Jornalismo

Jornalista Alexandre Garcia deixa a TV Globo após trinta anos

Garcia atuava na Globo desde os anos 80 (Divulgação/TV Globo)

O jornalista gaúcho Alexandre Garcia, 78, deixou a Rede Globo nesta sexta-feira, 28, após quase 31 anos de casa. A emissora confirmou a informação em comunicado oficial, no qual o diretor-geral de jornalismo Ali Kamel homenageou o colega e informou que a escolha se deu para “diminuir o ritmo frenético de trabalho”.

“Em nossa conversa, Alexandre me disse que deixa a Globo, mas não o jornalismo”, disse Kamel. “Ele continuará a ter seus comentários políticos transmitidos por duzentas e oitenta rádios Brasil afora. Do mesmo jeito, continuará a escrever artigos para um sem número de jornais por todo o país. E, entre seus planos, está o de acrescentar outro títulos ao seu livro de grande sucesso Nos Bastidores da Notícia, lançado em 1990.”

“Em nome da Globo, eu agradeço por tudo de grande que Alexandre fez para o jornalismo da emissora, um legado que deve inspirar a todos nós que aqui trabalhamos: profissionalismo, brilho, correção e competência. E eu agradeço tudo o que fez por mim, seu jeito gentil, sua generosidade. Muito obrigado Alexandre, um grande abraço, que você seja muito feliz, porque você fez por merecer”, declarou Kamel.

Garcia atuava como comentarista político no Bom Dia Brasil e apresentava o Jornal Nacional em folgas dos apresentadores fixos. Também se notabilizou como um dos principais jornalistas do canal pago GloboNews.

Trajetória

Alexandre Garcia passou pelo Jornal do Brasil e pela TV Manchete antes de ir para a Globo. Durante a época da ditadura militar brasileira, afastou-se das redações para atuar como secretário de imprensa do governo João Baptista Figueiredo, o último militar a presidir o país. Entrou para o Grupo Globo no fim dos anos 80, como repórter especial dos principais jornalísticos da casa, como Jornal Nacional e Jornal da Globo, e apresentando um quadro de crônicas no Fantástico.

No canal, cobriu a promulgação da Constituição de 1988 e as eleições presidenciais de 1989. Foi um dos mediadores dos dois debates entre Luiz Inácio Lula da Silva e Fernando Collor que aconteceram antes do segundo turno das eleições e que acabaram arranhando a imagem da emissora posteriormente. Isso porque, no dia seguinte, o Jornal Nacional apresentou uma reportagem sobre o debate, privilegiando o desempenho de Collor. Atualmente, a Globo admite que a compilação foi um erro, e que debates não devem ser editados, e sim vistos na íntegra.

Em Brasília, Garcia foi diretor de jornalismo da sucursal da Globo entre 1990 e 1995. Também nessa época, passou a atuar como comentarista político no Jornal da Globo e, em 1996, ganhou a apresentação do programa Espaço Aberto, na GloboNews, que hoje se chama GloboNews Alexandre Garcia. Também na capital federal, apresentou o DFTV – 1ª Edição de 2001 a 2011. Garcia.

Ativo nas redes sociais, Garcia não raro compartilha artigos que publica em jornais como colunista. No final de novembro, chamou a atenção um artigo divulgado no Twitter em que o jornalista fala das últimas eleições presidenciais e afirma que a eleição de Jair Bolsonaro “representou a reação da maioria que não quer aquelas ideias que fracassaram no mundo inteiro, que mataram milhões para se impor e ainda assim não se impuseram”. Em resposta, Bolsonaro chegou a agradecer “pela menção e reflexão”.

