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Como funciona o maior grupo de propagação de ódio na internet brasileira, que lucra com misoginia, racismo e homofobia

Além da superfície de imagens fofas e curtidas, a internet cultiva o ódio. Rede narcísica, estimula um novo personagem: o troll. É aquele usuário que provoca e enfurece outras pessoas, com comentários injustos, ignorantes e, muitas vezes, criminosos. O objetivo do troll é provocar a ira dos outros internautas — e, se possível, ganhar algum dinheiro de modo fácil. Os trolls se alimentam da atenção que atraem e se valem de qualquer coisa para tal. Talvez, por isso, esta reportagem possa não ser uma boa ideia, exceto pelo fato de que precisamos falar sobre esse novo Kevin.

É um monstrinho digital à moda do personagem da escritora americana Lionel Shriver. O Kevin, de Shriver, é aquela criança mimada que aprende que a violência é um método aceitável e simples para obter o que quer. O Kevin digital o emula nas redes sociais e, principalmente, em fóruns privados de discussão.

A internet nasceu como pátria do livre fluxo de informações. Se você não sabe como enrolar o cabo do fone de ouvido para que caiba na caixinha original, alguém na internet explica. Se quer descobrir qual a razão para tomar cloreto de magnésio, surgirá quem prometa equilíbrio e vigor a cada colherada. Se você disser, no entanto, que está sofrendo com a depressão, haverá quem tentará incitá-lo a se matar. Os psicólogos definem tal comportamento como efeito de desinibição on-line, no qual fatores como anonimato, invisibilidade, solidão e falta de autoridade eliminam os costumes que a sociedade construiu milenarmente. Por meio de telefones celulares inteligentes, tal desinibição está se infiltrando no dia a dia de todos.

No mundo digital, troll era inicialmente o método de pesca em que ladrões on-line usam iscas — uma foto fofa ou promessa de riqueza — para encontrar vítimas. A palavra se origina de um mito escandinavo que vive nas profundezas. Passou a simbolizar também os monstros que se escondem na escuridão da rede e ameaçam as pessoas. Os trolladores da internet têm um tipo de manifesto, em que afirmam que agem para o “lulz”, a zoeira, numa tradução livre. O que os trolls fazem na busca do “lulz” vai de brincadeiras inteligentes — como os memes da tomada de três pinos — a assédio e ameaças violentas. Abusam do doxxing — a publicação de dados pessoais, tais como números de carteira de identidade, CPF, telefones e contas bancárias — e de trotes como pedir uma dezena de pizzas no endereço de uma vítima ou ligar para a polícia denunciando supostas plantações caseiras de maconha.

Os trolls estão transformando as mídias sociais e painéis de comentários em um gigante recreio de adolescentes malcriados, repetindo epítetos raciais e misóginos, definiu uma reportagem recente da revista Time. Uma pesquisa que a publicação cita mostrou que 7 em cada 10 jovens sofreram algum tipo de assédio por meio da internet. Um terço das mulheres já se disse perseguida on-line. Um estudo de 2014 publicado no periódico de psicologia Personality and Individual Differences constatou que 5% dos usuários da internet que se identificaram como trolladores obtiveram pontuação extremamente alta em traços obscuros de personalidade: narcisismo, psicopatia, maquiavelismo e, principalmente, sadismo. E não pense que isso não ocorre em sua vizinhança.

O analista de sistemas Ricardo Wagner Arouxa foi vítima do maior grupo de ódio que atua na internet brasileira (Foto: LEO MARTINS/AGÊNCIA O GLOBO)

Ao atender o telefone, o analista de sistemas Ricardo Wagner Arouxa, de 28 anos, achou que seu pai havia morrido. A caminho do trabalho, no bairro carioca da Tijuca, recebeu a ligação desesperada de sua mãe. Naquele dia, 27 de dezembro de 2017, seu pai se recuperava de um cateterismo realizado após sofrer o terceiro infarto. Pensou no pior ao perceber a mãe aos prantos. Ela demorou a recuperar-se para explicar o motivo da aflição: a Polícia Civil havia invadido a casa da família em Pilares para o cumprimento de um mandado de busca e apreensão. Estavam prestes a arrombar a porta da residência quando ela voltava do hospital, ainda sem o marido, que fora mantido internado. Quando Arouxa conseguiu chegar em casa, a polícia já havia recolhido seus computadores, celulares e discos rígidos — até hoje não devolvidos.

Além de apostar em conteúdos que gerem indignação, como ataques racistas, os grupos de ódio costumam mirar em personalidades com fama na internet, como o deputado Jean Wyllys e a advogada Janaína Paschoal

A razão da operação policial seria uma ameaça de bomba, supostamente feita por Arouxa. Os alvos seriam a Ordem dos Advogados do Brasil do Rio de Janeiro e o advogado Rodrigo Mondengo. Ambos haviam processado Arouxa. A pendenga, que tramita em segredo de Justiça, só não tomou proporções maiores porque o analista de sistemas colabora há um ano com as investigações sobre imputações falsas de crime, em inquérito da Delegacia de Repressão de Crimes de Informática da Polícia Civil do Rio.

