Jornalismo

Grupo Globo divulga diretrizes sobre o uso de redes sociais por jornalistas

Grupo Globo divulgou neste domingo (1) uma série de diretrizes sobre como os jornalistas de seus diversos veículos devem usar as redes sociais. Em carta, o presidente do Conselho Editorial do grupo, João Roberto Marinho, explica que o objetivo é que os jornalistas evitem tudo aquilo que possa comprometer a percepção de que exercem a profissão com isenção e correção.

Essas recomendações foram incorporadas aos Princípios editoriais do grupo, publicados originalmente em 2011 e agora atualizados (veja a íntegra dos Princípios Editoriais).

A seguir, leia a carta que João Roberto Marinho enviou aos jornalistas do Grupo Globo e as diretrizes de uso das redes sociais:

Carta de João Roberto Marinho
Caros companheiras e companheiros,

Ninguém discordará de que o advento das redes sociais é um dos fenômenos que definem o século XXI. De uma maneira inédita na história da humanidade, elas conectaram pessoas em nível planetário, permitindo a formação de comunidades, o compartilhamento de ideias, fatos e opiniões, a aproximação de pessoas que frequentemente nem se conhecem. É algo extremamente positivo e bem-vindo.

Como tudo, porém, logo descobrimos que elas têm também um lado sombrio: podem ser usadas para manipular grupos, disseminar boatos e mentiras com fins antidemocráticos e permitir que a intimidade das pessoas seja clandestinamente conhecida. Com a consciência desses defeitos, porém, seus usuários se tornam cada vez mais capazes de produzir anticorpos para esses males. Na balança entre o bem e o mal, nós acreditamos que o lado bom das redes sociais supera o lado mau, embora seja necessário ainda muito estudo e atenção para combater os malefícios. Somos, enfim, entusiastas do potencial positivo das redes sociais.

Nós, jornalistas, como todos os cidadãos, podemos fazer parte delas seja do ponto de vista pessoal ou profissional. Podemos compartilhar impressões, sentimentos, fatos do nosso dia a dia, assim como utilizá-las para fazer fontes, garimpar notícias, descobrir tendências. Não é novidade para nenhum de nós, no entanto, que o jornalismo traz bônus e ônus.

O bônus é o prazer de exercer uma atividade fascinante cujo objetivo último é informar o público, para que possa escolher melhor como quer viver, como fazer livremente escolhas, uma atividade que nós, sem modéstia, consideramos absolutamente nobre. O ônus é justamente aquele que nos impomos para poder fazer um bom jornalismo: em resumo, tentar ao máximo nos despir de tudo aquilo que possa pôr em dúvida a nossa isenção.

Sei que não é preciso, mas dou aqui um ou dois exemplos. Todos os jornalistas que cobrem economia (e aqueles que compõem a chefia da redação), por exemplo, se privam da liberdade de aplicar em papéis de empresas específicas para que jamais levantem a suspeita no público de que determinada notícia sobre esta ou aquela empresa tem por trás um interesse pessoal. Um jornalista de cultura que seja parente de algum artista se considerará impedido de cobrir as atividades dele. Nós conhecemos bem as nossas restrições, aliás descritas em nossos princípios editoriais que o Grupo Globo publicou em 6 de agosto de 2011. E nada disso nos perturba ou incomoda porque temos a consciência de que o propósito é permitir que façamos um bom jornalismo e que sejamos reconhecidos por isso.

As redes sociais nos impõem também algumas restrições. Diferentemente das outras pessoas, sabemos que não podemos atuar nelas desconsiderando o fato de que somos jornalistas e de que precisamos agir de tal modo que nossa isenção não seja questionada. Já no lançamento dos princípios editoriais, previmos isso quando estabelecemos o seguinte: “A participação de jornalistas do Grupo Globo em plataformas da internet como blogs pessoais, redes sociais e sites colaborativos deve levar em conta três pressupostos: (…) 3- os jornalistas são em grande medida responsáveis pela imagem dos veículos para os quais trabalham e devem levar isso em conta em suas atividades públicas, evitando tudo aquilo que possa comprometer a percepção de que exercem a profissão com isenção e correção.”