Confira, na íntegra, a homenagem de Ali Kamel ao colega Alexandre Garcia:

Conheci pessoalmente Alexandre Garcia em 1991, quando fui diretor do jornal O Globo em Brasília e ele era o diretor regional de jornalismo da Globo na capital. Costumávamos nos encontrar às terças, quando o saudoso Toninho Drummond, então diretor da Globo em Brasília, oferecia um almoço com fontes e nos convidava. Percebi em Alexandre, de imediato, o homem que ele é: correto, íntegro e também extremamente gentil e generoso. Ele, um super consagrado jornalista, com presença marcante no vídeo, além das atribuições editoriais do cargo; eu, um recém chegado a Brasília, com 29 anos, nove anos de profissão. Apesar disso, Alexandre me tratava como um igual e me ajudava no que podia. Ao chegar à Globo em 2001 reencontrei o mesmo Alexandre: profissional completo, com conhecimento de pós-graduado na cobertura política, mas o mesmo homem gentil que eu conhecera 10 anos antes. Em decisão muito refletida, depois de quase 31 anos de trabalho aqui na Globo, Alexandre decidiu deixar a emissora para amenizar um pouco o seu ritmo frenético de trabalho. Diante do trabalho exemplar ao longo de todos esses anos, é uma decisão que respeito. Ele deixa um legado de realizações que ajudaram o jornalismo da Globo a construir sua sólida credibilidade junto ao público. O trabalho na Globo foi a sequência de uma vida profissional que poucos podem ostentar.

A naturalidade frente às câmeras sempre foi um dos trunfos de Alexandre. Consta que quando começou na Globo, o saudoso Armando Nogueira dizia que ele estava inovando porque fazia gestos na televisão. Enquanto a norma era uma postura mais formal, Alexandre caminhava, fazia gestos. Essa naturalidade vinha de criança. Aos sete anos já atuava como ator infantil na rádio em que seu pai, o radialista Oscar Chaves Garcia, trabalhava. Aos 15, transmitia a Missa na Rádio de Cachoeira do Sul, onde nasceu em 1940. Aos 16, era locutor, redator, apresentador, repórter de rua da pequena rádio Independente de Lajeado. Ao se mudar para Porto Alegre para continuar os estudos, virou locutor da Rádio Difusora, dos Diários Associados. Ele conta que o salário pagava a pensão e a escola.

Quando entrou na PUC/RS para estudar Comunicação Social(onde foi o primeiro lugar no vestibular e no curso todo e presidente do Centro Acadêmico) era funcionário concursado com primeiro lugar no Banco do Brasil. Agora era o bancário sustentando os estudos do futuro jornalista. Conseguiu seu primeiro estágio na sucursal do Jornal do Brasil na capital gaúcha. Especializou-se na cobertura de economia, com ênfase na Bolsa de Valores. Ao ser contratado pelo JB, apostou no seu talento como jornalista e encerrou sua carreira de bancário.

Em 1973, cobriu o fechamento do Congresso uruguaio, que deu início à ditadura militar no país. Foi transferido então para Buenos Aires, onde ficaria três anos, acompanhando a agonia do governo peronista e a crise que levaria também ao golpe militar. Alexandre teve que deixar a Argentina às pressas depois de uma reportagem em que denunciava o esquema de corrupção da polícia rodoviária argentina próximo à cidade de Mar del Plata.

De volta o Brasil, foi trabalhar na sucursal do JB em Brasília, onde permaneceu dez anos, firmando-se como um bem sucedido repórter de política. Em 1983, estreou no vídeo na extinta TV Manchete. É dele a entrevista do último presidente militar, João Figueiredo, de quem foi porta-voz por um período. Foi a antológica entrevista em que Figueiredo disse: “Eu quero que me esqueçam!” Continuou a carreira como correspondente internacional cobrindo as guerras civis no Líbano e Angola – e a Guerra das Malvinas, o que lhe valeu a Ordem do Império Britânico, concedida pela Rainha Elizabeth II.

Em março de 1988, a convite de Alberico Souza Cruz, começou a trabalhar na TV Globo de Brasília. Entre seus primeiros trabalhos, um quadro no Fantástico que levava o seu nome: A Crônica de Alexandre Garcia, em que divertia os brasileiros com gafes e bastidores do mundo político da capital, num texto irresistível. Como repórter especial dividia-se entre o JN, o JH e o Jornal da Globo. Participou de momentos memoráveis da história recente do Brasil como as primeiras eleições democráticas para presidente, em 1989, depois da ditadura militar. Ao lado de Joelmir Betting, entrevistou todos os candidatos no programa Palanque Eletrônico. Ainda foi um dos mediadores do debate de segundo turno entre Lula e Fernando Collor, realizado em pool pelas quatro grandes emissoras de então, Globo, Band, SBT e Manchete.

