QUALIDADE DE VIDA – Menos trânsito, poluição e violência: bons serviços e economia em alta estimulam migração dos brasileiros para o interior

Foto: Jefferson Coppola/Veja

Fernanda Vasconcelos, 44 anos, terapeuta

“Eu e Danilo aproveitamos o isolamento para dar a nossos filhos mais contato com a natureza no sítio da família. Cultivar uma horta e andar pela mata nos ajudou a atravessar a crise. Percebemos que precisamos de pouco para viver bem e nos mudamos para Bragança Paulista, no interior de São Paulo.”

Migrar é uma atividade tão antiga quanto a própria humanidade, consequência da busca de melhores condições de vida — mais caça e fontes de água na pré-história, mais espaço para fixar comunidades na Antiguidade, mais terra para cultivar e pastorear na Idade Média, mais territórios para ocupar no Novo Mundo, mais segurança e liberdade desde sempre. Ao longo do século XX, os deslocamentos seguiram a trilha aberta na Revolução Industrial: esvaziamento do campo e inchaço das cidades, culminando no aparecimento das megalópoles, capazes de aglomerar milhões de pessoas em uma área relativamente pequena. Como o ser humano é bicho que não se acomoda, nas últimas duas décadas o fluxo começou a se inverter, com as cidades médias atraindo um contingente de moradores urbanos cansados da vida corrida e atentos a economias que emergiam. Agora, veio a pandemia e, também no movimento migratório, seu onipresente efeito se fez sentir. Trabalhando a distância, livres da necessidade de bater o ponto no escritório, milhares de famílias estão pondo o pé na estrada, de mudança para recantos onde mais importante do que ganhar muito dinheiro e ter acesso ao que há de melhor em convívio social e cultura é poder desfrutar uma existência da mais alta qualidade.

O migrante de hoje difere do que já estava indo para o interior no sentido de tratar sua opção não como um sonho, mas como uma realidade que enxerga de olhos bem abertos, firmada na comparação concreta entre o que tinha na metrópole — emprego, restaurantes, escolas de primeira — e o verde e a tranquilidade usufruídos em uma mudança que era para ser temporária e virou definitiva. Seu novo chão se localiza, principalmente, nos municípios situados em um raio de 100 quilômetros ao redor das capitais — cidades com boa oferta de serviços de saúde e educação, razoáveis opções de lazer e um conceito retirado da obsolescência e catapultado à condição de ambição: o ritmo de vida típico do interior. Segundo a mais recente estimativa de população realizada pelo IBGE, a das cidades entre 100 000 e 1 milhão de habitantes vem crescendo na última década a um ritmo até 50% mais rápido do que nas capitais — estas, por outro lado, detentoras de expansão minguada, ou mesmo zero. Atualmente, dois de cada três brasileiros residem em municípios com não mais do que meio milhão de habitantes. “Até 2014, as grandes cidades atraíam muitos trabalhadores por causa da ampla oferta de emprego, mas a crise econômica mudou essa tendência”, explica José Eustáquio Diniz Alves, demógrafo do IBGE.

Outra manifestação do atrativo pela almejada casa no campo — para morar mesmo, não para passar o fim de semana — está em uma pesquisa realizada pelo Zap+, que congrega os dois maiores portais de imóveis do Brasil, obtida com exclusividade por VEJA. Ela mostra que mais da metade — exatamente 59% — dos moradores de São Paulo e de Belo Horizonte, se tivesse de decidir neste momento sobre ir morar em um lugar menor, diria sim à mudança. No Rio de Janeiro, a disposição é ainda maior: 67%. O casal Fernanda, 44 anos, e Danilo Vasconcelos, 48, integra a turma dos novos migrantes. Por causa da pandemia, saiu de São Paulo e instalou-se com os filhos na casa de campo em Bragança Paulista, a 94 quilômetros de distância. Agora, resolveu que lá é o seu lugar: alugou uma casa ampla em condomínio fechado, matriculou as crianças em uma escola com 30 000 metros quadrados de área verde e planeja se mudar de vez. “Percebi que precisava de pouco para viver bem e que o contato com a natureza era fundamental. Não me vejo mais voltando a morar em São Paulo”, reconhece Fernanda.

João Tucci. Foto: Cristiano Mariz/VEJA

Sai avião, entra arara

João Tucci, 45 anos, analista financeiro

“Há dois anos comecei a questionar a vida em São Paulo, trabalhando doze horas por dia. Conheci a Chapada dos Veadeiros, me encantei, virei gerente de uma pousada e entrei para a ponte aérea. Na pandemia, mudei de vez. Agora, tomo banho de cachoeira, medito e, em vez de aviões, ouço o canto das araras.”

Os motivos citados para a virada de rumo são conhecidos: violência, poluição, trânsito e a brutal desigualdade social exposta nas metrópoles. O arquiteto carioca Hélio Pellegrino, 68 anos, desistiu do Rio de Janeiro e foi buscar a tal felicidade em Búzios, balneário a quase 200 quilômetros de distância. “No Rio, andar pela rua à noite, um dos grandes prazeres do carioca, passou a ser uma roleta-russa. Nunca se sabe quem será a próxima vítima”, critica Pellegrino, que tem assumido menos projetos e aproveita o tempo livre para pintar, tocar piano e violão e fazer caminhadas pela exuberante Praia da Ferradura. O fluxo para cidades menores tem, é claro, reflexo no mercado imobiliário. Na Baixada Santista, a compra e venda de imóveis subiu 31% no terceiro trimestre de 2020, em comparação com o mesmo período do ano anterior, contra meros 5% na região metropolitana de São Paulo. Nas cidades no cobiçado raio de 100 quilômetros, área que engloba Sorocaba, Itu, Jundiaí, Bragança Paulista e Atibaia, os negócios cresceram embalados por uma taxa de 25%.

