Brasil

Feito para viciar, Roblox tem lógica de cassino e vira caça-níquel para crianças

Opinião – Daniel Mariani

Em 13 de setembro de 2025, 24 milhões de pessoas jogaram ao mesmo tempo “Roube um Brainrot”, do Roblox, estabelecendo um novo recorde mundial. Nesse dia, eu e a minha esposa deletamos o aplicativo do tablet do nosso filho de 10 anos.

A plataforma reúne milhões de jogos criados pelos usuários —hoje, mais de 150 milhões de usuários diários, dos quais 40% declaram ser menores de 13 anos. A empresa fornece as ferramentas, e a comunidade produz o conteúdo.

Muitos motivos anteriores não nos levaram a tomar a decisão de deletar o aplicativo: os quase 80 processos nos Estados Unidos de facilitação de aliciação de melhores, os casos de sequestro, os jogos com temas antissemitas ou racistas, o trabalho infantil ou a arquitetura econômica que entrega aos desenvolvedores uma pequena fração da renda dos jogos.

Foto: Reprodução

Sabíamos de tudo isso e, mesmo assim, permitíamos que o nosso filho jogasse no Roblox, cedendo às razões mundanas pelas quais as famílias cedem: choro, medo de decepcionar os filhos e a sensação de impor a eles um custo social, já que todos os amigos jogam. Administrávamos os riscos —desligamos o chat e configuramos filtros—, mas fechávamos os olhos para as questões morais.

O que nos fez finamente agir foi uma rotina insuportável de brigas e negociações. Um dia, o nosso filho nos fez prometer que voltaríamos de um almoço a tal hora porque havia algo inadiável no jogo. A família estava se adaptando à plataforma, mas o que a tornava especialmente problemática?

Em entrevista ao Hard Fork, podcast de tecnologia do jornal The New York Times, o CEO do Roblox, David Baszucki, disse que um sistema de apostas na plataforma parecia “muito divertido e óbvio”. O executivo falava de algo semelhante ao Polymarket, site em que adultos apostam no resultado dos mais diversos eventos.

Acredito que a maioria das famílias consideraria esse recurso absurdo, já que o Roblox é voltado para crianças. No entanto, a plataforma já está repleta de mecanismos de apostas.

Em “Roube um Brainrot”, jogo que gerou o basta em casa, a partida começa com uma esteira vermelha por onde surgem, aleatoriamente, personagens com diferentes preços. Isso expõe o usuário ao reforço intermitente, mecanismo psicológico em que recompensas imprevisíveis produzem mais engajamento. Muitos produtos infantis exploram essa lógica, como o Kinder Ovo e os pacotes de figurinhas.

No entanto, antes do lançamento da plataforma, em 2006, existiam os caça-níqueis. De acordo com a antropóloga Natasha Dow Schüll, as máquinas, que geravam uma receita minoritária dos cassinos na década de 1980, passaram a responder por cerca de 85% dos seus lucros no começo dos anos 2000. O objetivo dos caça-níqueis —segurar o jogador na cadeira— foi aperfeiçoado durante décadas.

Para isso, era crucial manter os apostadores na chamada zona da máquina, estado em que perdem a noção de tempo e o fluxo consciente e permanecem no ritmo contínuo e hipnótico do jogo. Essa condição foi estudada por Schüll, autora do livro “Addiction by Design”, resultado de 15 anos de pesquisa sobre as máquinas de apostas dos cassinos de Las Vegas.

Um requisito para alcançar a zona da máquina é eliminar qualquer sinal de parada. Esses sinais costumavam estar presentes em toda a parte das nossas vidas: o fim de um disco ou os créditos de um filme. Hoje, plataformas de streaming emendam um episódio no seguinte. “Competimos com o sono”, disse o cofundador da Netflix em 2017.

Eu já havia notado isso. Na primeira infância do meu filho, tive que desabilitar a função de exibição automática do próximo episódio de um desenho para que ele concordasse em tomar banho. Do contrário, uma batalha começava.

Os sinais de parada também eram abundantes nos videogames antigos, por meio da passagem de fases ou da morte de personagens. Não há nada parecido em “Roube um Brainrot”, em que existe uma vida invencível em uma fase contínua.

