Saúde

Depressão cresce 41% com pandemia e afeta 1 em cada 10 brasileiros

Foto: Arquivo/G1

O humorista Diego Cardoso, de 36 anos, viu “o fundo do poço” durante a pandemia, período em que recebeu o diagnóstico de depressão. Conflitos que ele já vivia e as incertezas em tempos de Covid-19 se juntaram a outros fatores que o levaram para a terapia e a medicação. O quadro de Cardoso reflete um cenário captado por uma pesquisa recente: os diagnósticos depressão cresceram 41% no Brasil entre o período pré-pandemia e o primeiro trimestre de 2022.

“Todo mundo que diz ‘a pandemia me deixou mal’, na verdade, já não estava bem antes. Claro que o isolamento tem um poder absurdo na cabeça das pessoas, mas se o alicerce estiver bem-feito, pode cair qualquer peso em cima que não abala”, analisa Cardoso.

A visão de Cardoso sobre os diagnósticos combina com as análises de especialistas no tema: a depressão é uma doença multifatorial, que em parte é geneticamente determinada, mas que também é influenciada por outras questões “ambientais”

Pesquisa Covitel

O levantamento que capturou o aumento de 41% nos casos de depressão no país foi realizado em conjunto pela Vital Strategies e pela Universidade Federal de Pelotas (UFPel). Divulgada em abril, ela foi batizada de Covitel (Inquérito Telefônico de Fatores de Risco para Doenças Crônicas não Transmissíveis em Tempos de Pandemia) e sua metodologia baseada em ligações telefônicas para 9 mil pessoas.

A intenção foi retratar a magnitude do impacto dos principais fatores de risco para doenças crônicas não transmissíveis (DCNT) na população adulta. Por isso, entre outros pontos, a pesquisa também apontou o crescimento do uso de cigarros eletrônicos e o aumento do sedentarismo, e mostrou que os jovens e os adultos até a faixa dos 40 anos estiveram entre os mais afetados pelo aumento nos diagnósticos de depressão.

Crise financeira e apoio

Como ocorreu com muitos brasileiros, o impacto no bolso foi um dos grandes dilemas do período de pandemia para Cardoso. “Acho que a privação financeira foi o ponto principal, porque disso vem todo o resto. A dificuldade de levantar o dinheiro me trouxe coisas negativas”, desabafa o comediante que teve sua agenda de shows totalmente cancelada em 2020.

Morando sozinho e buscando alternativas para trabalhar, ele passou a dividir seu conteúdo humorístico na internet. “Mudou tudo, eu saí completamente do trabalho físico e fui para o trabalho online e todo mundo fez a mesma coisa, criou um canal e começou a fazer live”, conta. A comédia continuou sendo seu alicerce, contradição que ele julga ter sido um caminho óbvio de se trilhar, mesmo quando a desesperança bateu.

“Em meio ao caos, é mais fácil tomar a decisão de querer ser engraçado, você tinha vários profissionais de tudo que é área fazendo coisas que julgavam engraçadas e assim entraram no cardápio de comédia, além dos profissionais veio uma galera absurda fazendo isso”, relembra.

O aumento repentino de produtores de conteúdo adicionou uma pressão extra na rotina de Cardoso, uma vez que muitos nomes novos surgiram e o público aderiu aos novos rostos que se destacavam. O comediante observa que foi nesse momento em que o on-line, que antes era só uma alternativa, se tornou “um funil onde o mais alternativo não passa”.

Enfrentando todas essas dificuldades em segredo, ele se isolou ainda mais do que o imposto, se afastando até mesmo do contato virtual que tinha com os amigos. Sua experiência o fez reconhecer que não há a possibilidade de sair da depressão sozinho, seja antes ou depois do diagnóstico.

“Não fui nem eu que fui atrás do terapeuta, foi um amigo que trouxe até mim. Eu não conseguiria sair sem o acolhimento de pessoas e do uso de remédios. A depressão não é só a tristeza. Não é estar feliz ou triste, é simplesmente não estar. Um vazio”, explica Cardoso.

Em entrevista ao g1, Humberto Corrêa, professor titular da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), afirmou que há uma mensagem que deve ficar clara para a sociedade quando o tema é depressão: a importância do apoio.

