
Em meio à crise desencadeada pela revelação de trocas de mensagens entre o ministro Sergio Moro (Justiça), quando juiz federal, e Deltan Dallagnol, procurador da Lava Jato em Curitiba, o Senado retoma nesta quarta-feira (26) o projeto que coíbe o abuso de autoridade.
A medida está inserida no projeto que trata de medidas anticorrupção. O texto que será votado nesta manhã na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) e à tarde no plenário do Senado ainda passava por ajustes antes da apresentação.
O relator da proposta, senador Rodrigo Pacheco (DEM-MG), ouviu parlamentares e representantes de magistrados e procuradores até a noite desta terça-feira (25) para avaliar sugestões de mudanças.
Pacheco já fez alterações no texto que veio da Câmara em trechos que tratam do abuso de autoridade. O relatório proíbe a criminalização da interpretação de juízes e exige presença de dolo específico, ou seja, é preciso que haja vontade de praticar o abuso de autoridade.
“O parecer prevê um estatuto de abuso de autoridade, cujo texto foi remodelado do que veio da Câmara, para poder fazer as ressalvas para garantir o livre exercício dos magistrados e dos membros do Ministério Público”, disse Pacheco.
“Abuso de autoridade serão aqueles casos muito extremos em que há um excesso evidente do exercício funcional”, afirmou.
O texto também prevê aumento da pena mínima para os crimes contra a administração de dois para quatro anos de prisão, incluindo corrupção e peculato.
Além disso, torna crime hediondo aquele cometido contra a administração quando envolver valor superior a 10 mil salários mínimos e cria dois crimes no Código Eleitoral, referentes a compra de votos e caixa dois em campanha.
O Conselho Nacional de Procuradores-Gerais do Ministério Público dos Estados e da União (CNPG) e a Frente Associativa da Magistratura e do Ministério Público da União (Frentas) divulgaram nota para externar “profunda preocupação” com a votação do projeto.
As entidades dizem que era necessário maior debate com a sociedade e que o texto traz “graves efeitos que acarretarão à atuação do Ministério Público e do Poder Judiciário”.
“Ao prever crimes de abuso de autoridade praticados apenas por juízes, promotores de Justiça e procuradores do Ministério Público, sujeitando-os a pena de prisão, e crimes de violação de prerrogativas de advogados, com redação aberta, genérica e passível de interpretações as mais imprecisas possíveis, temas estranhos ao combate à corrupção, o PLC 27/2017 aparenta ter a intenção de inibir a atuação destes agentes públicos”, diz a nota.
Folhapress
Tem que fechar esse puteiro, esses corruptos estão legislando em causa própria.
É Moro querendo moralizar e esses imprestáveis desmoralizando.
Se o povo não se manifestar, será o começo do fim.
Quem vai votar isso?
Os arautos da honestidade como Jacques Wagner, Gleisi Hoffmann, Collor, Humberto Costa, Paulinho da Força sindical, Aécio, Renan Calheiros, Jandira Feghali, Maria do Rosário, Jader Barbalho, Artur Lira, Eduardo Fontes, Mário Negromonte, Vander Loubet, Ciro Nogueira, Jader Barbalho, Odair Cunha?
Esses denunciados e investigados, protegidos pelo foro privilegiado, tem idoneidade para isso?
Esses parlamentares ficha suja que precisam da impunidade não deveriam votar, só no Brasil isso acontece.