De anônimo, Arouxa quase se tornou réu da acusação de terrorismo. Na realidade, ele sofria por ter se tornado um dos alvos da maior quadrilha de crimes de ódio da internet brasileira, que hoje se articula por meio de fórum de discussão que tenta se manter anônimo. Chamado Dogolachan, o fórum foi criado por Marcelo Valle Silveira Mello — a primeira pessoa condenada por racismo na internet no Brasil — e Emerson Eduardo Rodrigues. A Polícia Federal considera Mello e Rodrigues os grandes articuladores da maior rede de ódio que atua há ao menos uma década no Brasil, usando ferramentas digitais. Eles chegaram a ser presos na Operação Intolerância, em 2012, mas se livraram porque havia, naquela altura, vácuo na legislação brasileira para crimes cometidos na internet. Antes do Marco Civil da Internet (2014) e da Lei Antiterrorismo (2016), os ataques reiterados articulados pelo grupo só podiam ser enquadrados em crimes contra a honra ou injúria racial, por exemplo.

Integrantes do Dogolachan registraram o portal Rio de Nojeira, que publicava textos de cunho racista, machista e homofóbico, no nome de Ricardo Wagner Arouxa, utilizando seus dados pessoais. Quem chegava ao registro da página, feito propositalmente de forma pública, tinha acesso a informações privadas do carioca, como seu telefone e endereço. Arouxa também era o nome usado por um dos supostos redatores do Rio de Nojeira, deixando sempre rastros de ódio na tentativa de incriminar outros desafetos do grupo.

O primeiro post de notoriedade do Rio de Nojeira fazia ataques racistas a alunos da Unicarioca, faculdade localizada no Rio Comprido, região central do Rio, onde Ricardo estudava. “Quando foi que a Unicarioca deixou de pertencer à elite branca e passou a ser infestada por favelados, mulatos, negros cotistas?”, questionavam os autores. Segundo especialistas e investigadores ouvidos pela reportagem, o Rio de Nojeira faz parte de uma longa linhagem de páginas usadas pelo grupo criminoso para propagar discurso de ódio.

O primeiro site do grupo a ganhar os holofotes foi o Blog do Silvio Koerich, que se apropriou do nome de um empresário catarinense. Até março de 2012, a página havia sido alvo de 69.729 denúncias à Polícia Federal. O site compartilhava textos e fotos com conteúdo discriminatório e fazia apologia de crimes como violência sexual e pedofilia. Um dos artigos de maior repercussão buscava “ensinar a prática de estupros corretivos” em lésbicas. Outros blogs do gênero, como o Homem de Bem, tiveram trajetória parecida até serem tirados do ar. O modus operandi dos integrantes da quadrilha é criar sites e fazer postagens propositalmente absurdas, provocando repercussão, aquela história de “lulz”. Além de apostarem em conteúdo que gere indignação, como apologia da pedofilia ou ataques racistas, também elegem como alvo personalidades com fama na internet — do deputado federal Jean Wyllys e da blogueira feminista Lola Aronovich, à esquerda, até a advogada Janaína Paschoal, ícone do antipetismo, à direita. A ousadia é demonstrada em pequenos detalhes: Marcelo Mello trabalhava em uma prestadora de serviços para a Justiça Federal e diversas vezes usou a rede Wi-Fi do Conselho da Justiça Federal para realizar os ataques.

A zoeira, no entanto, não era a única aspiração dos líderes da quadrilha. Eles queriam mesmo é ganhar dinheiro. Em 2012, quando a Polícia Federal prendeu Emerson Rodrigues e Marcelo Mello na Operação Intolerância, uma das constatações foi que, já naquela época, a quadrilha se preparava para implantar um sofisticado mecanismo de captação de recursos por meio dos sites que mantinham. Quando leitores indignados acessassem os sites para se deliciar ou denunciar os absurdos publicados, seus computadores seriam utilizados involuntariamente para a mineração de criptomoedas, como o bitcoin. A mineração é um complexo processamento de verificação de dados que exige cada vez mais computadores e energia elétrica para gerar algum valor transformável em dinheiro. Também há indícios de que os criminosos captavam recursos por meio de publicidade. “Eles tentavam fazer com que o site bombasse para ter lucro”, afirmou o delegado da PF Flúvio Cardinelle, responsável pela operação e uma das maiores autoridades em crimes virtuais do país. Após deixarem a prisão, esse mecanismo foi implantado.

Já em liberdade, com o primeiro site fora do ar, Emerson Rodrigues e Marcelo Mello passaram a criar juntos outros portais pela internet brasileira, entre eles o fórum Dogolachan. Foi nesse último que os dois entraram em contato com Alemão, o perfil falso que passou a coordenar os ataques contra Ricardo Arouxa, por causa de um desentendimento em uma comunidade da finada rede social Orkut chamada Cartola FC.

Fóruns de discussão radicais são usados para atrair audiência para páginas e blogs que usam máquinas e energia na mineração de criptomoedas e dão lucro para chefes

Depois de se desentenderem em mensagens pela internet, Alemão prometeu “acabar com a vida” de Ricardo Arouxa. Em 31 de março de 2017, colocou um anúncio on-line para uma vaga de serviços gerais remetendo ao endereço de Pilares. Seis pessoas apareceram à porta de Arouxa, parte delas sem sequer dinheiro para voltar para casa.