“A depressão é uma doença. O paciente não tem controle sobre isso, ele precisa de ajuda. Muitas vezes, durante o processo depressivo, a pessoa não tem nem ânimo, nem energia dela própria procurar ajuda – ela vai precisar que alguém pegue na mão dela e leve até essa ajuda, até o profissional de saúde, até o centro de saúde”, alerta Humberto Corrêa, professor de medicina.

Rede de apoio

Paciente e estudiosa do tema, a psicanalista Luisa Lancelotti tem 27 anos e convive com o diagnóstico de depressão há sete anos. Ela encara uma outra faceta da depressão: a forma severa e crônica da doença. Apesar de a condição sempre ter feito parte da sua realidade, já que acomete outros de seus familiares, para ela não foi simples encontrar apoio em meio ao seu círculo social.

“A rede de apoio é muito precária. Não acho que seja intencional, mas é uma falta de sensibilidade e de informação. Não tive uma rede muito substancial. Tive pais desesperados e muito apavorados, sem saber como ajudar e o que fazer. Nessas, mais atrapalhava do que ajudava porque vinham coisas muito simplistas, como ‘levanta da cama vai fazer o que você gosta’, mas as pessoas não entendem que não tem algo que você goste durante uma crise “, relata.

g1

Opinião dos leitores

  1. O fique em casa foi mundial seus lesos, o covid é uma doença que nem os médicos tem noção do que era, Israel proibia as pessoas de saírem na rua com as forças de segurança com fuzil na cabeça, parem de vomitar suas carniças.

  2. O FIQUE EM CASA DO MANDETA E DE QUEM ACOMPANHOU.
    ESSES SÃO OS CULPADOS POR ISSO TUDO QUE ESTA ACONTECENDO.
    INFELIZMENTE, O POVO E O STF, NÃO OUVIU JAIR BOLSONARO.

  3. Fique em casa a economia a gente vê depois.
    O choro é livre.
    E os telejornais fazendo terror jornalístico. Já era de se esperar.

  4. Posso está errado, mas 80% dos acometidos por essa doença, são pessoas que não tem grandes problemas financeiros e tem uma vida bastante confortável. A ociosidade, pouca luta e falta de fé são requisitos complementares e determinante pra instalação desse mal no indivíduo.

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Geral

Pai é preso após desviar R$ 113 mil em doações do filho e gastar em apostas on-line e no ‘Jogo do Tigrinho’

Imagem: reprodução

O pai de uma criança com deficiência foi preso após desviar dinheiro arrecadado em doações para o próprio filho e gastar a quantia em apostas on-line, incluindo o chamado “Jogo do Tigrinho”. A prisão ocorreu após denúncia do Ministério Público de Alagoas (MPAL), apresentada na sexta-feira (23) pela Promotoria de Justiça de Murici-AL.

O acusado, João Victor dos Santos Oliveira, é apontado como responsável por desviar cerca de R$ 113 mil destinados ao filho, Noah Gabriel Ferreira dos Santos, de 1 ano e 5 meses.

O MPAL entrou com ação criminal por furto qualificado, estelionato contra vulnerável e abandono material, com pedido de prisão preventiva, aceito pela Justiça.

A criança teve braços e pernas amputados após uma pneumonia, o que gerou campanhas de doação em Murici e em outras cidades, com rifas e pedidos de ajuda divulgados até em programas de TV.

Segundo o MP, enquanto a mãe da criança estava em Maceió acompanhando o tratamento do filho, o pai abriu uma conta bancária em nome do menino e passou a receber as doações como responsável financeiro. Quando a mãe tentou acessar o dinheiro para custear o tratamento e a compra de próteses, descobriu que os valores haviam sido gastos.

A genitora, Mikaelle Ferreira dos Santos, relatou que o pai não prestava contas e evitava explicações. Do total arrecadado, restavam apenas R$ 300 na conta. Em depoimento, João Victor confessou ter usado o dinheiro em apostas virtuais e outras despesas.

