A Câmara dos Deputados abriu, na tarde desta quarta-feira, a sessão que vai analisar o projeto que susta o decreto do governo que elevou o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). O Ministério da Fazenda estima arrecadar R$ 10 bilhões neste ano com a medida.
Motta anunciou a pauta em uma publicação em uma rede social. Na semana passada, a Câmara aprovou a urgência desse projeto, que acelera a sua tramitação. A articulação política do governo tentava usar esse tempo para debelar a crise. A ideia era construir o acordo para resolver o impasse nas contas públicas que o governo precisa, além de também atender o Congresso e começar a liberar as emendas.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebeu com surpresa a decisão do presidente da Câmara. Lula buscou a ministra de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, assim que soube que o projeto iria à votação na Câmara, frustrando a expectativa inicial de que o tema fosse apreciado pelo plenário apenas após o retorno do recesso parlamentar.
A Aneel confirmou nesta sexta-feira (30) a manutenção da bandeira tarifária em fevereiro. Com isso, não haverá cobrança extra na conta de luz.
Segundo a agência, o aumento das chuvas na segunda metade de janeiro elevou os níveis dos reservatórios nas regiões Sudeste, Centro-Oeste, Nordeste e Norte, dispensando o acionamento de usinas termelétricas mais caras.
Criado em 2015, o sistema de bandeiras tarifárias indica o custo da geração de energia no país. As cores são definidas mensalmente com base na avaliação do ONS, que analisa as condições do sistema elétrico e projeta os custos de geração.
Com metade dos ministros do governo Lula prestes a deixar os cargos para disputar as eleições, o presidente enfrenta uma disputa intensa por vagas de ministro entre auxiliares do segundo escalão. As brigas internas já ameaçam paralisar a máquina pública, segundo relatos do próprio Palácio. A informação é da coluna Radar – Veja, por Robson Bonin.
Até abril, a troca de ministros abre espaços para disputas desorganizadas. Em algumas pastas, não há sucessor natural, o que intensificou conflitos entre secretários e secretários-executivos, hoje os nomes mais cotados à sucessão.
O cenário se agrava porque ministros de saída tentam manter influência nas pastas, emplacando aliados para cumprir acordos firmados — sobretudo na liberação de verbas — e evitar confrontos internos.
Levantamento divulgado pelo instituto Paraná Pesquisas neste sábado (31) mostra a percepção da sociedade com relação à situação da saúde pública do país.
33,8% dizem que piorou, enquanto 34,4% afirmam ter permanecido igual e outros 28,6% apontam uma melhora.
A pesquisa, registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o número BR-08254/2026, considerou 2.080 entrevistas realizadas entre os dias 25 e 28 de janeiro. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais e o nível de confiança é de 95%.
O Colégio Porto comemora um resultado expressivo no Sistema de Seleção Unificada (Sisu) 2025. Além da aprovação de vários alunos em diversos cursos em universidades públicas de várias partes do país, com destaque para a Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), os estudantes da escola conquistaram quatro primeiros lugares nos cursos de Engenharia Civil, Engenharia Elétrica, Engenharia Mecatrônica e Engenharia de Produção e o terceiro lugar em Medicina na UFRN.
Um resultado que chama atenção é o de Bruno Rosado Negreiros Gadelha Simas, primeiro colocado em Engenharia Civil na UFRN, que também foi aprovado no mesmo curso pela Universidade de São Paulo (USP) e pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), duas das instituições mais concorridas do país.
O estudante Lucas Câmara Lira, aprovado em primeiro lugar em Engenharia Elétrica na UFRN, atribui o resultado ao conjunto de apoio oferecido pela escola. “É uma sensação muito boa ver todo o esforço reconhecido. A escola prepara muito bem para o Enem e vestibulares. Os professores incentivam, dão todo o suporte, e a gente chega na prova muito bem preparado”, destacou.
André Cury com Lucas Lira, 1º lugar em Engenharia Elétrica na UFRN
Para o pai do estudante, Rodrigo Lira, a conquista representa uma emoção indescritível. “A felicidade só se compara ao nascimento dele. O Colégio Porto foi fundamental nesse processo. A gente percebeu que ele ficou mais organizado, criou uma rotina de estudos. Valeu muito a pena todo o esforço”, afirmou.
Outro nome de destaque é Eduardo Cook, que conquistou o primeiro lugar em Engenharia Mecatrônica na UFRN. Ele destaca a metodologia como diferencial. “Os simulados, o apoio dos professores e a forma como tudo é pensado para o aluno fizeram muita diferença. A escola traz muito a realidade da prova”, avaliou.
Top 3 em Medicina
Na área da saúde, a estudante Vanessa Bila garantiu o terceiro lugar em Medicina na UFRN. Ela ressalta o incentivo constante dos professores e a estrutura da escola como fatores decisivos. “Eu passei porque tinha muito mais tempo para estudar e não precisei fazer cursinho. Os professores são excelentes e a escola funciona como uma comunidade que incentiva o aluno o tempo todo”, contou.
