Política

CPMI do 8 de Janeiro aprova convocação de Mauro Cid, Anderson Torres, Augusto Heleno e Braga Netto; veja lista completa

Foto: CARLOS MOURA/SCO/STF

A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do 8 de Janeiro aprovou nesta terça-feira, 13, a convocação para depoimentos de Mauro Cid, ex-ajudante de ordens do ex-presidente Jair Bolsonaro, e do ex-ministro Anderson Torres.

Diferentemente de convidados, as pessoas que são convocadas a depor em uma CPI são obrigadas a comparecer ao colegiado. A data dos depoimentos ainda não foi marcada, mas, segundo a relatora da comissão, a senadora Eliziane Gama (PSD-MA), a tendência é que as audiências com os convocados comecem na próxima reunião da CPMI, na terça-feira (20). Anderson Torres deve ser o primeiro nome a ser ouvido.

Veja a lista completa:

• Adauto Lucio de Mesquita, empresário mencionado em relatório da PCDF, suspeito de ter coordenado o financiamento do acampamento no QG do Exército;
• Ailton Barros, militar da reserva que foi preso na operação da PF sobre fraudes em cartões de vacinação;
• Ainesten Espírito Santo Mascarenhas, empresário investigado por participação na depredação das sedes dos Três Poderes;
• Alan Diego dos Santos, condenado por ter tentado explodir uma bomba nas proximidades do Aeroporto Presidente Juscelino Kubitschek, em Brasília, em 24 de dezembro de 2022;
• Albert Alisson Gomes Mascarenhas, empresário que participou da depredação das sedes dos Três Poderes;
• Anderson Torres, ex-ministro da Justiça e ex-secretário de Segurança Pública do DF;
• Antônio Elcio Franco Filho, ex-número 2 da Saúde, investigado pela PF por ter tramado um suposto plano de golpe de Estado;
• Argino Bedin, empresário suspeito de ter financiado os atos de vandalismo;
• Augusto Heleno, ex-ministro da Justiça e Segurança Pública do Brasil e ex-ministro-chefe de Segurança Institucional;
• Diomar Pedrassani, empresário suspeito de ter financiado os atos extremistas;
• Edilson Antonio Piaia, produtor rural investigado pelo uso de caminhões para bloqueio de rodovias;
• Fernando de Souza Oliveira, ex-secretário executivo da Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal;
• Fábio Augusto Vieira, ex-comandante da Polícia Militar do Distrito Federal;
• George Washington de Oliveira Sousa, condenado por ter tentado explodir uma bomba nas proximidades do Aeroporto Presidente Juscelino Kubitschek, em Brasília, em 24 de dezembro de 2022;
• Gustavo Henrique Dutra de Menezes, ex-chefe do Comando Militar do Planalto (CMP);
• Jeferson Henrique Ribeiro Silveira, motorista acusado de participação na tentativa de atentado a bomba no Aeroporto de Brasília;
• Jorge Teixeira de Lima, coronel, ex-comandante do Departamento Operacional da PMDF;
• José Carlos Pedrassani, empresário suspeito de ter financiado os atos de vandalismo;
• Joveci Xavier de Andrade, empresário suspeito de ter financiado os atos de vandalismo;
• Júlio Danilo Souza Ferreira, ex-secretário de Segurança Pública do Distrito Federal;
• Leandro Pedrassani, empresário suspeito de ter financiado os atos de vandalismo;
• Leonardo de Castro, diretor de Combate à Corrupção e ao Crime Organizado da Polícia Civil do Distrito Federal;
• Marcelo Fernandes, delegado da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF);
• Mauro Cesar Barbosa Cid, tenente-coronel do Exército, preso na operação da PF que investiga o caso das joias sauditas dadas de presente à família Bolsonaro;
• Marília Ferreira de Alencar, ex-subsecretária de inteligência da Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal;
• Márcio Nunes de Oliveira, ex-delegado-geral da Polícia Federal;
• Milton Rodrigues Neves, delegado da Polícia Federal;
• Paulo José Ferreira de Sousa Bezerra, coronel da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) e ex-chefe interino do Departamento de Operações (DOP);
• Robson Cândido, delegado-geral da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF);
• Roberta Bedin, empresária suspeita de ter financiado os atos de vandalismo;
• Silvinei Vasques, ex-diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal;
• Valdir Pires Dantas Filho, perito da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF);
• Walter Braga Netto, ex-ministro da Defesa do governo Bolsonaro; e
• Wellington Macedo de Souza, blogueiro envolvido no episódio da tentativa de ataque a bomba no Aeroporto de Brasília.

