Cidades

“Dar fuzil a alguém pode ser normal no Iraque, que vive em guerra”, diz Styvenson

O senador potiguar Styvenson Valetim (Podemos) criticou o decreto do presidente Jair Bolsonaro que facilita o porte de armas. O texto foi derrubado no plenário do Senado na última terça-feira, 18.

O parlamentar argumentou, durante o programa “Manhã Agora”, da rádio Agora FM, que não é contrário ao texto em si, mas à forma como ele foi apresentado. O senador, que também é oficial da Polícia Militar, contudo, diz ser contra o aumento do calibre permitido no texto, bem como da redução dos exames para obtenção do porte.

Mudanças no decreto das armas

“O presidente saiu do Palácio do Planalto e levou em mãos um projeto de lei que modificava o Código de Trânsito Brasileiro, que já está sendo muito ventilado e discutido dentro do Senado e da Câmara. Segundo a Constituição, ele pode fazer essas mudanças que ele quer fazer, por uma lei federal. Isso não aconteceu com o caso do decreto [das armas], que é uma lei também, a lei 10.826 de 2003. Houve, querendo ou não, no decreto, muitas modificações em vários itens e critérios. Ele modificou muito o Estatuto do Desarmamento. Uma delas foi no artigo sexto do Estatuto do Desarmamento, que fala sobre a limitação ou proibição do porte de armas no território nacional. Uma das mudanças foi sobre isso. Ele [presidente Bolsonaro] modificou esse artigo e deu porte para pessoas, aliás, para categorias. Existiam categorias dentro da lei que poderiam em ocasiões utilizar arma de fogo sem o critério da efetiva necessidade. Essa obrigatoriedade da necessidade foi retirada pelo decreto”.

Críticas ao Estatuto

“Minhas críticas são à forma que foi colocado, não ao conteúdo. Com relação ao conteúdo, todo o decreto poderia ser transformado em projeto de lei. Até tem um em andamento na Câmara [dos Deputados], mas cabe ao parlamentar e até ao próprio presidente usar sua influência para que ande rápido o projeto. Tenho vários exemplos em quatro meses do que é ver um projeto andar rápido. Eu fui relator do projeto de lei complementar (PLC) 37, da nova política de drogas, que estava parado há seis anos no Senado. Em 2010 saiu da Câmara. Em 2013, chegou no Senado e ficou parado recebendo mais de 20 emendas, congelado. Quando foi dada a oportunidade ao senador Major Olímpio (PSL/SP) para ele relatar, ele recusou. Chegou a mim esta oportunidade, e eu acreditei no projeto. De fato, essa foi uma vantagem de estar em muitos projetos. Fui relator em várias comissões, e isso torna mais fácil. Acabo dominando o assunto desde a primeira comissão e vou dominando em outras comissões temáticas do Senado até chegar em plenário. E quando chega lá, já está tudo resolvido, pois já tinha esgotado todas as discussões durante as outras comissões. Não sou contra o Estatuto do Desarmamento. Nunca fui contra dar esse direito às pessoas. Sou contra critérios que o decreto retirou. O teste psicológico periódico foi retirado. Ficou apenas o teste de mira. O teste médico que ficou não é claro o que desejam. Foi retirada também a ‘efetiva necessidade’ e colocou o risco da profissão no decreto. Não estou sendo contra o povo. Jurei obedecer a Constituição desde que assumi”.

Pressa na aprovação

“Entendo o que o presidente Jair Bolsonaro quer com o decreto: é pressa e vontade de querer fazer. Talvez, com o projeto de lei, fosse lento. Entendo também as pessoas. Elas têm pressa na aquisição e nessa modificação no Estatuto do Desarmamento. O presidente utiliza e utilizou das redes sociais para obter a votação que desejava. Se eu tivesse uma oportunidade de falar com presidente hoje, eu o diria para pegarmos o decreto e transformá-lo em projeto de lei e o pediria para solicitar urgência através das redes sociais, solicitar urgência para o senador Davi Alcolumbre (DEM-AP), para o deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ), e pedir prioridade nas tramitações e comissões”.