Era só o início do que seria uma escalada de ataques. Arouxa foi contatado por uma criança que tentava lhe enviar mensagens de cunho sexual. Ele desconfiou e rastreou o perfil da mãe do autor. Descobriu que Alemão, novamente se passando por ele, começou a tentar aliciar crianças de uma escola de boxe comunitária da Maré. Oferecia videogames em troca de fotos de conteúdo sexual, que deveriam ser enviadas para o telefone de Arouxa. Para isso, passou o verdadeiro número do celular do analista de sistemas e seu endereço, onde os brindes deveriam ser recolhidos, tentando incriminá-lo.

Em setembro do ano passado, uma postagem da advogada Janaína Paschoal no Twitter afirmava que Arouxa havia ameaçado de morte a ela e a seus filhos. A articuladora do impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff ficou amedrontada com as mensagens enviadas em nome do analista de sistemas. Um telefonema entre os dois colocou fim à confusão e revelou tratar-se de obra de trolladores.

Numa cafeteria da Tijuca, Ricardo Arouxa disse a ÉPOCA não ter medo de Alemão ou dos diversos membros da comunidade do Dogolachan, mas não escondeu sua ansiedade. Diariamente se divide entre o trabalho e o constante monitoramento das atividades do grupo, tentando “antever o próximo passo”. Não consegue ficar mais de duas horas sem fazer esse tipo de checagem. Disse que nunca procurou psicólogos para lidar com o estresse. Contou ter conseguido estabilizar sua vida, mantendo amizades e o namoro apesar dos ataques de ódio. Seu empregador também está ciente da situação. O tom, porém, é de resignação. “Sei que esse é um câncer em minha vida de que nunca vou me livrar.”

O grupo que esparrama ódio voltou a ser alvo das autoridades neste ano, quando a PF deflagrou a Operação Bravata, prendendo novamente Marcelo Mello e outros membros do Dogolachan. Desta vez, eles podem ser enquadrados na Lei Antiterrorismo. “Mesmo que não exista a conduta concreta, simplesmente criar um clima de terror já é enquadrado na lei”, afirmou o delegado Flúvio Cardinelle.

Emerson Eduardo Rodrigues foi preso pela Polícia Federal durante a Operação Intolerância, acusado de liderar grupos que incitam ao ódio na internet (Foto: REPRODUÇÃO)

A origem da desavença de Arouxa e seus detratores está na sigla Goec, Grupo de Operações Especiais Cartola. Originalmente nada mais era que um esforço coletivo dos membros da comunidade do Orkut do Cartola para alcançar algum objetivo em comum. Faziam ataques virtuais coordenados, com o intuito de perturbar alguém marcado pela comunidade, fosse por uma atitude considerada inaceitável ou por farra. Os métodos variavam. Podiam pedir dezenas de pizza para a casa do alvo, com informações obtidas em bancos de dados. Ou tentavam hackear a vítima e expor publicamente dados privados.

A ação coordenada de grupos se faz presente em diversas comunidades digitais. O exemplo mais notório é o praticado pelos usuários do fórum de imagens americano 4chan, um dos maiores do mundo. É uma força importante na produção cultural da internet desde a metade final da década passada.

Desde o início, o Dogolachan se propunha a ser o centro de referência para usuários machistas, de ideologia ultradireitista, pautados para o ataque e a degradação de mulheres. Mas não só. Usuários apoiaram, por exemplo, o Massacre de Realengo, no qual Wellington Menezes de Oliveira matou 12 crianças — dez delas meninas — e depois se suicidou.

Dogolachan, o nome de batismo do fórum de extremistas, é homenagem a um dos primeiros memes dos usuários brasileiros. Dogola é um cachorro branco russo, que se tornou mascote na internet brasileira. Tudo porque aparece em uma foto com uma espécie de sorriso debochado, compartilhada à exaustão. Dogola foi então apelidado de Deus do Mal, Imperador Cão.

Um dos temas mais recorrentes do fórum é o da “feminização” da sociedade, em que os homens estariam se relegando a posições subalternas socialmente para agradar às mulheres e ao politicamente correto em voga.

Para os usuários do Dogolachan, uma ação de contra-ataque seria necessária para devolver o “lugar de direito” aos homens héteros e brancos, derrotados pela revolução cultural dos anos 1960. O feminismo, o combate ao racismo e as causas LGBT são seus principais inimigos, personificados em um rol de figuras que são alvos de ataques constantes pela comunidade do fórum.

Em 13 de outubro de 2008, Lindemberg Fernandes Alves, então com 22 anos, invadiu a casa de sua ex-namorada Eloá Cristina Pimentel, de apenas 15 anos, portando um revólver. Ele estava inconformado com o fim do relacionamento de quase três anos. A menina fazia trabalhos escolares com um grupo de colegas quando ele chegou e transformou todos em reféns no que foi o mais longo sequestro em cárcere privado já registrado pela polícia do estado de São Paulo. O caso ganhou enorme repercussão dentro e fora do Brasil. Após 100 horas presa com o sequestrador, Eloá Pimentel levou dois tiros e morreu.

