Política

Emendas avançam sobre Orçamento e consomem até 74% da verba dos ministérios

Reprodução

O aumento expressivo da verba destinada às emendas parlamentares levou deputados e senadores a indicarem até três quartos do orçamento de determinados ministérios do governo Lula (PT) em 2024.

A maior proporção (74%) é a registrada no Ministério do Esporte, comandado por André Fufuca (PP-MA). A pasta teve R$ 1,3 bilhão direcionado pelo Congresso.

O levantamento considera recursos discricionários (verbas para custeio e investimentos) que foram empenhados no mesmo ano. O empenho é a etapa que antecede o pagamento.

O Ministério do Turismo, chefiado por Celso Sabino (União-PA), outro nome indicado pelo centrão, vem em segundo lugar, com 69%.

Os dados mostram que, além de ter restringido a autonomia do governo, o controle do Congresso sobre orçamento tornou órgãos federais dependentes das indicações políticas.

De todo o recurso federal discricionário, que somou R$ 230,1 bilhões em empenhos em 2024, cerca de 19,5% foram direcionados por emendas parlamentares, um percentual inédito.

As indicações parlamentares explodiram principalmente a partir de 2020. Em 2019, antes da escalada desse modelo, sob o governo Jair Bolsonaro (PL), as indicações de deputados e senadores alcançavam menos de 8% do valor discricionário empenhado.

Essas indicações ocuparam cerca de 13,8% deste recorte do Orçamento em 2022. No ano seguinte, o percentual foi a cerca de 16,6%.

O cálculo considera os recursos discricionários federais, ou seja, verbas assinadas por ministros e gestores federais, além das indicações parlamentares, e que são usadas no custeio e investimentos em políticas públicas. A mesma conta não avalia as despesas obrigatórias, como aquelas usadas em salários e aposentadorias.

As emendas são uma forma pela qual deputados e senadores conseguem enviar dinheiro federal para obras e projetos em suas bases eleitorais e, com isso, ampliar seu capital político.

A prioridade do Congresso, no entanto, tem sido atender seus redutos eleitorais, não as localidades de maior demanda no país, e o uso desse recurso ainda acumula denúncias de irregularidades.

Na pasta do Esporte, cerca de R$ 700 milhões em emendas foram empenhados para instituições sem fins lucrativos, como ONGs. O suposto favorecimento a algumas dessas entidades está na mira do STF (Supremo Tribunal Federal).

Uma das ONGs mais favorecidas com as verbas reservadas pelo Esporte, com cerca de R$ 40 milhões no ano, é a Associação Moriá. A entidade é comandada por militares e ex-integrantes do governo Bolsonaro e recebeu emendas da bancada do Distrito Federal para instalar um projeto com jogos digitais em Brasília, como a Folha mostrou.

No caso da Saúde, deputados e senadores direcionaram 44% dos recursos discricionários, somando R$ 25 bilhões. A pasta da ministra Nísia Trindade costuma receber as maiores fatias de emendas, pois os parlamentares são obrigados a aplicar parte das indicações na área.

Mesmo com um controle inédito do Orçamento, lideranças do Congresso mantêm a cobrança constante pela liberação dos recursos do ministério. Para aliviar a pressão, a Saúde aumentou o teto de emendas que diversos municípios poderiam receber no último ano, meses antes das eleições municipais.

O dinheiro de emendas da pasta é destinado principalmente aos caixas de estados e municípios e, em alguns casos, responde por proporção relevante do orçamento local.

Em Duque de Caxias (RJ), por exemplo, cerca de R$ 545 milhões foram indicados por parlamentares desde 2020. O valor representa quase um quarto de todos os repasses federais ao fundo de saúde municipal no mesmo intervalo.

Os dados sobre a execução do orçamento de órgãos vinculados aos ministérios mostram dependência ainda maior das emendas.

No último ano, dez institutos federais de educação tiveram mais de 80% de todos os seus investimentos (verbas para compra de equipamentos e obras) custeados por emendas.

As indicações parlamentares alcançaram quase 99% dos R$ 85 milhões investidos pelo Instituto Federal do Espírito Santo durante o ano. As principais fontes de recursos foram as indicações assinadas pela bancada estadual.

“É importante destacar que, embora as emendas tenham sido fundamentais neste momento, elas não representam a forma mais adequada de distribuição orçamentária para uma rede que é, acima de tudo, uma política de Estado”, disse o Conif (Conselho Nacional das Instituições da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica).