As casas que os migrantes urbanos estão comprando e alugando oferecem duas características imprescindíveis: área verde e cômodos que possam ser adaptados para home office. “Muitas famílias não têm renda para adquirir um imóvel com esse perfil em São Paulo e se mudam para o interior, onde o metro quadrado é bem mais barato”, explica Patricia Ferraz, diretora de relações institucionais do Registro de Imóveis do Brasil, que congrega cartórios de vários estados. “A pandemia escancarou nossa necessidade por espaço, tanto interno quanto externo”, diz Ju Collen, funcionária pública de 46 anos que está prestes a trocar Porto Alegre por Gramado, a 150 quilômetros de distância.

Luiz Soares. Foto: Pedro Silveira/VEJA

Troca de endereço

Luiz Soares, 48 anos, dono de confecção

“Vim para minha casa de veraneio na Praia do Forte para fugir da pandemia, mas me acostumei à rotina de esportes, banhos de mar e acesso aos bons restaurantes locais. Mudei de endereço: moro aqui e só apareço de vez em quando na casa de Salvador. Tenho qualidade de vida e segurança, sem perder o agito.”

Um dos motores econômicos que impulsionam a migração atual é a mudança profunda nas relações de trabalho trazida pela pandemia. A jornada de quem manteve o emprego durante o período de isolamento social caiu 14% e a renda média, em efeito dominó, diminuiu 20%, segundo uma pesquisa da FGV-RJ. Enquanto apertava o cinto, uma leva de brasileiros fez as malas em busca de vida mais simples e ao mesmo tempo de maior qualidade. O que se observa neste movimento é uma inesperada inversão das prioridades das famílias. “Nas classes mais abastadas, com recurso para mudanças radicais, ganhar dinheiro passou a ser menos importante do que aproveitar a vida”, ressalta Marcelo Neri, diretor da FGV Social.

Helio Pellegrino. Foto: Alex Ferro/VEJA

Adeus, depressão

Hélio Pellegrino, 68 anos, arquiteto

“Morava em uma casa espaçosa no Rio de Janeiro e tinha um escritório de arquitetura bem-sucedido. Mas a violência e a desigualdade social me deixavam cada vez mais deprimido. Quando me instalei na casa de Búzios, vi que era para sempre. Aqui faço o que realmente gosto: pinto, toco violão, namoro e vou à praia.”

Um estudo do Ipea revelou que quase um quarto das ocupações brasileiras está apto a fazer a transição para o home office e são justamente os ocupantes dessas posições, em boa parte situadas no setor financeiro e de tecnologia, que mais se veem à vontade nestes tempos para mudar de vida. Durante quase duas décadas João Tucci, 45 anos, analista financeiro de uma grande empresa de consultoria, experimentou a rotina extenuante de até doze horas de trabalho por dia. Há cinco anos, em plena crise de identidade, conheceu a Chapada dos Veadeiros, em Goiás, e se apaixonou pelo local. Como em um namoro, ele passou a se revezar entre Alto Paraíso e São Paulo — até a chegada da pandemia desembocar em união estável. Tucci se mudou de vez para a Chapada e de lá presta sua consultoria aos clientes, além de ser gerente de uma pousada. “Continuo a fazer o que gosto, mas agora, em vez de barulho de avião na janela, tenho o canto das araras”, comemora, feliz da vida. Embora ainda esteja em fase de consolidação, o fenômeno já é encarado como uma nova etapa dos deslocamentos internos que a população empreende em épocas distintas.

A engrenagem que movimenta as migrações brasileiras tem uma relação histórica com os efeitos da desigualdade social. Mal as primeiras fábricas começaram a se instalar no país, há quase 100 anos, e milhões de pessoas das regiões mais pobres, principalmente do Norte e Nordeste, pegaram seus poucos pertences, deram adeus à zona rural e foram tentar a vida no Sul maravilha. Assim caminharam os brasileiros até o fim do século XX, quando a meia volta começou. A descentralização da indústria e a expansão das fronteiras agrícolas fizeram o interior ser atraente de novo e suas cidades entraram para o rol das localidades recebedoras de mão de obra, em uma dinâmica classificada de “rotatividade migratória”. No arranjo que se desenvolveu durante a pandemia, uma parcela dos migrantes combina o melhor dos dois mundos: muita gente, em vez de ir embora de vez, optou pela dupla residência. Dono de uma confecção de moda praia, Luiz Soares, 48 anos, morava em Salvador e costumava ir para a casa de veraneio na Praia do Forte, a 85 quilômetros, nos fins de semana e feriados. Para cumprir o isolamento social, acabou se instalando na segunda casa e inverteu a ordem dos endereços. Mantém um pé na capital, para compromissos de trabalho, mas mora mesmo na praia. “Aqui tenho qualidade de vida, conforto e segurança sem perder o agito”, alegra-se.

Ju Collen. Foto: Daniel Marenco/VEJA

Vida espaçosa

Ju Collen, 46 anos, funcionária pública

“Sempre quisemos ter um sítio para relaxar nas horas de folga. O isolamento no apartamento em Porto Alegre mudou nossos planos. Compramos um terreno em Gramado e nossa casa, com uma bela vista da Serra Gaúcha, acaba de ficar pronta, satisfazendo a necessidade de espaço interno e externo.”

Os especialistas antecipam que a migração de pessoas com recursos suficientes para sustentar duas casas deve levar riqueza e alterar de forma relevante o perfil de consumo dos municípios médios e pequenos. Atualmente, as cidades com até 500 000 habitantes concentram 68% da população, 58% do PIB e 237 dos 577 shopping centers em atividade no Brasil. A expectativa é que a proporção seja cada vez maior, à medida que o agronegócio se expanda e a busca de qualidade de vida se amplie — uma aliança que tem tudo para mudar para melhor a cara do interior. “O deslocamento das classes mais abastadas traz novos contornos aos processos migratórios e reflete a inserção do Brasil em um contexto global. O território perde importância, já que o mundo está conectado em rede e as relações ocorrem por meio da tecnologia”, explica Rosana Baeninger, demógrafa e professora do Núcleo de Estudos de População da Unicamp. Nos Estados Unidos, onde as migrações rotativas são vistas há mais tempo, os municípios do entorno dos grandes centros urbanos já apresentam um perfil menos provinciano. “Muitos subúrbios estão se reformando e ganhando contornos mais urbanos, com centros comerciais, restaurantes e boas escolas”, lembra James Hughes, professor de planejamento urbano da Universidade Rutgers, em Nova Jersey.