R7

Opinião dos leitores

  1. Cadê o G. Dias, que graças aos vídeos dele, os petralhas tiverem que aceitar a CPMI? VAI SER MAIS UM CARLOS GABAS DOS RESPIRADORES? POR FALAR NISSO, CADÊ OS RESPIRADORES E OS RESPONSÁVEIS PELO ROUBO DO DINHEIRO?

  2. E o general Gonçalves Dias, que estava no Palácio exatamente no dia 08/01, e abriu as portas das salas??

    1. O G. Dias além de conivente, ainda falsificou relatório. Como um cara desses não tá na lista de convocados? Acaba essa porcaria de CPMI! Ou vão usar pra fazer política contra Bolsonaro? Tá muito feio. Jogar com trapaça fica feio. Tá muito claro pra nação.

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Geral

Por que Lula está tão irritado com envolvimento de Toffoli no Master

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

A irritação demonstrada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva com o envolvimento de ministros do Supremo Tribunal Federal no caso do Banco Master tem origem em um fator central: o risco de enfraquecimento institucional da Corte. Nos bastidores, aliados relatam que Lula vê com grande preocupação as revelações sobre relações consideradas pouco ortodoxas envolvendo os ministros Dias Toffoli e Alexandre de Moraes, que passaram a alimentar novos ataques ao Judiciário.

A informação é do colunista Igor Gadelha, do Metrópoles. Para o presidente, a exposição do Supremo em meio a uma crise financeira dessa magnitude corrói a credibilidade do tribunal e compromete sua autoridade. O incômodo é ainda maior porque, sem maioria sólida no Congresso Nacional, Lula enxerga o STF como peça-chave para a governabilidade e para a sustentação institucional do seu terceiro mandato. Um Supremo fragilizado, na avaliação do Planalto, reduz a capacidade de resposta do Estado diante de crises políticas e institucionais.

Além disso, o Judiciário é visto pelo presidente como um pilar na contenção de avanços autoritários e na defesa do Estado Democrático de Direito. Qualquer suspeita envolvendo ministros, portanto, atinge diretamente essa função estratégica. A leitura no entorno de Lula é que o desgaste público abre espaço para questionamentos não apenas sobre condutas individuais, mas também sobre decisões judiciais como um todo.

Aliados do presidente avaliam que, quando a integridade do sistema de Justiça entra em xeque, o respeito às decisões do Judiciário também fica ameaçado. É esse risco institucional — mais do que o aspecto político imediato — que explica o crescente desconforto de Lula com os desdobramentos do caso Banco Master dentro do Supremo.

Com informações do Metrópoles

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Política

Desgaste de governadores do Nordeste acende alerta máximo no PT para 2026

Foto: Jerônimo Rodrigues no Instagram, Pedro Ladeira/Folhapress, Ronny Santos/Folhapress

O Partido dos Trabalhadores vive um momento de apreensão no Nordeste, região que historicamente sustenta suas vitórias eleitorais. O desempenho considerado fraco de governadores petistas na Bahia, Ceará, Rio Grande do Norte e Piauí tem preocupado a cúpula do partido, que já discute estratégias para evitar perdas decisivas nas eleições de 2026. A avaliação é de que a queda de popularidade nos estados ameaça diretamente o projeto de reeleição do presidente Lula.

Os números de 2022 ajudam a dimensionar o tamanho do risco. No Nordeste, Lula abriu vantagem de cerca de 12 milhões de votos sobre Jair Bolsonaro, enquanto no cenário nacional a diferença foi de apenas 2,1 milhões. Só a Bahia garantiu mais de 3 milhões de votos de frente, o que reforça a dependência eleitoral do PT em relação à região. Internamente, a pergunta que guia as articulações é como manter essa margem em um cenário de desgaste das gestões estaduais.