Com informações de Metrópoles

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Geral

Morre Constantino Júnior, ex-CEO e fundador da Gol, aos 57 anos

Constantino Júnior — Foto: Eduardo Viana/Divulgação GOL

Morreu na manhã deste sábado (24), em São Paulo, Constantino de Oliveira Júnior, fundador da Gol Linhas Aéreas e presidente do conselho da companhia, . Ele tinha 57 anos e estava internado, tratando um câncer há anos.

Júnior fundou a Gol em 2001 e foi o primeiro CEO da empresa, responsável por introduzir no Brasil o modelo de baixo custo e baixa tarifa na aviação comercial.

Antes disso, atuou entre 1994 e 2000 como diretor da Comporte Participações, grupo do setor de transporte rodoviário de passageiros.

Em 2004, passou a integrar o Conselho de Administração da Gol, acumulando o cargo com a presidência executiva até 2012. A partir daí, deixou a gestão do dia a dia e assumiu a presidência do conselho, função que exercia até a morte.

Também era membro do conselho e um dos fundadores do Grupo ABRA, holding criada em 2022 que controla a Gol, no Brasil, e a Avianca, na Colômbia.

Fora da aviação, era entusiasta do automobilismo e chegou a competir na Porsche Cup.

Leia abaixo a íntegra a nota da Gol:

A GOL Linhas Aéreas manifesta profundo pesar pelo falecimento de seu fundador, Constantino Júnior, neste sábado, 24/01/2026, aos 57 anos.

Há 25 anos, Júnior e a família Constantino deram início à trajetória da mais brasileira das companhias aéreas. Com uma visão empreendedora e valores sólidos, nascia uma empresa reconhecida por sua excelência, referência em inovação e por seu compromisso com o desenvolvimento do Brasil.

Neste dia de enorme tristeza, a Companhia se solidariza com os familiares e amigos, expressando seus sentimentos e reconhecendo seu legado.

Sua liderança, sua visão estratégica e, sobretudo, seu jeito simples, humano, inteligente e próximo deixaram marcas profundas em nossa cultura. Os princípios estabelecidos por seu fundador fizeram a companhia crescer e hoje fazer parte de um grupo internacional. Eles seguem vivos na GOL e continuam transformando a aviação no Brasil.

Constantino de Oliveira Júnior era um empresário brasileiro, fundador e primeiro CEO da GOL Linhas Aéreas Inteligentes, companhia que ajudou a transformar o mercado de aviação comercial no Brasil ao introduzir o conceito de “baixo custo, baixa tarifa” no país.

Antes de fundar a GOL, atuou entre 1994 e 2000 como Diretor da Comporte Participações, grupo que controla diversas empresas de transporte terrestre de passageiros no Brasil. Em 2001, assumiu o cargo de Diretor-Presidente (CEO) da GOL, liderando o início das operações da companhia e sua rápida expansão no mercado nacional.

Em 2004, tornou-se membro do Conselho de Administração, acumulando essa função com a presidência executiva até 2012. Constantino Júnior deixou a função executiva e assumiu o cargo de Presidente do Conselho de Administração da GOL, posição que ocupava até hoje. Além da atuação na GOL, Constantino era membro do Conselho de Administração e um dos fundadores do Grupo ABRA.

Ao longo de sua trajetória, recebeu diversos reconhecimentos por sua atuação executiva, entre eles: “Executivo de Valor” em 2001 e 2002, concedido pelo jornal Valor Econômico; “Executivo Líder” no setor de logística em 2003, pelo jornal Gazeta Mercantil; e, em 2008, foi nomeado “Executivo Ilustre” na categoria Transporte Aéreo pela premiação GALA (Galería Aeronáutica Latinoamericana), patrocinada pela IATA.

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Geral

Fachin admite possível revisão de decisões de Toffoli no Caso Banco Master

Foto: Gustavo Moreno/SCO/STF

O presidente do STF, ministro Edson Fachin, deixou aberta a possibilidade de revisão de decisões do ministro Dias Toffoli no Caso Master após o fim do recesso do Judiciário.

Em nota divulgada na quinta-feira (22), Fachin afirmou que não se omitirá caso precise pautar, conduzir ou validar decisões que sejam questionadas. Ressaltou, porém, que eventuais revisões não ocorrerão por pressão política, popular ou da imprensa, mas apenas pelos meios processuais adequados.