Empurradas para as moradias mais amplas do entorno, em vez de se isolarem em minúsculos apartamentos, cerca de 100 000 pessoas acabaram optando de vez por sair de Man­hattan, o bairro mais habitado de Nova York, a meca cosmopolita do planeta, e pelo menos 30 000 foram embora de São Francisco ao longo da pandemia. Em compensação, Santa Maria e Santa Bárbara, nas imediações de Los Angeles, receberam 124% mais moradores neste ano, em comparação com o ano passado. Louisville, na encruzilhada entre Nova York e Chicago, ganhou 113% mais moradores e Buffalo, no estado de Nova York, aumentou sua população em 80%. A fuga da megalópole se repete em países como Japão — Tóquio subtraiu 30 000 habitantes — e Austrália, onde, desde março, 14 000 pessoas deixaram Sidney e 25 000 deram adeus a Melbourne. “Hoje, há uma competição por gente talentosa, criativa e inovadora. As cidades médias têm tudo para se beneficiar com a absorção dessa mão de obra qualificada”, diz Robert Muggah, fundador do Instituto Igarapé e uma das maiores autoridades sobre o tema. Enquanto a humanidade se desloca, o mundo se transforma.

Veja

AGORA VAI: Ministério da Saúde pede ao Butantan entrega imediata de 6 milhões de doses da Coronavac

O Ministério da Saúde encaminhou, na tarde desta sexta-feira (15), ao Instituto Butantan um ofício no qual pede a entrega imediata de 6 milhões de doses importadas da Coronavac.

O ofício, assinado pelo diretor do departamento de logística em Saúde, Roberto Ferreira Dias, é endereçado ao diretor-geral do Butantan, Dimas Covas com o assunto: “Entrega imediata de 6 milhões de doses importadas da vacina contra a Covid-9”.

“Solicitamos os bons préstimos para disponibilizar a entrega imediata das 6 milhões de doses importadas e que foram objeto do pedido de autorização de uso emergencial perante a Anvisa”, diz o texto.

“Ressaltamos a urgência na imediata entrega do quantitativo contratado e acima mencionado, tendo em vista que este Ministério precisa fazer o devido loteamento para iniciar a logística de distribuição para todos os estados da federação de maneira simultânea e equitativa, conforme cronograma previsto no Plano Nacional de Operacionalização da vacinação contra a Covid-19, tão logo seja concedido a autorização pela agência reguladora, cuja decisão está prevista para domingo, dia 17 de janeiro de 2021”, complementa o documento.

CNN Brasil

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Cabo Silva disse:

    6 milhões de doses. Aplicadas duplamente, poderão servir a 3 milhões de brasileiros de um total populacional de 280 milhões de pessoas. Ou seja, NÃO DA PRA NADA!

  2. Ivana Maria Cardoso disse:

    É estratégico! Quer retirar da posse e controle do Gov. DORIA. Deixe de ser inocente!

Saiba como Israel tem vacinado tão rápido contra covid e por que isso pode ocorrer no Brasil

Foto: Reuters

Nas últimas semanas, Israel ganhou as manchetes internacionais por conseguir o que todo o mundo, literalmente, queria: ter um início rápido e eficaz na imunização contra a Covid-19. Mais de 20% dos 9 milhões de israelenses já estão imunizados e a expectativa é de que, até meados de março, a porcentagem chegue à totalidade.

O feito só foi possível porque o sistema de saúde de Israel tem garantia de saúde universal, ou seja, por meio de uma participação público-privada, todo cidadão israelense tem direito e acesso desde a saúde básica.

Isso significa que o país já tinha a estrutura básica necessária para iniciar a vacinação – ao contrário de outras nações, como os EUA e a Inglaterra, que vêm tropeçando em quesitos como armazenamento e logística.

Ver o avanço da vacinação em Israel é positivo para o Brasil, já que o Sistema Único de Saúde (SUS) também tem a estrutura necessária para agilizar a imunização, como esquema de logística e armazenamento, o que pode facilitar o processo de vacinação.

No domingo (17) membros da Anvisa se reúnem para avaliar os pedidos do Instituto Butantan e da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) para uso emergencial das vacinas.

A previsão, dada pelo ministro Eduardo Pazuello, é de que até novembro todos os brasileiros tenham tomado as duas doses da vacina.

Embora os sistemas sejam muito similares, a diferença está na forma de como os aportes financeiros são coletados.

Enquanto no Brasil existe o SUS, ou seja, o financiamento é feito por impostos pagos pela população, em Israel, o cidadão é obrigado a escolher entre um dos quatro planos de saúde sem fins lucrativos existentes e concorrentes.

Esses planos são financiados por um imposto de renda nacional e um imposto de saúde relacionado com o rendimento financeiro.

Em entrevista à CNN, Daniel Douek, diretor do Instituto Brasil-Israel, falou sobre as peculiaridades de ambos sistemas.

Por que a vacinação está ocorrendo tão rápido em Israel?

São vários os motivos que explicam o fato de a vacinação em Israel estar ocorrendo rapidamente. Em primeiro lugar, por o país ter saído na frente na corrida pela vacina, tendo negociado previamente a aquisição de grandes lotes, o que permitiu o início da campanha já no dia 19 de dezembro.

Além disso, devido ao acesso universal ao sistema de saúde, que possui infraestrutura sanitária bem distribuída e equipada com recursos tecnológicos de ponta.

Pode-se citar ainda aspectos culturais da população associados a um ethos derivado da própria formação do Estado, e que resulta na capacidade de mobilização das pessoas e das instituições, acostumadas aos esforços de guerra.

Por fim, destaca-se o papel desempenhado por Benjamin Netanyahu, que encara a campanha de vacinação como uma missão pessoal, inclusive para a sua própria sobrevivência política.