Disputas entre executivo e legislativo

“Vamos dividir as coisas. Fui contra o decreto do presidente Jair Bolsonaro. Estamos falando de uma formalidade legal constitucional. Faz parte das atribuições do presidente, das atribuições do parlamento… Alterações de lei não são feitas por decreto. Decretos regulamentam. O parlamento não pode exorbitar o poder do presidente ou de Justiça. São três poderes independentes. A discussão naquele momento era sobre a forma. Mas alguns colegas senadores sobem em tribuna para fazer discursos ideológicos. Aproveitam o momento para inflamar a população”.

Permissões do Estatuto

“Cada senador em comissões oferece uma emenda ao projeto de lei. Não gosto no Estatuto do Desarmamento, mas, por exemplo, (com o decreto) armas de calibres maiores sairiam do uso restrito para o permitido. Aumentaram o calibre e aumentaram o número de munições de 50 unidades para cinco mil. Se é razoável ou não uma pessoa ter cinco mil munições, a discussão ainda não chegou neste ponto. A discussão sempre foi que o decreto mudou a lei que já existe, e isso é inconstitucional. O Estatuto do Desarmamento inclui agentes públicos ativos e inativos da Agência Brasileira de Inteligência (Abin). Anteriormente, os portes dos agentes eram restritos apenas para operacionais, quem trabalhava em operações. A flexibilização do decreto inclui qualquer funcionário dela. Agentes públicos da administração penitenciária anteriormente só era liberado para quem fazia guarda prisional. Nós estamos discutindo leis. Eu acho meritório que todo mundo que tenha prática, capacidade psicológica e médica, que também passem por periódicos exames toxicológicos”.

Porte de armas

“Não sou contra dar o direito do porte de armas. Tem que ter critérios, cautela, restrições e cuidado. Dar um fuzil para alguém pode ser normal no Iraque ou em Israel, que vivem em guerra. Não é pelo fato de o vagabundo ter um fuzil que eu tenho que ter também. Vagabundos vivem à margem da lei. Eles não respeitam nada e, se ofender um cidadão de bem, tem que ser preso para ser reeducado e reintegrado à sociedade. Se atirar na polícia, eu como policial sei o que faço. O policial não precisa temer suas garantias, que estão presentes no Código Penal”.

 

Agora RN

Opinião dos leitores

  1. Que lindo! O RN é a Suíça brasileira e eu não sabia. O detalhe é que na Suíça os cidadãos de bem tem direito à posse e ao porte de armas e o nível de criminalidade é baixíssimo. Já no RN…

  2. Pobre RN, tem uma representação federal mais fraca dos últimos tempos. Na Câmara Federal é uma lastima, tem deputada que só sabe subir em palanque do MST, gritar Lula Livre e viva Marielle e só. Os outros se vc perguntar a população quem são , não vão saber. No Senado só tem assombração, tem a esposa de um ex-prefeito, um forasteiro que só faz atrapalhar e tem Valentim, que esta igual a carro novo que é lançado pela primeira vez no mercado, fica a duvida se vai prestar ou não. Esta russo

  3. O bom, o bacana capitão senador é bandido com fuzil e o povo de bem sem nada né? Que tal o Sr arrumar um jeito pra aprovar um projeto que libere nem que seja uma baladeira, estilingue, a quela que moleque ruim mata passarinho sabe? Pronto cidadão de bem não pode andar armado, anda com uma baladeira e um bisaco cheio de pedrinhas.

  4. Senador, vc ser contra o projeto é o mesmo que um diabético ser contra medicação, e andar com a rapadura no bolso. Já falei e volto a repetir, vc não tem credibilidade alguma.
    # trocasse senadores do RN por qualquer coisa.

  5. Boa Senador, não votei em vc, mas gostei da atitude!

    OBS) quanto ódio nos comentários dos "cidadãos de bem"…

  6. O desconhecimento dos números da violência urbana pelo ilustre ignorante entrevistado é incrivel! Já vivemos em guerra! A diferença seria, no máximo da interpretação, o fato de que numa guerra, AINDA há uma chance de defesa. Na guerra brasileira, hoje, as pessoas morrem como cordeiros…

  7. O futuro do RN seria mais promissor (ou menos nefasto, para ser sincero) sem a atividade de nenhum senador, do que com os Três Patetas que tem atualmente.

