Política

Rodrigo Pacheco: ‘Instalar a CPI da Saúde agora seria contraproducente’


Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado

O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), disse em entrevista ao Estadão que seria “contraproducente” neste momento instalar uma CPI para avaliar a conduta do presidente Jair Bolsonaro na crise do covid-19, como cobrou o senador Tasso Jereissati (PSDB-CE). Pacheco também defendeu a imunidade parlamentar e a atuação do governo no enfrentamento à pandemia.

O senador Tasso Jereissati (PSDB-CE) cobra do sr. a instalação de uma CPI para apurar a conduta do governo federal na pandemia. Qual a sua posição?

O Senado está ocupado e preocupado em dar soluções ao enfrentamento da pandemia. O aumento de escala das vacinas é a razão de ser de um projeto de lei que eu apresentei e foi votado por unanimidade. Dentre outras coisas, ele permite à iniciativa privada adquirir vacinas para doar ao Sistema Único de Saúde. Em segundo lugar, o enfrentamento social da pandemia. Desde o primeiro momento eu afirmei a necessidade do auxílio emergencial e estamos buscando isso por meio da PEC Emergencial, que a essa altura está mais madura com a retirada de institutos mais polêmicos. Essas são frentes concretas de trabalho. É um direito dos senadores fazer o requerimento da Comissão Parlamentar de Inquérito. No momento oportuno eu vou avaliar a CPI da Saúde, como outros requerimentos que existem no Senado. No entanto, nós temos hoje um obstáculo operacional, que é o Senado Federal com limitação de funcionamento em razão de um ato da comissão diretora que estabeleceu o funcionamento do plenário de maneira remota. Sequer as comissões permanentes da Casa, como a Comissão de Constituição de Justiça, têm o seu funcionamento previsto normalmente. Além disso, a única CPI que temos hoje também está suspensa pelo motivo da pandemia, que é a CPI das Fake News. De modo que se cogitar a instalação de uma CPI agora com essas limitações seria algo contraproducente, porque não teríamos condição de fazê-la funcionar.

Qual é sua posição sobre a PEC que amplia a imunidade parlamentar?

É uma iniciativa da Câmara dos Deputados. Preferi não opinar a respeito antes de chegar ao Senado. Vamos aguardar a Câmara amadurecer essa matéria e definir quais caminhos serão tomados em relação à preservação da imunidade parlamentar, tanto material quanto formal, que é a inviolabilidade pelas palavras, opiniões e votos dos parlamentares, e a proibição da prisão se não for em flagrante por crime inafiançável. É um amadurecimento que a Câmara está fazendo. Para não polemizar, vamos aguardar.

Qual a sua opinião pessoal?

Eu sou a favor da imunidade parlamentar formal e material. Significa que o parlamentar deve ser inviolável por suas palavras, opiniões e votos no exercício do seu mandato. Essa é uma imunidade relativa. Não é absoluta. O parlamentar que extrapolar nesse seu direito de se manifestar pode ser punido, seja no Conselho de Ética, seja na esfera judicial. Sou também a favor da imunidade formal, ou seja, a prisão do parlamentar após o trânsito em julgado e sentença final condenatória ou em flagrante de crime inafiançável. Eventualmente mudar para poder estabelecer critérios para determinação da prisão em flagrante do parlamentar é algo que pode ser amadurecido. Mas o artigo 53 da Constituição é uma importante garantia para o estado democrático de direito e para o funcionamento do Poder Legislativo.

O sr. reconhece que a PEC causa desgaste político?

O desgaste maior são os acontecimentos protagonizados por esse parlamentar que foi preso e outros que extrapolam seu limite de verbalizar e usar o seu instrumento maior, que é a fala no exercício do mandato, para cometer crimes. Mas devo dizer que prisão é sempre exceção para parlamentar ou qualquer cidadão. A regra é responder o processo em liberdade. A prisão provisória só deve ser usada em casos excepcionais. O que se deve ter no Brasil é a agilização dos procedimentos próprios para formar juízo de valor.