“Em princípio, não há nada de errado em alguém colocar uma emenda para uma universidade do seu estado, por achar importante, mas virou quase uma regra”, afirmou Claudia Costin, ex-diretora global de educação do Banco Mundial e especialista em políticas educacionais.

“As universidades acabam perdendo a autonomia, porque precisam mendigar uma emenda aqui, outra ali. Não é saudável”, completa.

Neste domingo (12), o ministro Flávio Dino, do STF, determinou que a União e os estados publiquem, em até 30 dias, regras sobre o envio de verbas de emendas parlamentares a universidades e fundações ligadas a instituições de ensino superior.

Em nota, a Secretaria de Relações Institucionais, comandada pelo ministro Alexandre Padilha (PT-SP) e que faz a interlocução com o Congresso, disse que cabe ao Executivo a execução da Lei Orçamentária, enquanto o Congresso “detém a competência para incluir emendas”.

O ministério ainda afirmou que a lei complementar 210, sancionada em novembro, limita o crescimento das emendas pela regras do arcabouço fiscal e traz outros avanços, como a “exigência de aplicação a projetos de interesse nacional ou regional, no caso das emendas de comissão”.

O Ministério do Esporte, que detém a maior proporção das emendas no Orçamento, afirmou que não faz distinção sobre a origem dos recursos. “O fato de uma parcela significativa dos nossos recursos virem de emendas parlamentares só reforça a importância de uma boa interlocução entre o Executivo e o Legislativo.”

Folha de São Paulo

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Geral

Imagem de satélite revela destruição em complexo ligado ao líder supremo do Irã; paradeiro de Khamenei é desconhecido

Imagem: reprodução

Imagem de satélite divulgadas um complexo ligado ao líder supremo do Irã, Ali Khamenei, em Teerã, após o ataque  dos EUA e Israel neste sábado (28). Vários edifícios foram destruídos ou severamente atingidos após o bombardeio.

O local é associado à residência oficial e a funções estratégicas do aiatolá, o que confere ao ataque forte peso simbólico e político. Até o momento, o paradeiro de Khamenei segue desconhecido, e autoridades do Irã não se pronunciaram sobre sua condição.

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Geral

‘Garantiremos que o Irã não terá arma nuclear’, afirma Trump

Foto: Reprodução/Truth Social

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmou os ataques do país contrs o Irã neste sábado (28).

Segundo o presidente, o objetivo é ‘defender o povo americano’ de ‘ameaças do governo iraniano’.

“Nós garantiremos que o Irã não terá uma arma nuclear”, afirmou. “Sempre foi a política dos Estados Unidos, em particular da minha administração, que este regime terrorista nunca poderá ter uma arma nuclear”.

Sobre os alvos da operação, Trump disse que os EUA vão “arrasar a indústria de mísseis até o chão”.

Trump alertou que, como resultado da operação militar dos EUA, “Podemos ter baixas.” Segundo o NYT, o general Dan Caine, presidente do Estado-Maior Conjunto, havia alertado Trump em reuniões privadas que tropas americanas poderiam ser mortas ou feridas em uma guerra com o Irã.

Veja íntegra da declaração de Trump

“Há pouco tempo, os militares dos Estados Unidos iniciaram grandes operações de combate no Irã. Nosso objetivo é defender o povo americano eliminando ameaças iminentes do regime iraniano, um grupo cruel de pessoas muito duras e terríveis. Suas atividades perigosas colocam em risco direto os Estados Unidos, nossas tropas, nossas bases no exterior e nossos aliados em todo o mundo. Por 47 anos, o regime iraniano entoou “morte à América” e travou uma campanha interminável de derramamento de sangue e assassinato em massa, visando os Estados Unidos, nossas tropas e pessoas inocentes em muitos, muitos países. Entre os primeiros atos do regime esteve o apoio à tomada violenta da embaixada dos EUA em Teerã, mantendo dezenas de reféns americanos por 444 dias. Em 1983, os representantes do Irã realizaram o bombardeio do quartel da Marinha em Beirute, que matou 241 militares americanos, e em 2000, estiveram envolvidos no ataque ao USS Cole.

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VÍDEO: Milhares de fiéis se reúnem em noite histórica na consagração da Arquidiocese de Natal a São Miguel Arcanjo

Milhares de fiéis católicos reuniram Natal na noite desta sexta-feira (27) para a consagração da Arquidiocese de Natal a São Miguel Arcanjo. A celebração foi conduzida pelo arcebispo metropolitano Dom João Santos Cardoso e marcou um dos momentos mais significativos da história recente da Igreja Católica no Rio Grande do Norte.