  8. Alguém viu no decreto dizendo que o estado vai da arma pra alguém? Por que não vir isso não. Parece ate que este senador de um mandato não lei o decreto .

  9. Tenho uma tia, casada com um suíço, e quando serviu o exército recebeu o fuzil quando saiu do serviço militar.

  10. ESSE DAÍ É O CIDADÃO QUE ABRIU SELEÇÃO PARA SUA ASSESSORIA E NÃO CONTRATOU NENHUM QUE PARTICIPOU DELA?
    KKKKKKKKKKKKkkkkkkkkkk
    estamos de olho senador

  11. Concordo você ter posse de armas em casa, fazendas, escritórios, comércios e etc… Mas nunca andar portando armas.
    Acredito ser mais fácil desarmar o bandido, do que armar a população. Agora nossos governantes são todos fracos.

    1. Boa, também acho, deixar a população andar a armada, é transferir o dever do Estado para o povo, quem tem que cuidar da segurança é o poder público, pagamos nossos impostos para isso.

  12. Esse nunca me enganou, arrogante, prepotente, e agora igual a todos os políticos, na campanha diz uma coisa e depois de eleito faz outra.

  13. Não votei no Styvenson, mas não posso deIxar de registrar meu aplauso para seu posicionamento SENSATO sobre o porte de armas. Se militar, profissionar treinado, morre em assalto… imagine o cidadão comum. Parabéns, Styvenson.

  14. SENADOR DE UM MANDATO SO ME ENGANEI TENHO CULPA PQ VOTEI NESSE PAVÃO MISTERIOSO CONCORDO COM O COLEGA AI QUE FALOU N TEMOS SENADORES ELES TEM SEGURANÇA PAGA POR NOS E ESSE PIOR QUE É UM CAPITAO MAIS OITO ANO PASSA LIGEIRO E TCAHU PENA QUE VAI FICAR MAMANDO NASTETAS DO SENADO ETERNAMENTE.RESUMINDO O QUE GOSTA MESMO E DE APARECER…

  15. Desculpe,mas ele nunca foi polícia. Qual o bandido que ele perdeu?
    Ele foi simplesmente um guarda de trânsito e nunca soube nada de arma.

  16. "Pela postura em defesa da vida e da cidadania"?
    Só se for a dele que anda com seguranças pagos por nós que estamos morrendo no meio da rua, dentro de casa, nas escolas…mesmo sem a liberação.
    Estão torcendo para o povo morrer e essa cambada de corruptos tomar conta do país feito ratos, de novo.

  17. O Sr. Senador Valentim esquece que, no Brasil, hoje, mata-se, por ano, muito mais que o Iraque. Portanto, embora neguemos, temos, sim, no Brasil uma guerra.

  18. Prender quem bebeu é muito fácil (não estou criticando no mérito a lei seca, muito pelo contrário) mas como policial nunca prendeu um bandido nem colocou o dele na reta. Enganou a todos nós posando de xerife e usou de estelionato eleitoral quando defendeu o armamento e votou contra. A grande maioria que o elegeu outorgou uma procuração para representá-la no que ele se propôs, portanto ele é um grande traidor.

  19. o questão é simples: ESSE GUARDA DE TRÂNSITO É BURRO.
    BURRO IGUAL A UMA PORTA.
    E como todo burro, adaptou-se rapidamente ao sistema…
    Quer o rito eterno de várias comissões que não resolvem nada e….ao final, q o presidente vá pedir para os nobres deputados aprovarem o projeto.
    EM TROCA DE Q??????
    Mais um burocrata idiota q não percebe o motivo pelo qual foi eleito.

  20. Esse boneco de Olinda …é um APARECILDO , adora holofotes, esse quando abre a geladeira acha que é um flash de câmera fotográfica e faz pose , não passa de um fantoche do sogro que o elegeu

  21. SENADORZINHO DE UM MANDATO SÓ…….FEZ SUA CAMPANHA FALANDO DO PORTE DE ARMA E AGORA VOTA CONTRA…… TRAÍRA. NUNCA TEVE E NUNCA TERÁ MEU VOTO.

