Foto: Reprodução/X/Carlos Bolsonaro
O hospital em que Jair Bolsonaro (PL) está internado desde o dia 13 de março informou ao STF (Supremo Tribunal Federal) que o ex-presidente está sem sinais de sepse, sem instabilidade e com melhora progressiva.
O relatório embasou a decisão do ministro Alexandre de Moraes, que mandou a PGR (Procuradoria-Geral da República) se manifestar sobre o pedido de prisão domiciliar apresentado pela defesa de Jair Bolsonaro.
De acordo com o hospital, a situação atual é de melhora clínica e radiológica da pneumonia, com estabilidade hemodinâmica.
Bolsonaro permanece, entretanto, com necessidade de continuidade de tratamento antibiótico e monitorização clínica por 7 a 14 dias, a depender da evolução clínica e laboratorial.
Segundo o hospital, Bolsonaro apresentou melhora do quadro clínico, com suspensão do uso de oxigênio após 24 horas da admissão.
Além disso, houve melhora progressiva do quadro clínico (melhora da dispneia, astenia e prostração), além de melhora dos biomarcadores inflamatórios e infecciosos.
O paciente, segundo a unidade, foi submetido a um ecocardiograma que revelou normalidade da função cardíaca, além da melhora das consolidações pulmonares.
Domiciliar
No pedido para prisão domiciliar, a defesa sustenta que Bolsonaro apresenta um quadro de “multimorbidade grave”.
Segundo os advogados, o ex-presidente teve um mal-estar súbito, com febre, vômitos e queda na saturação de oxigênio, sendo posteriormente diagnosticado com pneumonia bacteriana nos dois pulmões decorrente de broncoaspiração.
Os defensores de Bolsonaro afirmam que houve demora no atendimento médico dentro da Papudinha. De acordo com a petição, os sintomas começaram por volta das 2h, mas o primeiro atendimento só teria ocorrido às 6h45 — intervalo que, segundo eles, elevou o risco de complicações graves, como infecção generalizada e até morte.
R7
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