“SimCity” e “Minecraft”, por exemplo, também não têm paradas, mas “Roube um Brainrot” alia a isso outra estratégia: diversas tarefas de curto prazo. Enquanto naqueles jogos clássicos havia objetivos abertos, de construção e de escolhas não induzidas, em “Roube um Brainrot” o usuário armazena os personagens em plataformas na sua base. Eles geram dinheiro a todo segundo, é preciso voltar à base para coletar os ganhos e a base pode ser invadida a qualquer momento por outros jogadores.

Dessa forma, o usuário opera em três ciclos —acumulação, obtenção de renda e defesa— e há sempre um objetivo. Nos caça-níqueis atuais, a frequência de eventos pode atingir 1.200 apostas por hora. “Você não quer restaurar o estado cognitivo do jogador para que ele possa tomar decisões racionais”, afirmou uma analista de design de cassinos. “No espaço entre cálculo e intuição, racionalidade e afeto, a indústria busca receita”, escreveu Schüll. Na infância, esse espaço é maior.

Tanto os caça-níqueis quanto “Roube um Brainrot” combinam metas de curto prazo com a promessa de um prêmio pelo tempo investido dos jogadores. Nas máquinas, há rodadas bônus para quem completa um número de jogadas. No jogo do Roblox, cronômetros anunciam que, em tantos minutos, um personagem de alto valor surgirá na esteira.

Mesmo que o jogador consiga sair da zona da máquina e pense em parar, desistir tem um custo: o tempo investido no jogo. Não por acaso, o meu filho costumava pedir para jogar mais alguns minutos quando eu insistia para que ele parasse.

Esses mecanismos fazem com que, uma vez no jogo, seja difícil sair. Há também o desafio de fazer o jogador chegar. Para levar apostadores às máquinas, os cassinos seguiam os princípios de um livro de Bill Friedman, ex-presidente de uma casa de apostas de Las Vegas e consultor de cassinos por mais de 30 anos. A entrada dos estabelecimentos deveria ter formas curvas, com uma transição gradual entre o lado de fora e o de dentro, e máquinas deveriam ser posicionadas a poucos passos da entrada.

Da mesma forma, o Roblox se esforça para remover qualquer dificuldade de cadastro. A plataforma não exige email, número de telefone, verificação de identidade ou permissão dos pais. O jogador só precisa inserir um nome de usuário, uma senha e uma data de nascimento. A exceção é para o uso do chat, em que a verificação de idade por meio de foto do rosto é obrigatória, mas o sistema é falho e pode ser burlado.

As crianças podem, então, ter acesso a milhares de jogos sem que os pais os aprovem individualmente, o que o procurador-geral do Texas chamou de “promessas e garantias enganosas”. A classificação indicativa de cada jogo é declarada por seus desenvolvedores, com uma revisão posterior apenas pela própria plataforma.

Essa facilidade de acesso é tão estratégica para a obtenção de novos usuários que o Roblox resiste em implementar verificações mínimas, como exigir um telefone. É possível criar 95 contas em uma hora na plataforma, o que permite que criminosos voltem quase instantaneamente depois de serem banidos.

Obter usuários, porém, não basta. É preciso garantir que eles sempre voltem à plataforma. Em Las Vegas, esse problema foi resolvido espalhando caça-níqueis por toda a cidade. Já o Roblox encontrou uma solução ainda mais eficiente que as notificações em celulares e tablets: eventos com data e hora marcadas, durante os quais os jogadores recebem de graça itens raros, que exigiriam horas para serem conquistados.

A expectativa do evento se espalha entre amigos, gerando Fomo (medo de ficar de fora), o que os desenvolvedores assumem abertamente, em palestras da empresa, a buscar no Roblox. No sábado às 16h, sempre havia um evento, e o meu filho insistia para não sairmos de casa nesse horário.

Como se não bastasse, o jogo aumenta os rendimentos em até 30% quando amigos jogam simultaneamente, criando um incentivo permanente ao recrutamento de novos usuários.

Tanto em cassinos quanto no Roblox, o dinheiro é convertido em créditos, chamados de Robux na plataforma, mas a conversão não é de um para um. A chamada desmaterialização do dinheiro ofusca o seu valor e reduz o desconforto emocional associado a gastar.