O ato reuniu uma multidão de fiéis, sacerdotes, religiosos e voluntários em uma grande manifestação pública de fé. Com a celebração, a Arquidiocese de Natal tornou-se a 19ª arquidiocese do Brasil a ser oficialmente consagrada a São Miguel Arcanjo.

Durante a cerimônia, Dom João Santos Cardoso destacou o sentido espiritual da consagração e a entrega da Igreja local à proteção do arcanjo, em um gesto de fé, unidade e renovação espiritual. A consagração entra para a história da Arquidiocese como um marco espiritual e pastoral, celebrando a fé do povo e a comunhão da Igreja na capital potiguar.

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Geral

Líder supremo do Irã e presidente iraniano são alvos de ataques de EUA-Israel, diz oficial israelense

Aiatolá Ali Khamenei — Foto: Escritório do Líder Supremo do Irã/WANA (West Asia News Agency)/Handout via REUTERSAiatolá Ali Khamenei — Foto: Escritório do Líder Supremo do Irã/WANA (West Asia News Agency)/Handout via REUTERS

Os ataques dos Estados Unidos e Israel tiveram como alvo o líder supremo do Irã, Ali Khamenei, e o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, mas os resultados dos ataques ainda não estão claros, disse um oficial israelense, que não deu mais detalhes.

Uma fonte iraniana próxima ao governo afirmou que vários comandantes de alto escalão da Guarda Revolucionária do Irã e autoridades políticas foram mortos. A Reuters não conseguiu confirmar a informação de forma independente.

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou que o ataque conjunto entre EUA e Israel contra o Irã “criará as condições para que o corajoso povo iraniano tome as rédeas do seu destino”.

“Chegou a hora de todos os setores da população do Irã… se libertarem do jugo da tirania (do regime) e construírem um Irã livre e pacífico”, disse em comunicado.

Valor Econômico

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VÍDEO: Decisão de Gilmar que anulou quebra de sigilo reacende críticas e levanta debate sobre limites do STF

 

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Vídeo: Reprodução/Estadão

A decisão do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), de anular a quebra de sigilos da empresa Maridt Participações — ligada ao ministro Dias Toffoli e seus irmãos — provocou forte reação entre analistas políticos e jurídicos. A medida havia sido aprovada dias antes pela CPI do Crime Organizado, que determinou o acesso a dados bancários, fiscais, telefônicos e telemáticos no período de 2022 a 2026. A matéria é do Estadão.

Para a colunista Carolina Brígido, a defesa teria recorrido a uma manobra processual ao resgatar um mandado de segurança antigo para garantir que o caso fosse direcionado ao gabinete de Gilmar Mendes. Segundo ela, ao evitar um novo sorteio, a estratégia teria assegurado que o processo não fosse distribuído livremente entre os ministros. “A vantagem é ter um dos aliados de Toffoli no STF decidindo”, avaliou.

Na mesma linha, o jornalista Carlos Andreazza afirmou que o episódio reforça a percepção de que ministros do Supremo acabam decidindo sobre questões que envolvem seus próprios pares. Para ele, criou-se uma regra prática segundo a qual apenas um integrante da Corte pode autorizar medidas que atinjam outro ministro, o que alimenta críticas sobre corporativismo interno.

Já o colunista Fabiano Lana apontou que, em tese, Justiça e política deveriam operar em campos distintos, mas que decisões como essa contribuem para borrar essas fronteiras. Segundo ele, cresce a impressão de que pronunciamentos da Corte podem envolver interesses que extrapolam a aplicação estrita da lei, afetando a confiança institucional.

Ricardo Corrêa classificou o caso como um exemplo de “modus operandi” que expõe fragilidades no funcionamento do princípio do juiz natural. Para ele, mais do que o mérito da decisão, o caminho adotado para definir a relatoria e suspender as quebras de sigilo gera desconforto até entre observadores familiarizados com o rito jurídico.

A CPI também havia aprovado quebras de sigilo do Banco Master e da Reag Trust, mas a intervenção do STF alterou o rumo das investigações no que diz respeito à empresa ligada a Toffoli. O episódio amplia o debate sobre os limites de atuação do Supremo e reacende críticas sobre a relação entre a Corte e o Congresso em investigações sensíveis.

Opinião dos leitores

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Geral

WhatsApp aperta regras para menores no Brasil e bloqueia exposição pública de perfis

Foto: Rafael Henrique/SOPA Images/LightRocket via Getty Images

O WhatsApp começou a liberar no Brasil novas configurações de privacidade voltadas a usuários com menos de 18 anos. A mudança endurece o controle sobre quem pode visualizar informações do perfil, como “Última vez visto”, “Sobre” e links adicionados à conta.