Vanessa Bila, 3º lugar em Medicina na UFRN, com o professor André Cury
A escola também aprovou alunos em Medicina em outras universidades públicas, como a Universidade Federal de Campina Grande (UFCG), Universidade Federal da Paraíba (UFPB) e Universidade de Pernambuco (UPE). Foi o caso do estudante Thiago Rios Bezerra. Ele conquistou a maior nota do Brasil na prova de Linguagens do Enem após acertar todas as 45 questões e foi aprovado em Medicina na UFCG. “Foi muita felicidade e alívio. Eu não esperava fechar a prova de Linguagens. A equipe de professores do Porto foi o principal diferencial para esse resultado”, destacou.
Diretor destaca trabalho em conjunto
Para o diretor acadêmico do Colégio Porto, André Cury, os resultados refletem um trabalho construído em conjunto com alunos, famílias e equipe escolar. “A cada ano a gente se surpreende mais. Quando pensamos que não dá para melhorar, melhoramos. São vários primeiros lugares, muitas aprovações em Medicina e em universidades públicas reconhecidas nacionalmente. Esse resultado é fruto de um conjunto: professores altamente qualificados, gestão pedagógica eficiente, material de qualidade e muito suporte ao aluno. Somos uma escola jovem, mas que já se comporta como uma escola de tradição”, destacou.
Com turmas do 6º ano do Ensino Fundamental à 3ª série do Ensino Médio, o Colégio Porto oferece uma proposta educacional que vai além do ensino tradicional. A escola conta com estrutura moderna, laboratórios equipados, rooftop com espaço de convivência e uma midiateca que integra biblioteca, cabines de estudo individualizadas e salas para estudos em grupo.
Venezuelanos reagiram emocionados ao saber que o centro de detenção El Helicoide, conhecido por práticas de tortura e repressão política, será fechado pelo governo chavista. A decisão foi anunciada pela presidente interina Delcy Rodríguez, que também enviou à Assembleia Nacional um projeto de lei de anistia geral para libertar centenas de presos políticos detidos desde 1999.
Rodríguez afirmou que a medida busca “curar feridas” das décadas de confrontos políticos e promover convivência nacional, mas exclui casos de homicídio, tráfico de drogas, corrupção e graves violações de direitos humanos. A proposta será analisada com urgência pelo parlamento.
El Helicoide, sede do serviço de inteligência e símbolo de violação de direitos humanos, será transformado em um centro social, esportivo e cultural para a comunidade. Apesar da expectativa de libertações, ativistas alertam que centenas de detidos ainda aguardam liberdade, e os critérios definitivos da anistia não foram divulgados.
A maior parte da população, 44,3%, diz que a segurança pública piorou durante o governo do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), segundo um levantamento divulgado pelo instituto Paraná Pesquisas neste sábado (31).
A parcela dos que entendem que esta situação melhorou (20%) é ainda menor do que a daqueles que consideram que ela permaneceu igual, que representam 32,4% da população.
A pesquisa, registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o número BR-08254/2026, considerou 2.080 entrevistas realizadas entre os dias 25 e 28 de janeiro. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais e o nível de confiança é de 95%.
A Fundação Perseu Abramo (FPA), vinculada ao Partido dos Trabalhadores, promoveu em 2025 um curso de extensão que contou entre os professores com Paulo Gala, então economista-chefe do Banco Master, instituição hoje no centro de investigações por suspeita de fraude bilionária. A informação foi revelada pela Folha. A iniciativa ocorreu em parceria com a Unicamp e foi voltada a filiados do partido, militantes, integrantes de movimentos sociais e servidores públicos.
O curso abordou temas como desenvolvimento econômico, mercado de trabalho e políticas públicas. No material de divulgação, a FPA afirmou que o objetivo era capacitar participantes para analisar a conjuntura nacional e formular propostas para enfrentar desafios sociais. Gala ocupou o cargo no Banco Master entre setembro de 2021 e julho de 2025, deixando a instituição durante as negociações de venda ao BRB, antes de as denúncias contra o banco virem a público. A aula ocorreu em setembro, já após sua saída.
Atualmente professor da FGV-SP, Paulo Gala mantém interlocução com economistas de esquerda e é citado nos agradecimentos da dissertação de mestrado do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, defendida em 2008. A participação do economista no curso da fundação petista contrasta com a linha adotada recentemente pela Executiva Nacional do PT, que passou a usar o caso Master como símbolo de críticas ao mercado financeiro.
Em resolução divulgada na última semana, o partido citou o escândalo do banco como exemplo de “corrupção e promiscuidade entre parte do mercado e o crime organizado”. O episódio também respinga no governo Lula devido às relações do Master com nomes como Ricardo Lewandowski, cujo escritório recebeu milhões em contratos com o banco, e Guido Mantega, que atuou como consultor. A contratação do escritório da família Lewandowski, segundo o Metrópoles, foi indicada pelo líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), informação confirmada pela assessoria do parlamentar.