No caso do Roblox, essa conversão ainda varia de acordo com fatores como quanto o usuário está comprando. “Roube um Brainrot” tem ainda a sua moeda própria, que pode ser comprada com Robux, também com outra taxa de conversão.

Uma vez que o dinheiro vira pontos abstratos, é hora de gastá-lo. As microtransações, um fracionamento do gasto em quantias tão pequenas que não disparam resistência psicólogica, são a estratégia mais rápida para isso.

Nos caça-níqueis, isso se materializou em “penny slots”, apostas de um centavo por linha, mas de centenas de linhas simultâneas. Já “Roube um Brainrot” permite ao usuário pagar cerca de 39 Robux, o equivalente a R$ 3, para desfazer a proteção das bases rivais por um minuto. O valor é baixo, mas a oferta está sempre presente.

A retenção de usuários também é monetizada por meio de publicidade, com anúncios exibidos só para contas de maiores de 13 anos. A partir deste ano, o Roblox passou a permitir que jogadores escolham assistir a comerciais em troca de itens nos jogos.

Por último, a monetização também ocorre por meio de itens e personagens. Uma das principais formas de obtê-los nos jogos da plataforma é comprando “lucky blocks “(caixas-surpresa), proibidas ou restritas a menores de idade em diversos países por serem consideradas jogo de azar.

Para mitigar a frustração vinda das caixas, alguns jogos implementam o “pity system”, garantia de um item raro depois de um número fixo de sorteios ruins. Com a mesma lógica, a rede de cassinos Harrah’s calcula, para evitar a desistência dos apostadores, o limiar de perdas que os levaria a parar e dispara um bônus para “transformar a dor em boa experiência”, de acordo com Schüll. O “pity system” foi mencionado como estratégia por desenvolvedores em uma conferência do Roblox em 2023 com a mesma lógica e o mesmo vocabulário.

Em cassinos da Austrália —até a proibição do recurso, a partir de 2007— e no Roblox, o recurso de “autoplay” permite que o jogador apenas invista o dinheiro: a máquina ou o jogo é quem atua. A antropóloga descreve isso como o estágio final da sequência que vai da agência do jogador para a zona da máquina e, dela, para a automação total.

As armadilhas de tempo, a sorte e o Fomo foram respostas dos desenvolvedores ao sistema de pagamentos baseados em engajamento, que os remunera pelo tempo que jogadores pagantes passam em seus jogos. Para isso, o Roblox fornece ferramentas com monitoramento detalhado sobre em que ponto os jogadores abandonam o jogo, quanto tempo passam e em que momento compram —tudo discriminado por idade, gênero e modelo do aparelho.

É a mesma transformação que a autora de “Addiction by Design” documentou nos cassinos: a indústria abandonou, na década de 1990, jogos baseados em “adivinhação e instinto” em favor de máquinas que funcionam como “dispositivos de vigilância eletrônica em rede” capazes de registrar comportamentos em tempo real.

A diferença é que os cassinos mantêm essas ferramentas sob controle estrito de operadores e fabricantes. O Roblox as distribui amplamente a milhões de criadores, muitos deles adolescentes, que se transformam em operadores de extração de atenção sem que precisem conhecer qualquer teoria de comportamento.

Já o programa Recompensa ao Criador prevê bônus para desenvolvedores que consigam trazer novos usuários ou reativar contas inativas. Pela LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados), o tratamento e a manutenção de dados pessoais de crianças depende do consentimento dos pais e deve obedecer ao princípio do melhor interesse do menor. Resta saber como sistemas projetados para maximizar o tempo de tela e os gastos nos jogos atendem a esse critério.

Quando tirei o meu filho do Roblox, quis remover a sua conta. Para a minha surpresa, essa opção não existe, apenas deixar a conta inativa. Na primeira crise da criança em um dia de família cansada, a ação pode ser revertida facilmente.

Depois de muita pesquisa, escrevi um email para a empresa alegando que, ao manter a conta, eles infringiam a LGPD. Ao longo de um mês, foram mais de uma dezena de emails, a maioria em inglês (algo que a plataforma exigiu), cópia do passaporte e fotos até conseguir a remoção da conta.