Em janeiro daquele ano, a professora universitária Dolores Aronovich criou o blog “Escreva, Lola, Escreva” — nome em referência ao filme cult alemão Corra, Lola, corra —, onde compartilharia resenhas de filmes e opiniões sobre os mais variados temas, principalmente o feminismo. Hoje, ela é uma das blogueiras da causa feminista com maior influência nas redes sociais. O caso de Pimentel rendeu uma postagem na qual Lola discorreu sobre aquilo que anos depois seria popularmente conhecido como feminicídio. A partir daí, a vida de Lola nunca mais foi a mesma: os masculinistas — os quais ela apelidou de mascus —, entre eles Marcelo Mello e Emerson Rodrigues, descobriram seu blog. Eles viam heroísmo na atitude de Lindemberg Alves e vilanismo nas críticas sociais da blogueira. A professora da Universidade Federal do Ceará passou, então, a ser ameaçada de morte, a ver dados pessoais serem publicados indiscriminadamente na internet e a lidar com publicações difamatórias. Apelaram até para seu marido: os “mascus” criaram perfis falsos com fotos de Silvio Cunha Pereira, que é professor de xadrez para crianças, e publicaram conteúdos de pedofilia em seu nome.

Qualquer pessoa que tivesse contato com Lola na internet poderia ser alvo dos odiadores. Em novembro de 2016, levantaram uma empreitada contra perfis que republicaram textos da blogueira. Publicaram fotos de professores e professoras universitárias, acompanhadas de telefone e endereço, em sites de swing e prostituição. Uma das vítimas foi um professor de tecnologia da informação do Paraná. Ameaçaram a filha dele, de 13 anos, e publicaram montagens pornográficas utilizando seu rosto infantil.

O escritor carioca Anderson França, que recebeu ameaças de morte diárias, principalmente por e-mail, oriundas de um grupo de ódio (Foto: LEO MARTINS/AGÊNCIA O GLOBO)

Lola fez seu primeiro boletim de ocorrência contra o grupo quatro anos depois do início das ameaças. Deflagrada a Operação Intolerância, em 2012, o ódio contra a professora se intensificou. Os membros do fórum atrelaram as denúncias da blogueira às prisões dos líderes das comunidades. Em 2015, depois que Marcelo Mello e Emerson Rodrigues já estavam longe da cadeia, foi criado um falso blog no nome de Lola, no qual se postavam discursos de ódio e incitação ao infanticídio de meninos, a queimas da Bíblia e à venda de medicamentos para aborto.

O site ficou conhecido na internet quando o escritor Olavo de Carvalho e o músico Roger Moreira, do Ultraje a Rigor— ambos expoentes da direita brasileira —, compartilharam o link. A blogueira recebeu, durante meses, ligações de homens raivosos com o conteúdo do site. “Eles me fizeram conhecer um grau de misoginia que nem imaginava que existia. Machistas genéricos acham que nenhuma mulher presta, só a mãe. Esses mascus acham que nenhuma mulher presta.” O caso da blogueira levou à aprovação da Lei Lola, que atribui à Polícia Federal — mas não só a ela — a investigação de crimes de ódio contra mulheres pela internet. A norma entrou em vigor em abril deste ano.

Grupos de ódio atacam feministas em nome do que afirmam ser a predominância do politicamente correto e de suposta prevalência das mulheres na sociedade a partir dos movimentos reivindicatórios

De lá para cá, mais pessoas com notoriedade na internet por defender pautas sociais foram alvo do grupo. A história de Anderson França, um escritor carioca conhecido por suas crônicas sobre a cidade, se mistura com a de Ricardo Arouxa e Lola por causa da atuação da quadrilha. Em meados de 2017, França recebeu uma denúncia em sua página de Facebook, que conta com 120 mil curtidas. Uma suposta leitora entrou em contato, apontando-o para uma postagem de cunho racista. França, que constantemente discute temas relacionados ao movimento negro, a compartilhou. Seu autor supostamente era Ricardo Arouxa.

Anderson descobriu que a origem das postagens estava nos administradores do site Rio de Nojeira. Então vieram as ameaças de morte. “Eles se apresentam como vítimas e pedem ajuda para que você divulgue e tenha um alcance maior. É o que eles buscam. A partir daquele dia, comecei a receber pelo menos 15 ameaças de morte por dia, principalmente no e-mail”, afirmou França, que chegou a compartilhar sua história com Lola. Os difamadores acessaram a conta de e-mail do escritor e divulgaram ameaças a seus contatos.

A série de ataques e mensagens de ódio se estendeu à Câmara dos Deputados. O parlamentar Jean Wyllys (PSOL-RJ) é alvo do grupo desde o começo de seu primeiro mandato, em 2011. “A princípio, eram difamações e calúnias, incluindo a de que eu teria dito que era a favor da pedofilia em uma entrevista à Rádio CBN, o que foi desmentido pela própria emissora”, disse Wyllys. Os ataques, que também eram estendidos a seus funcionários e assessores, ampliaram-se. O grupo afirmava ter mapeado todas as câmeras de vigilância do Congresso. Dizia que atacaria o deputado “quando ele menos esperasse”.

“Eles descobriram, não sei de que maneira, o nome, telefone e endereço de minha mãe, de meus irmãos. Nos ameaçaram por e-mails, dizendo que cometeriam barbaridades contra minha mãe. E aí eu acabei tomando providências e instalei câmeras de segurança em minha casa e na de minha mãe”, disse o deputado. ÉPOCA teve acesso a e-mails enviados contra Jean Wyllys. Parte tem origem no fórum Dogolachan.