  22. Parabéns senador, pela postura em defesa da vida e da cidadania. O Brasileiro não tem cultura, educação e muito pior uma legislação dura que combata os excessos provocados pelo mal uso de armas. É uma insanidade liberar armas pesadas e mais de 5.000 munições para porte e posse para mais 20 categorias. O porte de armas é muito diferente da posse, criaremos milícias armadas e descontroladas, já temos milhares. O Decreto deve ser aprimorado para a posse ( casa e trabalho) , para algumas categorias…

    1. Concordo plenamente com seu comentário! Parabéns pela sua inteligência e sensatez, ao contrário dos demais infelizes comentários retro.

  23. Essa artista Senador! esquece que se elegeu Senador usando a bandeira da moralidade, segurando a Lei Seca como seu maior trunfo, inclusive aparecendo em programa nacional de televisão da Rede Globo, seus passos no senado federal são totalmente diferente do que defendeu em sua campanha, mais uma vez o povo do nosso Rio Grande do Norte foi enganado, um oportunista que deveria estar na Globo como artista de telenovela!

  24. Alguém precisa avisar a esse "senador nada" que até mesmo esses fuzis que ele citou são permitidos em países como EUA e Suíça. E o decreto que ele está ajudando a derrubar trata de muito mais do que fuzis. Esse sujeito enganou o seu eleitorado (eu não faço parte). Antes da eleição, dizia ser a favor de armas para o cidadão de bem. Não passa de mais um embuste político. E o povo do RN não aprende mesmo a votar. Agora, aguentem.

  25. Esse nunca me enganou. Pavão autoritário, incompetente e sem qq compromisso com o povo que o elegeu. Cada vez mais fica evidente que o seu objetivo é apenas "se dar bem". Não carrego a culpa de ter eleito esse "zero à esquerda". Aliás, o RN parece não ter senador. Os 3 que estão por lá se nivelam em insignificância.

    1. Tais reclamando de que, já que você não votou nele.

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Geral

Janja articulou doação de R$ 2,5 milhões de empresário para escola de samba que homenageou Lula e foi rebaixada

Foto: Ricardo Stuckert

Só de um empresário do setor de mineração de Minas Gerais, Janja pessoalmente conseguiu captar R$ 2,5 milhões para que a Acadêmicos de Niterói produzisse o desfile que homenageou o presidente Lula. Mesmo com o aporte financeiro, a escola de samba terminou em último lugar, sendo rebaixada do Grupo Especial do Carnaval do Rio de Janeiro, especialmente pelas notas obtidas nos quesitos fantasias, alegorias e enredo.

A informação sobre o valor captado por Janja é o jornalista Lauro Jardim, no jornal O Globo, que ironizou o fato com um questionamento: “Como negar um pedido da primeira-dama para uma causa tão nobre?”

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Geral

VÍDEO: Iranianos aplaudem ataques dos EUA e de Israel contra instalações ligadas ao regime


Imagens: Instagram/Hoje no Mundo Militar

Moradores do Irã foram registrados aplaudindo e comemorando os ataques aéreos realizados pelos Estados Unidos e por Israel contra instalações ligadas ao regime iraniano em Teerã. As imagens e relatos que circulam nas redes sociais indicam manifestações espontâneas de apoio às ações.

Desde o início dos ataques, até a confirmação da morte do então líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, diversas manifestações da população iraniana celebrando a queda do regime foram registradas e divulgadas nas redes sociais.

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Geral

Trump fala em ataques sem precedentes caso haja retaliação do Irã: “Melhor que não façam isso”

Foto: Anadolu via Getty Images

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, advertiu o Irã neste domingo (1º) contra novos ataques, após a ofensiva dos EUA e de Israel que matou o líder supremo iraniano, Ali Khamenei. Em publicação na Truth Social, Trump afirmou que, se Teerã avançar, será atingido com “uma força nunca antes vista” e deu o recado: “Melhor que não façam isso”

A ameaça veio após a resposta iraniana aos ataques iniciais de sábado, com o lançamento de centenas de mísseis e drones contra alvos americanos e israelenses, além de países árabes aliados a Washington. O movimento provocou cancelamentos generalizados de voos no Oriente Médio.

