Geral

Carlos Kelsen: ‘Fake News e agressões não vão definir o resultado das eleições’

Foto: Jornal de Fato

Nesta segunda-feira, 25, tem eleições na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) do Rio Grande do Norte. Aproximadamente, 9 mil advogados estão aptos a votar de forma on-line para escolher os futuros dirigentes da instituição que vão suceder à atual diretoria liderada pelo presidente Aldo Medeiros.

Mossoró, segunda maior cidade do estado, tem posição de destaque. A chapa 10, que tem como candidato a presidente Carlos Kelsen, é reforçada pela mossoroense Bárbara Paloma, candidata à vice-presidente. O fortalecimento da Ordem no interior do RN é uma das propostas defendidas pela chapa.

Carlos Kelsen também eleva o protagonismo da mulher advogada. No Cafezinho com César Santos da semana, Kelsen responde sobre temas importantes para a Ordem, como inovação, educação continuada, valorização do jovem advogado, diversidade, prerrogativas e anuidade. Leia:

A candidata Lorena Gualberto, que concorre à presidência da OAB-Mossoró, em sua chapa, denunciou que está sendo vítima de fake News e de violência política de gênero. O baixo nível tem marcado a reta final da campanha. Isso não é um desrespeito à advocacia?

É, sim, um desrespeito à advocacia. A campanha oficial da OAB é muito curta, nós temos no estado um universo de 8.863 advogados aptos a votar, então temos o desafio de conectar a advocacia nesse período de apenas 30 dias para levar propostas, ideias e apresentar serviços que a OAB já fez e pretende fazer. Então, quando a gente vê esse direcionamento para atingir pessoas, atingir famílias, atingir profissionais, nós da chapa 10 ficamos muito tristes. A advocacia não quer isso. O que a advocacia quer é conhecer as propostas dos seus candidatos, o que eles pensam, o que eles sonham, qual é o grau de comprometimento com a OAB e com o futuro da advocacia. Quando vejo esse tipo de comportamento agressivo penso que é uma tentativa de quem está atrás das pesquisas de desconstruir quem está liderando.

Como o senhor identifica esse tipo de comportamento? Quais são os interesses dentro e fora da OAB?

Eu acredito que foge completamente do interesse da advocacia e a conclusão é que tem interesse pessoal, algo além do que a OAB pode proporcionar. Agora, é bom entender que as notícias falsas e as agressões não vão definir o resultado das eleições. Nós estamos falando de uma classe extremamente qualificada, que estuda, que se esforça para sobreviver da advocacia, e que certamente não se deixará influenciar por fake news e comportamentos agressivos.

Uma das chapas concorrentes defende a redução do valor da anuidade, afirmando que a Ordem no Rio Grande do Norte tem orçamento robusto, capaz de acolher um valor mais acessível. O senhor concorda com essa proposta?

Eu tenho dito que essa proposta que surgiu na semana passada, coincidentemente após o resultado de uma pesquisa que coloca a chapa 10 como líder, é uma tentativa desesperada de reverter o cenário. Trata-se de uma proposta irresponsável e inexequível. Eu analisei o orçamento da OAB e comprovei que não é possível acolher uma proposta de redução da anuidade, de forma que esse tipo de promessa não acrescenta nada; pelo contrário, só provoca prejuízos à Ordem.

Como o senhor justifica que o orçamento da OAB não comporta a redução da anuidade em 30%, como promete uma das chapas concorrentes?

A anuidade corresponde a 81% da receita da OAB. São 58% de anuidade do exercício atual e 23% do exercício anterior, referente às execuções que vão tramitando e que chegam ao seu fim com o pagamento. Então, se a gente falar de 81% de uma receita, fora as ajudas que vêm do Conselho Federal, que também tem anuidade envolvida, não podemos aceitar a redução dessa importante fonte de receita. Quando você faz uma proposta de redução de 30%, só a aplicação linear desse percentual do exercício da anuidade, inviabiliza completamente a operação da instituição. Vamos voltar ao tempo e trazer 2019 para esse debate. Foi o ano que o atual presidente (Aldo Medeiros) assumiu a Ordem. Naquela época, a OAB devia 3 milhões e 400 mil reais. Para enfrentar esse problema financeiro foi preciso aumentar o valor da anuidade, justamente para sanear as contas da instituição. Então, de maneira resumida: na hora que você corta 30% da anuidade está levando a saúde financeira da OAB ao que era em 2019, que tinha dificuldade de pagar as suas contas, que não tinha os serviços que tem hoje e não chegaria ao interior do estado por meio das suas nove subseccionais em funcionamento. Portanto, essa proposta de redução do valor da anuidade além de irresponsável e inexequível, ela é claramente eleitoreira e desrespeita a própria advocacia.

