A família do jovem potiguar Kauet Henrique Nascimento, de 20 anos, desaparecido desde a última sexta-feira (4), quando seguia para o Paraguai, faz buscas por informações sobre o rapaz.
Kauet foi visto na última vez pela manhã, na avenida Paraná, em Foz do Iguaçu, com destino ao país vizinho.
O jovem tem uma loja de IPhones e é conhecido pela comercialização do produto em Natal e no interior do Rio Grande do Norte.
Os familiares pedem que qualquer informação seja enviada para o telefone: (84) 98811-6531.
Internamente no Partido dos Trabalhadores, cresceu a recomendação de que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva reavalie a influência de seu assessor especial para assuntos internacionais, Celso Amorim, que tem ganhado destaque nas posições do Brasil em diferentes crises globais. Para aliados mais moderados, os conselhos de Amorim estariam empurrando o país para o “lado errado” de disputas geopolíticas, como no conflito entre Estados Unidos e Irã.
Amorim, que já foi ministro das Relações Exteriores, tem aparecido em entrevistas defendendo posições duras — como a declaração de que a morte de líderes em conflito é “condenável e inaceitável” e chamando o Brasil a se “preparar para o pior” diante da escalada no Oriente Médio. Para críticos dentro do PT, trechos desse tipo de fala não refletem necessariamente os interesses nacionais, mas sim uma visão ideológica que pode afastar o Brasil de aliados tradicionais e gerar atritos desnecessários.
O assessor tem insistido em alertas sobre o impacto do conflito no mundo e na necessidade de cautela do país, inclusive citando possíveis desdobramentos regionais, o que, para moderados, poderia complicar ainda mais a agenda diplomática brasileira já em tensão.
O desconforto de parte da sigla também vem do histórico de posturas de Amorim em outras crises internacionais — como questões relacionadas à guerra na Ucrânia e à posição do Brasil em organismos multilaterais — que, segundo alguns analistas, teriam exposto o país a críticas externas.
Diante disso, petistas moderados defendem que Lula reforce sua equipe com vozes que priorizem equilíbrio e pragmatismo diplomático, alinhando a política externa mais diretamente aos interesses estratégicos e econômicos do Brasil, em vez de reflexões percebidas como radicalizadas ou filológicas às disputas ideológicas globais.
O técnico Ney Franco, ex-ABC Futebol Clube, vive dias de incerteza no Oriente Médio. Atualmente no comando do Al-Hussein SC, o treinador brasileiro está retido com a delegação em Doha, no Catar, após a escalada do conflito envolvendo Estados Unidos, Irã e Israel.
A informação é do Bolinha News, da 96FM. A equipe jordaniana viajou na sexta-feira e chegou ao Catar no sábado (28) pela manhã para disputar uma partida da Champions asiática. No entanto, horas depois do desembarque, teve início a ofensiva militar norte-americana contra o Irã, seguida de contra-ataques iranianos. Doha abriga a maior base militar dos Estados Unidos na região, o que elevou o nível de alerta na cidade.
Em vídeo enviado a página A Voz Celeste, ligado ao Cruzeiro, Ney Franco tranquilizou familiares e amigos no Brasil, mas relatou momentos de tensão. “A noite passada a gente viu alguns mísseis sendo interceptados no céu. Próximo da gente não aconteceu nada, mas escutamos umas três explosões de longe”, afirmou o treinador.
Segundo ele, o jogo que seria realizado na terça-feira (3) foi cancelado, e tanto o espaço aéreo do Catar quanto o da Jordânia está fechado, o que impede o retorno imediato da delegação. “O que a gente mais quer agora é retornar para a Jordânia. Primeiramente, torcer para que essa guerra acabe”, declarou.
Apesar da situação, Ney reforçou que todos estão em segurança. A equipe permanece no hotel e tem feito atividades físicas improvisadas. “A gente não está podendo sair para treinar. Estou na sala de musculação agora, vamos fazer um treino aqui à noite”, relatou.
O Al-Hussein vive bom momento esportivo. O clube lidera o campeonato nacional da Jordânia, segue na disputa da Copa da Jordânia e também participa da Champions continental. “Estamos num momento bom no futebol da Jordânia, liderando o campeonato. Queremos voltar o mais rápido possível para preservar essa liderança”, destacou o técnico.