São dezenas de mensagens que esmiúçam detalhes da vida pessoal do parlamentar, além de atacar a defesa que faz dos direitos dos homossexuais. Ainda que considere os ataques bravataria, o deputado vê perigo no aliciamento de “pessoas que estão no limite”. “Se eles querem me calar e constranger, não vão conseguir. Vou continuar trabalhando e defendendo o que sempre defendi”, desabafou.

Época

 

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Polícia

[VÍDEO] Caminhão é interceptado com 100 mil maços de cigarros na BR-405, no RN

Imagens: Divulgação/PRF

Um caminhão foi interceptado na tarde desta quarta-feira (6) transportando uma carga com cerca de 100 mil maços de cigarros na BR-405, em Apodi, no Oeste potiguar. A ação foi realizada por equipes da Polícia Rodoviária Federal e da Polícia Militar durante fiscalização na rodovia.

Conforme a PRF, durante a abordagem, os agentes localizaram aproximadamente 200 caixas de cigarros no compartimento de carga, totalizando cerca de 100 mil maços. O motorista do caminhão foi detido no local.

A ocorrência foi encaminhada para a Delegacia da Polícia Federal em Mossoró, onde o caso será investigado e as medidas legais serão adotadas.

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Geral

VÍDEO: Mulher é presa ao dar facada em cabeleireiro por não gostar de corte de cabelo em SP: ‘minha franja está parecendo o Cebolinha’

Uma mulher de 27 anos foi presa na tarde de terça-feira (5) ao dar uma facada em um cabeleireiro pelas costas após ficar insatisfeita com o corte de cabelo em um salão na região da Barra Funda, na Zona Oeste de São Paulo.

A agressora de nome Laís Gabriela Barbosa da Cunha afirma que estava insatisfeita com o corte que o cabeleireiro fez na sua franja. O salão fica na Avenida Marquês de São Vicente.

Câmeras do salão de beleza gravaram o momento em que ela esfaqueia o cabeleireiro identificado como Eduardo Ferrari enquanto ele atende outra cliente. Laís aparece conversando com o funcionário, que está de costas. Ela tira uma faca da bolsa e o golpeia. Ele leva um susto e sai correndo. A mulher é contida por outros funcionários e seguranças.

“Ele pegou o meu cabelo e foi picotando com uma tesoura-navalha. Se vocês conseguem ver, a minha franja está parecendo o Cebolinha, porque ele cortou todo o meu cabelo. Eu mandei mensagem do Whatsapp e eles ficaram dois dias sem me responder”, afirmou a moça presa, em referência ao personagem da Turma da Mônica. Ela conta que fez uma ofensa homofóbica antes de agredir fisicamente o funcionário.

“Aí sabe o que eu fiz? Ofendi ele e falei: ‘seu viado desgraçado, arruma o meu cabelo. Aí na hora ele respondeu. Tive corte químico [não é um corte com tesoura, mas sim uma quebra causada por reação química] e tenho prova do meu cabelo antes e depois”, afirmou Laís.

Laís irá responder por lesão corporal e ameaça ao profissional.

O cabeleireiro vítima da agressora diz que ela foi cliente do salão meses atrás e que agora tentou matá-lo com uma facada nas costas: ‘Foi uma tentativa de homicídio’, afirmou.

Ele teve apenas um corte pequeno nas costas porque a agressora foi rapidamente contida pelos seguranças do salão e imobilizada.

Segundo a Secretaria da Segurança Pública (SSP), policiais militares foram acionados para atender a ocorrência e Laís foi detida, confessando o crime.

A perícia foi acionada. Segundo a pasta da Segurança, o caso será encaminhado ao Juizado Especial Criminal (Jecrim).

Nas redes sociais, a equipe de Eduardo Ferrari, vítima da moça, disse que ela tinha realizado em procedimento capilar 30 dias antes e retornou ao estabelecimento demonstrando insatisfação com o resultado e exigindo devolução dos valores.

Cabeleireiro divulga comunicado sobre agressão sofrida por cliente em São Paulo. — Foto: Reprodução/Redes SociaisImagem: reprodução/Instagram

g1

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Geral

Governo Lula atrasa primeiros repasses de subsídio para o diesel


Foto: Marcello Casal JR/Agência Brasil

O governo Lula ainda não pagou nenhuma das empresas habilitadas para o programa de subvenção ao óleo diesel, criado para tentar minimizar os impactos da guerra no Irã sobre o consumidor brasileiro, segundo empresas do setor.

O prazo para o primeiro ressarcimento, referente às vendas do combustível em março, venceu no último dia 30 de abril, sem que a ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás e Biocombustíveis) tenha autorizado pagamentos.

Segundo apuração da Folha de S. Paulo, a Petrobras, maior fornecedora nacional, e importadoras e distribuidoras de menor porte já enviaram à agência as notas fiscais, mas ainda aguardam resposta.

“A Petrobras faz jus a subvenção econômica ao óleo diesel rodoviário e, no momento, aguarda a verificação pela ANP dos dados comprobatórios apresentados para a efetivação dos pagamentos”, disse a estatal, em nota.

A ANP diz que, para realizar as análises necessárias ao pagamento da subvenção, precisa ter acesso a informações da Receita Federal. “Está em andamento a elaboração de um acordo de cooperação entre a Receita e a ANP para que esse acesso seja possível”, afirmou.