A defesa das prerrogativas foi proposta de campanha do atual presidente Aldo Medeiros e de gestões anteriores. Mais uma vez, essa proposta segue pautando as eleições. Onde as gestões até aqui estão falhando nessa pauta?

Prerrogativas é algo que primeiro precisa ser conceituado. As prerrogativas são os princípios básicos para que os advogados possam exercer a sua profissão. É o que dá direito de ele ajuizar uma ação, o direito de ele ser ouvido, de fazer uma sustentação oral. Então, esse é um dos temas mais importantes do debate da advocacia. Na atual gestão, o avanço em termos de prerrogativas é considerável. Criou-se uma estrutura específica, uma procuradoria de prerrogativas para atender aos advogados. A gestão atual contratou profissionais para atender a classe. Quando a procuradoria de prerrogativas recebe o contato do advogado, solicitando ajuda para preservação de suas prerrogativas, o profissional vai ao local, colhe as informações e atende a necessidade daquele advogado. Posso afirmar que o avanço foi imenso na atual gestão. Lógico que tudo que é bom pode melhorar e isso nós vamos fazer.

Como a defesa das prerrogativas pode melhorar se a chapa 10 for a escolhida?

Temos propostas que contemplam a defesa das prerrogativas. Direcionado para Mossoró, por exemplo, já existe uma proposta nossa de ampliar a procuradoria da OAB na cidade, para facilitar não só o contato do advogado como diminuir o tempo de resposta. Também propomos o observatório das prerrogativas, com reuniões semanais para que a própria advocacia como um todo possa compartilhar os problemas.

O jovem advogado precisa de auxilio em prerrogativas, precisa de treinamento para fazer audiência, sustentação, ser respeitado e reconhecido por todos os órgãos. A academia não forma o advogado corretamente, o jovem recebe a carteira da Ordem sem o devido preparo?

Eu diria que, como eu fui professor por 17 anos, a academia traz o conhecimento para o bacharel em Direito, o futuro advogado, muito direcionado à parte técnica jurídica, mas ela não inclui nas suas grades o conhecimento além da técnica jurídica. Eu, por exemplo, além de especialista na área técnica jurídica, direito privado, civil e empresarial, fiz um mestrado na área de administração; escrevi sobre planejamento estratégico no âmbito da advocacia. Aí, sim, entendi que falta isso nas grades das universidades.

O que o senhor propõe?

Defendemos um curso de primeiros passos na advocacia. É ensinar abrir um escritório, é ensinar como fazer uma audiência com sustentação oral, como o advogado se comporta no ato processual, e ensinar a construir uma proposta de honorários com os elementos necessários para que ela se torne justa e assimilada ao mercado. É importante levar a OAB para dentro das universidades para incentivar ao jovem querer ser advogado. Nós temos hoje 95% dos alunos do curso de Direito direcionando o seu futuro para concursos públicos. Mas quero dizer que é possível ter orgulho de ser advogado, que é possível prosperar na advocacia, é possível empreender na advocacia, realizar sonhos, sustentar a família, viver da advocacia.

O senhor tem dito que os projetos de sua gestão passam, também, pela diversidade, inovação e educação continuada. Explique melhor essas propostas…

Vamos falar, primeiro, sobre a educação continuada. Como a gente direciona um eixo específico da nossa proposta para o jovem, a gente não pode esquecer que existe o jovem há mais tempo como eu, existem aqueles que estão com muito mais experiência, mas como a advocacia mudou a gente precisa se adequar. Eu não tenho dúvida de que durante a pandemia (Covid-19) houve mudança completa no cenário jurídico. Temos como exemplo a lógica de fazer audiência. Hoje a gente não precisa mais ir ao fórum, faz a audiência de onde está, basta ter internet e computador para habilitar. O que é que pensamos sobre isso? Temos que trazer os advogados mais experientes para aprender noções de marketing, noção financeira, posicionamento nas redes sociais, comportamento e até posicionamento de estrutura do próprio escritório porque antigamente a gente precisava de um prédio e hoje a gente precisa de uma vitrine. Então, educação continuada é esse envolvimento completo de todos esses cenários.