Com as próximas eleições agendadas para o dia 23 de março, o premiê, que responde na justiça a acusações de corrupção, aposta na vacina como cartada para reabrir a economia e melhorar a vida dos israelenses, depois de a Covid-19 ter matado mais de 3.803 pessoas, um número maior do que o de vítimas nas guerras de 1967 e de 1973 somadas.

Netanyahu foi o primeiro a se vacinar e o fez com transmissão ao vivo pela televisão, clamando para que todos os cidadãos seguissem seu exemplo.

Quais as principais diferenças e similaridades entre os sistemas de Israel e do Brasil?

A principal similaridade é a garantia de saúde universal. A diferença é que, enquanto no Brasil existe o Sistema Único de Saúde (SUS), no caso de Israel, a população é obrigada a escolher entre um dos quatro planos de saúde sem fins lucrativos existentes e concorrentes (financiados basicamente por um imposto de renda nacional e um imposto de saúde relacionado com o rendimento).

O sistema de saúde de Israel sempre teve co-participação público-privada? Ou teve alguma reforma na área da saúde para implementar este novo método?

O sistema de saúde universal existe desde antes da fundação do Estado e se mantém até agora. Já a lei do Seguro Nacional de Saúde, que garantiu cobertura universal para cidadãos e residentes permanentes por meio do vínculo com um dos quatro planos de saúde existentes no país é de 1995.

Qual a previsão de imunização total no país?

Israel já vacinou mais de 20% da população, e a expectativa é de imunização total acima dos 16 anos até o final de março.

CNN Brasil

Itamaraty confirma que Índia atrasará entrega de vacinas

Foto: Sérgio Lima/Poder360

O cronograma de entrega dos 2 milhões de doses da vacina da AstraZeneca/Oxford contra o coronavírus que o Ministério da Saúde afirma ter adquirido do laboratório indiano Serum Institute sofrerá atraso. A informação foi confirmada esta manhã, pelo Ministério das Relações Exteriores (Itamaraty).

Segundo a pasta, o ministro Ernesto Araújo telefonou para o chanceler indiano Subrahmanyam Jaishankar no dia 14 de janeiro, data em que o site Hindustan Times publicou uma notícia informando que, segundo fontes do governo indiano não identificadas na matéria, ainda não há previsão de quando a Índia autorizará o fornecimento dos imunizantes a outros países, incluindo o Brasil.

De acordo com o Itamaraty, Jaishankar manifestou a intenção de atender ao pedido brasileiro “nos próximos dias”, mas não indicou uma data para que as doses da vacina sejam liberadas. O chanceler indiano atribuiu o atraso na liberação a “problemas logísticos” decorrentes das dificuldades de conciliar o início da campanha de vacinação no país de mais de 1,3 bilhão de habitantes ao fornecimento de imunizantes para outras nações.

Mas conforme lembrou o Hindustan Times em sua reportagem, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Índia, Anurag Srivastava, já tinha dito, esta semana, que devido ao início da vacinação nacional, neste sábado (16.jan.2021), era cedo para falar em fornecimento a outros países.

“Você deve se lembrar que o primeiro-ministro [Jaishankar] já disse que a produção e a capacidade de entrega da Índia serão usados para o benefício de toda a humanidade para combater a esta crise, mas o processo de vacinação na Índia está apenas começando. É muito cedo para dar uma resposta específica sobre a destinação para outros países enquanto estivermos analisando nossos cronogramas de produção e entrega. Tomaremos essa decisão no tempo devido”, declarou o porta-voz, segundo o site indiano.

Apesar da indefinição quanto ao fornecimento das vacinas, o Ministério da Saúde informou que a previsão de que o avião comercial adaptado para ir a Índia buscar os insumos da Serum Institute parta esta noite (15.jan.2021), de Recife (PE), está mantida.

Inicialmente o voo estava previsto para decolar na noite de ontem (14.jan.2021), às 23h, mas a viagem foi adiada. Segundo o Ministério da Saúde, por “questões logísticas internacionais”. A aeronave pertencente à empresa aérea Azul partiu ontem a tarde do Aeroporto de Viracopos, em Campinas (SP), com destino a Recife, de onde deve prosseguir viagem esta noite.

Na 5ª feira (14.jan.2021), durante uma videoconferência com prefeitos de todo o Brasil, o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello condicionou o começo da vacinação contra a covid-19 no Brasil na próxima quarta-feira (20.jan.2021) à chegada dos 2 milhões de doses da vacina indiana e à aprovação, ainda no próximo domingo (17.jan.2021), dos pedidos de uso emergencial dos imunizantes apresentados pelo Instituto Butantan e pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

Poder 360, com Agência Brasil

 

Com recorde de casos de covid e hospitais abarrotados, Portugal volta ao lockdown por, pelo menos, mais um mês

Foto: Glen Carrie/Reprodução

Depois de 8 meses de medidas mais flexíveis, desde que o confinamento total foi abolido, em maio do ano passado, Portugal amanheceu hoje em lockdown novamente. Mais um período de constantes dias da marmota. A volta dos que não foram. A razão principal: com as medidas mais liberais adotadas para o Natal e o ano novo, os números dispararam no país, com novos recordes a cada dia e novos casos diários frequentemente acima dos 10 mil – vale lembrar que, entre março e setembro, o maior número diário foi de 1.516, registrado em abril. Tremo só de pensar na situação real do Brasil depois de um verão insano.

A chegada da vacina fez imperar uma dose de otimismo sem precedentes, mas nunca é tarde para lembrar: a pandemia não acabou, apesar de tanta gente agindo como se não estivéssemos mais diante de um problema (alô, Brasil?). Dar um passo deste tamanho para trás é frustrante, sim, mas necessário. Especialmente porque o plano de vacinação prevê praticamente o ano todo até que a população seja 100% vacinada, na melhor das hipóteses. E os hospitais nunca estiveram tão abarrotados.