O Ceará virou um dos principais focos de atenção. A baixa aprovação do governador Elmano de Freitas levou o partido a acionar o ministro da Educação, Camilo Santana, que deve se desincompatibilizar do cargo para ficar apto a disputar o governo, caso seja necessário. Embora o discurso oficial ainda seja de apoio à reeleição de Elmano, a movimentação é vista como um plano alternativo diante da possibilidade de fortalecimento da oposição, liderada por Ciro Gomes.

Na Bahia, o quadro também preocupa. O governador Jerônimo Rodrigues enfrenta avaliações negativas, especialmente por causa da violência no estado, abrindo espaço para uma disputa mais equilibrada em 2026. Diante desse cenário, o governo federal aposta em medidas de forte impacto social no Nordeste, como a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil, o vale-gás e outros programas sociais, numa tentativa de conter o desgaste político e preservar o principal reduto eleitoral do PT.

Com informações da CNN

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Política

Lula confirma ida a Washington e acena a Trump com agenda pragmática

Foto: Ricardo Stuckert / PR

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva confirmou que viajará a Washington para um encontro com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, após uma conversa telefônica mantida entre os dois na manhã desta segunda-feira (26). A visita deve ocorrer depois das viagens já programadas do chefe do Executivo brasileiro à Índia e à Coreia do Sul, com data ainda a ser definida pelas equipes diplomáticas dos dois países.

Durante a ligação, que durou cerca de 50 minutos, Lula sugeriu a inclusão da Palestina no chamado Conselho da Paz, iniciativa criada por Trump, defendendo que o grupo tenha foco restrito na Faixa de Gaza para ganhar legitimidade internacional. Ao mesmo tempo, o presidente brasileiro reiterou sua posição histórica a favor de uma reforma ampla da ONU, com a ampliação do Conselho de Segurança para torná-lo mais representativo da atual ordem global.

Segundo o Palácio do Planalto, o diálogo também avançou sobre temas econômicos e comerciais. Ambos destacaram indicadores positivos das economias brasileira e norte-americana e celebraram a redução de tarifas impostas a produtos brasileiros, após um período de tensões no comércio bilateral. Lula ainda apresentou uma proposta de cooperação com os EUA no combate ao crime organizado, envolvendo lavagem de dinheiro, tráfico de armas e troca de informações financeiras, recebida de forma positiva por Trump.

Para analistas, a conversa sinaliza uma guinada pragmática da diplomacia brasileira. A avaliação é de que Lula busca preservar interesses econômicos estratégicos, mesmo diante de divergências políticas, posicionando o Brasil como interlocutor relevante entre Washington e o Sul Global em um cenário de enfraquecimento do multilateralismo tradicional.

Com informações do Correio Braziliense

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Geral

Master comprou R$ 6,7 bilhões de carteiras podres, não pagou nada e vendeu por R$ 12,2 bilhões ao BRB

Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

O depoimento de Daniel Vorcaro à Polícia Federal escancara as distorções da operação envolvendo o Banco Master, a empresa Tirreno e o BRB. Segundo o próprio banqueiro, o Master acertou a compra de carteiras de crédito avaliadas em R$ 6,7 bilhões, mas nunca efetuou qualquer pagamento. Ainda assim, os mesmos papéis foram revendidos quase imediatamente ao BRB por R$ 12,2 bilhões, valor que entrou integralmente nos cofres do Master.

Ao tentar justificar a negociação com a Tirreno — uma empresa recém-criada e sem histórico financeiro — Vorcaro afirmou que a confiança vinha, na verdade, de uma suposta ligação com a Cartos, empresa experiente no setor. A explicação, porém, foi desmontada durante a oitiva: a Cartos negou ter originado os créditos, a Tirreno nunca movimentou recursos e o Master admitiu que não repassou nenhum valor, mesmo após receber bilhões do BRB.

A situação se agravou quando Vorcaro reconheceu que o dinheiro pago pelo banco público “ficou dentro do Master” e que não sabe explicar a real origem das carteiras vendidas. Apesar da ausência de documentação, o banqueiro confirmou que seguiu negociando novos contratos com a Tirreno, elevando a operação para cifras ainda maiores, mesmo após alertas internos e questionamentos do Banco Central.

O depoimento também indica que o BRB tinha conhecimento das inconsistências nos papéis, mas continuou adquirindo ativos do Master, que posteriormente substituiu créditos de alta liquidez por outros de menor valor e retorno. Para investigadores, o conjunto das declarações reforça indícios de uma engenharia financeira caótica, sem lastro claro, e amplia o foco das apurações sobre a responsabilidade das instituições envolvidas.

