Vila Isabel, Salgueiro e Beija-Flor se destacam com luxo, samba-chiclete e pouca crítica social

Foto: Adriano Ishibashi

O abstrato e o lúdico deram o tom da Sapucaí em sua segunda e última noite de desfiles. As escolas que apostaram nessa pegada e se destacaram foram a Vila Isabel, o Salgueiro e a Beija-Flor, com enredos inusitados e bem executados.

As críticas políticas e sociais, que vieram mais fortes no primeiro dia, ficaram em segundo plano desta vez, exceto pela sátira ao presidente Jair Bolsonaro na apresentação da São Clemente, com o humorista Marcelo Adnet fazendo até flexões em uma das alegorias. Também diferentemente do domingo, houve poucos incidentes com carros alegóricos ou evolução.

Ainda no início da noite, a Unidos de Vila Isabel arrebatou o público contando uma história sobre a criação de Brasília (que completa 60 anos em 2020) bem diferente da que se lê nos livros, através de uma visão mítica.

A cidade teria sido fruto de uma visão do curumim (menino), transmitida pela jaçanã (ave). A lenda une os povos de todas as regiões do país, que foram representadas no desfile de forma luxuosa e competente.

O último carro fez jus à historiografia sobre a cidade e homenageou os arquitetos Oscar Niemeyer e Lúcio Costa, que efetivamente idealizaram sua arquitetura e urbanismo modernos.

Já a Acadêmicos do Salgueiro transformou a Sapucaí num grande picadeiro de circo no terceiro desfile da noite, com um enredo sobre Benjamin de Oliveira, o primeiro palhaço negro brasileiro. Ele far ia 150 anos em 2020.

A Beija-Flor de Nilópolis também fechou a noite com um desfile grandioso e impactante, como prometido, se credenciando a disputar seu 15° título. Alegorias ricas em detalhes fizeram a escola reviver seus áureos Carnavais.

Confira mais do que rolou na sapucaí nesta segunda aqui.

Folhapress