Com a atualização, adolescentes não poderão mais deixar essas opções configuradas como “Todos”. Agora, ficam disponíveis apenas “Ninguém”, “Meus contatos” ou “Meus contatos, exceto…”. Na prática, isso impede que desconhecidos tenham acesso a dados que indicam presença online, descrição pessoal ou links para outras redes sociais.

Se a conta já estava configurada como “Todos”, o próprio aplicativo realiza a alteração automática para “Meus contatos”. O usuário recebe um aviso informando que a mudança foi aplicada em conformidade com a legislação brasileira, reforçando a necessidade de proteção adicional para esse público.

A iniciativa segue diretrizes do chamado ECA Digital, que estabelece que plataformas online devem adotar, por padrão, níveis elevados de segurança para crianças e adolescentes. A lógica é reduzir a exposição e minimizar riscos como assédio, golpes e coleta indevida de informações pessoais.

A novidade foi identificada inicialmente na versão beta 2.26.8.7 para Android e está sendo liberada gradualmente. Ainda não há data oficial para a chegada à versão estável, mas a expectativa é que a implementação para todos os usuários no país ocorra nas próximas semanas.

Com informações da CNN

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Mundo

VÍDEO: Irã responde à ataque conjunto e ataca base da Marinha dos EUA

Vídeo: Reprodução/X

O Irã lançou mísseis contra a base da Quinta Frota da Marinha dos Estados Unidos, no Bahrein, em resposta ao ataque coordenado de Washington e Israel realizado nas primeiras horas deste sábado. A informação foi confirmada por um oficial americano, que classificou a situação como “ativa”. Imagens divulgadas nas redes e analisadas por veículos internacionais mostram uma coluna de fumaça nas proximidades da instalação militar.

Segundo a agência estatal iraniana Fars, a ofensiva foi conduzida pela Guarda Revolucionária Islâmica, que teria atingido também outras três bases americanas no Oriente Médio: Al Udeid, no Catar; Al Salem, no Kuwait; e Al Dhafra, nos Emirados Árabes Unidos. As instalações são estratégicas para a presença militar dos EUA na região e dão suporte a operações aéreas e navais.

A retaliação ocorre após os Estados Unidos e Israel confirmarem uma ofensiva conjunta contra alvos iranianos, descrita por autoridades israelenses como fruto de “meses de planejamento”. O presidente americano Donald Trump classificou a campanha como “massiva e contínua” e afirmou que novas ações podem ocorrer nos próximos dias. Ele também voltou a defender uma mudança de regime em Teerã.

Em comunicado, a Guarda Revolucionária declarou ter iniciado a “primeira onda” de ataques com mísseis e drones contra alvos israelenses, ampliando o alcance da resposta. Relatos apontam explosões não apenas no Bahrein, mas também no Catar e nos Emirados Árabes Unidos, países que abrigam bases militares americanas.

A escalada marca um dos momentos mais tensos na região nos últimos anos e eleva o risco de confronto prolongado. Com forças mobilizadas em diversos pontos do Oriente Médio, o temor agora é de que a troca de ataques se transforme em um conflito de proporções ainda maiores.

Opinião dos leitores

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Política

Trump diz que ‘se dá muito bem’ com Lula e ‘adoraria recebê-lo’ na Casa Branca

Foto: Ricardo Stuckert/PR

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta sexta-feira (27), na Casa Branca, que mantém boa relação com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e que “adoraria recebê-lo”. Ao falar com repórteres, o republicano não detalhou se já há data definida para o encontro nem quais temas estariam na pauta.

A possível visita vem sendo discutida desde o início do ano. Durante viagem oficial à Coreia do Sul, Lula afirmou que pretende tratar de interesses do Brasil, do multilateralismo e da defesa da democracia, mas também reconheceu que Trump terá sua própria agenda. Apesar das sinalizações públicas, a reunião ainda não tem confirmação oficial.

O encontro entre os dois líderes foi combinado em telefonema realizado em janeiro, embora as tratativas estejam em curso desde novembro do ano passado. O Palácio do Planalto chegou a indicar que a visita poderia ocorrer no fim de fevereiro, mas o cronograma acabou sendo ajustado e segue em negociação nos bastidores.

Lula e Trump tiveram o primeiro contato presencial na Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em setembro de 2025, em conversa breve que, segundo aliados, deixou boa impressão. Desde então, voltaram a se encontrar em agenda internacional e mantiveram contatos telefônicos.

