O Antagonista alerta “a armadilha que Toffoli e Morares armam contra a Crusué e toda a imprensa”

O Estadão publica singelamente o seguinte sobre a censura contra a Crusoé:

“O Estado apurou que um dos focos do inquérito é apurar se a revista foi usada por procuradores da Lava Jato para atingir Toffoli no momento em que o tribunal toma medidas que contrariaram a força-tarefa de Curitiba — o que, diz um ministro, tornaria a publicação coautora do crime de vazamento de informação sigilosa. Ou se apenas cumpriu seu papel de informar.”

É um espanto: tornar uma revista coautora do crime de vazamento de informação sigilosa, não importa de onde venha ela, equivale a censurar previamente TODA E QUALQUER REPORTAGEM INVESTIGATIVA DE QUALQUER JORNAL E REVISTA.

A imprensa tem o direito de publicar documentos sigilosos que sejam de interesse público. Faz parte da cartilha básica da liberdade que lhe dá a Constituição. Criminalizar esse direito é implantar a mordaça em todos os veículos.

Para a provável decepção dos ministros, o documento com a informação que Marcelo Odebrecht forneceu sobre Toffoli, “o amigo do amigo de meu pai”, estava num inquérito público. Não era sigiloso. A revista só pegou primeiro. Depois, curiosamente, o documento foi retirado do inquérito.

O dado que mais importa, porém, é que a armadilha que Toffoli e Alexandre de Moraes, apoiados por outros dois ministros, estão armando contra a Crusoé atinge todos os jornais e revistas do Brasil.

O Antagonista