Fuéééé. Fecham novamente os restaurantes, os cafés, as academias e qualquer forma possível e imaginável de aglomeração. Fecham os cabeleireiros, as piscinas públicas e os estúdios de yoga e pilates, mesmo com aulas individuais. Fecham os shoppings, fecham as lojas. O dever geral de recolhimento domiciliar vale para todo o país. O que isso significa? Que só é permitido sair de casa por extrema necessidade, como comprar comida, medicamentos ou comparecer a compromissos médicos. Também é permitido sair para praticar exercícios ao ar livre – sozinho ou, no máximo, com as pessoas que moram na mesma casa. E só. O home office passa a ser novamente obrigatório, sob pena de multas altíssimas para quem não cumprir.

Desnecessário dizer: adeus, viagens. A Serra da Estrela está coberta de neve, as praias da costa alentejana estão mais lindas do que nunca (amo praia no inverno), os hotéis preparavam grandes promoções para long stays. As fronteiras por ora não fecham, ainda que a Inglaterra tenha fechado para Portugal por motivos de… variante brasileira do vírus. Pois é, ela não foi registrada por aqui ainda, mas a relação próxima de Portugal e Brasil justificou a medida. De toda forma, a determinação é clara: ficar em casa. A medida vale oficialmente por 15 dias, mas será renovada por mais 15, pelo menos – o governo já avisou. A diferença agora (e grande motivo de divisão de opiniões pelo país) é que as escolas estão abertas. O governo português aposta no baixo índice de contaminação no ambiente como justificativa. É esperar para ver.

Blog Além-mar – Viagem e Turismo – editora Abril

FOTO: Sindicalista que moveu ação contra retorno de servidores na UFERSA faz festa de aniversário com aglomeração em praia

Foto: Reprodução/Instagram

A atual coordenadora de seção sindical no SINTEST, Kaliane Morais, que moveu uma ação na justiça contra o retorno gradual nas atividades dos servidores da UFERSA, destacou em seu Instagram o registro de comemoração de seu aniversário com amigos e familiares. Na foto, o momento de pandemia e a aglomeração acabaram esquecidos.

Em meio calor, fim de semana poderá registrar pancadas de chuvas pelo RN, indica previsão

Foto: Reprodução/Emparn

A Empresa de Pesquisa Agropecuária do Rio Grande do Norte(Emparn) informa que o final de semana deverá ser de céu parcialmente nublado a claro em todo o Estado, com possibilidade de ocorrência de pancadas de chuvas devido a presença de um Vórtice Ciclônico de Ar Superior, atuando sobre a região.

RN negocia compra de doses da vacina russa Sputinik V por meio do Consórcio Nordeste

Foto: Anton Vaganov/Reuters

O Governo do RN e o Consórcio Nordeste iniciaram contatos com o laboratório União Química para aquisição da vacina Sputnik V, de origem russa, como forma de ampliar a disponibilidade do imunizante à população. A informação foi confirmada pelo Estado nesta sexta-feira(15).

Os governadores do Nordeste estão negociando a compra de 50 milhões de doses emergenciais da vacina russa Sputnik V para os nove estados da região.

A Sputnik tem mais de 91,4% de eficácia comprovada, segundo o laboratório russo Gamaleya.

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. André - PCRN disse:

    Parabéns pela iniciativa. Não esperem pelo presidente louco. Quem não quiser tomar a Sputnik V poderá tomar da febre aftosa.

  2. Epaminondas disse:

    Vixe Maria!
    Aí tem….

  3. Luciana Morais Gama disse:

    Vai aproveitar pra compensar os R$ 5 milhões de reais que perdeu via Consórcio Nordeste??

  4. Atento disse:

    Vige, consórcio nordeste, esse não é aquele que agenciou o sumiço de R$ 5.000.000.00.

  5. Evaldo Reis Junior disse:

    Vixe, será igual a compra dos respiradores?

Período letivo 2020.2 da UFRN inicia na próxima segunda-feira

Foto: Cícero Oliveira

Na próxima segunda-feira, 18, a Universidade Federal do Rio Grande do Norte inicia suas aulas correspondentes ao período letivo 2020.2. Devido à pandemia da covid-19, as atividades serão realizadas no formato remoto, com a possibilidade de oferta de componentes práticos de forma presencial, desde que aprovados pelas instâncias universitárias competentes e asseguradas as condições estabelecidas no Protocolo de Biossegurança da UFRN.

De acordo com o calendário universitário, no dia 18 de janeiro também inicia o prazo para solicitação de suspensão de programa para o período vigente, e para pedidos de rematrícula dos alunos regulares e matrícula dos alunos especiais ordinários. Para todos os casos, as solicitações devem ser feitas via Sistema Integrado de Gestão de Atividades Acadêmicas (Sigaa).

As demais datas podem ser consultadas no calendário anexo à Resolução 062/2020 do Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão (Consepe), que prevê o ensino remoto para o semestre letivo 2020.2. O documento estabelece ainda que, nas aulas remotas dos cursos presenciais, os professores utilizarão a Turma Virtual do Sigaa, plataforma oficial para registro e controle acadêmico, mas fica autorizado o uso de outras ferramentas virtuais. Já para os cursos da modalidade à distância, continua assegurado o uso do ambiente virtual de aprendizagem Moodle Mandacaru Acadêmico.

A UFRN realizou o período 2020.1, que iniciou em fevereiro de 2020, foi suspenso em março devido à pandemia, tendo sido retomado no período de 8 de setembro a 19 de dezembro de 2020. Dessa forma, dando seguimento ao calendário, o Consepe aprovou a realização do período 2020.2, de 18 de janeiro a 30 de abril de 2021.

Com UFRN

Astronauta britânica afirma que aliens existem e podem estar entre nós: ‘não há dúvidas sobre isso’

Foto: Getty Images

Helen Sharman, a primeira cidadã do Reino Unido a ir ao espaço, afirmou em entrevista que os humanos não estão sozinhos na galáxia.

Em entrevista ao The Guardian, a cientista argumentou que alienígenas estão mais próximos do que a maioria de nós imagina.