Enquanto aguarda a reabertura do espaço aéreo e a definição sobre a continuidade das competições, Ney Franco mantém contato com familiares e reforça que a prioridade é a segurança do grupo. A expectativa é de que a situação na região se estabilize para que a delegação possa retornar à Jordânia nos próximos dias.
A ex-secretária de Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS, afirmou nesta segunda-feira (2) que o empresário negociou uma casa em Trancoso (BA) com a publicitária Danielle Miranda Fonteles, apontada como ex-marqueteira do PT. A declaração foi dada durante depoimento à CPMI do INSS.
Antunes é considerado um dos principais alvos da investigação que apura supostas fraudes em benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social e está preso desde 12 de setembro de 2025. Relatórios do Conselho de Controle de Atividades Financeiras entregues à comissão apontam uma transferência de R$ 5 milhões do empresário para a publicitária, relacionada à negociação do imóvel no fim de 2024.
Aline Cabral relatou que soube da transação e que chegou a viajar para Trancoso, no início de 2025, para treinar a governanta da casa. No entanto, afirmou não saber se a compra foi concluída. “Não tenho certeza se a casa era completamente dele ou se os trâmites da compra tinham sido finalizados”, disse aos parlamentares.
O relator da CPMI, Alfredo Gaspar, questionou se a informação poderia incriminá-la. A ex-secretária respondeu que tinha conhecimento do negócio, mas não sabia informar valores ou detalhes contratuais. Segundo ela, suas funções incluíam tarefas pessoais do empresário, como emissão de passagens e contato com familiares.
A rede cearense Coco Bambu entrou com ação judicial contra os humoristas Gregório Duvivier e João Vicente de Castro, além da produtora Porta dos Fundos, após declarações feitas no programa “Não Importa”. A informação foi divulgada inicialmente pelo jornal O Globo e confirmada pelo Correio.
De acordo com a 11ª Vara Cível do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, Duvivier teria feito insinuações envolvendo o Coco Bambu e o Camarões Restaurante, tradicional estabelecimento de Natal (RN). Sem citar nomes diretamente, o humorista afirmou que um empresário teria copiado cardápio, identidade e até funcionários de outro restaurante antes de expandir o negócio nacionalmente.
Durante o programa, Duvivier declarou: “Tem um restaurante que eu não posso falar o nome, porque senão vou ser processado, que roubou o Camarões. O empresário foi ao Camarões, achou genial, copiou os pratos, roubou garçons, gerente, trocou o nome e implantou no Brasil inteiro”. A fala é apontada pela rede como ofensiva à sua reputação.
Na ação, o Coco Bambu pede indenização por danos morais no valor de R$ 25 mil e a remoção do conteúdo das plataformas onde foi publicado. Até o momento, os citados não haviam se manifestado publicamente sobre o processo.
O Clube de Regatas do Flamengo anunciou na madrugada desta terça-feira (3), às 1h01, a demissão de Filipe Luís do comando técnico da equipe profissional. A saída ocorre poucas horas depois da goleada por 8 a 0 sobre o Madureira Esporte Clube, no Maracanã, resultado que garantiu vaga na final do Campeonato Carioca.
Além do treinador, também deixam o clube o auxiliar Ivan Palanco e o preparador físico Diogo Linhares. Em nota oficial, o Flamengo agradeceu a Filipe Luís “por tudo o que foi conquistado e compartilhado nesta jornada” e desejou sucesso na sequência da carreira, mas não detalhou os motivos da decisão nem informou quem assumirá o time.
A demissão surpreende pelo contexto: o Rubro-Negro aplicou uma das maiores goleadas da temporada e assegurou classificação para a decisão estadual. Mesmo assim, a diretoria optou por promover a mudança na comissão técnica em meio à reta final do Carioca. Campeão do Campeonato Brasileiro e da Libertadores em 2025, Filipe deixou escapar dois títulos importantes no início da atual temporada, perdendo a Supercopa do Brasil para o Corinthians e a Recopa para o Lanús, time argentino.
Filipe Luís encerra sua passagem pelo comando profissional acumulando participações importantes na temporada. Agora, o Flamengo se prepara para a final do estadual sob nova direção, enquanto a diretoria trabalha para anunciar o substituto nos próximos dias.