Um desenvolvedor entrevistado por pesquisadores da Universidade Estadual da Pensilvânia expõe como a arquitetura do sistema força o uso de práticas predatórias: “As duas principais coisas que impulsionam os algoritmos [de recomendação de jogos] são a receita gerada e a retenção […]. Se todos estão usando táticas de apostas para crianças para gerar receita, se eu quiser competir, fica implícito que também preciso adicionar apostas para crianças”.

O Roblox afirma que 90% do tráfego começa na página inicial da plataforma. Não por acaso, quase todos os jogos nela estão repletos de mecanismos de apostas. A indústria de games não vende mais diversão, mas monetiza a frustração e a impulsividade.

Essa desconexão entre diversão e tempo gasto desafia o senso comum: se uma criança escolhe passar horas ali, algum prazer deve existir. Porém, esse raciocínio parte de uma confusão fundamental entre diversão e engajamento, já que as principais estratégias do Roblox não se apoiam no lúdico, mas em colecionismo e sorteios e na tensão permanente entre perder um investimento material ou de tempo e a pressão de grupo.

A indústria de cassinos também enfrentou esse dilema décadas atrás. “As pessoas não querem realmente ser entretidas. Nossos melhores clientes querem ser totalmente absorvidos”, disse um designer de apostas a Schüll.

O valor de jogar no Roblox não está na experiência, mas em não ficar de fora. Faltar a eventos da plataforma significa perder o investimento de tempo, os itens raros e a conexão com colegas.

Baszucki, CEO da plataforma, disse ver o Roblox como algo parecido ao futuro do sistema telefônico e ter como meta atingir 1 bilhão de usuários.

Está nítido que o objetivo é se tornar uma rede social. A plataforma já possui elementos similares, como perfis, listas de seguidores, feeds de atividade e notificações constantes. Os avatares funcionam como ferramenta de expressão identitária e comparação social permanente —itens de vestuário dos avatares aparecem com seus respectivos preços. A empresa também lançou, em setembro de 2025, o Roblox Moments, que espelha o formato do TikTok.

Essa transformação parece ser uma questão de mercado. Em “Careless People”, Sarah Wynn-Williams, ex-executiva do Facebook, narra como a companhia voltou seus esforços para outros segmentos depois de saturar o mercado americano adulto. Documentos internos da Meta mostram que a empresa estudou a psicologia de crianças e explorou produtos para usuários de 5 a 10 anos. Quando Mark Zuckerberg tentou lançar o Instagram Kids em 2021, 44 estados dos EUA se opuseram ao projeto e a empresa foi forçada a recuar.

Enquanto a Meta colidiu com a barreira moral da proteção à infância, o Roblox vem ampliando o seu mercado escalando a pirâmide etária de baixo para cima. A plataforma já introduziu jogos para maiores de 17 anos, cogita criar funcionalidades de namoro e não descarta a presença de nudez na plataforma, o que transformaria um playground em ambiente adulto sem precisar trocar de endereço.

Ao ser classificado como plataforma de jogos, o Roblox consegue operar sob um regime regulatório mais brando que o das redes sociais —a empresa ficou de fora, por exemplo, da regulação da Austrália, que atingiu até o YouTube.

Se o conteúdo dos jogos e o uso do chat por predadores sexuais são conhecidos, o design viciante e a estrutura de incentivos financeiros da plataforma raramente ganham atenção. Um estudo indica a razão dessa disparidade: enquanto um texto abusivo ou uma imagem ofensiva são alvos evidentes, o design opera de forma fluida, o que dificulta o seu enquadramento.

Em uma entrevista, o CEO do Roblox narrou a luta para ajudar o seu filho de 21 anos, diagnosticado com transtorno bipolar. Em uma crise de mania, ele jogou fora os remédios e fugiu de casa, o que fez Baszucki recorrer a “voo particular, carro alugado, tipo coisa de equipe SWAT” para encontrá-lo.