Apesar da articulação crescente para investigar o Banco Master, a instalação de uma CPI específica na Câmara dos Deputados enfrenta um obstáculo imediato: a fila de 15 requerimentos que aguardam análise para criação de comissões parlamentares de inquérito. O acúmulo de pedidos reduz as chances de avanço rápido da iniciativa e torna a decisão altamente dependente da condução política da Casa.
Deputados como Rodrigo Rollemberg (PSB-DF) e Marcos Pollon (PL-MS) afirmam já ter alcançado o número mínimo de assinaturas exigido pelo regimento — 171 parlamentares —, mas a abertura de uma CPI depende exclusivamente do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB). Atualmente, a lista de espera inclui investigações sobre descontos irregulares em benefícios do INSS, atuação de planos de saúde e demarcação de terras indígenas, entre outros temas sensíveis.
O caso do Banco Master segue no centro das atenções políticas após a Polícia Federal apontar indícios de fraude bilionária, o que levou o Banco Central a decretar a liquidação da instituição em novembro do ano passado. O episódio ganhou peso em Brasília pelas conexões políticas do banqueiro Daniel Vorcaro, citado em articulações com parlamentares e em relações que também alcançam o Judiciário.
Diante da dificuldade na Câmara, parlamentares passaram a investir em outras frentes, como a criação de uma CPMI, que depende apenas da leitura do requerimento pelo presidente do Congresso, Davi Alcolumbre (União-AP). Além disso, o Senado criou um grupo de acompanhamento do caso na Comissão de Assuntos Econômicos, e a oposição tenta levar o tema à CPI do Crime Organizado, onde o relator Alessandro Vieira classificou a atuação do Banco Master como típica de organizações criminosas.
A oposição bolsonarista no Congresso Nacional se organiza para atuar em cinco frentes estratégicas com o objetivo de desgastar politicamente o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao longo de um ano decisivo, marcado pelas eleições de outubro. A atuação deve ganhar força a partir do fim do recesso parlamentar, em fevereiro, ainda que o calendário eleitoral reduza o ritmo das atividades legislativas nos meses seguintes.
O Partido Liberal (PL) concentra esforços principalmente em duas linhas: a tentativa de reverter a situação jurídica do ex-presidente Jair Bolsonaro e o uso intensivo de CPIs e CPMIs para manter temas sensíveis ao governo no centro do debate público. Entre as prioridades está a derrubada do veto de Lula ao projeto da Dosimetria, que altera penas de condenados pela trama golpista e poderia beneficiar Bolsonaro — votação que a oposição tenta antecipar para antes do carnaval.
Além disso, o bolsonarismo pretende prorrogar a CPI do INSS, ampliar a pressão pela criação da CPI do Banco Master e da CPMI da Secom, além de avançar em pautas ligadas à segurança pública, tema considerado eleitoralmente sensível. A preferência por comissões mistas se deve à criação automática mediante número mínimo de assinaturas, sem depender do aval dos presidentes da Câmara ou do Senado.
Apesar da ofensiva anunciada, integrantes do Supremo Tribunal Federal avaliam que o avanço dessas iniciativas tende a ser limitado pelo próprio calendário eleitoral, que deve deslocar o foco dos parlamentares para as campanhas em suas bases. Ainda assim, lideranças da oposição afirmam que a estratégia seguirá ativa tanto na Câmara quanto no Senado, onde também está no radar a sabatina do indicado de Lula ao STF, Jorge Messias.
O crescimento da oposição em estados estratégicos do Nordeste acendeu um sinal de alerta no Palácio do Planalto e na cúpula do PT. O partido avalia o risco concreto de derrota de ao menos dois governadores petistas na região e já discute, nos bastidores, a possibilidade de substituição de candidaturas como forma de preservar o desempenho eleitoral do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2026, especialmente na Bahia e no Ceará.
No Ceará, levantamentos internos indicam vantagem de Ciro Gomes (PSDB) sobre o atual governador Elmano de Freitas (PT). A preocupação petista vai além do Palácio da Abolição: Ciro sinaliza apoio a Flávio Bolsonaro (PL), o que pode comprometer a estratégia do PT de repetir o desempenho de Lula em todos os municípios do estado. Diante desse cenário, cresce a pressão para que o ministro da Educação, Camilo Santana, seja chamado para reassumir o protagonismo eleitoral.
Na Bahia, o quadro também inquieta a direção petista. O ex-prefeito de Salvador ACM Neto (União Brasil) surge como ameaça real à reeleição do governador Jerônimo Rodrigues (PT). Internamente, o nome do ministro da Casa Civil, Rui Costa, é apontado como possível alternativa para tentar conter o avanço da oposição e manter o estado sob influência do partido.
O PT ainda contava com a fragmentação do campo oposicionista, apostando na divisão de votos entre Flávio Bolsonaro e Ronaldo Caiado, mas essa estratégia perdeu força após o governador de Goiás deixar o partido de ACM Neto. Além da Bahia e do Ceará, o Rio Grande do Norte também entrou no radar de preocupação, ampliando a apreensão do partido com o cenário eleitoral no Nordeste.
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