Segundo o ministro, possíveis vícios ou irregularidades serão analisados conforme o regimento do STF e apreciados pelo colegiado. Apesar disso, o tom geral da nota foi de defesa institucional de Toffoli. Fachin afirmou não haver irregularidade na atuação do colega e disse que o Supremo “não se curva a ameaças ou intimidações”.

A manifestação, no entanto, dividiu o STF. Conforme apurou a CNN, parte dos ministros considerou a nota equilibrada e institucional. Outra ala avaliou que o texto não esclarece os fatos e adota uma postura considerada “em cima do muro”. Alguns ministros relataram que só souberam da nota após sua divulgação oficial.

Desde dezembro, decisões de Toffoli no caso têm causado incômodo na Polícia Federal e no próprio STF. Um dos pontos de tensão envolve a perícia de materiais apreendidos na Operação Compliance Zero, que ficará a cargo da PGR, com acompanhamento de quatro peritos da PF escolhidos diretamente por Toffoli, sem indicação da corporação.

Além disso, o ministro mudou orientações sobre o acesso às provas três vezes em 24 horas, o que gerou preocupação sobre a segurança e a integridade do material. Também há questionamentos sobre a ligação de Toffoli com um resort em Ribeirão Claro, que teria recebido investimentos de fundo relacionado ao Caso Master.

Diante da crise, Fachin interrompeu as férias, antecipou o retorno a Brasília e iniciou conversas com colegas da Corte. A aliados, disse que o momento “exige sua presença” na capital.

CNN com informações de Teo Cury e Gustavo Uribe

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Pesquisa

PARANÁ PESQUISAS: Lula é desaprovado por 60,3% no PR; 36,5% aprovam

Foto: Brenno Carvalho / Agência O Globo

Levantamento do Paraná Pesquisas mostra que 60,3% dos eleitores do Paraná desaprovam o desempenho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Já 36,5% aaprovam, enquanto 3,2% não souberam opinar. A pesquisa foi divulgada nesta sexta-feira (23).

A taxa de aprovação subiu 8,8 pontos percentuais em relação ao levantamento anterior e alcançou o maior nível desde fevereiro de 2025, quando era de 27,7%.

Já na avaliação do governo, 25,6% classificam a gestão como “boa” ou “ótima”. Para 52,3%, o governo é “ruim” ou “péssimo”. Outros 20,5% consideram a administração “regular”.

A pesquisa ouviu 1.300 eleitores de 54 municípios do Paraná de 18 a 22 de janeiro de 2026. A margem de erro é de 2,8 pontos percentuais para mais e para menos. O intervalo de confiança é de 95%. O levantamento foi registrado no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o número PR-08451/2026.

Com informações de Poder 360

Opinião dos leitores

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Geral

Banco Master contratou Guido Mantega a pedido de Jaques Wagner; salário era de R$ 1 milhão

Foto: José Cruz/Agência Brasil | Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

O Banco Master contratou o ex-ministro da Fazenda Guido Mantega atendendo a um pedido do líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA). A remuneração era de R$ 1 milhão por mês, segundo apurou, com integrantes do banco, a coluna da jornalista Andreza Matais, do Metrópoles.

Mantega só entrou no Master após o governo Lula desistir de indicá-lo para o Conselho da Vale, ideia que enfrentou forte resistência do mercado. No banco, sua missão era facilitar a venda do Master, controlado por Daniel Vorcaro, ao Banco de Brasília (BRB).

O ex-ministro prestou consultoria até poucas semanas antes de o Banco Central decretar a liquidação do Master, em novembro. Os pagamentos podem ter somado ao menos R$ 11 milhões.

A interlocução política no Master passava mais por Augusto Lima, sócio de Vorcaro e ex-CEO do banco, próximo de Jaques Wagner e amigo do ministro da Casa Civil, Rui Costa (PT).

Visitas ao Planalto de Mantega enquanto atuava pelo Master

Enquanto atuava para o Master, Mantega esteve ao menos quatro vezes no Palácio do Planalto, em 2024. Em todas, foi recebido pelo chefe de gabinete de Lula, Marco Aurélio Santana Ribeiro (Marcola). As agendas oficiais registram apenas “encaminhamento de pauta” e não mencionam o banco.