A compreensão do problema com o meu filho levou seis meses, durante os quais eu larguei um trabalho presencial para, entre outras coisas, ficar mais perto das crianças. Para substituir o tablet com o Roblox, comprei um Nintendo Switch 2 e alguns jogos que custaram cerca de R$ 5.000. Não recorri a operações swatianas, mas tinha duas coisas raras: tempo e dinheiro —tempo para observar, ler e comparar e dinheiro para trocar uma plataforma grátis por um console caro. A maioria das famílias não dispõem de nenhum dos dois, e o CEO do Roblox sabe bem disso.

Tenho 43 anos, cresci na internet e trabalho como programador. Mesmo assim, preciso seguir vigilante: o Spotify começou a pôr vídeos na plataforma de podcasts que o meu filho escuta e, em determinado momento, um aplicativo de edição de vídeos “kid friendly” se revelou uma rede social disfarçada.

Parafraseando Gaia Bernstein, autora de “Unwired”, insistir na responsabilidade individual dos usuários ignora as assimetrias de poder. Como indivíduos isolados, tentamos resistir a um exército dos melhores programadores, armados de teorias psicológicas sólidas e dados infinitos, além de equipes jurídicas que fazem com que os seus clientes não sejam regulados a contento.

De volta a “Addiction by Design”, Schüll conta a história de Darlene, uma viciada em caça-níqueis que buscava respostas ao seu problema em um grupo de apoio. “Sei como é”, respondiam a ela, que não estava interessada em empatia. Um dia, alguém escreveu: “Caça-níqueis são caixas de Skinner para humanos. Reforço intermitente. O rato não sabe quando vem a recompensa, então nunca para de apertar a alavanca”.

Folha de S. Paulo

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Geral

PESQUISA FUTURA/APEX: Flávio Bolsonaro tem 46,9% contra 44,4% de Lula no 2º turno

Fotos: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil/Andressa Anholete/Agência Senado/Divulgação

Pesquisa da Futura/Apex divulgado nesta segunda-feira (11) mostra que o senador e pré-candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro, lidera uma eventual disputa de 2º turno contra o presidente Lula (PT).

Flávio tem 46,9% das intenções de voto, contra 44,4% do petista.

  • Flávio Bolsonaro (PL) – 46,9%;
  • Luiz Inácio Lula da Silva (PT) – 44,4%;
  • brancos/nulos – 6,7%;
  • não sabe/não respondeu/indeciso – 1,9%.

O levantamento foi realizado pela Futura/Apex de 4 a 8 de maio de 2026. Foram entrevistadas 2.000 pessoas com 16 anos ou mais no Brasil. O intervalo de confiança é de 95%. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais, para mais ou para menos. Registro no TSE: BR-03678/2026

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Geral

41% dos brasileiros afirmam conviver com o crime organizado no bairro onde moram

Foto: Divulgação

A presença do crime organizado já faz parte da realidade de milhões de brasileiros. Pesquisa divulgada pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública mostra que 41,2% da população com mais de 16 anos afirma viver em bairros com atuação de facções criminosas ou milícias. O número representa cerca de 68,7 milhões de pessoas.

A percepção é maior nas capitais, onde 55,9% relatam presença desses grupos. Nas regiões metropolitanas, o índice é de 46%, enquanto no interior chega a 34,1%.

Segundo o levantamento, 61,4% das pessoas que convivem com o crime organizado afirmam que essas organizações influenciam regras e decisões da vida local. O estudo aponta que facções como o Primeiro Comando da Capital e o Comando Vermelho ampliaram atuação para cidades do interior e áreas estratégicas do país.

O impacto aparece na rotina da população: 81% têm medo de ficar no meio de tiroteios, 74,9% evitam determinados locais e 64,4% temem represálias ao denunciar crimes. Além disso, 59,5% evitam falar sobre política no bairro.

A pesquisa também mostra aumento da violência em áreas dominadas pelo crime. Nesses locais, o índice de vitimização sobe de 40,1% para 51,1%. Casos de roubo, golpes digitais e assassinatos de familiares ou conhecidos também são mais frequentes.

A pesquisa “Medo do crime e eleições 2026: os gatilhos da insegurança” foi realizada pelo Instituto Datafolha, encomendada pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, entre os dias 9 e 10 de março de 2026. A margem de erro geral para o total da amostra é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos, considerando um nível de confiança de 95%. O estudo teve abrangência nacional e contou com uma amostra total de 2.004 entrevistas realizadas em 137 municípios.