A Câmara dos Deputados aprovou nesta segunda-feira (2) o projeto de lei que autoriza a venda de medicamentos em farmácias instaladas dentro de supermercados. O texto segue agora para sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Mais cedo, os parlamentares também aprovaram o regime de urgência por 315 votos a 38, permitindo que a proposta fosse votada diretamente no plenário, sem passar pelas comissões.
Pelo projeto, os medicamentos não poderão ser expostos em gôndolas ou prateleiras comuns. A comercialização deverá ocorrer exclusivamente em farmácias ou drogarias instaladas dentro dos supermercados, em espaço físico separado e adequado às normas da Agência Nacional de Vigilância Sanitária.
O deputado Gilson Daniel defendeu a medida ao argumentar que muitas cidades e distritos não contam com farmácias, obrigando moradores a se deslocarem por longas distâncias para adquirir medicamentos. Segundo ele, a proposta amplia o acesso da população aos produtos.
O texto exige a presença de farmacêutico durante todo o horário de funcionamento da farmácia instalada no supermercado e estabelece regras específicas para medicamentos sujeitos a controle especial, que deverão ser pagos antes da entrega ou transportados em embalagem lacrada até o caixa.
A proposta também proíbe a venda de remédios em bancadas ou gôndolas fora da área destinada à farmácia e permite o uso de canais digitais apenas para entrega, desde que respeitadas as normas sanitárias vigentes.
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, indicou a aliados que deve decidir “nos próximos dias” se anula ou mantém a votação da CPMI do INSS que determinou a quebra de sigilo de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha. A deliberação ocorreu na quinta-feira (26/2) sob clima tenso, com troca de acusações e alegações de “fraude” por parte de governistas contra o presidente da comissão, Carlos Viana.
A informação é do colunista Igor Gadelha, do Metrópoles. Alcolumbre aguarda manifestação formal das partes envolvidas e parecer técnico da advocacia e da Polícia Legislativa do Senado antes de bater o martelo. Integrantes da cúpula da CPMI afirmam que a confusão teria sido provocada por líderes governistas, que apresentaram pedido de votação em bloco de quase cem requerimentos, o que teria gerado impasse na contagem.
Na votação simbólica, Viana entendeu que os governistas estavam em minoria diante do quórum registrado no painel. Já parlamentares da base do governo alegam que o regimento exige maioria com base no total de presentes no momento exato da votação, e não no quórum geral indicado.
Após a derrota, o líder do governo no Congresso, Randolfe Rodrigues, e o deputado Paulo Pimenta apresentaram representação pedindo a anulação do resultado. Nos bastidores, integrantes da CPMI admitem recorrer ao Supremo Tribunal Federal caso Alcolumbre derrube a decisão.
O risco de anulação é considerado real por membros da comissão, especialmente porque entre os sigilos quebrados está o de um ex-assessor ligado ao senador Weverton Rocha, aliado político de Alcolumbre. A decisão do presidente do Senado deve redefinir os rumos da investigação.
A decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, que negou o pedido de prisão domiciliar humanitária de Jair Bolsonaro, detalha a rotina do ex-presidente no 19º Batalhão da Polícia Militar, conhecido como Papudinha. Segundo o relatório técnico analisado, em 39 dias (de 15 de janeiro a meados de fevereiro de 2026), Bolsonaro recebeu 144 atendimentos médicos — média de quase quatro por dia — além de manter sete horas de sono diárias e realizar caminhadas sob escolta.
O laudo da perícia médica da Polícia Federal aponta que o ex-presidente dorme por volta das 22h e acorda às 5h, embora costume levantar às 8h. Pela manhã, toma café, faz higiene pessoal e lê livros. À tarde, assiste a programas esportivos, conversa com o policial responsável por sua guarda e realiza caminhadas de aproximadamente 1 km na área comum do batalhão — foram 33 no período analisado. O local conta com médico da Secretaria de Saúde do DF e unidade avançada do Samu 24 horas.
A perícia atestou que comorbidades como hipertensão, apneia do sono e aderências abdominais estão sob controle clínico e medicamentoso, sem necessidade de internação hospitalar. Bolsonaro também recebe acompanhamento particular, com sessões de fisioterapia e acupuntura, além de visitas de seu médico pessoal. O uso de aparelho CPAP teria melhorado em cerca de 80% a qualidade do sono, segundo o relatório.