“Eles existem, não há dúvidas sobre isso”, disse ela ao jornal. “Existem bilhões de estrelas no universo e deve haver todos os tipos de formas de vida diferentes dentro dele. Serão eles, como você e eu, feitos de carbono e nitrogênio? Talvez não. É possível inclusive que eles estejam entre nós nesse momento e não seja possível vê-los”.

Helen Sharman, de 56 anos, se tornou a primeira britânica a navegar no espaço em 1991, quando foi para a estação espacial Mir como parte do Projeto Juno, um acordo entre a União Soviética e várias empresas privadas britânicas.

Atualmente, ela é gerente de operações do Departamento de Química do Imperial College, em Londres.

UOL

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Francisco de Assis disse:

    É só olhar o ministério do Bozo que isso se comprova. Convenhamos que nem a Damares e nem o general Heleno são criaturas desse mundo, né!? Isso sem falar na Familicia.

  2. Calígula disse:

    eu também acredito que exista, é só observar aqueles que berram fora Bozo kkk

Currais Novos decreta situação de calamidade e emergência por ‘2ª onda da covid’

Foto: Reprodução

O prefeito de Currais Novos, Odon Júnior, decretou situação de calamidade e emergência no município do Seridó. A região, por sinal, registra neste momento a maior taxa de ocupação de leitos para covid no Rio Grande do Norte.

Leia abaixo íntegra do documento publicado no Diário Oficial dos Municípios:

O PREFEITO DO MUNICÍPIO DE CURRAIS NOVOS – RN, no uso das atribuições que lhe são conferidas pelo artigo 56, inciso V, da Lei Orgânica do Município de Currais Novos e inciso VI do artigo 8° da Lei Federal nº 12.608, de 10 de abril
de 2012.

Considerando a calamidade pública declarada pelo Decreto nº 29.534, e reconhecida pela Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte, em sessão ocorrida em 20 de março de 2020, em todos os municípios do RN;

Considerando o novo aumento exponencial dos casos do novo coronavírus (COVID-19) no Brasil e no Rio Grande do Norte;

Considerando o fato de a Organização Mundial de Saúde (OMS) ter declarado, em 11 de março de 2020, que a contaminação com o novo coronavírus (COVID-19) caracteriza pandemia;

Considerando a continuidade da recomendação das autoridades sanitárias de diminuição das aglomerações e do fluxo de pessoas em espaços coletivos, para mitigar a disseminação do novo coronavírus (COVID-19) no Rio Grande do Norte;

Considerando que foi decretada situação de calamidade e emergência no Município de Currais Novos em 14 de abril de 2020 através do Decreto nº 4.918, posteriormente ratificado pela Assembleia Legislativa;

Considerando a necessidade de renovação da situação de calamidade emergência pela denominada “2ª onda”;

DECRETA:

Art. 1º. Fica decretada situação de Emergência e Calamidade no Município de Currais Novos para enfrentamento da Pandemia do COVID-19, reconhecida pela Organização Mundial de Saúde – OMS.

Art. 2º. Para o enfrentamento da situação de emergência e calamidade, poderão ser requisitados bens e serviços de pessoas naturais e jurídicas, hipótese em que será garantido o pagamento posterior de indenização justa.

Art. 3º. A situação de que trata este Decreto autoriza a adoção de todas as medidas administrativas necessárias à imediata resposta por parte do Poder Público à situação vigente, inclusive no que se refere o art.65 da Lei Complementar n° 101/2000, em razão da repercussão nas finanças públicas desse Município já que há aumento de gasto e possível queda de arrecadação de receitas próprias e em valores repassados pela União e Estados.

Art. 4°. Autoriza a convocação de voluntários e a captação de recursos e doações na assistência aos doentes e pessoas em vulnerabilidade social.

Art. 5º. Autoriza a mobilização de todos os órgãos da Gestão Municipal nas ações de combate necessárias.

Art. 6º. Parágrafo único. Poderão ser suspensas férias e licenças em caráter excepcional mediante conveniência administrativa.

As Secretarias e Órgãos municipais acompanharão, orientarão e intensificarão as rotinas de asseio, higiene e desinfecção, no âmbito de sua respectiva responsabilidade.

Art. 8º. O Município concederá auxílios sociais excepcionais a pessoas em vulnerabilidade social com controle absolutos dos
profissionais envolvidos mediante formalização e comprovação da efetiva necessidade dos beneficiários.

Art. 9º. Poder Executivo solicitará, por meio de mensagem enviada à Assembleia Legislativa o reconhecimento do estado de emergência e calamidade pública, para os fins do disposto no art. 65 da Lei Complementar n° 101/2000.

Art. 10º. Este Decreto entra em vigor na data de sua publicação, revogadas as disposições em contrário.

Prefeitura Municipal de Currais Novos, Palácio Prefeito “Raul

Macedo”, Currais Novos/RN, 14 de janeiro de 2021.

ODON OLIVEIRA DE SOUZA JÚNIOR
Prefeito Municipal

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Antonio Turci disse:

    Prefeito petista aterrorizando seu próprio povo. Este cidadão bem que poderia pensar duas vezes antes de assinar certos decretos.

  2. Calígula disse:

    Só podia ser do PT tocando terror.
    Durante a campanha eleitoral, o que se via em currais novos era aglomerações.

Butantan entrega à Anvisa documentos que faltavam para autorização da Coronavac

Foto: (Nicolas Bock/Bloomberg)

O Instituto Butantan entregou na manhã desta sexta-feira todos os documentos que faltavam para a obtenção da autorização para uso emergencial da CoronaVac, vacina contra covid-19 do laboratório chinês Sinovac, e faltam apenas dois esclarecimentos que serão dados à agência reguladora nesta tarde, disse o presidente do Butantan, Dimas Covas.

Ele afirmou, durante entrevista coletiva no Palácio dos Bandeirantes, sede do governo do Estado de São Paulo, que espera que a Anvisa autorize o uso emergencial da CoronaVac no domingo e que a vacinação contra covid-19 no país comece na próxima semana.

“Esses documentos que foram solicitados ao Butantan, todos foram entregues até a manhã de hoje. Neste momento existem dois questionamentos apenas que serão respondidos agora às 14h numa reunião técnica entre Butantan e Anvisa“, afirmou

“Portanto no domingo tenho convicção que teremos a autorização para uso emergencial”, acrescentou.