As visitas ocorreram em 22 de janeiro, 1º de abril, 29 de outubro e 4 de dezembro. Mantega aparece nas agendas apenas como “ex-ministro da Fazenda”. Segundo o colunista Lauro Jardim, Mantega também articulou um encontro entre Lula e Vorcaro em 2024, que não consta nos registros oficiais.

Procurado pela coluna da jornalista Andreza Matais, Vorcaro não comentou. A coluna não conseguiu contato com Jaques Wagner e Guido Mantega.

Nesta sexta-feira (23), em evento em Maceió (AL), o presidente Lula criticou duramente o Master. Sem citar o banco nominalmente, acusou Vorcaro de aplicar um “golpe de mais de R$ 40 bilhões” e afirmou que “falta vergonha na cara” de quem o defende. O tom contrasta com as boas relações recentes do banco com figuras do núcleo petista.

Com informações da coluna da jornalista Andreza Matais, Metrópoles

Opinião dos leitores

    1. Passaram 4 anos fora e estão com muita foe e sede… estão querendo devorar Tudo!

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Geral

Fundo Garantidor de Créditos pagou R$ 26 bilhões a 67% dos credores do Banco Master

Foto: José Cruz/Agência Brasil

O Fundo Garantidor de Créditos (FGC) já pagou R$ 26 bilhões a 521 mil credores do Banco Master até esta sexta-feira (23). O montante representa 66,4% do total previsto e alcança 67,3% dos investidores com direito à garantia.

Os pagamentos começaram na segunda-feira (19) e ganharam velocidade após ajustes técnicos. Atualmente, o FGC processa cerca de 2,8 mil pedidos por hora pelo aplicativo. O fundo informa que mantém monitoramento contínuo dos sistemas, mas ressalta que checagens de segurança podem atrasar casos específicos.

O valor total estimado para cobrir as garantias do Banco Master é de R$ 40,6 bilhões, cerca de um terço dos recursos disponíveis no FGC. O banco foi liquidado extrajudicialmente pelo Banco Central em novembro.

Will Bank

O FGC também terá de honrar garantias do Will Bank, liquidado nesta semana, com desembolso estimado em R$ 6,3 bilhões. Ainda não há prazo para início dos pagamentos, que dependem do envio da lista de credores pelo liquidante.

O fundo esclareceu que, como o Will Bank faz parte do mesmo conglomerado do Banco Master desde agosto de 2024, o limite de R$ 250 mil por CPF ou CNPJ não é cumulativo. Quem já recebeu o teto não terá novos valores a receber.

O controlador do Banco Master, Daniel Vorcaro, foi preso no dia da liquidação em operação da Polícia Federal que apura suspeitas de fraudes bilionárias, mas responde ao processo em liberdade.

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Geral

CONSELHO DE PAZ: 23 países aceitam convite e 6 dizem não a Trump; Brasil evita resposta direta

Foto: REUTERS/Denis Balibouse

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou na quinta-feira (22) a criação do chamado “Conselho da Paz”, iniciativa voltada à manutenção da paz e à reconstrução da Faixa de Gaza, com possibilidade de atuação em outros conflitos no futuro.

23 aceitaram, seis recusaram e oito ainda analisam

Cerca de 60 países foram convidados. Até o momento, 23 aceitaram, seis recusaram e oito ainda analisam o convite. O Canadá foi o único país que teve o convite cancelado por decisão direta de Trump, após troca de críticas com o primeiro-ministro Mark Carney durante o Fórum Econômico Mundial.