As Forças Armadas israelenses informaram que detectaram novos mísseis disparados do Irã neste domingo, com sirenes acionadas no centro do país e alertas para a população buscar abrigo. Explosões também foram registradas em Dubai e Doha pelo segundo dia seguido.

No Bahrein, sirenes foram acionadas e autoridades pediram calma à população. Imagens geolocalizadas mostraram fumaça no aeroporto de Erbil, no norte do Iraque, onde também foram ouvidas explosões.

Teerã afirmou que os ataques a países vizinhos são retaliação direta às ofensivas dos EUA e de Israel e reiterou que continuará mirando bases americanas na região.

Opinião dos leitores

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Geral

SAMER AGI: ‘É a segunda vez, em 2026, que o governo brasileiro defende ditadores sob o pretexto de defender soberanias’

 

Ver essa foto no Instagram

 

Um post compartilhado por Samer Agi (@sameragi)

O professor, advogado e ex-juiz Samer Agi fez duras críticas à postura do governo Lula em defender o regime iraniano sob o pretexto de defender soberanias, assim como fez recentemente após a operação dos EUA na Venezuela que terminou com a captura e prisão do ditador Nicolás Maduro.

Samer disse que a soberania é popular. E assim como aconteceu na Venezuela após a prisão de Maduro, a população do Irã foi às ruas e comemorou o fim da era sob o regime do aiatolá Ali Khamenei.

Em publicação no Instagram, Samer ressaltou ainda que não precisa admirar Trump ou Netanyahu para celebrar a queda de um regime que ‘esmaga mulheres, liberades e dignidades.

Leia a íntegra da publicação de Samer Agi:

É a segunda vez, em 2026, que o governo brasileiro defende ditadores sob o pretexto de defender soberanias.

A soberania é popular. E os iranianos, em festa, nos mostram que eles se sentem um pouco mais soberanos agora.

Eu não preciso admirar Trump para comemorar a queda de um regime que esmaga mulheres, liberdades e dignidades.

Nem aplaudir Netanyahu para aplaudir a impossibilidade de uma bomba por um país que tem a missão de destruir outro.

Deixar um povo ser esmagado em nome da soberania não é respeito a um Estado, mas convivência com o crime.

Aos governistas, deixo sugestão: se não puderem elogiar a queda de um homem mau, calem-se.
Os brasileiros de bem agradecem.

Samer Agi

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Geral

RN tem 3ª maior taxa de estupro de vulnerável no Nordeste, o equivalente a três vítimas por dia

Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

O Rio Grande do Norte ocupa a terceira posição no Nordeste em incidência de estupro de vulnerável. Em 2025, o estado registrou 28,68 casos por 100 mil habitantes, acima da média regional (23,96) e da nacional (27,7). Em números absolutos, foram 991 casos, o equivalente a três vítimas por dia, segundo o Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública, do Ministério da Justiça e Segurança Pública.

Na região, apenas Sergipe e Piauí tiveram taxas maiores. Apesar disso, o RN apresentou o menor crescimento de registros no Nordeste em relação a 2024 (0,92%), enquanto o Brasil teve leve queda (-0,38%).

Especialistas alertam que a subnotificação ainda é um desafio. Pesquisadores da Universidade Federal do Rio Grande do Norte apontam que fatores como grandes eventos e atividades econômicas específicas podem influenciar a violência contra crianças e adolescentes. Por outro lado, o aumento de registros também pode refletir maior capacidade de denúncia.

O crime envolve atos sexuais com menores de 14 anos ou pessoas sem discernimento ou resistência. Desde 2017, o Superior Tribunal de Justiça considera irrelevante qualquer alegação de consentimento ou relacionamento.

Atualmente, o RN conta com três delegacias especializadas (Natal, Parnamirim e Mossoró). Especialistas defendem a ampliação da rede para evitar subnotificação e revitimização no atendimento.