Sobre inovação, o que o senhor propõe?

Estamos abrindo um leque para trazer alguns conceitos para a OAB. São conceitos que no passado a gente não via tão forte, como tecnologia, técnicas de oratória, conceito de tramitação interna de processos que possa tornar a atividade mais rápida e, naturalmente, proporcionar uma maior conexão do profissional com o mercado. Quando a gente fala em inovação abre o leque para todo tipo de ideia. Comunicação, por exemplo, a gente sabe que necessita de melhoria entre OAB e advogado, advogado e OAB. A gente deve usar a tecnologia de inovação para ampliar e fortalecer essa relação profissional.

E quanto à diversidade, o que a sua chapa propõe é uma forma de fortalecer o processo de inclusão dentro da Ordem?

Têm diversos pontos que a gente precisa debater, mas, dentre eles, eu trago para o cenário o protagonismo feminino. Queremos direcionar dentro de novo formato o observatório específico sobre violência doméstica, aperfeiçoamento da ouvidoria da mulher, ampliação de espaços infantis em sedes da OAB para que advogada que é mãe possa ter um local para deixar a sua criança no momento que precisar ir a uma audiência ou desenvolver a sua atividade profissional. E temos outros elementos, no debate da diversidade, que vamos trazer para dentro da OAB.

Interiorização das ações da OAB. Houve avanço, mas ainda há muita queixa de advogados que atuam em cidades de menor porte. Como vencer essa dificuldade?

Um diagnóstico feito pelo Conselho Federal, apresentado em outubro de 2023, apontou que 46% da advocacia do País já estão concentradas no interior, estamos falando de quase a metade da advocacia sendo exercida em cidades do interior. Então, não tem dúvida da necessidade dos serviços da OAB. Atualmente, a OAB do Rio Grande do Norte possui nove subseccionais e uma décima que precisa de suplementação para funcionar em Parnamirim. Agora, temos que reconhecer que na atual gestão houve ampliação dos serviços. A OAB em Mossoró é um exemplo disso, com novos postos de atendimento, a Casa do Advogado, entre outros benefícios. O nosso compromisso é ter uma participação ainda mais efetiva de Mossoró e do interior na nossa gestão. A nossa vice-presidente é Bárbara Paloma, que foi presidente da OAB-Mossoró, e que representa a presença do interior na nossa chapa. Contemplamos ainda Pau dos Ferros, Apodi, Assú, Currais Novos, Caicó, Goianinha, ou seja, todas as regiões do estado. Isso significa dizer que a nossa gestão vai aproximar ainda mais a instituição da advocacia no interior do Rio Grande do Norte.

Para finalizar o Cafezinho com César Santos: por que o advogado e a advogada devem votar na chapa 10?

A chapa 10 tem a composição de 103 integrantes que entendem o momento especial da advocacia e da própria OAB. A nossa composição promove uma verdadeira mudança de geração. O atual presidente, Aldo Medeiros, aproxima-se dos 70 anos, uma parte de nossa chapa tem em torno dos 50 anos e completa a chapa advogados jovens. Estamos promovendo um processo importante dentro da Ordem. Aldo é candidato a conselheiro federal, assim como o advogado Canindé Maia, que é de Mossoró. Temos mulheres com pouco tempo de advocacia, como dra. Hortência, que tem apenas 10 anos de advocacia e é candidata ao conselho federal. Então, a gente está conseguindo não só fazer a troca de geração, como fazer a representação das gerações dentro da chapa. Isso é um dos primeiros motivos para votar na chapa 10. Em seguida, vêm as propostas que envolvem as prerrogativas, acesso à Justiça, honorários advocatícios, criação de procuradoria específica para valorizar honorários, advocacia jovem, interiorização, educação continuada, inovação e diversidade. Eu diria que isso facilita e faz com que a gente possa postular a ocupação da presidência da instituição. E o principal: nós integramos um grupo que tem como base a atual gestão da OAB, que tem entrega, tem experiência e, principalmente, tem a vontade de valorizar ainda mais a advocacia e o advogado.

Jornal De Fato

Opinião dos leitores

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Polícia

Operação Mederi aponta dano mínimo de R$ 13,3 milhões

Foto: Divulgação

A decisão judicial que embasou a Operação Mederi aponta que as supostas fraudes investigadas pela Polícia Federal podem chegar a R$ 13,3 milhões, valor bloqueado pela Justiça e correspondente ao prejuízo mínimo estimado aos cofres públicos em contratos firmados por cinco prefeituras do Rio Grande do Norte com fornecedoras de medicamentos.

