Foto: Reprodução / TV Globo
Preocupado com o impacto político da crise envolvendo o Banco Master, o Palácio do Planalto trabalha para se afastar do caso e evitar que o tema ganhe força no Congresso em pleno ano eleitoral. A estratégia do governo é reforçar o discurso de apoio às investigações em curso e evitar a instalação de uma CPI, vista internamente como um fator de instabilidade que poderia travar pautas prioritárias da gestão Lula.
O desgaste aumentou após a repercussão de encontros entre o presidente Lula e o dono do banco, Daniel Vorcaro, além das revelações envolvendo figuras próximas ao governo, como o ex-ministro da Justiça Ricardo Lewandowski, que prestou consultoria jurídica ao Master antes de retornar ao Executivo. O assunto também ganhou força nas redes sociais, com menções frequentes ao presidente e aliados, ampliando a pressão política sobre o Planalto.
Aliados do governo no Congresso afirmam que a linha de defesa será destacar que a Polícia Federal e o Banco Central já atuam no caso, o que tornaria desnecessária uma comissão parlamentar. A avaliação é de que uma CPI poderia transformar o escândalo em palco político para a oposição e contaminar o ambiente legislativo às vésperas das eleições.
Nos bastidores, o governo também pretende apontar que o processo de liquidação do banco foi conduzido pelo Banco Central e que as investigações seguem sob responsabilidade da Polícia Federal. A leitura no Planalto é de que conter o avanço do caso no debate político será essencial para evitar que o tema da corrupção volte ao centro da disputa eleitoral em 2026.
Com informações do O Globo
Barrar por que? Não estamos em um estado democrático de direito? A democracia não anda a mil maravilhas, o corrupto e antidemocrático não era o Bolsonaro? Deixa acorrer a CPI! Já fiz o velho ditado: “quem não deve não teme” já que estamos vivendo num país maravilhoso onde todas as instituições funcionam em pleno vapor, Lula só ganhará votos, após provar que, nem ele, nem seus “chegados” estão envolvidos em qualquer escândalo. É estranho esse desejo dele de tentar impedir a CPI.