Desde então, porém, o uso de redes sociais se universalizou de tal forma que é necessário detalhar melhor como nós jornalistas devemos utilizá-las de modo a não ferir, de maneira alguma, aquele que é um pilar da nossa profissão: a isenção. É por essa razão que estamos acrescentando uma seção aos nossos Princípios Editoriais sobre o uso das redes sociais.

Essas recomendações sobre como devemos nos comportar nas redes não têm nada de idiossincrático ou exclusivo. Na verdade, estão rigorosamente em linha com o que praticam os mais prestigiados veículos jornalísticos do mundo, como The New York Times e BBC, para citar apenas dois de dezenas de exemplos.

É fundamental que todos leiamos com atenção essas diretrizes e as sigamos com o rigor que nos caracteriza em nossas atividades profissionais.

Dito isso, a Seção II de nossos Princípios Editoriais terá um novo item, de número 5, apresentado ao fim desta carta.

Tenho absoluta convicção de que todos nós entenderemos as razões dessas diretrizes mais detalhadas e as seguiremos. Agradeço pela atenção e disponibilizo a seguir o texto que será acrescentado, a partir de hoje, aos nossos Princípios Editoriais.

Rio de Janeiro, dia 1 de julho de 2018

João Roberto Marinho

Presidente do Conselho Editorial do Grupo Globo

As novas diretrizes

Seção II: Como o jornalista deve proceder diante das fontes, do público, dos colegas, do veículo para o qual trabalha e das redes sociais

(…)

5) Diante das redes sociais:

a) O Grupo Globo considera que toda rede social é potencialmente pública. Mesmo que alguém permita o acesso ao que nela diz ou publica a apenas um grupo de pessoas, há uma alta possibilidade de que tal conteúdo se torne público. E, quando essa pessoa é um jornalista, a sua atividade pública acaba relacionada ao veículo para o qual trabalha. Se tal atividade manchar a sua reputação de isenção manchará também a reputação do veículo. Isso não é admissível, uma vez que a isenção é o principal pilar do jornalismo. Perder a reputação de que é isento inabilita o jornalista que se dedica a reportagens a desempenhar o seu trabalho. Isso se aplica a todas as redes – Twitter, Instagram, Facebook, WhatsApp ou qualquer outra que exista ou venha a existir;

b) Em alguns casos, a perda da reputação de isenção é evidente de imediato. Em outros, é preciso uma análise criteriosa. Essa avaliação deve ser feita pelas chefias imediatas e compartilhada com a direção de redação, que decidirá quando é o caso de encaminhar a questão ao Conselho Editorial do Grupo Globo;

c) É evidente que, em aplicativos de mensagens, como WhatsApp e outros, em que há mais controle sobre o acesso, todos têm o inalienável direito de discutir o que bem entender com grupos de parentes e amigos de confiança. Mas é preciso que o jornalista tenha em mente que, mesmo em tais grupos, o vazamento de mensagens pode ser danoso à sua imagem de isenção e à do veículo para o qual trabalha. E que tal vazamento o submeterá a todas as consequências que a perda da reputação de que é isento acarreta. Assim, compartilhar mensagens que revelem posicionamentos políticos, partidários ou ideológicos, mesmo em tais grupos, exige a confiança absoluta em seus participantes – confiança que só pode ser avaliada pelo jornalista;