O montante é referente ao período de dois anos, entre 2024 e 2025, e fundamentou a determinação do bloqueio e sequestro de bens de pessoas físicas e jurídicas investigadas no esquema. Os bloqueios têm caráter cautelar e não representam antecipação de culpa.

Mossoró foi a cidade que concentrou o maior volume financeiro entre os municípios investigados, com R$ 9,58 milhões (71,8%) pagos às empresas Dismed Distribuidora de Medicamentos Ltda. e Drogaria Mais Saúde. Em relação às outras quatro prefeituras, os valores são inferiores, mas seguem o mesmo padrão de contratação e execução no mesmo período (2024/2025).

Em Serra do Mel, os pagamentos totalizaram R$ 1,68 milhão. Já o município de Paraú fez repasses de R$ 577,76 mil. A exemplo de Mossoró, Serra do Mel e Paraú tiveram movimentações com as duas empresas. No município de São Miguel, os pagamentos foram feitos apenas à Dismed e somaram R$ 420,28 mil. Em José da Penha, também conforme a decisão, foram pagos R$ 1,07 milhão à Dismed.

Segundo a decisão assinada pelo desembargador federal Rogério Fialho Moreira, a qual a TRIBUNA DO NORTE teve acesso, as fraudes podem chegar a R$ 13,3 milhões porque esse valor corresponde ao prejuízo mínimo estimado, considerando os contratos apurados pela Polícia Federal e pela Controladoria-Geral da União (CGU), que apontam indícios de entrega parcial de medicamentos, superfaturamento e pagamento integral das notas fiscais.

O magistrado ressalta que o montante foi adotado exclusivamente para fins de bloqueio patrimonial, e que o valor pode ser ampliado caso novas irregularidades sejam comprovadas ao longo do inquérito. “A soma das contratações acima totaliza um montante de R$ 13.339.021,31, valor considerado razoável, neste momento da investigação, para garantir a reparação dos prejuízos causados”, diz trecho do documento.

Com base nesses valores, o juiz autorizou o bloqueio e o sequestro de bens e ativos financeiros até o limite do prejuízo estimado, por meio de sistemas como Sisbajud, Renajud, Criptojud e do Cadastro Nacional de Indisponibilidade de Bens (CNIB). A medida alcança contas bancárias, imóveis, veículos, aplicações financeiras e até criptoativos, com o objetivo de evitar a “dilapidação do patrimônio” e garantir “eventual ressarcimento ao erário”.

Tribuna do Norte

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Judiciário

Sikêra Jr é condenado por discurso homotransfóbico em programa

Foto: Reprodução

O apresentador José Siqueira Barros Júnior, conhecido como Sikêra Jr, foi condenado à prisão por discurso homotransfóbico, crime equiparado ao racismo, por falas em um programa realizado em junho de 2021.

A decisão, divulgada nesta terça-feira (28), atende pedido do MPF (Ministério Público Federal), que denunciou Sikêra Jr por falas discriminatórias contra a comunidade LGBTQIA+ durante a exibição do programa “Alerta Nacional”, em 25 de junho de 2021.

Segundo o MPF, o programa foi exibido em rede nacional e as falas do apresentador foram replicadas em plataformas digitais. Na ocasião, ele criticou uma campanha publicitária de uma rede de fast-food, que celebrava a diversidade das famílias brasileiras, especialmente aquelas formadas por casais homoafetivos.

A Justiça condenou Sikêra Jr a três anos e seis meses de reclusão, além do pagamento de cem dias-multa, no valor de cinco salários mínimos por cada dia. Por preencher requisitos legais, a pena privativa de liberdade foi substituída pelas seguintes medidas:

prestação de serviços à comunidade;
uma hora de serviço por dia de condenação;
pagamento de prestação pecuniária equivalente a 50 salários mínimos, a ser destinada a instituições voltadas à proteção da comunidade LGBTQIA+;
Na denúncia, o órgão acusatório sustentou que o apresentador extrapolou a liberdade de expressão e de crença ao utilizar expressões ofensivas, como “raça desgraçada”, e associar, de forma falsa e generalizada, a homossexualidade a crimes como pedofilia e abuso infantil, desvio moral e ameaça à família.