Os governadores fizeram uma carta criticando o presidente. O Brasil vive uma crise federativa?

Se existe uma crise dessa, ela ficou muito menor perto do problema da pandemia. Nossa maior crise é o enfrentamento da pandemia, a necessidade de aumentar a escala da vacina, estabelecer o auxílio emergencial e fazer a recuperação econômica. Esses problemas pontuais entre governadores, presidente da República e prefeitos fazem parte do processo próprio de uma crise de pandemia na qual se afloram ideias divergentes. Eu não diria que necessariamente uma crise institucional.

Qual a perspectiva da PEC do Auxílio Emergencial?

A PEC 186 prevê o estabelecimento de um protocolo fiscal para que em situações como essa de emergência possam os entes federados tomar suas providências de rigidez fiscal, inclusive com gatilhos e a desvinculação, que a essa altura já está retirada do texto. Esse protocolo fiscal é necessário para que tenhamos, com sustentabilidade, um auxílio emergencial no Brasil. Nossa expectativa é que nos meses de março, abril, maio e junho tenhamos o auxílio emergencial no Brasil, uma vez aprovada a PEC através de medida provisória.

Como o sr. avalia a condução do presidente Jair Bolsonaro na pandemia?

Avalio a condução do chefe de um Poder Executivo que pratica erros e acertos, como em todos os outros países. A pandemia surgiu de maneira muito severa e surpreendente para nós todos. Não há um caminho absolutamente seguro a seguir. Há nessa caminhada percepções individuais, como o presidente as tem, assim como os parlamentares e o cidadão comum. Cada qual tem a sua crença em relação ao enfrentamento da pandemia. No bojo do que se tem feito no Brasil quando se estabelece o auxílio emergencial e se busca o aumento de escala da vacina, estamos considerando que estamos fazendo nesse momento a coisa certa para resolver o problema da pandemia.

A postura negacionista do presidente Bolsonaro não contribuiu para o atual cenário da pandemia no Brasil?

Há uma distância entre as falas do presidente, que são próprias do estilo dele autêntico e espontâneo, e as ações do governo, inclusive com protagonismo do Congresso Nacional de remediar a pandemia. Se implantou no Brasil a cultura do uso de máscara, higienização das mãos e pouco contato. As ações têm sido feitas. Há ações concretas de enfrentamento com vigor. Vamos nos apegar a isso e valorizar mais que uma fala que aparenta ser negacionista.

Qual a sua posição sobre os decretos que flexibilizam o uso e a compra de armas de fogo?

Temos uma lei que prevê o porte de armas. A pretensão do presidente com o decreto é ampliar os critérios a partir de uma lei já existente. O Congresso vai avaliar se alguma iniciativa extrapolou os limites do que seria reservado ao parlamento. Tenho uma impressão pessoal íntima: não sou muito adepto de armas de fogo. Considero que o uso indiscriminado de armas de fogo não é algo bom para o País, mas reconheço que o direito de se proteger, especialmente na residência.

É o momento inadequado para se fazer esse debate?

A prioridade do Brasil é o enfrentamento da pandemia, mas lateralmente estamos tratando de outras pautas também.

Estadão Conteúdo

Opinião dos leitores

  1. Bora trabalhar, vcs estão aí pra quê? Vamos fazer um serãozinho na boca da noite e trabalhar de segunda à sexta que dá pra cumprir o ofício

  2. O famoso político vaselina. Está sempre em cima do muro sem se comprometer nem assumir posição publicamente. Com essa fala macia o fumo vai entrando…

  3. Para aqueles que dizem que o governo federal não fez nada, informo que todas as grandes estatais deram lucro, diferente do governo do PT que arrasou as estatais e os fundos de pensão, vem fazendo grandes obras de infraestrutura através do ministro Tarcísio em ferrovias, portos, aeroportos e estradas, em grande parte obras iniciadas pelo PT só para ganhar votos.
    Está levando água para o norte/nordeste através de centenas de poços artesianos, usinas de dessalinização e em 2022 termina a transposição do Rio São Francisco que era uma fonte de renda para roubo do PT desde 2017 .
    O mais importante, está há 2 anos SEM QUALQUER ROUBO NO GOVERNO, DAQUELES INDICADOS PELO PRESIDENTE.