d) Em sua atuação nas redes sociais, o jornalista deve evitar tudo o que comprometa a percepção de que o Grupo Globo é isento. Por esse motivo, nas redes sociais, esses jornalistas devem se abster de expressar opiniões políticas, promover e apoiar partidos e candidaturas, defender ideologias e tomar partido em questões controversas e polêmicas que estão sendo cobertas jornalisticamente pelo Grupo Globo. Em síntese, esses jornalistas não devem nunca se pôr como parte do debate político e ideológico, muito menos com o intuito de contribuir para a vitória ou a derrota de uma tese, uma medida que divida opiniões, um objetivo em disputa. Isso inclui endossar ou, na linguagem das redes sociais, “curtir” publicações ou eventos de terceiros que participem da luta político-partidária ou de ideias. Quando acompanhar a atividade nas redes sociais de candidatos, partidos, entidades ou movimentos em torno da defesa de ideias ou projetos for fundamental para a cobertura jornalística, é permitido que o jornalista siga as suas páginas ou contas (mas não se deve curtir os seus posts). Quando for assim, o jornalista deve seguir todos os candidatos a um cargo majoritário e, nos outros casos, partidos e movimentos que defendam ideias opostas ou essencialmente diferentes, para que fique claro ao público que a iniciativa de os seguir não se deve a preferências pessoais. Da mesma forma, esses jornalistas devem avaliar se sua imagem de isenção estará sendo comprometida ao compartilhar material de terceiros. Agir de modo diferente compromete de forma irremediável a isenção do jornalista e mancha a reputação do veículo para o qual trabalha, com a consequência já mencionada;

e) Como em todos os veículos de imprensa, há no Grupo Globo jornalistas cuja função é analisar fatos e controvérsias e opinar sobre eles. Por óbvio, tais jornalistas não ferem o princípio da isenção. Primeiramente, porque agem com transparência, deixando explícito que não fazem uma reportagem objetiva sobre os fatos, mas a partir deles os analisam e opinam sobre eles (ver Seção I, item 1, letra t). É uma atividade jornalística diversa da reportagem, mas que atende também a uma demanda do público: ter acesso a opiniões e análises sobre fatos e controvérsias para que possa formar a sua própria opinião. Tais jornalistas, normalmente chamados de comentaristas, analistas ou colunistas de opinião, devem ter uma atuação na rede social que não permita a percepção de que são militantes de causas e que fazem parte da luta político-partidária ou de ideias. A eles, como a todos, é vedado apoiar candidatos ou partidos, dentro e fora de eleições;

f) Colaboradores, em seções de análise e opinião, que não sejam jornalistas, mas profissionais de outras áreas de atuação, devem julgar como atuar nas redes sociais, conscientes de que a sua reputação, fundamental para sua condição de colaborador, é afetada por essa atuação. Não é permitido declarar voto ou fazer propaganda para candidatos ou partidos no material produzido especificamente para os veículos para os quais trabalham;

g) Por razões correlatas, é imprescindível que o jornalista do Grupo Globo evite a percepção de que faz publicidade, mesmo que indiretamente, ao citar ou se associar a nome de hotéis, marcas, empresas, restaurantes, produtos, companhias aéreas etc. Isso também não deve acontecer em contas de terceiros, e o jornalista deve zelar para evitar tais ocorrências. Participantes de programas esportivos televisivos, radiofônicos ou transmitidos pela internet seguirão neste quesito a política comercial de seus veículos. O jornalista deve evitar criticar hotéis, marcas, empresas, restaurantes, produtos, companhias aéreas etc., mesmo que tenha tido uma má experiência. O motivo é simples: a posição que ocupa nos veículos do Grupo Globo pode levar a que tenha um tratamento preferencial no reparo de danos sofridos;

h) Essas diretrizes em nada diminuem a importância que o Grupo Globo vê nas redes sociais. O Grupo Globo estimula o seu jornalista e os seus veículos a utilizarem as redes sociais como valioso instrumento para se aproximar de seu público, ampliá-lo, reforçar a imagem de credibilidade de que já desfrutam, divulgar os seus conteúdos, encontrar notícias, fazer fontes. Nessa atividade, devem, porém, observar as regras até aqui descritas. E outras deste código;

i) Os jornalistas do Grupo Globo devem sempre priorizar os seus veículos na divulgação de notícias, ou seja: noticiar os fatos sempre em primeira mão nos veículos para os quais trabalham. Somente então, poderão disponibilizar as notícias nas redes sociais, mas seguindo regras: as notícias devem ser brevemente resumidas e acompanhadas de um link que permita ao leitor ler a sua íntegra no veículo que a publicou. Quando a notícia não dispuser de um link específico, é obrigatória a publicação de um link do veículo para o qual trabalha, com a especificação da editoria, para que o leitor possa buscar mais detalhes. Devem agir de forma igual os comentaristas, analistas e colunistas de opinião em relação ao que produzirem para os veículos para os quais trabalham;