Nos bastidores, a articulação da visita ocorre em meio a divergências recentes entre os dois países. Integrantes do governo americano indicaram que o empresário e estrategista político Darren Beattie foi escolhido para acompanhar a relação com o Brasil — nome associado à ala mais ideológica do trumpismo e crítico do governo Lula durante a crise diplomática que marcou o ano passado.

Opinião dos leitores

  1. Por onde anda o FBI, a embaixada e a CIA que não informam ao presidente Americano dos escanda-los no Brasil??????, ou isso é uma estrategia?.

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Esporte

VÍDEO: Indireta para Neymar? Lula revela papo com Ancellotti: ‘Não vai convocar ninguém pelo nome’

 

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Vídeo: Reprodução/Instagram

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou ter conversado com o técnico da Seleção Brasileira, Carlo Ancelotti, e destacou que as próximas convocações não levarão em conta apenas o peso do nome dos jogadores. A declaração foi dada durante cerimônia relacionada à Copa do Mundo, em Brasília, e foi interpretada como um recado indireto a atletas que vivem momento instável.

Sem citar diretamente Neymar, Lula afirmou estar convencido de que o treinador italiano só chamará jogadores “100% preparados”. “Não vai convocar ninguém pelo nome. Vai convocar se estiver jogando, treinando e preparado”, disse o presidente, ressaltando ter encontrado em Ancelotti uma postura “extremamente séria”.

Maior artilheiro da história da Seleção, Neymar tenta recuperar espaço após sequência de lesões nos últimos anos. De volta ao Santos Futebol Clube desde o início de 2025, o atacante alternou momentos decisivos com novas limitações físicas, o que alimenta dúvidas sobre sua presença na lista final para a Copa do Mundo de 2026.

A fala de Lula ocorre também em um contexto político sensível. Neymar já manifestou apoio público ao ex-presidente Jair Bolsonaro, adversário político de Lula, o que adiciona um componente extra de interpretação às declarações presidenciais. Ainda assim, o discurso foi centrado no critério técnico e físico como determinante para vestir a camisa da Seleção.

A Copa do Mundo de 2026 será disputada entre Estados Unidos, México e Canadá, e marcará o primeiro grande desafio de Ancelotti no comando do Brasil. Até o momento, Neymar não voltou a atuar pela Seleção desde a chegada do treinador, o que mantém em aberto o debate sobre seu futuro na equipe.

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Política

Pela 1ª vez, Lulinha enfrenta ofensiva simultânea de PF, STF e CPMI

Foto: Alex Silva/Estadão Conteúdo

O empresário Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, passou a figurar no centro de uma ofensiva simultânea envolvendo a Polícia Federal (PF), o Supremo Tribunal Federal (STF) e a CPMI do INSS. O avanço das apurações ocorre após o surgimento de indícios que o ligariam ao esquema de descontos indevidos em aposentadorias. A comissão parlamentar aprovou a quebra de sigilo do empresário, enquanto decisão do Supremo já havia autorizado medida semelhante no âmbito da investigação conduzida pela PF.

O nome de Lulinha entrou no radar das autoridades por supostos vínculos com Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”. Investigadores apuram se ele teria atuado como sócio oculto do lobista. A PF aponta que mensagens interceptadas mencionam o “filho do rapaz” como destinatário de valores, o que embasou o pedido de acesso a dados bancários e fiscais.

No STF, o ministro André Mendonça autorizou a quebra de sigilo antes mesmo da deliberação da CPMI. Segundo a corporação, há suspeitas de repasses mensais que poderiam chegar a R$ 300 mil, intermediados por terceiros. A hipótese investigada é que os pagamentos teriam como finalidade facilitar acesso a ambientes e contatos em Brasília — o que é negado pela defesa.

A sessão da CPMI que aprovou os requerimentos foi marcada por tumulto e acusações de irregularidade na condução da votação. Parlamentares governistas contestam o resultado anunciado pelo presidente do colegiado, senador Carlos Viana (Podemos-MG), enquanto a oposição sustenta que o procedimento seguiu o rito regimental. O colegiado também requisitou ao Coaf relatório de inteligência financeira sobre o empresário.

Em manifestação ao STF, a defesa de Lulinha afirmou que ele não cometeu irregularidades e se colocou à disposição para prestar esclarecimentos. O advogado declarou que a quebra de sigilo demonstrará a inexistência de envolvimento no esquema. O caso amplia a pressão política sobre o entorno do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em meio às investigações sobre o INSS.

Com informações da CNN

Opinião dos leitores

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