Com informações do Metrópoles

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Geral

VÍDEO: Irmão de Bolsonaro é “roubado” na Mega da Virada e solta o verbo: “Não existe coisa pior”

Imagens: Reprodução/Instagram

Renato Bolsonaro, irmão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), teve uma surpresa desagradável ao tentar receber seu prêmio da Mega da Virada: R$ 216,76. Segundo ele, outra pessoa já havia sacado o valor, mesmo com o volante e o cartão em mãos. “A atendente mostrou que já tinha sido pago”, relatou.

O episódio deixou Renato indignado e levantou dúvidas sobre a credibilidade dos sorteios da Caixa Econômica Federal. Ele questionou a situação: “Uma dúvida que paira agora sobre uma instituição tão séria é: será que está acontecendo alguma coisa?”.

Foto: Reprodução/Instagram

O irmão do ex-presidente lembrou ainda os atrasos no sorteio da Mega da Virada, que passou do dia 31 de dezembro para 1º de janeiro por causa do grande volume de apostas.

Renato criticou a falta de transparência e comparou com escândalos do passado. “Depois de tantos escândalos, Mensalão, Banco Master, INSS que já vivemos que roubavam dinheiro, agora essa suspeita forte sobre os jogos oficiais no Brasil”.

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Política

VÍDEO: “É muito bom vê-los aqui”, diz Netanyahu sobre Eduardo e Flávio Bolsonaro

Imagens: Reprodução/X

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, não poupou elogios aos irmãos Bolsonaro durante a abertura da conferência internacional de combate ao antissemitismo em Jerusalém, nesta segunda-feira (26). “É muito bom vê-los aqui”, disse, destacando o ex-deputado federal Eduardo (PL-SP) e o senador Flávio (PL-RJ) e reforçando a presença brasileira no evento.

Flávio Bolsonaro, pré-candidato à Presidência, reagiu nas redes sociais, agradecendo o convite e exaltando o encontro com Netanyahu. “Fico grato por participar de um evento tão relevante ao lado de pessoas de bem, como o primeiro-ministro de Israel”, afirmou.

Eduardo também fez questão de reforçar a parceria com Israel e mencionou o ministro da Diáspora e Combate ao Antissemitismo, Amichai Chikli. Aproveitou ainda para reforçar o nome do irmão na corrida presidencial: “Nosso compromisso é combater o antissemitismo. E, se Deus quiser, com mais ferramentas a partir de 5/JAN/2027. Deus os abençoe, ‘toda rabah’!”, declarou.

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Política

Jaques Wagner confirma que indicou Ricardo Lewandowski para assessoria jurídica do Banco Master e nega indicação de Guido Mantega

Imagens: Reprodução

O senador Jaques Wagner, líder do governo no Senado, confirmou que indicou o ex-ministro do STF Ricardo Lewandowski para atuar como consultor jurídico do Banco Master. O contrato, fechado em agosto de 2023, rendeu cerca de R$ 6,5 milhões ao escritório da família Lewandowski, sendo R$ 5,25 milhões pagos após Lewandowski assumir o Ministério da Justiça em janeiro de 2024.

Segundo Wagner, ele “foi consultado sobre um bom jurista e lembrou de Ricardo Lewandowski”, mas não participou da indicação do ex-ministro da Fazenda Guido Mantega, que teria recebido contrato ainda mais polpudo de R$ 1 milhão por mês para ajudar na venda do banco para o BRB. No caso de Lewandowski, a direção do Master decidiu contratar após a sugestão de Wagner.

O vínculo com o Master se manteve por quase dois anos, mesmo após Lewandowski deixar a sociedade do escritório de advocacia — formalmente em janeiro de 2024 —, deixando os filhos Enrique e Yara à frente da firma. O contrato previa “consultoria jurídica e institucional de caráter estratégico”, mas os pagamentos continuaram enquanto Lewandowski já ocupava cargo no governo federal.

O caso evidencia a conexão do PT com negócios privados na Bahia, onde Wagner mantém relações com o ex-CEO do Master, Augusto Ferreira Lima, criador do cartão Credcesta, voltado a servidores públicos. O negócio prosperou sob governos petistas, consolidando uma rede de influência que atravessa setor público e privado.