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Geral

Dino diz que STF confirma 97% das decisões monocráticas


Foto: Rosinei Coutinho/STF

O ministro do STF Flávio Dino publicou nesta segunda-feira (11) um artigo na revista CartaCapital defendendo as decisões monocráticas dos ministros da Corte. A manifestação ocorre em meio à reação do Congresso após a suspensão da Lei da Dosimetria pelo ministro Alexandre de Moraes.

O ministro citou dados de 2025 e disse que 97% dos recursos contra decisões monocráticas tiveram o entendimento do relator mantido pelo plenário, o que, segundo ele, demonstra alinhamento entre as decisões individuais e a jurisprudência da Corte.

No texto, Dino afirma que as decisões individuais não representam “personalismo”, mas fazem parte do funcionamento do sistema judicial para garantir agilidade aos processos. Segundo ele, impedir esse tipo de decisão poderia causar um “colapso jurisdicional” no STF.

Dino também afirmou que o STF produz mais de 500 decisões colegiadas por semana e defendeu uma reforma do Judiciário voltada ao combate de supersalários e fraudes, sem enfraquecer o Supremo.

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Geral

Bote Fé Natal com Maria vende 30 mil ingressos em 24 horas; gramado oferece experiência mais próxima no evento

Com menos de 24 horas do início das vendas, o Bote Fé Natal com Maria já atingiu a marca de 30 mil ingressos vendidos para o evento que acontece dia 10 de outubro, na Arena das Dunas, e que marca o lançamento dos festejos de Nossa Senhora da Apresentação, padroeira de Natal.

Alguns setores estão esgotados, mas a organização citou a disponibilidade de ingressos para assistir ao evento no gramado da Arena das Dunas, vivenciando uma experiência ainda mais próxima da vasta programação religiosa, incluindo a participação do Frei Gilson, que vai reunir um grande público vindo de todas as cidades do Rio Grande do Norte e de estados vizinhos.

A venda de ingressos acontece exclusivamente pelo site Evenyx (www.evenyx.com). Nele, a pessoa pode visualizar os locais dentro da Arena ainda disponíveis para o evento com ingressos a partir de R$ 40.

A arrecadação do evento será destinada à concretização da climatização da Catedral Metropolitana de Natal, por onde passam centenas de milhares de pessoas a cada ano e, com isso, oferecer maior comodidade e conforto aos fiéis e visitantes.

Ao adquirir o ingresso solidário, que também estará disponível para venda, cada pessoa também deverá doar dois quilos de alimentos não perecíveis, a serem entregues na Arena das Dunas no dia do evento. Os alimentos arrecadados beneficiarão milhares de pessoas assistidas pelas obras sociais ligadas à Arquidiocese de Natal.

Dentro da programação, shows com padres cantores e bandas católicas da Arquidiocese de Natal, recitação do terço da Divina Misericórdia e o lançamento da festa de Nossa Senhora da Apresentação 2026.

Mais informações a respeito do Bote Fé Natal com Maria podem ser encontradas no perfil oficial @arqnatal no Instagram.

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Geral

VIVER SEM LIMITES

Foto: Divulgação

A Viver Saúde realiza nesta segunda-feira (11), às 18h, na Casa Viver Saúde, o lançamento do projeto Viver sem Limites, nova linha de cuidado voltada ao acolhimento e acompanhamento de pacientes com dor crônica e fibromialgia.

A iniciativa acontece em meio ao avanço das discussões sobre os direitos das pessoas que convivem com dores persistentes. A Lei nº 15.176/2025, já em vigor no país, reconhece a fibromialgia como condição passível de enquadramento como deficiência, ampliando o debate sobre inclusão, acessibilidade e qualidade de vida.

Durante o encontro, também será lançado o livro Dor Crônica: o que você precisa saber, publicação desenvolvida para ampliar o acesso à informação e conscientizar pacientes, familiares e a sociedade sobre a importância do cuidado integral.

Com o Viver sem Limites, a Viver Saúde reafirma seu propósito de desenvolver projetos que promovam acolhimento, escuta e atenção individualizada às necessidades de cada beneficiário.