O programa de subvenção dá R$ 1,52 por litro de diesel importado e R$ 1,12 por litro de diesel nacional a importadores e produtores que se comprometam a vender o combustível abaixo de um preço-teto estabelecido pelo governo.

A adesão inicial foi baixa, com empresas de diferentes portes ainda em dúvidas sobre as regras. Na semana passada, a ANP aprovou a elevação do preço-teto, em uma tentativa de atrair mais participantes.

No início da semana, a agência publicou os novos preços para o quinto período da subvenção com alta de R$ 0,28 por litro no preço-teto para o diesel importado.

Segundo pessoas com conhecimento das discussões, o atraso no pagamento aumenta as incertezas sobre o programa. Inicialmente, o governo previa pagar em até 15 dias após o encerramento de cada mês. O prazo foi estendido para 30 dias.

Distribuidoras que ainda não aderiram ao programa avaliam que é um prazo muito longo, diante dos impactos no fluxo de caixa com o dispêndio de elevado volume de recursos para receber o ressarcimento semanas após a venda do produto.

Ela têm dúvida também sobre as obrigações para repasse de preços ao consumidor final. Neste caso, alegam que não têm controle sobre as margens dos postos. E que a Petrobras não deu desconto de preços, apenas evitou aumentos maiores.

A estatal foi a primeira a aderir ao programa, seguida pela segunda maior produtora de combustíveis do país, a Refinaria de Mataripe. Das três maiores distribuidoras de combustíveis do país, apenas a Vibra decidiu aderir. Ipiranga e Raízen seguem de fora.

O preço do diesel disparou nos postos brasileiros após o início da guerra, mas recua há três semanas. Após atingir um pico de R$ 7,580 por litro no fim de março, o preço médio do diesel S-10 chegou a R$ 7,28 na semana passada.

Ainda é, porém, bem superior aos R$ 6,10 por litro vigentes antes dos primeiros ataques de Estados Unidos e Israel ao Irã.

Folhapress

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Geral

STF sinaliza que só aceitará delação de Vorcaro com a devolução do dinheiro desviado

Imagem: reprodução/Jornal Nacional/Rede Globo

Diante da apresentação da proposta de delação premiada do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, o Supremo Tribunal Federal (STF) sinalizou que a devolução integral do dinheiro desviado por meio de corrupção será condição fundamental para que o acordo de colaboração seja homologado. A informação é do jornalista Gerson Camarotti, da GloboNews.

A análise dos anexos da proposta de delação será feita pela Procuradoria Geral da República (PGR) e pela Polícia Federal (PF). Caso haja avaliação de que Vorcaro avançou de fato nas investigações, a homologação será analisada pelo relator do caso no STF, ministro André Mendonça.

A partir de agora, haverá uma negociação da defesa de Vorcaro com a PGR e a PF. Mas, tudo estará condicionado ao ressarcimento de valores.

A avaliação no Supremo é que devolução terá que ser feita de imediato. Ainda que parte dos recursos já tenha sido gasta pelo banqueiro, a cobrança acontecerá para o ressarcimento monetário do que estiver em poder de Vorcaro. Mesmo valores que estejam no exterior, terão de ser devolvidos.

Também não será aceito o modelo feito na Operação Lava Jato, em que empresas fizeram acordo de devolução de recursos de forma parcelada em vários anos. A percepção no Supremo é que isso não deu certo.

A defesa de Vorcaro vai ter que apontar onde estão os recursos do ex-banqueiro frutos de crime aqui no Brasil e no exterior, inclusive imóveis.

Blog de Gerson Camarotti – g1

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Geral

PESQUISA MEIO/IDEIA: 52% dos brasileiros afirmam que Lula não merece ser reeleito

Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

Levantamento feito pelo Instituto Meio/Ideia, divulgado nesta quarta-feira (6), mostra que 52% dos eleitores brasileiros acham que o presidente Lula (PT) não merece ser reeleito. Por outro lado, 44% dos eleitores defendem a permanência do petista no cargo de chefe do Executivo.

Os dados mostram um aumento em relação à rejeição pelo nome de Lula referente ao mês passado, quando 51,5% dos leitores afirmavam que não renovariam o mandato do candidato do governo.

Lula merece continuar após 2026?

  • Não: 52%
  • Sim: 44%.
  • Não sabem: 4%

Foram ouvidas 1.500 pessoas em todo o país entre os dias 1 e 5 de maio. A margem de erro é de 2,5 pontos percentuais, para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95%. A pesquisa foi realizada com recursos próprios do instituto e está registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o protocolo BR-05356/2026.

Diário do Poder

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Geral

Nervos À Solta: o novo projeto do médico Ricardo Negreiros e do jornalista Gustavo Negreiros

Saúde é o assunto mais importante da vida de qualquer pessoa. E também é um dos temas mais mal explicados, mal comunicados e cheios de ruído por aí. É para mudar isso que nasce o Nervos À Solta.

O projeto reúne um médico e um jornalista numa conversa semanal direta, sem juridiquês médico, sem complicação desnecessária e sem aquela linguagem de consultório que ninguém entende em casa. Ricardo Negreiros traz o conhecimento clínico. Gustavo Negreiros traz as perguntas que o público quer fazer mas não sabe como. O resultado é um debate de saúde feito para quem precisa entender, não para quem já estudou medicina.