O governo de São Paulo também informou que está providenciando o encaminhamento de 4,5 milhões de doses da CoronaVac para um depósito do Ministério da Saúde em Guarulhos, como parte do lote inicial de 6 milhões de doses do imunizante que serão usadas no Programa Nacional de Imunização.

Também presente na coletiva, o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), desafeto político do presidente Jair Bolsonaro com quem tem tido atritos por causa da CoronaVac e do combate à pandemia, disse que as doses da CoronaVac proporcionalmente reservadas a São Paulo no plano nacional não deixarão o território do Estado.

Exame, com Reuters

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Romero Cezar da Câmara disse:

    Pepe o Bolsonaro é negacionista, não crer em vacina; não firmou com ninguém parcerias pra compra de vacinas, apenas firmou um termo de intenção com a Fiocruz, Doria fez como o Trump, botou dinheiro no BUTANTAN e acreditou na ciência. Se não fosse o Doria e não sou fã dele, o Brasil hoje não teria nenhuma vacina. Nada; a Fiocruz aínda e vai demorar a produzir Oxford. BUTANTAN já produz coronavac. Pra não ficar ruim no filme, pediu e ainda não está certo ajuda da Índia pra pegar 2,2,2 milhões de doses pra vacinar 210 milhões. Entendeu? E não tem seringas.

  2. Cris disse:

    Primeiro se faz a pesquisa , se produz, se submete ao órgão competente, se aprovado é que se oferece a venda.

  3. Pepe disse:

    Burocracia,burocracia,era para o governo federal ter investido no Butantá e na Fiocruz com incentivo financeiro e sem intrigas

Bolsonaro classifica problema da covid em Manaus como ‘terrível’ e comenta ações federais; Mourão diz que governo está fazendo ‘tudo o que pode’

Foto: Bruno Batista /VPR

O presidente Jair Bolsonaro disse a apoiadores nesta sexta-feira (15), ao comentar a crise da saúde pública no Amazonas, que o governo federal fez a sua parte para ajudar o estado.

O sistema de saúde de Manaus entrou em colapso nos últimos dias com a disparada dos casos de Covid-19. As internações e os enterros bateram recordes, os hospitais ficaram sem oxigênio e pacientes estão sendo enviados para outros estados.

“Problemas. A gente está sempre fazendo o que tem que fazer. Problema em Manaus. Terrível, o problema em Manaus. Agora, agora, nós fizemos a nossa parte. Recursos, meios. Hoje, as Forças Armadas ‘deslocou’ para lá um hospital de campanha. O ministro da Saúde esteve lá segunda-feira e providenciou oxigênio”, afirmou o presidente na saída da residência oficial do Palácio da Alvorada.

Segundo o Ministério da Defesa, as Forças Armadas vão transportar até esta quinta-feira (14) 50 toneladas de equipamentos e materiais para a montagem de hospital de campanha em Manaus. Entre os itens estão barracas, equipamentos de ar-condicionado, geradores de energia, móveis e equipamentos hospitalares. O G1 entrou em contato com a Defesa para saber se os itens já chegaram a Manaus, e aguardava uma resposta até a última atualização desta reportagem.

Na fala aos apoiadores, Bolsonaro ainda voltou a defender tratamento com remédios cuja eficácia não é confirmada pela comunidade científica.

Mourão

A jornalistas, na chegada ao Palácio do Planalto, o vice-presidente Hamilton Mourão também comentou a situação no Amazonas. Ele disse que governo está fazendo “além do que pode”. Questionado sobre medidas como lockdown, Mourão afirmou que a “imposição de disciplina” não funciona no Brasil.

“O governo está fazendo além do que pode dentro dos meios que a gente dispõe”, disse Mourão.

Questionado se não faltou planejamento logístico, o vice-presidente declarou que não se era possível prever o colapso no sistema de saúde em Manaus. Ele citou o surgimento de uma nova cepa do vírus.

“Você não tem como prever o que ia acontecer com essa cepa que está ocorrendo em Manaus, totalmente diferente do que tinha acontecido no primeiro semestre”, argumentou.

Para o presidente do Conselho Regional de Enfermagem do Amazonas (Coren-AM), Sandro André, essa era uma “tragédia anunciada”.

“Infelizmente, nós estamos vivendo uma tragédia anunciada. O sistema Cofim/Coren, desde o início, nós sinalizamos que poderia acontecer essa crise, esse caos. Infelizmente, nós estamos vivendo e vivenciando números nunca antes visto no nosso país, e a segunda onda está muito mais devastadora do que a primeira”, afirmou.

G1

 

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Pepe disse:

    Agora admite que é calamidade e não uma gripezinha…
    Será julgado no futuro!!!
    Assim na terra como no céu…

  2. Pedro disse:

    Bozo elevou imposto de cilindros de oxigênio em 60% no fim do ano passado.
    O omi é bom…o omi é espetacular…
    Pah…👉👉👉👉👉

    • Neco disse:

      MENTIRA. Bolsonaro zerou aliquota no ano passado, via Camex.
      Votlou para 14/16% este ano (de aço/aluminio). Aí a Camex esta reunida para zearar novamente.

    • Pronto falei disse:

      Pedro, Manoel, e os demais loucos que não enxergam um palmo além do nariz, vão pra Venezuela. Os cilindros, como tudo que pudesse ajudar no combate à COVID, tiveram tributação diferenciada, já com um prazo pra retornar ao normal. Então, não é que houve aumento… houve a normalidade dos “cilindros” e não do conteúdo oxigênio. Vcs falam muita bosta.

  3. Hermes disse:

    Falta governador, só isso.
    Dinheiro do povo tem.
    E muito.

  4. Calígula disse:

    Esse é um presidende trabalhador e presente.
    Graças à Deus que não elegemos o poste e sua vice comunista e atéia.