CNN

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Política

Fachin avalia como avanço debate sobre criação de código de conduta no STF

Foto: Antonio Augusto/STF

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, considera positivo o fato de o debate sobre a adoção de um código de conduta para ministros de tribunais superiores ter ganhado força dentro e fora da Corte. Para ele, a simples ampliação da discussão sobre regras éticas já representa um avanço institucional, mesmo diante de resistências internas à proposta.

A iniciativa é uma das principais bandeiras da gestão de Fachin no comando do STF e ganhou novo fôlego após críticas envolvendo a atuação de ministros em casos sensíveis, como o do Banco Master. Embora não haja consenso para a aprovação imediata do código, Fachin tem defendido que o tema seja amadurecido com cautela, especialmente em um ano eleitoral, quando as instituições tendem a ficar mais expostas.

Segundo o presidente do Supremo, há uma minoria contrária à ideia de forma definitiva, enquanto a maioria dos ministros avalia que o debate é legítimo, mas entende que o momento exige prudência. Fachin afirma que prefere conduzir o processo de forma gradual, buscando convergência e evitando decisões precipitadas, sem abrir mão da necessidade de discutir mecanismos de autocontenção no Judiciário.

O ministro também tem ressaltado que, caso o STF não avance internamente na definição de parâmetros de conduta, há o risco de interferências externas no funcionamento da Corte. Para Fachin, fortalecer regras claras e debatidas internamente é essencial para preservar a autonomia do tribunal, garantir segurança jurídica e reforçar a credibilidade das decisões perante a sociedade.

Com informações da CNN

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Geral

Seca coloca RN no topo do Nordeste em número de municípios em emergência

Foto: Assecom/Governo do RN/Divulgação

O Rio Grande do Norte enfrenta hoje o cenário mais crítico do Nordeste em relação à estiagem. Dados da Defesa Civil estadual, com base no monitoramento da Agência Nacional das Águas (ANA), apontam que 131 municípios potiguares — o equivalente a 78,4% do total — estão em situação de seca grave ou extrema. Desses, 126 já possuem decreto de emergência reconhecido pelo Governo Federal, o que coloca o Estado como o segundo do país com mais cidades nessa condição, atrás apenas de Minas Gerais.

Segundo a Defesa Civil do RN, o avanço da seca extrema é o principal fator de agravamento do quadro. Atualmente, mais da metade dos municípios do Estado está classificada nessa categoria, enquanto outros enfrentam seca grave. Parte das cidades em situação crítica ainda não teve o reconhecimento federal por não formalizar o pedido, o que dificulta o acesso a recursos e ações emergenciais coordenadas em nível nacional.

Para amenizar os impactos, ações como a Operação Carro-Pipa, distribuição de cestas básicas e antecipação de benefícios sociais têm sido intensificadas. Somente no RN, mais de 250 mil famílias foram incluídas em medidas emergenciais, além do atendimento a dezenas de milhares de pessoas na zona rural por meio do abastecimento de água. O governo estadual também cita obras estruturantes e apoio ao setor agropecuário como parte da estratégia de enfrentamento.

Entidades representativas do campo, no entanto, avaliam que as medidas ainda são insuficientes diante da gravidade e da recorrência da estiagem. Federações ligadas à agricultura e aos municípios defendem ações mais estruturantes e planejamento de longo prazo para reduzir a dependência de soluções emergenciais, alertando para perdas na produção agrícola, na pecuária e impactos diretos na segurança alimentar da população potiguar.

Com informações da Tribuna do Norte

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Política

Governo minimiza impacto do Master para Lula: “Não é Pix, nem INSS”

Foto: Vinícius Schimidt/Metrópoles

Integrantes do Palácio do Planalto e aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva avaliam que o escândalo envolvendo o Banco Master não deve causar desgaste relevante à imagem do petista nem interferir diretamente em um eventual projeto de reeleição. A leitura interna é de que o caso não tem apelo popular suficiente para mobilizar o eleitorado contra o governo.

A informação é da colunista Milena Teixeira, do Metrópoles. Segundo auxiliares de Lula, crises que mexem diretamente com o bolso ou com serviços essenciais, como as polêmicas envolvendo o Pix ou problemas no INSS, têm potencial muito maior de impacto eleitoral. Na comparação, o caso Master seria visto como mais restrito aos bastidores políticos e jurídicos, sem alcançar a base social do presidente.