Números (estupro de vulnerável) – Nordeste

  • Alagoas
    643 – 19,96 por 100 mil
  • Bahia
    3.940 – 26,49 por 100 mil
  • Ceará
    1.569 – 16,93 por 100 mil
  • Maranhão
    1.687 – 24,04 por 100 mil
  • Paraíba
    1.081 – 25,96 por 100 mil
  • Pernambuco
    1.733 – 18,12 por 100 mil
  • Piauí
    1.223 – 36,13 por 100 mil
  • Rio Grande do Norte
    991 – 28,68 por 100 mil
  • Sergipe
    849 – 36,92 por 100 mil

Com informações de Tribuna do Norte

Opinião dos leitores

  1. Onde tem esquerda e população que recebe Auxílios e bolsas maior que números de trabalhadores com carteira assinadas, tem os piores índices do que não presta.

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Política

Direita convoca atos contra Lula, Moraes e Toffoli em várias capitais neste domingo (1º)

Foto: Beto Barata/PL

Grupos e lideranças da direita articulam manifestações em diversas cidades do país neste domingo (1º), com críticas ao presidente Lula e a ministros do Supremo Tribunal Federal. A mobilização, batizada de “Acorda, Brasil”, deve reunir apoiadores em capitais como Belo Horizonte e São Paulo, em um movimento que também projeta o cenário eleitoral de outubro.

O ato foi impulsionado pelo deputado Nikolas Ferreira, que confirmou presença na concentração marcada para as 10h, na Praça da Liberdade, em Belo Horizonte, antes de seguir para São Paulo. A convocação ocorre após o parlamentar liderar uma caminhada de 250 quilômetros entre Paracatu (MG) e Brasília em protesto contra a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Na capital paulista, são esperadas participações do senador Flávio Bolsonaro e dos governadores Romeu Zema e Ronaldo Caiado, apontados como nomes que buscam dialogar com o eleitorado conservador.

Além de Lula, os protestos também miram o ministro Alexandre de Moraes e o ministro Dias Toffoli, com críticas à atuação da Corte em casos recentes, incluindo desdobramentos envolvendo o Banco Master.

Com informações da Itatiaia

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Mundo

Especialista afirma que capacidade militar do Irã segue forte após ofensiva

Foto: Official President website/Handout via Reuters

O Irã mantém praticamente intacta sua capacidade militar mesmo após recentes ataques atribuídos a Israel e aos Estados Unidos, segundo análise do professor Ronaldo Carmona, da Escola Superior de Guerra, em entrevista à CNN Brasil. Para ele, o país persa possui Forças Armadas relevantes e um dos programas de mísseis mais desenvolvidos da região.

Carmona destacou que Teerã se preparou ao longo dos anos para um eventual confronto direto, investindo em bases subterrâneas e estruturas capazes de resistir a bombardeios sofisticados. Segundo o especialista, parte dos lançadores e mísseis de grande porte pode estar oculta e pronta para uso em defesa da liderança iraniana.

O professor classificou o cenário atual como um confronto de grandes proporções entre potências militares. De um lado, Estados Unidos e Israel, com forte presença naval e aérea na região; do outro, o Irã, que ainda teria, de acordo com a estimativa apresentada, cerca de dois mil mísseis de cruzeiro disponíveis.

Na avaliação dele, a ofensiva teve como foco tanto a eliminação de lideranças quanto a tentativa de enfraquecer a estrutura militar iraniana. Ainda assim, Carmona acredita que o conflito tende a permanecer concentrado nos principais envolvidos, sem uma ampliação imediata para outros países do Oriente Médio.

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Geral

Relatório do Congresso dos EUA aponta suposta base militar chinesa secreta no Brasil

Foto: Reprodução e Ueslei Marcelino/Alamy

Um relatório do Comitê Seleto da Câmara dos Deputados dos Estados Unidos para monitoramento da China afirma que o Brasil abrigaria uma base militar chinesa “não oficial”. Segundo o documento, a chamada Estação Terrestre de Tucano funcionaria em Salvador, na sede da empresa brasileira Ayla Space, que mantém parceria com a Beijing Tianlian Space Technology.