  4. Nada disse!!!quando perguntado sobre as falas do presidente!!!! Dois anos e dois meses justos e nada de concreto desse GOVERNO ou desgoverno!!! A nao ser a falacao de besteiras/asneiras…..!!!!

  5. Estão querendo derrubar o Véio, que foi eleito povo, a todo custo.
    A abstinência de roubo tá grande.
    É tiro de todos os lados.

    1. Pro centrão não tem abstinência nenhuma… Sabe aquele centrão que tem vários condenados e até presos ? Isso, aquele mesmo que o MINTOmaníaco dizia que era ladrão e nunca iria se aliar… Vc acha que o centrão está no governo por amor a pátria eh? Sei…

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Saúde

“Chega a ser desumano”, diz secretário de Saúde de Natal sobre Estado ter 10 mil doses da Coronavac e não entregar ao Município

Foto: reprodução/YouTube

O secretário municipal de Saúde, George Antunes, fez críticas ao fato do Governo do Estado insistir numa acusação sobre erro na condução da campanha de vacinação em Natal. Ele comentou também sobre suspensão temporária da segunda dose do Coronavac por falta do imunizante envasado pelo Instituto Butantan, cuja remessa ainda não tem prazo definido pelo Governo Federal.

“Chega a ser desumano que o Estado tenha em mãos uma reserva técnica de 10 mil doses de Coronavac e não entregue ao município de Natal, quando quem está sofrendo é o usuário do Sistema Único de Saúde, são as pessoas que se prejudicam”, disse o secretário em entrevista ao programa Repórter 98, da 98 FM, nesta terça-feira (20).

George Antunes alega que a Sesap possui doses técnicas que geralmente são usadas quando há perda de insumos, e desde o início da campanha esse uso não chegou a 20%. Ele lembrou ainda que Prefeitura de Natal tem recebido remessas abaixo do quantitativo para sua população, e o município seguiu priorizando os grupos que integram o Plano Nacional de Imunização, atendendo às recomendações para grupos Indígenas, populações em situação de rua, idosos institucionalizados e subdividindo as faixas etárias de idosos por idade, além de profissionais de saúde.

Com informações de 98 FM Natal

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Saúde

‘Mortes começam a cair por medo de investigação dos números da pandemia’, diz Bolsonaro

Foto: Agência Brasil
O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta terça-feira, 20, que as mortes pelo novo coronavírus começaram a cair no Brasil pois há um “medo” quanto à investigação sobre os números da pandemia. Uma apuração sobre os dados da doença no País poderia mostrar, segundo o presidente, que os números foram inflados para prejudicar o seu governo. A fala foi feita durante uma agenda com lideranças evangélicas de Anápolis (GO) no Palácio do Planalto nesta tarde.
“Começou a cair o número de mortes por covid porque eles têm medo que eu consiga uma investigação na frente e vão ver lá que muito óbito foi colocado ‘suspeita de covid’ para exatamente inflar números e pressionar a população contra o nosso governo”, declarou. Trechos da fala do presidente no encontro com os religiosos foram transmitidos nas redes sociais de participantes da agenda, que foi mediada pelo ex-líder do governo na Câmara deputado Vítor Hugo (PSL-GO).
Na semana passada, na sua tradicional live, Bolsonaro sugeriu que os óbitos causados pela covid-19 começaram a cair após ser incluído no escopo da CPI da Covid a apuração sobre os repasses de recursos a Estados e municípios para o combate à pandemia.
“Curiosidade né? Sabemos da questão do vírus, da covid, mata muita gente e etc, mas parece que os números começaram a cair depois que a CPI lá do Senado incluiu também investigação em cima de governadores e prefeitos”, disse o chefe do Executivo na última quinta-feira, 15.
Para apoiadores, na sexta-feira, 16, o presidente informou que pediu ao ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, dados sobre as mortes causadas por outras doenças no Brasil. Segundo ele, é preciso ter o “número concreto” de mortes causadas pelo vírus.
O Dia – iG