Países que aceitaram

  • Armênia

  • Arábia Saudita

  • Argentina

  • Azerbaijão

  • Bahrein

  • Belarus

  • Bulgária

  • Catar

  • Cazaquistão

  • Egito

  • Emirados Árabes Unidos

  • Hungria

  • Indonésia

  • Israel

  • Jordânia

  • Kosovo

  • Marrocos

  • Mongólia

  • Paquistão

  • Paraguai

  • Turquia

  • Uzbequistão

  • Vietnã

Países que recusaram

  • França

  • Noruega

  • Eslovênia

  • Suécia

  • Espanha

  • Alemanha

Países que estão analisando

  • Brasil

  • Reino Unido

  • China

  • Croácia

  • Itália

  • Rússia

  • Singapura

  • Ucrânia

Desde o anúncio, diplomatas alertam que o novo conselho pode enfraquecer a ONU. Segundo o estatuto obtido pela Reuters, Trump terá mandato vitalício como presidente do órgão. Países interessados em assento permanente deverão pagar US$ 1 bilhão, valor que será administrado pelo próprio Trump.

Posição do Brasil

Nesta sexta-feira (23), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou a iniciativa e afirmou que o mundo vive um momento político “muito crítico”, com a Carta da ONU sendo desrespeitada.

“Em vez de corrigir a ONU, o presidente Trump está propondo criar uma nova ONU, como se fosse dono dela”, afirmou Lula.

O governo brasileiro não pretende responder imediatamente ao convite. A estratégia é solicitar esclarecimentos técnicos e jurídicos sobre o funcionamento do conselho. O tema será usado como argumento para defender uma reforma do Conselho de Segurança da ONU durante a Assembleia Geral, em setembro.

Segundo diplomatas, o Brasil pretende mobilizar outros países para pressionar por mudanças no sistema multilateral e alertar que, sem reforma, o mundo tende a ser governado por modelos unilaterais como o proposto por Trump.

Para integrantes da diplomacia, o plano do presidente americano expõe a fragilidade do atual sistema internacional, sobretudo diante da incapacidade do Conselho de Segurança de lidar com crises como a de Gaza.

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Geral

Crise, encontros políticos e falta de dinheiro: o que Vorcaro contou à PF sobre a queda do Banco Master

Foto: Banco Master

Em depoimento à Polícia Federal no fim de 2025, o banqueiro Daniel Vorcaro atribuiu a liquidação do Banco Master à falta de liquidez e a mudanças nas regras do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), além de confirmar encontros com o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), durante o período em que tentava vender a instituição ao Banco de Brasília (BRB). O Banco Central decretou a liquidação extrajudicial do Master em novembro, apontando justamente a incapacidade de honrar compromissos financeiros e indícios de fraude em operações que somam R$ 12,2 bilhões. As informações são da colunista Andréia Sadi, do g1, que teve acesso à transcrição do depoimento.

Segundo Vorcaro, o modelo de negócios do Master era “100% baseado” no FGC, mecanismo criado para proteger correntistas em casos de quebra bancária. O banqueiro afirmou que a instituição atravessava uma crise de liquidez, mas que teria cumprido todos os compromissos até 17 de novembro, um dia antes da intervenção. O BC, no entanto, destacou graves violações às normas do sistema financeiro, e o pagamento aos investidores do Master — estimado em R$ 41 bilhões — deve ser o maior da história do FGC.

No depoimento, Vorcaro confirmou encontros com Ibaneis entre 2024 e 2025, tanto em sua residência quanto na casa do governador, e afirmou que conversou sobre a venda do banco ao BRB, controlado pelo governo do DF. Ibaneis negou a versão e disse que “entrou mudo e saiu calado” nas reuniões. O negócio acabou barrado pelo Banco Central, apesar de o BRB ter injetado R$ 16,7 bilhões no Master, operação que hoje é investigada pelo Ministério Público por suspeita de gestão fraudulenta.

O banqueiro também falou sobre a prisão no Aeroporto de Guarulhos, em 17 de novembro, dizendo ter sido pego de surpresa e negando tentativa de fuga. Atualmente em prisão domiciliar, Vorcaro alegou não ter influência política e afirmou que, se tivesse o poder que lhe atribuem, não estaria usando tornozeleira eletrônica. Em acareação com o ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Bezerra, admitiu que não houve desembolso real em uma operação de R$ 6 bilhões envolvendo carteiras de crédito, reforçando os indícios de que os recursos simplesmente “não existiam” no caixa do banco.