j) A publicação de reportagens certamente vai gerar comentários dos leitores. O jornalista do Grupo Globo deve tratar todos com respeito. Pode esclarecer dúvidas e comentar críticas. Se estas forem ofensivas, talvez seja melhor simplesmente não responder. Se se sentir vítima de abuso, é legítimo que o jornalista do Grupo Globo bloqueie os ofensores. Mas é preciso critério: não confundir críticas contundentes, mas legítimas, com ofensas e abusos;

k) O jornalista do Grupo Globo, sem exceção, não pode, por óbvio, criticar colegas de suas redações ou de redações de competidores nas redes sociais. O crítico acaba sempre por se diminuir diante do público. Da mesma forma, chefias não devem usar as redes sociais para elogiar os próprios veículos ou criticar concorrentes. Elogios e críticas podem ser interpretados como arrogância, algo que deve sempre ser evitado. Nesses dois casos, com propósitos construtivos, devem ser sempre priorizados os canais internos;

l) Essas regras são válidas para todos os jornalistas do Grupo Globo e devem ser rigorosamente observadas. As chefias diretas ficam com a incumbência de implementá-las, torná-las uma realidade e, em caso de faltas por parte de jornalistas, dividir os episódios com a direção de redação do veículo, que decidirá então se é o caso de levá-los à apreciação do Conselho Editorial do Grupo Globo;

m) O Grupo Globo tem a compreensão de que, muitas vezes, o jornalista pode se sentir em dúvida sobre se um texto seu nas redes sociais resvala na tomada de posição, ferindo o princípio da isenção. A única solução é consultar a chefia.

G1

 

Opinião dos leitores

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Geral

Área coberta da Praça Cívica, em Natal, tem sido ocupada por pessoas em situação de rua

Foto: reprodução

A área coberta da Praça Cívica, em Natal, está sendo ocupada por pessoas em situação de rua de forma contínua.

O local tem sido usado para dormir, com a utilização de colchões improvisados. Também é possível notar roupas estendidas na estrutura, descaracterizando a função do espaço, que é voltado ao lazer e à convivência.

A ocupação tem sido recorrente e não se trata de um caso pontual ou isolado.

Opinião dos leitores

  1. Obrigado prefeito!!! Onde está o recurso do SUAS? Cadê a política municipal para as pessoas em situação de rua?

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Geral

Michelle sobre estado de saúde de Bolsonaro: “Sem soluços há 6 dias”

Foto: reprodução/Instagram

A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro usou as redes sociais neste sábado (4/4) para atualizar a saúde de Jair Bolsonaro (PL), que cumpre a pena de 27 anos e 3 meses em prisão domiciliar. Segundo Michelle, o ex-presidente não apresenta quadro de soluços há seis dias e está conseguindo fazer a fisioterapia e os soluços cessaram.

“Galego está há seis dias sem soluços. conseguindo fazer a fisioterapia! Motivo mais do que suficiente para me alegrar e agradecer ao nosso amado Pai”, disse nas redes sociais.

A atualização contradiz o que Carlos Bolsonaro (PL) afirmou ao visitar o pai na última quarta-feira (1º/4). Segundo ele, as crises de soluço estavam “intermináveis e ininterruptos”.

“Meu pai continua enfrentando crises de soluços intermináveis e ininterruptas, e sua saúde se deteriora rapidamente em razão das comorbidades e do cerceamento de liberdade”, informou na ocasião.

Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e 3 meses pela trama golpista em regime domiciliar humanitário desde do dia 27 de março, quando teve alta hospitalar após uase duas semanas de internação devido a um quadro de broncopneumonia bacteriana.

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes autorizou a prisão domiciliar ao ex-mandatário com um prazo inicial de 90 dias. A decisão ocorreu após o procurador-geral da República (PGR), Paulo Gonet, manifestar-se favoravelmente ao pedido da defesa do ex-mandatário.