Doenças crônicas, autocuidado, transtornos mentais, medicina preventiva e muito mais. Temas do dia a dia de milhões de brasileiros tratados de forma acessível, humana e com informação de qualidade.

O programa vai ao ar semanalmente no YouTube, com cortes no Instagram e TikTok para quem prefere consumir o conteúdo em doses menores.

Se inscreva agora nos canais e acompanhe:

YouTube: youtube.com/@nervosasolta

Instagram: @nervos_a_solta

TikTok: @nervos.solta

O Blog apoia e recomenda. Saúde bem explicada é saúde bem cuidada.

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Informe Publicitário

Jaecoo 7 Elite chega em Natal como o suv híbrido plug-in mais acessível, a partir de R$ 179.990

O mercado potiguar recebe um novo destaque entre os SUVs híbridos com a chegada do Jaecoo 7 Elite, que estreia em Natal com proposta inovadora, alta tecnologia e o melhor custo-benefício da categoria. Com preço a partir de R$ 179.990.

O Jaecoo 7 Elite combina motor a combustão com propulsão elétrica, permitindo rodar no modo 100% elétrico em trajetos urbanos e alcançar mais de 1.200 km de autonomia combinada. Na prática, isso se traduz em um SUV versátil, econômico e preparado tanto para o dia a dia quanto para viagens mais longas, entregando eficiência sem abrir mão da performance.

Por dentro, o modelo impressiona pelo pacote tecnológico completo, com painel digital, central multimídia moderna, assistentes de condução (ADAS) e acabamento com padrão premium. No exterior, o design robusto, com linhas marcantes e iluminação em LED, reforça a presença do veículo e seu posicionamento sofisticado dentro da categoria.

Como parte da estratégia de lançamento, o Jaecoo 7 Elite conta com condições exclusivas válidas somente até este sábado (09.05), marcando um momento especial para quem deseja ingressar no universo dos veículos híbridos com condições diferenciadas. A chegada do modelo será celebrada com um super lançamento na concessionária Redenção Omoda | Jaecoo, localizada na BR-101, ao lado da Redenção Seminovos.

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Morre Ted Turner, fundador da CNN, aos 87 anos

Foto: Reprodução: CNN

O empresário norte-americano Ted Turner, fundador da rede de TV CNN e um dos nomes mais poderosos da mídia nos Estados Unidos, morreu nesta quarta-feira (6) aos 87 anos, segundo informou a emissora.

Turner revolucionou o jornalismo nos Estados Unidos ao fundar, em 1980, a CNN, a primeira rede do mundo dedicada à cobertura de notícias durante 24 horas por dia. O empresário também teve um conglomerado de mídias e foi ainda um dos principais ativistas ambientais nos EUA.

A causa da morte não foi divulgada. Em setembro de 2018, o empresário revelou que sofria de demência com corpos de Lewy, uma doença neurodegenerativa.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, um crítico constante da CNN, lamentou a morte.

Com personalidade irreverente e ousada, Turner se tornou bilionário ao assumir os negócios de outdoors de seu pai. Em 1970, com parte do dinheiro, comprou uma emissora de televisão que transformou mais tarde em um vasto grupo televisivo.

Além da CNN, fundada em 1980, ele também abriu redes de TV especializadas em esportes e filmes antigos. Comprou os estúdios MGM e fez a fusão da Turner Broadcasting System com a Time Warner, em 1996.

Mas Turner enfrentou dificuldades para se adaptar ao sistema corporativo após décadas de autonomia e acabou perdendo o controle de suas redes.

Em paralelo, o empresário também se tornou um dos principais ambientalistas do mundo, além de um dos maiores proprietários de terras nos Estados Unidos e um grande filantropo — ele chegou a doar US$ 1 bilhão para a Organização das Nações Unidas (ONU).

Ele foi casado com a atriz vencedora do Oscar Jane Fonda. E ainda se destacou no mundo dos esportes:

Na década de 1970, também foi dono do time de beisebol Atlanta Braves e do Atlanta Hawks, da liga de basquete dos EUA, a NBA, além de ter vencido a America’s Cup, a regata de vela mais famosa do mundo.

Em 1986, ele criou os Jogos da Boa Vontade, uma competição semelhante às Olimpíadas, e, dois anos depois, comprou uma organização de luta livre que fornecia mais conteúdo para a TV. Suas preocupações com a guerra nuclear o levaram a cofundar a Iniciativa de Ameaça Nuclear em 2001.

A Forbes estimou a fortuna atual de Turner em US$ 2,8 bilhões (cerca de R$ 13,8 bilhões).

“Se eu tivesse um pouco de humildade, seria perfeito”, disse o empresário em uma entrevista.

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Não é um título construído por discurso. Com trabalho efetivo Carla Dickson, se consolidou como a deputada do autismo no RN

Ao longo de apenas 1 ano e 5 meses de mandato, a deputada federal Carla Dickson (PL-RN) se consolidou definitivamente como a principal referência na defesa das famílias atípicas do Rio Grande do Norte. É resultado de presença, escuta e o principal, ações. É um reconhecimento que nasce da soma entre atuação legislativa forte e ações concretas no Estado.

