Novo decide pela expulsão do candidato a prefeito de SP pelo partido

comissão de ética do Novo enviou email aos filiados do partido informando que o empresário Filipe Sabará, candidato à Prefeitura de São Paulo, foi expulso da sigla por decisão unânime.

Ele pode recorrer da decisão, mas o Novo já considera que ele não pertence mais ao quadro de filiados do partido.

Em nota, Sabará afirma que João Amoêdo, fundador do partido, comporta-se como se fosse “dono” dele e o persegue por elogiar o presidente Jair Bolsonaro.

A comissão investigava supostas inconsistências no currículo de Sabará

Sabará estava suspenso do Novo desde 23 de setembro, quando o partido determinou que sua campanha para prefeito de São Paulo fosse suspensa durante as investigações.

Em 1º de outubro, ele conseguiu liminar no Tribunal Superior Eleitoral e, com isso, manteve as atividades de campanha.

A comissão de ética analisava um dossiê sobre Sabará enviado por um militante do partido em Santa Catarina e também uma denúncia protocolada pelo deputado estadual Daniel José, líder da bancada do Novo na Assembleia Legislativa de São Paulo, ambas sobre a formação acadêmica do candidato.

Nos últimos meses, filiados do partido apontaram supostas incongruências no currículo do candidato registrado no LinkedIn, o que fez com que Sabará gravasse um vídeo mostrando seu diploma de ensino superior.

Ao jornal O Estado de S. Paulo, a Fundação Armando Álvares Penteado (FAAP) disse que Sabará nunca fez o curso de pós-graduação em Gerente de Cidades que constava em seu currículo.

Ele também foi criticado por suposta falta de transparência em sua declaração de bens. No documento que enviou em 19 de setembro, Sabará declarou R$ 15.686 em bens.

Filiados do Novo passaram a apontar o que viram como falta de transparência do candidato, que é herdeiro do Grupo Sabará, gigante da indústria química voltada à fabricação de cosméticos, com faturamento acima de R$ 200 milhões em cada um dos últimos anos.

Em retificação enviada em 21 de setembro, declarou ter, na verdade, R$ 5,1 milhões, divididos entre ações de uma empresa de cosméticos (R$ 5 milhões), aplicações e valores em conta.

Em nota, Sabará afirma que Amoêdo “continua mandando no diretório nacional do partido e na suposta “Comissão de Ética” e não respeita opiniões diversas e nem mesmo a lei.”

“Por ter elogiado algumas medidas do presidente Bolsonaro e boas ações do governo federal, a tal da CEP, totalmente ligada ao Amoêdo, inventou situações para me retirar do Partido. Uma pena, pois existem pessoas muito boas no Partido Novo”.

Sabará conclui ao dizer que a liminar obtida no TSE permite que continue com a candidatura, “querendo Amoêdo ou não, gostando ele ou não”.

FOLHAPRESS