Metrópoles

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VÍDEO: Veja como ficou o ônibus do cantor Nuzio Medeiros após acidente na madrugada deste sábado (4)

Imagens: Instagram/veículosdebandas

Novas imagens mostram como ficou o ônibus do cantor Nuzio Medeiros após acidente na madrugada deste sábado (4), próximo ao posto da PRF, na BR-316, no Piauí, quando o veículo seguia de Iguatu (CE) para Presidente Dutra (MA).

Apesar do relato no vídeo afirmando que o motorista do ônibus teria cochilado, não há confirmação sobre o que teria causado o acidente.

Pelo estado em que ficou o ônibus, foi um grande livramento não ter vítima fatal no acidente. 22 pessoas estavam no veículo no momento do acidente. Duas pessoas sofreram fraturas da perna. Outras relataram dores na clavícula e no abdômen e tiveram escoriações. Todas foram socorridas e se recuperam bem.

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Lula amplia verbas de propaganda de big techs, que superam SBT e Band pela primeira vez

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

A verba de publicidade do governo Luiz Inácio Lula da Silva destinada a plataformas digitais superou, pela primeira vez em 2025, os valores pagos a emissoras como SBT e Band.

A mudança reflete a ampliação dos investimentos em internet, que passaram de cerca de 20% para mais de 30% do total. Ao menos R$ 234,8 milhões dos R$ 681 milhões em anúncios foram destinados a empresas como Google e Meta, dona do Facebook, Instagram e WhatsApp.

As plataformas digitais ficaram entre as maiores beneficiadas, atrás apenas dos grupos Globo e Record.

Segundo a Secretaria de Comunicação Social (Secom), o aumento acompanha a mudança no comportamento dos brasileiros, com maior consumo de informação nas redes. A estratégia também busca ampliar o alcance de campanhas institucionais.

Os investimentos cresceram significativamente: no Google, os valores subiram de R$ 10,5 milhões em 2023 para R$ 64,6 milhões em 2025; já na Meta, passaram de R$ 30,1 milhões para R$ 56,9 milhões.

Apesar disso, a TV aberta ainda concentra a maior fatia, com cerca de 45% da verba. No último ano, a Globo recebeu cerca de R$ 150 milhões e a Record, R$ 80,5 milhões.

A estratégia inclui ainda expansão para novas plataformas, como o Kwai e serviços de streaming, como Prime Video e Netflix, além da contratação de influenciadores digitais.

O movimento ocorre em meio à preparação para 2026, ano eleitoral em que o governo deve intensificar a comunicação institucional.

Opinião dos leitores

  1. O Mensalão foi baseado numa agência de propaganda de Marcos Valério e agora quem está no esquema?🇧🇷🤠💄

  2. Já dizia meu avô, papel aguenta tudo, gastar essa gorjeta de R$234,8 MILHÕES do dinheiro do povo, só com INTERNET, em ano eleitoral para divulgar o que não fez, mas quer CENSURAR A INTERNET DO POVO, pense na coerência desse presidente.

  3. Ele não é o sujeito que condena veementemente o uso desse expediente? Cara, homem sem moral é um tristeza, esse decrépito é um sujo.

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Geral

Natal tem quatro trechos de praias impróprios para banho; veja quais são

Foto: José Aldenir/Agora RN

Quatro trechos de praias em Natal estão impróprios para banho, segundo boletim divulgado nesta sexta-feira (3) pelo Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente (Idema). O levantamento também identificou dois pontos inadequados em Parnamirim e Nísia Floresta.

Na capital, os locais impróprios são:

  • Ponta Negra (Morro do Careca)
  • Areia Preta (Escadaria de Mãe Luíza)
  • Praia do Forte
  • Redinha (Rio Potengi)

Fora de Natal, os pontos são o Rio Pirangi-Pium (Balneário Pium), em Parnamirim, e a Foz do Rio Pirangi, em Nísia Floresta.

O Idema monitora 33 pontos ao longo do ano e avalia a presença de coliformes fecais na água, conforme critérios do Conselho Nacional do Meio Ambiente.