Aliados ponderam ainda que investigações envolvendo diretamente membros da família do presidente, como eventual avanço de apurações sobre Fabio Luís Lula da Silva, o Lulinha, teriam repercussão bem mais sensível do que as conexões políticas que vêm sendo reveladas no escândalo bancário.

Outro argumento citado nos bastidores é que o alcance do caso Master não se limita ao entorno do governo federal. Nomes do Centrão e da oposição também aparecem entre os alvos das investigações, o que, na avaliação de governistas, dilui o desgaste político e reduz a capacidade do episódio de ser explorado eleitoralmente contra Lula.

Com informações do Metrópoles

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Esporte

América e Potyguar Seridoense são denunciados por relacionar jogadores irregulares e podem perder pontos no Estadual

Foto: América FC

América e Potyguar Seridoense foram denunciados por supostas irregularidades na utilização de atletas durante o Campeonato Potiguar. A informação foi divulgada com exclusividade pela 96 FM, no programa Jogo Rápido, exibido na noite desta quarta-feira (28), e pode provocar mudanças significativas na tabela da competição.

O caso mais grave envolve o América. O clube é acusado de ter relacionado o lateral Elias em três partidas do Estadual sem que o atleta tivesse contrato profissional devidamente registrado. De acordo com as informações, o jogador apareceu nas súmulas dos confrontos contra Potyguar Seridoense, Globo FC e Laguna, mesmo sem vínculo formal, o que fere o regulamento da competição e as normas da Federação Norte-rio-grandense de Futebol (FNF).

A legislação desportiva é clara quanto à utilização de atletas em situação irregular. Caso a denúncia seja acolhida e a infração confirmada, o América pode ser punido com a perda de seis pontos por partida em que o jogador foi relacionado, além da anulação dos pontos obtidos nos jogos. Na prática, o clube corre o risco de sofrer um desconto de até 18 pontos no Campeonato Potiguar, cenário que pode alterar completamente sua posição na classificação e até comprometer sua permanência no torneio.

Já o Potyguar Seridoense também foi denunciado por situação semelhante. Segundo a apuração, o clube teria relacionado de forma irregular os atletas Toró e Fabrício. Ambos já teriam completado 20 anos de idade e, ainda assim, foram inscritos sem contrato profissional válido. Cada jogador foi relacionado em duas partidas da competição, o que pode resultar em punições adicionais ao clube do Seridó.

O caso agora deve ser analisado pelos órgãos competentes da Justiça Desportiva. As denúncias serão julgadas com base no regulamento específico do Campeonato Potiguar e no Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD). Até que haja uma decisão oficial, os clubes seguem aguardando o desdobramento do processo, que promete gerar forte repercussão nos bastidores do futebol potiguar.

A Federação Norte-rio-grandense de Futebol ainda não se manifestou oficialmente sobre o caso.

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Geral

Criança de 4 anos morta em atentado em São José de Mipibu é identificada como Maria Hadassa

Foto: Reprodução

Uma criança de quatro anos, identificada como Maria Hadassa, morreu após ser atingida por disparos de arma de fogo durante um ataque ocorrido na noite desta quarta-feira (28), na região do Bosque das Colinas, área que fica entre os municípios de São José de Mipibu e Parnamirim, na Grande Natal. A vítima chegou a ser levada para atendimento médico, mas não resistiu.

Além da menina, outras duas pessoas da mesma família morreram ainda no local: um adolescente de 17 anos e uma mulher. Dois homens também foram baleados na ação criminosa e socorridos com vida para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Parnamirim.

Informações preliminares da Polícia Militar apontam que quatro suspeitos chegaram ao imóvel em duas motocicletas. Eles teriam chamado uma das pessoas que estava na residência e, logo em seguida, iniciado os disparos. Os criminosos entraram na casa e atiraram contra os moradores.

Equipes da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) realizaram os procedimentos periciais e deram início às investigações para apurar a motivação do crime e identificar os autores do ataque.

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Economia

BC autorizou sócio do Banco Master mesmo com contas bloqueadas por suspeita de corrupção

Foto: Reprodução via instagram/@mauricioaquadrado

O empresário Maurício Quadrado, que foi sócio do Banco Master entre 2020 e 2024, recebeu autorização do Banco Central para ingressar na instituição mesmo tendo ativos financeiros congelados na Suíça por suspeitas de corrupção ligadas às operações Sépsis e Cui Bono, desdobramentos da Lava Jato. As contas ficaram bloqueadas entre 2018 e 2022, período anterior e concomitante à sua aprovação como acionista qualificado do banco.