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Política

Câmara dá urgência a projeto da nova Lei de Segurança Nacional

Foto: reprodução/YouTube

A Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira (20) requerimento que confere regime de urgência a projeto que trata da defesa do Estado Democrático de Direito, para atualizar e suprir lacunas da Lei de Segurança Nacional.

O texto original do projeto, apresentado em 2002 pelo Executivo, tipifica os crimes contra o Estado Democrático de Direito, como o crime contra a soberania nacional, contra as instituições democráticas, contra o funcionamento dessas instituições e dos serviços essenciais, além do crime contra autoridade estrangeira ou internacional e contra a cidadania.

Deve ir a voto um substitutivo a cargo da relatora, deputada Margarete Coelho (PP-PI), que coordena um grupo de trabalho sobre o tema.

A lei voltou aos holofotes depois que foi usada pelo STF (Supremo Tribunal Federal) para determinar a prisão do deputado federal Daniel Silveira (PSL-RJ). Silveira divulgou vídeo em que fazia manifestações inconstitucionais, como as que pediam a destituição de ministros do Supremo e exaltando o AI-5, Ato Institucional que cassou direitos e representou período de maior repressão da ditudura.

O regime de urgência dá tramitação mais célere à proposta.

R7

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Judiciário

Desembargador determina soltura de auditora fiscal presa por ofensas contra juiz e advogada

O desembargador Gilson Barbosa concedeu hábeas corpus para a soltura da auditora fiscal Alyne Bautista, presa por ameaças e ofensas ao juiz Jarbas Bezerra e a advogada Lígia Limeira, sócios na empresa CEBEC, responsável pelo programa de Educação Cidadã.

“Não vislumbro o preenchimento do requisito da garantia da ordem pública, uma vez que, aparentemente, inexiste periculosidade social da paciente”, diz a decisão.

Confira a matéria completa no site Justiça Potiguar.

Opinião dos leitores

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Saúde

Primeira morte por reinfecção de variante da Covid-19 é confirmada no Brasil

Robson Valverde/SES-SC
Um estudo do Laboratório de Microbiologia Molecular da Universidade Feevale (RS), publicado em pré-print na plataforma Research Square, confirma a primeira morte por reinfecção de variante da Covid-19 no Brasil.

O paciente é um homem de 39 anos, do Rio Grande do Sul, com histórico de doença cardiovascular crônica e diabetes. Ele foi diagnosticado pela primeira vez no final de novembro de 2020 com a variante P1. Na ocasião, o homem não teve sintomas, mas contou ter tido contato com o irmão contaminado e com o pai, que esteve internado em um quarto compartilhado com outros pacientes com Covid-19.

A segunda infecção foi em 11/3/2021, e o sequenciamento genético mostrou que a responsável pelo quadro foi a variante P2. “No segundo episódio, o paciente apresentou como sintomas dispneia [falta de ar], fadiga e dificuldade respiratória; e saturação menor que 95% como sinal clínico”, diz o estudo. O homem foi transferido para a UTI, intubado, mas não sobreviveu.

Esse foi o primeiro caso confirmado de morte após reinfecção, uma vez que amostras do vírus no paciente foram sequenciadas nas duas vezes. O outro óbito relatado, de um homem de 44 anos, não foi sequenciado duas vezes.

Os pesquisadores chamam a atenção para o fato que as variantes P1 e P2 têm a mesma mutação E484K, que está relacionada ao escape de anticorpos em pessoas que já foram infectadas anteriormente.