O relatório é válido até quinta-feira (9) e será atualizado na sexta-feira (10). O monitoramento integra o Programa Água Azul, realizado em parceria com o Instituto Federal do Rio Grande do Norte e a Fundação de Apoio à Educação e ao Desenvolvimento Tecnológico do RN.

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Geral

Nunes Marques e mulher viajaram para festa em Maceió em voo bancado por advogada do Banco Master

Foto: Fellipe Sampaio/SCO/STF

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Kassio Nunes Marques viajou de Brasília para Maceió com sua mulher em avião particular que pertence a empresa que administra os bens do banqueiro Daniel Vorcaro, a Prime You. O magistrado foi a uma festa de aniversário na capital alagoana a convite de uma advogada que atua judicialmente para o Banco Master e assumiu ser a responsável por arcar com os custos da viagem.

Procurado pelo Estadão, o ministro confirmou a viagem e disse que foi convidado para o aniversário da advogada Camilla Ewerton Ramos, mulher do desembargador Newton Ramos, do Tribunal Regional Federal da 1.ª Região (TRF-1).

“No dia 14/11/25, o ministro Nunes Marques e a esposa viajaram para festa de aniversário de Camilla, casada com o desembargador Newton Ramos, que foi colega do ministro no TRF-1. Camilla convidou o ministro e outros casais de amigos e ficou responsável pelo voo e detalhes da viagem”, afirmou em nota.

Camilla afirmou, em nota, que “o voo citado foi particular, privado e contratado de forma pessoal pela advogada em virtude da comemoração de seu aniversário”. O desembargador não comentou.

No Superior Tribunal de Justiça (STJ), Camilla aparece como advogada do Banco Master, de Daniel Vorcaro, em três processos relacionados à recuperação de créditos no setor de álcool. A advogada recebeu procuração para atuar em nome do banco em 12 de dezembro de 2024.

Banco Master deu procuração para a advogada Camilla Ramos atuar no STJ em dezembro de 2024 | Foto: Reprodução

Documento com a identificação das entradas no terminal executivo do Aeroporto de Brasília, obtido pelo Estadão, mostra que o ministro ingressou no local acompanhado da mulher, Vanessa Ferreira, às 10h do dia 14 de novembro do ano passado.

Um avião operado pela Prime Aviation Táxi Aéreo e Serviços partiu 35 minutos depois com destino a Maceió, conforme dados da Aeronáutica. A Prime é empresa que teve Vorcaro como sócio até setembro de 2025 e ainda gere bens do banqueiro.

Os registros de acesso ao terminal mostram que o desembargador Newton Ramos e a advogada Camilla também ingressaram no local no mesmo horário para pegar o voo com destino a Maceió, além de outras pessoas.

A aeronave usada na viagem foi um Legacy 650, fabricado pela Embraer e identificado com o prefixo PP-NLR. Segundo documentação sob custódia da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), o avião tem capacidade para 17 passageiros e é operado pela Prime Aviation, controlada pela Prime You.

A Prime You recebeu aporte dos fundos Jaguar e Patrimonial Blue, ambos sob administração da gestora Trustee, de Maurício Quadrado, ex-sócio de Vorcaro no Master.

Vorcaro deixou de ter participação societária direta na Prime You em setembro de 2025, quando o Banco Master já estava na mira das autoridades. Essa participação foi vendida a um fundo gerido pela Trustee, que é uma gestora de fundos também ligada ao Master, de acordo com as investigações da Polícia Federal.

Procurada, a defesa de Daniel Vorcaro não se manifestou.

O Estadão também revelou outros vínculos do Master com o ministro. O escritório de advocacia de um dos seus filhos, Kevin Nunes Marques, recebeu R$ 281,6 mil de uma empresa de consultoria tributária que, no mesmo período, obteve pagamentos de R$ 6,6 milhões do Master e outros R$ 11,3 milhões da JBS. Além disso, a Polícia Federal identificou diálogos de Nunes Marques com Vorcaro no celular apreendido do banqueiro.

Outros ministros do STF

Nunes Marques não é o único que teria utilizado aviões operados pelo grupo Prime, de acordo com registros documentais. Os ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli também viajaram em aviões da empresa.

