Rogério Marinho: “Ação do MPT contra Pró-Sertão é desastrosa, contrária ao RN e afronta a lei”

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Um dos maiores projetos de desenvolvimento econômico já criados no Rio Grande do Norte está ameaçado. O Programa de Industrialização do Interior (Pró-Sertão), responsável pela geração de quase 3 mil empregos em pequenas cidades do Estado é o alvo principal de uma ação movida pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) contra a empresa Guararapes, gigante do setor têxtil que tem capitaneado o projeto desde a sua implantação em 2013. Na Justiça, o MPT pede que seja aplicada uma multa de R$ 38 milhões no grupo empresarial.

“A postura do MPT, representado pela procuradora Ileana Neiva, é claramente doutrinária, ideológica, e está ultrapassando o seu limite como órgão fiscalizador da legislação trabalhista”, disse o parlamentar, criador do Pró-Sertão durante sua passagem pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico do Rio Grande do Norte. “A ação do MPT visa multar a Guararapes, que é uma empresa com décadas de atuação no RN, por levar emprego para dezenas de municípios que só tinham como alternativa de renda a previdência social, o Bolsa Família e os salários pagos pela Prefeitura”, disse.

De acordo com Rogério, o processo movido pelo MPT é “desastroso, contrário à economia do RN e ainda afronta a lei, porque a terceirização já foi aprovada pelo Congresso Nacional e sancionada pelo Executivo desde março deste ano. Não é possível que, em um momento grave como o atual, de crise econômica e desemprego, o MPT atue dessa forma”.

Segundo o deputado, o que está ocorrendo é um “atentado contra o RN e deve ser repudiado por toda a sociedade. A ação do MPT coloca o Estado em uma situação vexatória. Vivemos em um ambiente hostil, onde se encara o empreendedor como um inimigo, como se não bastasse a alta carga tributária do nosso país, a falta total de logística, não temos ferrovias ou um porto adequado. E ainda essa postura agressiva, irracional, baseada em questões ideológicas, doutrinárias, de quem interpreta a lei de uma forma peculiar”.

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José Ramalho Júnior  26/09/2017

Não moro no RN. Não conheço o estado, muito menos seu interior (zona rural). Mas zona rural é igual em qualquer recôndito de nosso país, você tem emprego nas prefeituras e câmaras, um ou outro estabelecimento comercial e na roça. Sou defensor dos direitos do trabalhador! Entre eles os principais: 1. Direito a comer e dar de comer a seus filhos! 2. Direito a moradia. 3. Direito a escolher mudar de emprego (quando a oportunidade aparece ou não está feliz onde está) ou de escolher não trabalhar, ou ainda empreender. Se esses DIREITOS estão assegurados, todos os outros passam a ser negociados e até supérfluos! Claro que todos querem trabalhar na Google ou Microsoft e a série imensa de benefícios que oferecem aos seus colaboradores, mas isso é irreal em um país como o Brasil, quanto mais no sertão! Portanto sejamos realistas e aproveitemos e defendamos as oportunidades que surgem. Pois sem comida e moradia TODO O RESTO é NADA! - Responder

Waldemir  14/09/2017

É por isso que o RN tem o maior números e desemprego do país Imagine a Guararapes fechando e indo para fora do estado Esse pessoal do MPT vai pagar os salários dos desempregados ou vamos ter que mudar de estado fica aí a pergunta para os defensores dos trabalhadores e dos direitos deles "desempregados" Uma outra pergunta para o MPT qual o direito que tem um desempregado ??????? - Responder

Fábio Pereira  14/09/2017

Corrijam os problemas detectados nessas facções problemáticas pra ficarem iguais as outras facções que trabalham de forma LEGAL!!! Aí tudo se resolve e os empregos ficam no Estado!!! Não adianta ficar culpando o MPT do RN, pois os problemas detectados irão causar processos em qualquer estado que forem!! Do modo como defendem o empresariado parece que ter carteira assinada já um grande favor e que receber salário e ter um mínimo de condições de trabalho é bônus!! - Responder


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