Com informações do G1

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Política

Com eleição no radar, Lula injeta R$ 178 bilhões no Minha Casa Minha Vida em 2026

Foto: Ricardo Stuckert/PR

De olho na reeleição, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) decidiu turbinar os recursos do programa Minha Casa Minha Vida em 2026, ano de eleição presidencial. A previsão é de investimentos da ordem de R$ 178 bilhões, consolidando o programa como principal vitrine social da gestão. Do total, R$ 8,56 bilhões virão do Orçamento Geral da União, R$ 24,76 bilhões do Fundo Social e R$ 144,5 bilhões do FGTS.

Desde que foi retomado em 2023, o Minha Casa Minha Vida passou a receber aportes crescentes. No primeiro ano do atual mandato, o volume chegou a R$ 111,1 bilhões; em 2024, subiu para R$ 145,6 bilhões; e, em 2025, ultrapassou a marca de R$ 180 bilhões. A escalada de recursos reforça o papel estratégico do programa para o governo, tanto no enfrentamento do déficit habitacional quanto na movimentação da construção civil e geração de empregos.

Nos quatro anos do governo Jair Bolsonaro (PL), quando o MCMV foi substituído pelo Casa Verde e Amarela, os investimentos somaram cerca de R$ 186 bilhões — praticamente o mesmo volume que o governo Lula projeta aplicar em apenas um ano. Na prática, o programa enfrentou restrições orçamentárias severas e chegou a sofrer cortes de até 95% no fim do mandato anterior, reduzindo drasticamente novas contratações.

Além do reforço no MCMV, o governo lançou o programa Reforma Casa Brasil, com R$ 30 bilhões do Fundo Social para financiar melhorias em imóveis já existentes, e criou uma nova faixa voltada à classe média, com financiamento de até R$ 2,25 milhões e juros abaixo da Selic. O pacote amplia o alcance social e eleitoral da política habitacional, recolocando o Minha Casa Minha Vida como um dos principais trunfos de Lula na disputa de 2026.

Com informações do Metrópoles

Opinião dos leitores

  1. Esse compra o povo bem façinho. Vai tirar tudo imposto de renda bem ligeirinho, agora quem recebe acima de R$ 5.000 em conta já tá ferrado

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Política

Moraes mantém engavetados pedidos da CGU por dados sobre Bolsonaro

Foto: Getty Images

O ministro Alexandre de Moraes, do STF, ainda não respondeu a pedidos feitos pela Controladoria-Geral da União (CGU) para ter acesso a provas de investigações envolvendo o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). As solicitações, encaminhadas em dezembro de 2025 pelo ministro da CGU, Vinicius de Carvalho, tratam de dois casos sensíveis: a suposta fraude no cartão de vacinação contra a covid-19 e irregularidades na entrada de joias da Arábia Saudita no Brasil.

Os pedidos foram protocolados no inquérito que apura a atuação de “milícias digitais antidemocráticas”, sob relatoria de Moraes, mas não houve qualquer movimentação desde então. A CGU afirma que os dados são essenciais para a responsabilização administrativa de servidores públicos eventualmente envolvidos. Em ocasiões anteriores, Moraes já havia negado solicitações semelhantes, alegando a existência de diligências em andamento.

No caso do cartão de vacina, a Polícia Federal indiciou Bolsonaro em 2024, apontando um esquema de inserção de dados falsos no sistema do Ministério da Saúde, supostamente comandado pelo então ajudante de ordens Mauro Cid. A investigação acabou arquivada em março de 2025 por decisão de Moraes, após parecer da PGR alegar falta de provas além da delação de Cid. Mesmo assim, a CGU voltou a pedir acesso a áudios, mensagens e registros do ConecteSUS, sem resposta.

Já a investigação sobre as joias sauditas segue aberta no Supremo. A PF aponta que presentes recebidos por Bolsonaro teriam sido vendidos ilegalmente nos Estados Unidos, com valores usados para custear despesas pessoais após o fim do mandato. A CGU fez ao menos três pedidos formais para obter provas do inquérito, incluindo áudios e e-mails, mas afirma que ainda não recebeu resposta do STF. Procurado, o Supremo disse que informações públicas constam no andamento do processo, enquanto a CGU declarou que não comenta investigações em curso.

Com informações do Poder360

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