O caso também mostra que a variante P1 estava presente no Rio Grande do Sul em novembro, mesmo antes de ter sido oficialmente identificada no estado. Os cientistas acreditam que esse é um caso isolado. Ainda não foi possível saber a fonte exata de contaminação.

Metrópoles

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Saúde

Coquetel aprovado para tratamento da Covid reduz internações e mortes em 70%, diz Anvisa

O gerente-geral de medicamentos da Anvisa, Gustavo Mendes (20.abr.2021)|Foto: Reprodução/CNN

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) espera que o coquetel contra a Covid-19 aprovado por unanimidade nesta terça-feira (20) para uso emergencial no Brasil possa reduzir significativamente o índice de internações e mortes, segundo afirma o gerente-geral de medicamentos da agência, Gustavo Mendes, em entrevista à CNN.

O coquetel é composto por dois remédios, casirivimabe e imdevimabe. O composto com a substância já é utilizado nos Estados Unidos e foi apresentado pela farmacêutica Roche pediu autorização para uso emergencial no Brasil.

“A gente chama de anticorpo monoclonal ou produzido em célula, diferente do produzido por uma vacina ou vírus. A ideia deste medicamento é inserir esses anticorpos, que impedem o vírus de entrar na célula e se propagar, em pacientes no início da doença, até 10 dias do início dos sintomas, tendo uma redução de 70% nas hospitalizações e das mortes”, afirma.

Mendes diz que este não é o único possível remédio em análise pela Anvisa. “A gente aprovou mais de 80 pesquisas regulatórias desde o começo da pandemia, temos esperança que à medida que esses estudos mostrem resultados interessantes, tenhamos novas aprovações”.

O gerente da Anvisa Gustavo Mendes admitiu que “a questão do preço do acesso é um desafio a ser superado”, sendo o custo do coquetel um possível impedimento para o uso amplo do medicamento no Brasil.

Sem citar valores, Mendes falou do custo. “O preço não é regulado pela Anvisa, a câmara de Medicamentos é que define. A questão do preço do acesso é um desafio a ser superado”.

“É mais uma alternativa para o enfrentamento da Covid-19, diferente do Remdesivir, pois é  administrado em dose única no começo do diagnóstico. Hoje sabemos que o risco é baixo, sem efeitos adversos relatados, mas a empresa terá de concluir os estudos para submeter o registro”.

Ele falou ainda sobre a avaliação da vacina Sputnik V. “Tem uma inspeção que começou lá (na Rússia) semana passada. Temos um prazo para que os dados sejam apresentados, é preciso que os dados estejam aqui e tudo seja esclarecido para que tomemos uma decisão. A nossa função é técnica, considera a urgência, mas precisamos do mínimo de certezas para a aplicação de vacina em larga escala”.

CNN Brasil

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Política

Governo propõe pagar folha atrasada só em 2022 e terminar 13º de 2018 em 2021

Foto: Aquivo/Agência Brasil

O Governo do Estado prometeu terminar de pagar o décimo terceiro salário de 2018 ainda em 2021 e sugeriu que vai quitar a folha de dezembro/18 somente em 2022. A dívida, deixada pela gestão Robinson Faria (2015/2018), foi o tema da audiência virtual entre o Fórum Estadual dos Servidores e o Executivo Estadual. O encontro aconteceu na manhã desta segunda-feira (19) e contou com a participação de dirigentes do SINTE/RN.

De acordo com o prometido pelo Governo, em maio e novembro deste ano o 13º de 2018 será totalmente pago. Ainda não se sabe se por faixa ouu percentual salarial. Até agora receberam o décimo de 2018 os servidores públicos que ganham até 3.500 reais.

Sobre a folha relativa ao mês de dezembro de 2018, os secretários disseram que, por ora, o Estado não tem dinheiro em caixa para honrar este compromisso. Sinalizaram que talvez somente em 2022 os trabalhadores colocarão no bolso esse dinheiro.

