essas práticas.

“A produção de fake news é uma máquina quase que natural. Hoje com isto aqui (celular), a gente mesmo, que tem todo o cuidado com informações, de vez em quando é pego de surpresa, porque recebe uma informação, acredita, acha engraçada e passa para o amigo. No momento seguinte, pensa: ‘poxa, estou espalhando fake news’”, disse.

Gilmar relatou que ele próprio repassou uma informação mentirosa dias atrás para o ministro da Segurança Raul Jungman e que se sentiu envergonhado por isso. “Eu estava indagando ele, mas daqui a pouco está disseminando. É tão fácil fazer algo com aparência de verdade, com certa verossimilhança”, disse.

O ministro também defendeu que a Procuradoria-Geral da República aja de maneira mais enérgica contra notícias falsas em relação às urnas eletrônicas e, como exemplo, citou o vídeo que mostrava uma urna completando sozinha o voto no PT após digitar o número 1. “A urna eletrônica faz parte de um departamento no Brasil, juntamente com outros setores, que é a Justiça Eleitoral, do Brasil que dá certo”, frisou.

Moraes também falou sobre o tema e comparou as posturas dos presidenciáveis Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT).

“Os dois finalistas, os partidos dos dois, acabaram contestando a Justiça Eleitoral. O Bolsonaro com absurdas declarações sobre as urnas e o PT com outra absurda ação dizendo que cancelamento de títulos eleitorais poderia prejudicar alguém. Mas faz parte do jogo eleitoral”, relativizou.

Moraes também criticou a maneira como analistas políticos estão encarando este pleito e não acredita que a eleição deste ano esteja mais acirrada do que a de 2014.

“Estão tratando eleição como luta de boxe, toda luta é a luta do século. Comentaristas dizem que essa eleição é a mais importante desde a redemocratização, mas isso foi falado em 1989, em 2002, e daqui a quatro anos será falada a mesma coisa”.

Jota Info

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Lucio disse:

    Mas pra controlar o uso da imagem de Lula, até apreensão em comitê transmitido ao vivo, teve.
    Oh inocentes hipócritas.
    Só está dizendo isso porque a central de mentiras em forma de fakes é produzida pelo bunker de Bolsonaro contra Haddad. Se fosse o contrário tinha Polícia, TV, Jornal e Revista detonando. Sem esquecer juízes e Promotores trabalhando em feriados pra pegar, punir e fazer disso um show midiático.
    Tudo tão previsível senhor Ministro sinistro indicado pelo Temeroso destruidor de direitos dos mais pobres e trabalhadores do Brasil.

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