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Cidades

VÍDEO: Trecho da RN-120 é interditado entre Santo Antônio e Nova Cruz após afundamento do solo

Vídeo: Reprodução

O Departamento de Estradas de Rodagem do Rio Grande do Norte (DER/RN) informou a interdição de um trecho da RN-120, entre os municípios de Santo Antônio e Nova Cruz, no Agreste potiguar, após o afundamento do solo provocado pelo rompimento da estrutura de um antigo bueiro. A interdição teve início na noite do sábado (9), segundo nota divulgada pelo órgão.

De acordo com o DER, a medida foi adotada por segurança, para evitar acidentes no trecho afetado. O departamento informou que a estrutura do bueiro cedeu, provocando danos no pavimento e comprometendo a trafegabilidade da rodovia. A interdição também deve permitir o escoamento da água no local.

O órgão afirmou que já adquiriu o equipamento necessário para a troca do bueiro, etapa considerada indispensável para recompor o piso e liberar novamente o tráfego na RN-120. No entanto, o DER informou que ainda aguarda a chegada do material para iniciar a execução do serviço.

Enquanto o trecho permanecer interditado, o departamento orienta os motoristas a utilizarem rotas alternativas. Uma das opções é seguir pela RN-269, no sentido Nova Cruz, Passa e Fica e RN-093 em direção a Santo Antônio. Outra alternativa indicada é a RN-269, passando por Nova Cruz, Montanhas, Pedro Velho e acessando a BR-101.

O DER informou que a interdição permanecerá até que sejam realizadas as intervenções necessárias.

Tribuna do Norte

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Política

Lula veta projeto que reconhecia estágio como experiência profissional

Foto: Reuters

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) vetou integralmente o PL (projeto de lei) nº 2.762, de 2019, que “altera a Lei nº 11.788, de 25 de setembro de 2008, para considerar como experiência profissional o estágio realizado pelo estudante”.

A decisão do presidente foi publicada no DOU (Diário Oficial da União) desta segunda-feira (11).

O veto teve parecer favorável do Ministério da Educação, do Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos e da Advocacia-Geral da União.

Segundo o texto publicado no DOU, o governo também considerou a proposta inconstitucional por atribuir genericamente ao Poder Público a regulamentação da medida, o que, na avaliação do Executivo, violaria a autonomia dos entes federativos e a independência entre os Poderes, previstas na Constituição.

O projeto alterava a Lei do Estágio, de 2008, para reconhecer formalmente a atividade exercida por estudantes como experiência profissional. A proposta foi aprovada no Senado Federal em abril.

O texto determinava que o poder público regulamentasse as situações em que o estágio seria utilizado para fins de pontuação ou comprovação em concursos públicos. O objetivo, segundo o autor, o deputado Flávio Nogueira (PT-PI), era facilitar o acesso ao primeiro emprego, especialmente entre os jovens.

CNN

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Política

Relatórios do MP desafiam discurso de bom gestor que Allyson Bezerra tenta vender

Foto: Reprodução

A possível candidatura do prefeito Allyson Bezerra, ao Governo do Estado, tende a ter como principal eixo de campanha o desempenho administrativo apresentado durante sua gestão à frente da Prefeitura de Mossoró. A estratégia política do gestor seria estabelecer comparações diretas entre sua administração, a do ex-prefeito de Natal Álvaro Dias e a da governadora Fátima Bezerra.

Inicialmente, a avaliação nos bastidores era de que as investigações conduzidas pela Polícia Federal no âmbito da Operação Mederi representariam o principal foco de desgaste político para Allyson. No entanto, uma sequência de relatórios e informações produzidas pelo Ministério Público vem ampliando questionamentos sobre o discurso de eficiência administrativa adotado pela gestão municipal.

Enquanto as redes sociais do prefeito destacam avanços e ações positivas em Mossoró, documentos técnicos elaborados a partir de fiscalizações do Ministério Público apontam problemas estruturais em áreas consideradas essenciais da administração pública.

Na assistência social, relatórios técnicos baseados em inspeções realizadas pelo Ministério Público do Rio Grande do Norte entre 2025 e 2026 descrevem um cenário de precariedade na rede municipal. Entre os principais problemas apontados estão estruturas físicas deterioradas, dificuldades no atendimento à população em situação de vulnerabilidade e funcionamento precário de serviços públicos.