Por sua vez, o SINTE, ao lado dos outros sindicatos, defendeu que as duas folhas devem ser quitadas ainda em 2021. Uma nova audiência deverá acontecer em 04 de maio. Ficou acordado que o Governo, aberto ao diálogo, vai esperar o Fórum sugerir uma proposta para o décimo de 2018.

Opinião dos leitores

  1. É pra manter o cabresto do funcionalismo público estadual com fins à reeleição em 2022.
    Besta é quem vota nela!

  2. Em um país sério, esse tal de ROBINSON FARIA, já estaria preso.
    Saqueou o IPERN, fez, desmandou e nada acontece.

    1. Num país sério estavam presos os dois. O servidor eh do estado, não é servidor de político “a” ou “b”. Pior do que atrasar os salários eh ver uma governadora de um partido dos “trabalhadores” , deixar os servidores a míngua.

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Educação

Sindicato diz que é “hipócrita” quem pede volta às aulas presenciais estando em home office

Foto: Assecom/Governo do RN

O Sindicato dos Trabalhadores da Educação do Rio Grande do Norte (Sinte-RN), que representa professores da rede pública de ensino, lançou uma nova campanha nesta semana para defender que as aulas presenciais só sejam retomadas quando os educadores forem vacinados contra a Covid-19 – o que não tem prazo para acontecer.

Em uma sequência de publicações nas redes sociais, o sindicato subiu o tom da defesa pela manutenção do home office e chamou de “hipócritas” os que defendem o retorno às aulas presenciais mas estão exercendo trabalho remoto em suas respectivas atividades.

A mensagem soou como uma crítica direta a promotores do Ministério Público Estadual que ingressaram na semana passada com uma ação na Justiça cobrando a retomada das aulas. Promotorias estão com o atendimento ao público suspenso em razão da pandemia do novo coronavírus.

A campanha foi interpretada também como um recado a cientistas que, nos últimos dias, mudaram o entendimento e passaram a recomendar ao Governo do Estado que autorize a volta às escolas. No fim de semana, o Laboratório de Inovação Tecnológica em Saúde (Lais), da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), recomendou ao Governo do Estado que retome as aulas na rede pública, mesmo que de forma híbrida. Os cientistas também trabalham de forma remota.

“Dos seus trabalhos remotos, eles cobram aulas presenciais. Hipocrisia: arte de exigir dos outros aquilo que não se pratica”, diz uma das peças publicadas pelo Sinte-RN. “Já reparou? Todos os que cobram aulas presenciais fazem isso na segurança do trabalho remoto”, diz outro post.

O sindicato complementa: “Em casa, dando aulas remotas com internet e equipamentos bancados com dinheiro do próprio bolso, os profissionais da educação estão trabalhando dobrado. Mas é este o preço a ser pago para não correr o risco de morrer nas escolas durante a pandemia. Por isso, reafirmamos que as aulas presenciais só devem ser retomadas após a vacinação”.

Por causa da pandemia, as aulas presenciais na rede pública estão suspensas desde março de 2020. Estudantes têm acesso apenas ao ensino remoto, mas cerca de metade dos alunos não consegue ter acesso ao sistema online. Em setembro, o Governo do Estado autorizou as escolas particulares a retomarem o ensino presencial, mas apenas para turmas até o 5º ano do Ensino Fundamental. A alegação para a não retomada na rede pública é a falta de estrutura nas escolas para o cumprimento dos protocolos de saúde.

Portal Grande Ponto com informações de 98 FM Natal

Opinião dos leitores

  1. Se dependesse do Sindicato os professores sequer dariam aula. Não possuem compromisso nenhum com a educação. Estão todos os dias na praia, em pipa em São Miguel do Gostoso, Ponta Negra, em lives em defesa de Lula. Organizar a escola e trabalhar que é bom!! Também vcs pedem demais. Pedir pro professor trabalhar é sacanagem

  2. O SINTE é comandado por um bando de parasitas canalhas. A última coisa que estão verdadeiramente preocupados é com a educação pública de qualidade.