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Política

Senado recebe 1º pedido de impeachment de Moraes por contrato milionário da esposa

Foto: Hugo Barreto/Metrópoles

O Senado recebeu o primeiro pedido de impeachment contra o ministro do STF Alexandre de Moraes relacionado ao caso do Banco Master. A denúncia foi protocolada por um cidadão comum e aponta um contrato milionário do escritório da esposa do ministro, Viviane Barci, com o banco, avaliado em R$ 129 milhões.

O documento também cita reportagem revelando que o casal Moraes comprou uma mansão em Brasília por R$ 12 milhões. Segundo o autor, a conduta configura “conflito de interesses grave e manifesto”, além de violar deveres de decoro e moralidade, e se enquadraria como “enriquecimento ilícito por meio de familiar”.

Apesar do impacto da denúncia, o pedido tem poucas chances de avançar enquanto Davi Alcolumbre (União-AP) presidir o Senado. O parlamentar já declarou que não abrirá processo de impeachment contra ministros do STF, mesmo que haja apoio de 80 senadores.

O caso coloca Moraes sob novo foco de críticas e reforça a pressão sobre o Supremo, enquanto aliados de direita e bolsonaristas seguem atentos a cada movimentação do tribunal.

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Economia

DÉFICIT RECORDE: Brasil perde US$ 68,8 bilhões e afunda contas externas em 11 anos

Foto: Reprodução

O Brasil encerrou 2025 com o maior déficit em contas externas dos últimos 11 anos: US$ 68,8 bilhões, ou 3,02% do PIB, segundo o Banco Central.

O resultado superou os US$ 66,2 bilhões de 2024 e mostra que o país continua enviando mais dinheiro para o exterior do que recebe, alimentando um cenário econômico preocupante.

O balanço do ano passado reflete o desempenho da balança comercial e das transações financeiras internacionais.

Apesar de as exportações terem crescido 3,2%, somando US$ 350,9 bilhões, as importações avançaram 6,2% e chegaram a US$ 290,9 bilhões, reduzindo o superávit comercial para US$ 60 bilhões, quase 9% abaixo de 2024.

Investimentos estrangeiros diretos cresceram 4,8%, atingindo US$ 77,7 bilhões, mas ainda houve saídas líquidas de US$ 5,2 bilhões só em dezembro.

Já as reservas internacionais do país fecharam 2025 em US$ 358,2 bilhões, alta de US$ 28,5 bilhões, garantindo algum colchão contra crises externas, mas sem alterar a vulnerabilidade econômica gerada pelo déficit histórico.

O alerta do BC é claro: o país continua gastando mais do que arrecada do exterior. Em linguagem simples, isso significa que cada vez mais recursos saem do Brasil para financiar outros países.

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Política

Quem mandava no consignado do Master era sócio ligado ao PT

Foto: Reprodução

A Polícia Federal ouviu Daniel Vorcaro, ex-presidente do Master, mas parece que alguns detalhes essenciais ficaram de fora. Vorcaro confirmou que, embora tomasse as decisões finais, não operava diretamente a área de crédito consignado. Quem comandava de fato o setor era Augusto Lima, empresário ligado ao PT da Bahia desde 2019.

Segundo Vorcaro, Lima trouxe uma equipe própria para tocar as originações dos créditos, especialmente o produto CredCesta, que se tornou metade do lucro do Master e chegou a 160 municípios em 20 estados, segundo informações do CCEPonline. “Ele que tocava essa área do consignado”, admitiu o banqueiro, sem conseguir detalhar as operações diárias.

Mesmo com informações cruciais sobre o ex-sócio petista — responsável por levar para o Master empresas que geraram carteiras sem lastro negociadas com o BRB — a PF não aprofundou a atuação de Lima. Vorcaro disse ainda que teve contato direto com Henrique Peretto, ligado às empresas Tirreno e Cartos, apenas quando o negócio começou a ser desfeito.

O episódio deixa claro por que o PT evitou a CPMI do Master: a gestão do consignado, que movimentou milhões, estava na mão de aliados do partido, enquanto Vorcaro operava apenas de cima, sem se envolver na rotina. A investigação, até aqui, parece ter ignorado justamente o nó central da questão.

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