Moraes e sua mulher Viviane Baci pegaram ao menos oito voos entre maio e outubro de 2025.

Conforme mostrou o Estadão, Alexandre de Moraes viajou de Brasília para São Paulo em agosto de 2025 em um avião da companhia e, no dia seguinte, reuniu-se com o banqueiro, segundo mensagem de Vorcaro enviada a então namorada.

Moraes acessou o terminal de aviação executiva do aeroporto de Brasília às 19 horas do dia 7 de agosto de 2025, segundo dados enviados à CPI pela Inframérica, administradora do aeroporto da capital federal. Era uma quinta-feira, após sessão plenária do STF.

Às 19h16, decolou um avião da empresa FSW PSE, que tem Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro entre os sócios. A reportagem teve acesso a um documento ao qual o piloto que conduziu a aeronave Falcon 2000, da FSW, neste dia afirma categoricamente que o ministro Alexandre de Moraes não esteve a bordo.

Em seguida, um voo da Prime, empresa que teve participação de Vorcaro até setembro de 2025, partiu de Brasília para o Aeroporto de Congonhas. O Phenom 300, de prefixo PR-SAD, decolou às 20h05 e aterrissou às 21h33.

O terceiro voo com destino a Congonhas realizado pela aviação privada em Brasília, no dia 7 de agosto, partiu às 20h29. Era uma aeronave da Secretaria de Segurança Pública de Mato Grosso.

Um dia após embarcar em Brasília, o ministro teve uma reunião com Daniel Vorcaro. Ao menos foi o que o banqueiro relatou em conversa com a ex-namorada Martha Graeff, encontrada no celular dele e obtida pela CPI do INSS.

O ministro Dias Toffoli voou num avião da Prime Aviation em 4 de julho de 2025. É o que indicam documentos, obtidos pelo Estadão, com registros de voos e entrada de pessoas no terminal de aviões executivos no aeroporto de Brasília. Procurado, o ministro não se pronunciou.

O ministro entrou no terminal executivo às 10h naquele dia, conforme consta em registros oficiais. Às 10h10, segundo dados do Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea), um avião da Prime Aviation, com prefixo PR-SAD, decolou para Marília (SP), cidade natal de Toffoli.

Estadão Conteúdo

Opinião dos leitores

  1. Nunes Marques, indicado pelo Bozo, quem diria!? Kkkkkkkk Até o terrivelmente evangélico é suspeito. Temos o Careca e o Toffoli já com as caras expostas.

  2. O Daniel Vorcaro mostrou para o mundo como tratar as autoridades brasileiras,se quiser se dar bem no Brasil.🇧🇷🤠💄

  3. Não é à toa que votou contra a prorrogação da CPMI do INSS. Esse foi indicado por Bolsonaro, mas é cria do CENTRÃO.

  4. Será o terceiro ministro do STF envolvido no escândalo Banco Master??
    É somente uma pergunta.

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Política

Prazo para pré-candidatos deixarem cargos termina neste sábado (4)

Foto: José Cruz/Agência Brasil

Termina neste sábado (4) o prazo para que ocupantes de cargos públicos deixem suas funções caso pretendam disputar as eleições de 2026. A regra da desincompatibilização exige o afastamento até seis meses antes do primeiro turno, marcado para 4 de outubro, com o objetivo de evitar uso da máquina pública em benefício eleitoral.

A exigência vale para cargos do Executivo e funções estratégicas, como ministros e secretários. Entre os governadores que já confirmaram saída estão Gladson Cameli, Antônio Denarium, Mauro Mendes, Ibaneis Rocha, Renato Casagrande e Helder Barbalho, a maioria com intenção de disputar o Senado.

Outros nomes, como Ronaldo Caiado e Romeu Zema, são apontados como pré-candidatos à Presidência. Já o governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, não deve disputar após decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que o tornou inelegível.

Por outro lado, governadores como Tarcísio de Freitas, Ratinho Júnior, Eduardo Leite e Raquel Lyra optaram por permanecer nos cargos, seja para tentar a reeleição ou concluir o mandato.