Para obter aval do BC, acionistas com influência na gestão precisam passar por análise de idoneidade moral, reputação e origem de recursos. Ainda assim, Quadrado foi autorizado durante a gestão de Roberto Campos Neto à frente da autoridade monetária. O Banco Central não comentou o caso. Segundo especialistas, a existência de inquéritos ou bloqueios judiciais não impede automaticamente a aprovação, cabendo ao BC avaliar o risco institucional.

Quadrado foi citado em delação premiada de Roberto Madoglio, ex-superintendente da Caixa Econômica Federal, que afirmou ter recebido propinas após a liberação de recursos do FI-FGTS. Autoridades suíças identificaram transferências que somam cerca de US$ 3,5 milhões atribuídas a Quadrado para offshores ligadas ao delator, o que motivou o bloqueio de contas no exterior.

A defesa do empresário nega irregularidades, afirma que o inquérito foi trancado e sustenta que as transações não tinham relação com a Caixa. Em 2022, o Superior Tribunal de Justiça determinou a liberação dos valores bloqueados, após a investigação não resultar em denúncia formal dentro do prazo legal.

Com informações do Estadão

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Geral

Fechamento do INSS pega segurados de surpresa e gera protestos em todo o Brasil

Foto: Jornal Nacional/ Reprodução

A paralisação dos atendimentos do INSS nesta quarta-feira (28) provocou reclamações de aposentados, pensionistas e beneficiários em diversas regiões do país. Quem foi às agências encontrou portas fechadas, sem aviso visível sobre a suspensão dos serviços, o que resultou em filas, deslocamentos inúteis e muita insatisfação.

A reportagem é do Jornal Nacional. Casos se repetiram em estados como Mato Grosso do Sul e Amazonas. Em Manaus, uma mãe viajou por horas para levar a filha com autismo a uma reavaliação e teme perder o Benefício de Prestação Continuada (BPC). Já em Dourados, aposentados relataram que só souberam da paralisação após orientação de funcionários para retornarem na próxima semana.

A suspensão começou na noite de terça-feira (27) e segue até domingo (1º), atingindo atendimentos presenciais, o aplicativo Meu INSS e a Central 135. Segundo o órgão, a interrupção ocorre por causa de uma atualização dos sistemas da Dataprev. O INSS afirma que os segurados foram avisados previamente, mas reconhece falhas na comunicação.

O presidente do INSS, Gilberto Waller Júnior, garantiu que quem perdeu agendamento terá prioridade a partir da próxima semana e anunciou um mutirão de atendimentos no fim de semana seguinte, em 7 de fevereiro. Os serviços devem ser retomados normalmente na segunda-feira, quando as agências voltam a funcionar.

Com informações do G1

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Política

Oposição mira família de Toffoli e pede convocação de irmãos à CPI do Crime Organizado

Foto: Carlos Moura/SCO/STF

Senadores da oposição protocolaram nesta quarta-feira (28) requerimentos para convocar irmãos do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), à CPI do Crime Organizado. A iniciativa partiu de Carlos Portinho (PL-RJ) e Magno Malta (PL-ES), que querem esclarecimentos sobre possíveis vínculos com atividades investigadas pela comissão.

Os parlamentares pedem a oitiva de José Carlos Dias Toffoli e José Eugênio Dias Toffoli, além do primo do ministro, Mario Umberto Degani, e do advogado Paulo Humberto Barbosa. Para que as convocações avancem, os requerimentos ainda precisam ser pautados, votados e aprovados pelo colegiado da CPI.

Nos pedidos, os senadores citam que investigações nacionais e internacionais apontam a exploração de jogos de azar ilegais como prática frequentemente associada à lavagem de dinheiro. O foco recai sobre o Resort Tayayá, empreendimento que já pertenceu aos irmãos e ao primo de Toffoli e que passou a ser alvo de questionamentos após reportagens apontarem a presença desse tipo de atividade no local.

O resort entrou no radar da oposição em meio às apurações sobre fraudes envolvendo o Banco Master. Embora o controle do empreendimento tenha sido transferido no fim do ano passado, a operação ocorreu por meio de um fundo administrado por uma instituição investigada no mesmo contexto, o que, segundo os senadores, reforça a necessidade de esclarecimentos à CPI.

Com informações da CNN

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