  3. Não querem voltar a trabalhar de forma alguma. É a oficialização da vagabundagem. E se alguém está em “home office” é graças à governadora do PT, que está impedindo muitas pessoas de ganhar seu sustento enquanto manda os servidores públicos estaduais para casa. É o complô e a oficialização da vagabundagem. Estamos no 2° ano sem aula e os prejuízos não se resumem à seara acadêmica. Tempos do PT, tempos da ignorância, do obscurantismo.

  4. Governo incompetente, secretário de saúde incompetente, façam uma visita as escolas particulares e aprendam gestão escolar.

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Judiciário

Júri condena ex-policial à prisão por assassinato de George Floyd


Foto: reprodução

Os 12 jurados decidiram nesta terça-feira (20) que o ex-policial Derek Chauvin é culpado pela morte de George Floyd, homem negro asfixiado durante uma abordagem policial em maio de 2020, em Mineápolis, nos Estados Unidos.

O júri estava reunido desde segunda-feira para discutir o caso e chegar a uma decisão unânime. Antes, foram ouvidos os depoimentos de testemunhas, defesa e acusação no processo. Chauvin se recusou a depor no tribunal.

O ex-policial foi considerado culpado em todas as três acusações de homicídio contra o ex-segurança:

  1. homicídio culposo
  2. negligência ao assumir o risco consciente de causar a morte de Floyd
  3. causar a morte, sem intenção, por meio de um ato perigoso, sem consideração pela vida humana

A pena ainda será anunciada pelo juiz em dois meses — nos EUA, é comum que apenas dias depois o condenado saiba o tempo que passará preso. Assim que a condenação foi anunciada, Chauvin deixou a sala de audiências algemado.

O júri foi composto por seis integrantes brancos e seis negros ou multirraciais. Chauvin, de 45 anos, respondia a três acusações diferentes de assassinato.

Os jurados precisaram decidir se a manobra aplicada contra Floyd foi “um fator substancial” que levou à morte do homem negro e se o uso da força foi desproporcional.

Ao encerrar a sustentação, o promotor Jerry Blackwell pediu a condenação do ex-policial aos jurados dizendo que a violência empregada na ação era clara e relembrou que uma criança de 9 anos foi filmada pedindo que Chauvin retirasse o joelho de cima do pescoço de Floyd.

Por sua vez, o advogado de Chauvin, Eric Nelson, voltou a dizer que o policial agiu em consonância com a prática policial e que Floyd tinha problemas cardíacos — a mesma linha de defesa mantida ao longo do julgamento.

G1

Opinião dos leitores

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Educação

Estudante que chegou a morar na rua na pandemia é aprovado em curso de direito no RN


Foto: reprodução/InterTV

Uma história de superação. O portal G1-RN destaca a aprovação no Sisu de Vitório da Silva Ferreira, 17 anos, no curso de direito da Universidade Estadual do Rio Grande do Norte (Uern), campus Natal.

O jovem que acabou de concluir o ensino médio na Escola Estadual Berilo Wanderley, no bairro de Neópolis, chegou a dormir na rua por problemas familiares em casa.

Foram dois meses passando noites no chão do estacionamento de uma farmácia no bairro de Capim Macio, na Zona Sul da capital potiguar, na busca pelo sonho da aprovação.

“Eu chegava aqui por volta das 20h e deitava no chão. Não era fácil, tinha pedras, tinha frio, e eu me enrolava com um casaco e forrava o chão com algumas roupas“, relata o estudante ao olhar para o lugar que dormiu de abril a junho de 2020, durante a pandemia do novo coronavírus. Ao amanhecer do dia, Vitório ia ao campus da UFRN, local onde comia e utilizava a internet para estudar. Veja a matéria completa no G1-RN.

Opinião dos leitores

  1. Sem palavras para parabenizar este rapaz, rogo a Deus que continue o abençoando, para que ele consiga realizar os sonhos.

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