Foto: Reprodução
O fim da escala 6 X 1 e a redução da jornada semanal no Brasil podem atingir 31,5 milhões de trabalhadores formais e ter impacto mais intenso sobre pequenas empresas, que concentram 52% do emprego formal no país, segundo estudo do Instituto Esfera.
O documento, chamado “A Reconfiguração da Jornada de Trabalho no Brasil: Perspectivas e Impactos Socioeconômicos”, foi coordenado por Fernando Meneguin e revelado com exclusividade ao Poder360.
O estudo mostra que a média salarial das pessoas que trabalham essa jornada é de R$ 2.627 e há prevalência de mulheres. A mudança, quando conduzida, terá impacto inflacionário, aumento de custos para empresas e desemprego. É citada como exemplo a última redução de escala no país, realizada na Constituição de 1988.
“A taxa de desemprego, que era de 8,7% no ano seguinte à Constituição (1989), iniciou uma escalada contínua, registrando um pico histórico de 19,9% em 1999. O corolário desse processo foi um salto na informalidade, que chegou a atingir 60% do mercado de trabalho”, diz trecho do estudo.
A proposta em debate no Congresso incide principalmente sobre trabalhadores com jornadas acima de 40 horas semanais –maioria no mercado formal– e exige reestruturação ampla das escalas, sobretudo em setores como comércio e serviços.
Meneguin diz que a última redução da jornada, de 48 para 44 horas semanais, promovida pela Constituição de 1988, foi realizada em um contexto econômico distinto, de economia mais fechada e hiperinflação, e causou efeitos de médio prazo no desemprego.
“Hoje, o país apresenta produtividade estagnada, além de gargalos de qualificação da mão de obra, o que tende a dificultar a absorção de novos trabalhadores pelo mercado e a aumentar os custos de treinamento e adaptação das empresas”, afirmou.
O número reforça a dimensão estrutural da proposta em debate no Congresso, que prevê a diminuição do teto constitucional para até 36 horas semanais. Hoje, a jornada de 44 horas é a mais comum no país e abrange cerca de 74% dos vínculos formais, segundo dados compilados pelo estudo com base em levantamentos do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada).
Poder360
As empresas de tecnologia que trabalham com automação devem está amando essa história. Que Deus proteja nosso país desses irresponsáveis que só pensam em votos para se elegerem, a final não serão eles que vão arcar com as consequências
Sou a favor do trabalho por hora. Quem quer ganhar mais trabalha mais horas, quem que trabalhar menos trabalha menos horas. Ninguém pode reclamar de nada.
Pois é, o problema é que tudo vira um fla x flu direita e esquerda. Salário mínimo vigente deveria ser para 40 horas, qualquer coisa a mais só aumentar. O ruim da 6×1 é que a turma trabalha sábados, domingos e feriados e não ganha o multiplicador…
O Governo Tem que dar alguma contrapartida aos empresário. Não é possível tudo jogar no lombo dos empresários, esses são os que realmente sustentam o Brasil e responsáveis pelo desenvolvimento do país.
Como meu pai dizia: ” É melhor chegar em casa cansado de trabalhar, do que chegar cansado de procurar empregos”.
Apesar de ser muito pesado para os empresários Brasileiros que são sugados pela incompetência da máquina pública através de vários impostos e encargos, eu como funcionário público federal, que passei num concurso bastante concorrido, eu apoio o fim da escala 6×1. É muito desgastante para os funcionários.