Na educação, o Ministério Público aponta a permanência do déficit de vagas em creches, indicando que a expansão da rede municipal não acompanhou o crescimento da demanda.

Já na saúde, os relatórios registram deficiências em serviços públicos, além de problemas estruturais em UPAs e em unidades básicas de saúde do município.

O conteúdo dos relatórios contrasta com a imagem institucional divulgada pela gestão municipal nas redes sociais. Nos bastidores políticos, adversários do prefeito acompanham o material produzido pelos órgãos de fiscalização e avaliam utilizar essas informações durante o período eleitoral, estabelecendo um contraponto entre a narrativa oficial da gestão e os problemas apontados pelos órgãos de controle.

A aposta de Allyson Bezerra em centralizar o debate eleitoral na capacidade administrativa é vista como uma tentativa de afastar a discussão de temas ligados à polarização nacional. Entretanto, o surgimento de novos relatórios e informações negativas pode representar um desafio adicional para a consolidação do discurso de êxito administrativo defendido pelo prefeito.

Com informações Blog Neto Queiroz

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Política

Ciro Nogueira é aconselhado a desistir do Senado e tentar vaga na Câmara

Foto: Jefferson Rudy

Após a operação da Polícia Federal que o vinculou a uma suposta “mesada” paga pelo ex-banqueiro Daniel Vorcaro, o presidente nacional do PP, Ciro Nogueira, tem sido aconselhado a desistir da tentativa de renovar o mandato de senador pelo Piauí e disputar uma vaga para deputado federal nas eleições de outubro.

O entorno de Ciro tem avaliado o impacto eleitoral da operação deflagrada pela Polícia Federal na semana passada.

A avaliação é de que, apesar de ainda faltarem cinco meses para o primeiro turno, o escândalo do Banco Master deve pautar as eleições deste ano.

E o senador deve ser mencionado nas propagandas à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) como um aliado do seu adversário, Flávio Bolsonaro (PL).

Por isso, aliados do senador dizem que uma campanha para a Câmara dos Deputados seria mais fácil ao experiente político, e sem tanta exposição negativa.

As pesquisas eleitorais recentes, promovidas antes da operação policial, mostravam o senador competitivo para uma reeleição, com chances de conquistar um novo mandato.

O entorno dele tem se queixado da postura de Flávio que, em declarações recentes, tentou se afastar do presidente do PP, que já foi cotado para compor sua chapa ao Palácio do Planalto como vice.

CNN

Opinião dos leitores

  1. Na verdade, estão querendo a renuncia, para o processo ir para primeira instância. Essa é a verdade.

  2. Tô esperando ele renunciar.
    Ele disse lá no Piauí que se o nome dele tivesse vinculado a essa treta roubalheira do Master, renunciaria.
    Rsrs.

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Cidades

VÍDEO: Imagens aéreas mostram destruição no Circo do Tirullipa

Imagens aéreas registraram o cenário de destruição deixado pelo incêndio que atingiu o Circo do Tirullipa, em Natal, durante a madrugada desta segunda-feira (11). O fogo consumiu parte da estrutura montada no estacionamento da Arena das Dunas e mobilizou equipes do Corpo de Bombeiros Militar do Rio Grande do Norte (CBMRN).

Os registros feitos por drone mostram a lona completamente destruída e parte da estrutura metálica comprometida pelas chamas. As imagens aéreas também revelam marcas do incêndio espalhadas pelo terreno onde o circo estava instalado desde o início do mês de março.

Segundo o Corpo de Bombeiros, o chamado foi registrado por volta das 4h40 da manhã. Três viaturas foram enviadas ao local para combater o fogo e evitar que as chamas se espalhassem para áreas próximas.

Apesar da intensidade do incêndio, não houve registro de feridos. As equipes realizaram buscas no interior da estrutura para verificar a possibilidade de vítimas ou desaparecidos, mas ninguém foi encontrado no local.

O local permanece isolado para garantir a segurança da população e das equipes que seguem atuando na área. A Defesa Civil deverá realizar uma vistoria estrutural para avaliar os riscos existentes e identificar as condições da estrutura remanescente.

Ponta Negra News

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