Um dos grandes marcos dessa atuação é o projeto Cuidar RN – Acolhendo com Amor, lançado oficialmente em setembro de 2025, em Natal. A iniciativa estruturou, sob um mesmo eixo, duas frentes complementares: a produção de leis em Brasília e a execução de políticas e ações permanentes no estado, formando uma rede de cuidado voltada a pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e suas famílias.

“A atividade política só faz sentido quando toca a vida real das pessoas. O Cuidar RN nasceu das histórias que ouvi, dos pedidos de socorro e da necessidade de transformar dor em política pública”, afirma a deputada.

*Produção legislativa: um pacote completo para famílias atípicas*

Dentro do escopo do Cuidar RN, Carla Dickson já apresentou no Congresso Nacional um conjunto amplo e estruturante de 11 projetos de lei voltados à causa do autismo e da deficiência. As matérias atacam diferentes dimensões do problema, como renda, educação, trabalho, saúde e proteção familiar.

Entre os principais destaques podemos citar:

– Auxílio Mãe Atípica (PL 1520/2025): criação de apoio financeiro e psicossocial para mães que dedicam suas vidas ao cuidado dos filhos;
– Programa Incluir (PL 1652/2025): fortalecimento da inclusão escolar e ampliação do suporte a estudantes com TEA;
– Política de Inserção no Mercado de Trabalho (PL 1701/2025): foco na empregabilidade de jovens e adultos atípicos;
– Incentivos fiscais (PLs 1939/2025 e 2164/2025): estímulo à contratação de aprendizes atípicos e ao acesso a tecnologias assistivas;
– Formação de professores (PL 2163/2025): qualificação contínua da rede pública para atender alunos com TEA;
– Responsabilização por abandono (PL 2313/2025): proteção legal para famílias após diagnóstico de deficiência;
– Celeridade no tratamento de saúde (PL 3517/2021): menos burocracia para autorizações de planos de saúde;
– Cadastro Nacional específico (PL 4949/2025): organização de dados e políticas públicas para pessoas com deficiência;

O conjunto dessas propostas escancara um mandato com visão sistêmica, que não trata o autismo de forma isolada, mas como uma pauta transversal que exige políticas públicas integradas.

*Do papel à prática: ações que chegam às famílias*

Mas o diferencial do mandato está em tirar as propostas do papel e literalmente, agir. No Rio Grande do Norte, os resultados já são concretos:

8 salas multissensoriais implantadas, cerca de 80 kits entregues para instituições,
mais de 100 laudos viabilizados gratuitamente, mais de 100 atendimentos em rastreamento precoce do autismo, e ainda a disponibilização de uma van multissensorial que percorre o Estado dando suporte em eventos e instituições. Além disso ainda podemos citar ações voltadas ao acolhimento emocional das famílias como Café com TEA, Dia de Princesa, e o Mães que Ajudam.

Todas essas iniciativas alcançam tanto a capital quanto o interior, fortalecendo uma rede de apoio onde muitas vezes o Estado não chega. “Cada criança atípica é um mundo inteiro. E o nosso compromisso é garantir que nenhuma família e nenhuma mãe se sinta sozinha ou invisível”, destaca.

*Um mandato que virou referência*

Os fatos, os dados, as ações, os números, os sorrisos, os abraços e as lágrimas Em apenas 17 meses de atuação, Carla Dickson construiu um mandato presente e produtivo. Mais do que números, o que se consolida é uma identidade clara: um mandato que escuta, acolhe e entrega. Mais do que fatos e dados, os resultados estão em cada abraço, cada sorriso e nas lágrimas de emoção de cada mãe.

Por isso, no Rio Grande do Norte, o reconhecimento não vem de autoproclamação, vem das famílias, das instituições e do trabalho. Carla Dickson se tornou, na prática, a deputada do autismo.

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Defesa de Vorcaro finaliza delação premiada do caso Master e entrega proposta à PF e à PGR

Foto: reprodução/Master

A defesa do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Master, finalizou a proposta de delação premiada e pedirá uma reunião com a PF (Polícia Federal) e com a PGR (Procuradoria-Geral da República). Os advogados dele esperam que o encontro ocorra ainda esta semana.

Em março, Vorcaro iniciou as negociações para fechar o acordo de colaboração. O primeiro passo envolveu a assinatura de um termo de confidencialidade com a PGR, para eventual delação sobre as operações investigadas do Banco Master.

Relator do processo no STF (Supremo Tribunal Federal), o ministro André Mendonça não deve garantir a homologação automática de um possível acordo.

Caso o banqueiro decida por esse caminho, contudo, ele terá de oferecer informações verdadeiras e verificáveis, capazes de contribuir concretamente para o avanço das investigações — não bastará, por exemplo, fornecer apenas relatos genéricos.

A lei sobre esse instrumento prevê uma série de possíveis recompensas jurídicas, que variam conforme o grau de utilidade da colaboração. Entre elas há possibilidade de redução de pena, de substituição dela por medidas restritivas de direitos ou, em casos mais extremos, até o perdão judicial.

O Banco Master, controlado por Vorcaro, entrou na mira das autoridades após apresentar crescimento acelerado no mercado financeiro. A instituição oferecia investimentos em CDBs (Certificado de Depósito Bancário) com rentabilidade acima da média, em uma estratégia associada a maior exposição a riscos.

R7

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