Taxa dos que tomariam vacina contra covid-19 cai de 85% para 63% em 4 meses

Pesquisa PoderData mostra que em cerca de 4 meses caiu de 85% para 63% o percentual da população que “com certeza” tomaria uma vacina contra a covid-19. A rejeição ao imunizante em julho era de 8%, agora é de 22%.

O levantamento ouviu 2.500 pessoas em 488 municípios, nas 27 unidades da Federação, por meio de ligações para celulares e telefones fixos. A margem de erro é de 2 pontos percentuais. Saiba mais sobre a metodologia lendo este texto. A divulgação é feita em parceria editorial com o Grupo Bandeirantes.

Os dados foram coletados de 26 a 28 de outubro, depois do embate de Bolsonaro com João Doria (PSDB), governador de São Paulo. O tucano quer vacinar obrigatoriamente contra covid-19 toda a população do Estado que comanda. Bolsonaro é contra.

E, na semana passada, o presidente decidiu cancelar 1 acordo firmado pelo Ministério da Saúde para aquisição de 46 milhões de doses da CoronaVac, imunizante contra covid-19 desenvolvido pela farmacêutica chinesa Sinovac Biotech em parceria com o Instituto Butantan, de São Paulo. “Não compraremos vacina da China”, escreveu Bolsonaro em mensagens a ministros, segundo apurou o Poder360.

Para chegar a 2.500 entrevistas que preencham proporcionalmente (conforme aparecem na sociedade) os grupos por sexo, idade, renda, escolaridade e localização geográfica, o PoderData faz dezenas de milhares de telefonemas. Muitas vezes, mais de 100 mil ligações até que sejam encontrados os entrevistados que representem de forma fiel o conjunto da população.

HIGHLIGHTS DEMOGRÁFICOS

O estudo destacou, também, os recortes para as respostas à pergunta sobre a percepção dos entrevistados sobre a vacina.

Observam-se as maiores proporções de pessoas que “com certeza tomariam” o imunizante nos seguintes grupos:

  • moradores da região Sul (78%);
  • os que recebem de 2 a 5 salários mínimos (72%);
  • os que recebem mais de 10 salários mínimos (94%).

Já as maiores proporções de pessoas que “com certeza não tomariam” estão nos seguintes grupos:

  • moradores da região Centro-Oeste (36%);
  • desempregados ou sem renda fixa (28%);
  • os que recebem até 2 salários mínimos (29%).