Outro prazo importante foi o da janela partidária, encerrada na sexta-feira (3), que permitiu a troca de partidos sem perda de mandato. O período movimentou o cenário político, com mais de 70 deputados mudando de sigla e alterações no equilíbrio de forças na Câmara dos Deputados.

Opinião dos leitores

  1. Kelps Lima nadou nadou e morreu na praia a nominata dele só vai fazer 2 e se fizer o terceiro quem entra e Benes Leocádio.

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Geral

Mais uma operação gastronômica anuncia o fim das suas atividades em Natal

Foto: Rogério Vital (Deguste)

Mais um restaurante encerrou suas atividades em Natal. Desta vez, o anúncio foi feito pelo Duma Cozinha, que comunicou oficialmente o fechamento por meio das redes sociais, agradecendo aos clientes e parceiros pela trajetória construída.

O comunicado divulgado pelo estabelecimento destacou os desafios, aprendizados e momentos vividos ao longo do período de funcionamento. A equipe também fez questão de reconhecer a contribuição de colaboradores e clientes que fizeram parte da história do restaurante na capital potiguar.

Foto: Reprodução

“Chegou a hora de se despedir! Obrigado a todos que fizeram parte dessa história. Esperamos que os momentos felizes vividos no Duma Cozinha se eternizem na memória e nos corações de todos que estiveram conosco nessa jornada. Foi um grande prazer recebe-los e servi-los. Cada prato produzido, cada evento realizado carregou o esforço e a dedicação de pessoas que acreditaram muito nesse projeto e construíram juntos o sonho de nos tornarmos um lugar que vai muito além da gastronomia. Desejamos uma vida plena e cheia de muito sabor a todos. Fiquem com Deus.”

O encerramento ocorre poucos meses após outro nome conhecido da gastronomia local também fechar as portas: o restaurante português Santa Maria, que encerrou as atividades em fevereiro após cerca de duas décadas de funcionamento.

Com mais esse fechamento, o cenário gastronômico da cidade volta a chamar atenção para os desafios enfrentados pelo setor, que tem registrado mudanças e perdas recentes mesmo entre estabelecimentos consolidados.

Opinião dos leitores

  1. Só lembrando q Natal teve um prefeito q engessou a cidade, fez tudo pra Natal ficar parada no tempo. Graças a Álvaro Dias isso mudou.

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Geral

Após acidente, família de Nuzio Medeiros tranquiliza fãs: “estão todos bem”

Foto: Reprodução

O blog falou com o pai de Nuzio, que confirmou que graças a Deus tanto o cantor como toda a banda estão bem. Apenas algumas escoriações e danos matérias.

Nuzio ainda está no hospital fazendo exames por precaução.

Todo mundo ver só a glamour da vida de um artista e cantor, mas não tem ideia dos perrengues diários.

Graças a Deus não passou de um grande susto.

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Política

Bolsonaro mantém rotina com fisioterapia, visitas e futebol na TV durante prisão domiciliar

Foto: Reuters/Adriano Machado/Foto de arquivo

A primeira semana de prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro foi marcada por uma rotina focada na recuperação de saúde, com sessões diárias de fisioterapia, acompanhamento médico e alimentação controlada dentro de casa.

De acordo com interlocutores, Bolsonaro apresenta evolução estável. Médicos têm visitado a residência com frequência para monitorar o quadro clínico, enquanto o ex-presidente permanece a maior parte do tempo em repouso, utilizando uma cama reclinável e seguindo orientações para evitar esforços.

No dia a dia, ele tem passado longos períodos assistindo televisão, principalmente transmissões esportivas, como jogos de futebol. A rotina inclui ainda fisioterapia respiratória e restrições alimentares, com proibição de itens como café, refrigerantes e alimentos ácidos.

A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro assumiu papel central na organização da casa e nos cuidados diretos. Já as visitas seguem limitadas por decisão judicial, o que aumentou a dependência de familiares próximos para intermediação de contatos.

A expectativa é de que os filhos visitem o ex-presidente durante o feriado de Páscoa, em encontros autorizados e com tempo restrito. A divisão das visitas reflete as regras impostas pela Justiça durante o período de prisão domiciliar.

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