De acordo com o relatório, a instalação teria capacidade de rastrear objetos espaciais e identificar ativos militares estrangeiros em tempo real na América do Sul. O texto sustenta ainda que a estrutura permitiria à República Popular da China ampliar sua influência sobre a doutrina espacial militar brasileira e estabelecer presença estratégica na região.

O documento também menciona o Laboratório Conjunto China-Brasil para Radioastronomia Tecnologia, localizado na Serra do Uruba, na Paraíba, fruto de parceria entre instituições chinesas e universidades brasileiras firmada em 2025. O projeto é oficialmente voltado à pesquisa avançada em radioastronomia.

Parlamentares americanos argumentam que tecnologias de observação espacial podem ter uso dual — civil e militar — e por isso acompanham de perto os acordos firmados. O relatório afirma ainda que Pequim manteria ao menos dez instalações semelhantes na América do Sul, dentro de uma estratégia de expansão de influência por meio de cooperação tecnológica e comercial.

Com informações do Poder360

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Geral

VÍDEO: Lula critica “pirotecnia nas redes” após chuvas em MG e aliados veem recado a Nikolas

Vídeo: Reprodução/YouTube

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou neste sábado (28), em Juiz de Fora, que vai “desmascarar” políticos que estariam “brincando” de fazer política nas redes sociais. Sem citar nomes, criticou o que chamou de “pirotecnia através do celular” e disse que gravar vídeos e fazer memes não resolve os problemas da população.

A declaração foi dada após visita às áreas da Zona da Mata mineira atingidas por fortes chuvas. Lula sobrevoou regiões afetadas e caminhou ao lado de prefeitos locais, defendendo que o momento exige responsabilidade e ação concreta, não disputa por engajamento digital.

Nos bastidores, aliados interpretaram a fala como uma indireta ao deputado Nikolas Ferreira, que tem publicado vídeos nas cidades atingidas. O parlamentar é um dos nomes mais influentes da oposição nas redes sociais.

Lula afirmou que o governo federal prestará apoio sem critérios partidários e que pretende repetir em Minas o modelo de socorro adotado no Rio Grande do Sul em 2024. Segundo ele, a prioridade agora é o levantamento dos danos e a reconstrução das cidades afetadas.

Com informações do Poder360

Opinião dos leitores

  1. Lula, o pior de tudo isso é a corrupção com o dinheiro do contribuinte. Fora corruPTos!

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Mundo

VÍDEO: Judeus e persas celebram juntos queda de Khamenei em bairro judaico de Londres

 

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Vídeo: Reprodução/Instagram

A confirmação da morte do líder supremo do Irã, Ali Khamenei, provocou reações imediatas em diferentes partes do mundo — e uma das cenas mais simbólicas foi registrada em Golders Green, tradicional bairro judeu de Londres.

Na noite de 28 de fevereiro de 2026, judeus e iranianos que se identificam como persas ocuparam as ruas da região para celebrar juntos a notícia. Vídeos que circulam nas redes mostram abraços, danças e bandeiras de Israel tremulando ao lado da antiga bandeira iraniana pré-Revolução Islâmica de 1979 — símbolo associado ao período anterior ao regime teocrático.

Os manifestantes entoavam palavras de ordem contra o regime iraniano e faziam referências à histórica convivência entre povos persas e judeus, destacando laços culturais que remontam a milênios. Muitos celebravam o que consideram o fim de uma era marcada por repressão política e restrições às liberdades individuais no Irã.

A morte de Khamenei ocorreu após uma ofensiva militar atribuída a uma ação conjunta entre Israel e Estados Unidos, segundo anúncios oficiais. A notícia gerou diferentes reações globais — de tensão diplomática a manifestações públicas como a vista em Londres.

Para integrantes da diáspora iraniana, especialmente opositores do regime, a cena foi tratada como um momento histórico. Já líderes comunitários pediram cautela diante da instabilidade que pode se seguir no Oriente Médio. Ainda assim, as imagens de Golders Green simbolizaram, para muitos, uma rara demonstração pública de união entre comunidades historicamente ligadas, mas separadas por décadas de conflitos políticos.

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