    • Manoel disse:

      Né isso! No final trocamos 6 por meia dúzia: o MINTOmaníaco eh corrupto e está desmantelando as instituições e as leis que ajudavam a combater a corrupção… Dizia que o Brasil iria virar a Venezuela mas eh louco pra impor um regime populista aqui pra ser manter no poder… Sabe que se o filho for investigado vão chegar a ele! Nem o PT nem Lulaladrão conseguiram favorecer tanto assim a corrupção… Se ele ficar mais 6 anos no poder veremos como ele eh parecido com Lulaladrao…

  5. Francisco de Assis disse:

    Mourão disse que a imposição da disciplina não funciona com o brasileiro. Ainda mais quando o chefe da nação age como um moleque indisciplinado igual o que foi escorraçado nós Estados Unidos.
    Ele prega a desobediência e as marionetes lisas que nem o Gibira ficam ecoando as insanidades do seu líder supremo.

FOTO E VÍDEO: Mancha verde na água do mar assusta moradores e banhistas na praia de Tabatinga, no litoral sul potiguar

Foto: Reprodução

O G1-RN destaca em reportagem uma mancha verde vista na praia de Tabatinga, em Nísia Floresta, na manhã desta sexta-feira (15), assustou banhistas e frequentadores do litoral Sul da região metropolitana de Natal. Vídeos foram feitos por algumas das testemunhas por volta das 10h30. De acordo com o Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente do Rio Grande do Norte (Idema), uma denúncia foi registrada.

Segundo o G1-RN, equipes foram até o local pela manhã e coletaram o material, que passará por análise durante o fim de semana. Segundo Iracy Wanderley, subcoordenadora de Planejamento e Educação Ambiental do Idema, os técnicos relataram que também há um odor forte no local.

Matéria completa com vídeo AQUI.

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Samuel Uel disse:

    3 vacas do Bozo?
    Ou 3 fakes da mesma vaca da Bozolandia?

  2. Calígula disse:

    Deve ter sido algum Petista que fez necessidade fisiológica na praia.
    Comeu muito capim e deu uma diarréia .
    Francisco de Assis tava na praia

  3. Bezerra disse:

    Culpa de quem?
    De Bolsonaro, claro!😂

  4. Rui silva disse:

    Mané Macrom vai culpar Bolsonaro.
    Rsrs

RN Mais Vacina inicia autocadastramento na segunda-feira

Foto: Sandro Menezes/ASSECOM/RN

O Governo do Estado lançou oficialmente nesta sexta-feira (15) o sistema RN Mais Vacina para monitorar o processo de vacinação contra a Covid-19. O sistema vai registrar a chegada da vacina enviada pelo Governo Federal, a transferência aos 167 municípios e a aplicação que será feita pelas secretarias municipais de saúde.

Na próxima segunda-feira (18) o RN Mais Vacina estará disponível para o cidadão iniciar o autocadastramento, que não é obrigatório, mas importante para agilizar o processo. Dentro da estruturação do estado para a vacinação, a governadora Fátima Bezerra anunciou também a compra de mil tablets que serão utilizados nas 711 salas de vacinação ativas nos municípios. O equipamento vai agilizar o cadastramento e o controle da aplicação.

O RN Mais Vacina é resultado de uma parceria firmada pela administração estadual com a Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), através do Laboratório de Inovação Tecnológica em Saúde (LAIS). “O sistema cumpre papel fundamental para a transparência de todo o processo e assegurar o uso da vacina de forma justa e eficaz. Faremos o rastreamento da vacina em todo o RN”, afirmou a governadora Fátima Bezerra. O transporte e guarda da vacina será acompanhado pelas polícias militar e civil do Estado, com apoio das polícias Federal e Rodoviária Federal.

A chefe do Executivo estadual confirmou ainda a parceria com a Cosern para instalação da rede de frio necessária para a conservação da vacina. São 95 geladeiras especiais e dois refrigeradores científicos para os municípios e para a Unicat, órgão que vai armazenar as vacinas em Natal antes da distribuição às centrais de distribuição aos municípios localizados em Mossoró, Caicó, Santa Cruz, São José do Mipibu, Pau dos Ferros e João Câmara. A Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap) já dispõe de 900 mil seringas e agulhas, quantidade suficiente para a primeira fase, e está adquirindo mais 2 milhões de unidades.

Para iniciar a vacinação o RN agora aguarda apenas a decisão do Governo Federal sobre a compra e envio das vacinas e o calendário para aplicação. “Estamos confiantes e esperançosos que a vacinação começará na próxima quarta-feira como declarou o ministro da saúde, Eduardo Pazzuelo. Na próxima terça-feira estarei em Brasília para a reunião dos governadores com o Ministério da Saúde. Espero que não haja mais adiamentos e que o Governo Federal confirme o calendário de vacinação”, declarou a gestora estadual durante a entrevista coletiva no auditório da Governadoria.

SPUTNIK E ENEM

O Governo do RN e o Consórcio Nordeste iniciaram contatos com o laboratório União Química para aquisição da vacina Sputnik V, de origem russa, como forma de ampliar a disponibilidade do imunizante à população.

Sobre a transferência de dez pacientes com Covid-19 de Manaus para Natal com a finalidade de desafogar o sistema de saúde da capital amazonense, a governadora disse que eles serão atendidos no Hospital Onofre Lopes, da UFRN.

“É um ato de solidariedade. Neste momento precisamos todos colaborar e ajudar. Só assim vamos vencer a pandemia”, afirmou Fátima Bezerra que ainda se posicionou a favor do adiamento do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). “É lamentável o não adiamento do Enem. O momento é de crescimento da pandemia. Considero extremamente adequado e necessário o adiantamento e o pedido dos governadores neste sentido. Infelizmente o governo federal não foi sensível a este pleito justo e sensato. O mais adequado e recomendado é o adiamento”, declarou.

 

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Lima disse:

    Calígula, dá um Google que tu acha!

  2. Calígula disse:

    A Governadora Fátima e o Secretário de Saúde esqueceram de informar ao povo , quando os 5 milhões de reais que foram utilizados para compra dos respiradores serão devolvidos aos cofres do RN.