O documento faz ressalvas quanto à alimentação, classificando a dieta como inadequada, com baixo consumo de frutas e verduras e excesso de ultraprocessados e açúcares. Peritos apontaram falhas no controle de peso e em hábitos ligados ao tratamento do refluxo. Também foi recomendada proteção rigorosa contra exposição solar durante as caminhadas diárias.
Ao negar a domiciliar, Moraes afirmou que o ambiente prisional atende às necessidades médicas e preserva a dignidade do condenado. A decisão também menciona a tentativa de fuga e a violação de tornozeleira eletrônica em 2025 como fatores impeditivos. Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e 3 meses de reclusão em regime inicial fechado.
O momento da ofensiva contra o Irã foi definido por uma combinação de fatores militares, estratégicos e políticos. A manhã de sábado (28) teria sido escolhida porque o líder supremo Ali Khamenei se reuniria com seus principais assessores de segurança em Teerã, entre eles Ali Shamkhani e Mohammad Pakpour. Segundo o jornal Financial Times, a inteligência israelense monitorava deslocamentos na capital iraniana e serviços americanos teriam confirmado o encontro por meio de fonte humana.
De acordo com relatos, estrategistas consideravam que, caso a campanha começasse sem atingir o topo da hierarquia, os líderes buscariam abrigo e a oportunidade seria perdida. O complexo onde ocorria a reunião foi alvo de dezenas de mísseis disparados por aviões israelenses. Nem todos os presentes morreram — Ali Larijani, por exemplo, sobreviveu —, mas autoridades afirmam que dezenas de comandantes militares e civis foram mortos na ação.
Khamenei, de 86 anos, dispunha de bunkers, mas mantinha rotina ativa em seu gabinete. Analistas avaliam que, após protestos internos recentes contra o regime, o líder estaria ciente do risco de ser alvo direto. A chamada “decapitação” do comando iraniano era vista por planejadores como movimento decisivo para enfraquecer a capacidade de reação imediata do país.
No campo estratégico, pesou ainda a possibilidade de o Irã receber da China mísseis antinavio supersônicos, considerados de difícil interceptação por sistemas de defesa americanos. A eventual chegada desse armamento poderia alterar o equilíbrio militar na região e aumentar a vulnerabilidade de navios dos Estados Unidos no Golfo.
O contexto político também influenciou o cálculo. O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, relacionou a ofensiva ao simbolismo do feriado judaico de Purim em pronunciamento oficial. Já nos EUA, pesquisa Ipsos/Reuters indicou apoio limitado da opinião pública à ação militar, sinalizando que o conflito pode ter impacto direto no cenário eleitoral americano.
A defesa de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, vai sustentar que a lobista Roberta Luchsinger utilizou seu nome sem autorização para fechar negócios com Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS. A estratégia é afastar o empresário do suposto esquema revelado por delações de ex-integrantes do alto escalão do Instituto Nacional do Seguro Social.
A informação é da colunista Andreza Matais, do Metrópoles. O caso está sob relatoria do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, que determinou a quebra dos sigilos bancário, fiscal e telefônico de Lulinha. Documentos apontam que ele viajou com o Careca do INSS em novembro do ano passado, em deslocamento pago pelo operador. A defesa inicialmente negou que tivessem viajado juntos, mas, diante dos registros das passagens, passou a afirmar que não houve fechamento de negócios.
Além de se distanciar de Luchsinger, a defesa pretende atribuir responsabilidades ao sócio Kalil Bittar e à publicitária Danielle Miranda Fonteles, reforçando que o nome de Lulinha teria sido usado para abrir portas sem seu consentimento.
Segundo a Polícia Federal, Luchsinger teria intermediado tratativas envolvendo a venda de canabidiol ao Sistema Único de Saúde e integraria o núcleo político da organização investigada. Mendonça negou pedido de tornozeleira eletrônica, mas determinou a entrega do passaporte e proibiu sua saída do país.
Em despacho, o ministro citou mensagem de áudio enviada pela lobista ao Careca do INSS com menção a Lulinha e referência a antigos boatos envolvendo a marca Friboi. A defesa afirma que ele não participou de negociações ilícitas e que seu nome foi explorado por terceiros, enquanto as investigações seguem em andamento.
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