Entre 1990 e 1995, como disse, Alexandre Garcia foi diretor regional de jornalismo da Globo de Brasília, sem deixar de lado seu trabalho frente às câmeras. Em 1993, estreou como comentarista do JG, em 96, passou a ter um programa na GloboNews, Espaço Aberto.

De 2001 a 2011 foi o âncora do DFTV. Comentava, analisava, cobrava das autoridades soluções para os muitos problemas que afetam os brasilienses. Nos últimos anos, tornou-se comentarista político do Bom dia Brasil, comentarista local diário do DFTV e faz parte do grupo de apresentadores que se reveza na bancada do JN aos sábados. Durante todo esse período, não houve cobertura de política no Brasil sem que ele brilhasse.

Em nossa conversa, Alexandre me disse que deixa a Globo, mas não o jornalismo. Ele continuará a ter seus comentários políticos transmitidos por duzentas e oitenta rádios Brasil afora. Do mesmo jeito, continuará a escrever artigos para um sem número de jornais por todo o país. E, entre seus planos, está o de acrescentar outro títulos ao seu livro de grande sucesso “Nos Bastidores da Notícia”, lançado em 1990 pela Editora Globo.

Em nome da Globo, eu agradeço tudo de grande que Alexandre fez para o jornalismo da emissora, um legado que deve inspirar a todos nós que aqui trabalhamos: profissionalismo, brilho, correção e competência. E eu agradeço tudo o que fez por mim, seu jeito gentil, sua generosidade. Muito obrigado Alexandre, um grande abraço, que você seja muito feliz, porque você fez por merecer.

Veja

 

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Banco Central prepara novidades para o Pix em meio à polêmica entre Brasil e EUA

Foto: Reprodução/Redes sociais

O Banco Central prepara novidades para o Pix. O meio de pagamento, que já faz parte do dia a dia dos brasileiros, está no centro de uma polêmica internacional entre os governos do Brasil e dos Estados Unidos.

O gesto já é automático: para pagar o cafezinho ou fechar um negócio, o brasileiro faz um Pix. Em cinco anos, a ferramenta revolucionou a economia e, no ano passado, atingiu a marca de R$ 35 trilhões movimentados.

O sucesso gerou críticas do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que afirmou que o sistema prejudica empresas de cartões. Em resposta, o presidente Lula disse que o Brasil não vai recuar.

Novidades

Mesmo com a disputa, o Banco Central trabalha em melhorias. Ainda este ano, o “Pix cobrança”, que une QR Code ao boleto, se tornará obrigatório. Outra novidade é a “duplicata”, que permitirá a empresários antecipar recebíveis com custos menores.

Até o fim do ano, o sistema deve ganhar o “split”, que divide automaticamente impostos no momento da compra. Também estão em estudo o Pix internacional, pagamentos por aproximação, uso sem internet, Pix em garantia e o parcelamento, com expectativa de ampliar a concorrência e reduzir juros.

R7

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OPERAÇÃO ZERO ÁLCOOL: quatro condutores embriagados são presos no fim de semana na Grande Natal

Foto: Divulgação PRE

O Comando de Policiamento Rodoviário Estadual (CPRE) prendeu quatro pessoas por dirigir sob efeito de álcool no fim de semana, durante a Operação Zero Álcool, na Grande Natal.

Em São José de Mipibu, dois motociclistas, de 41 e 43 anos, foram flagrados com 0,43 mg/l e 1,01 mg/l de álcool no sangue. Em Macaíba, um homem de 41 anos também foi preso após registrar 0,95 mg/l no teste do etilômetro.

Já em Extremoz, um motorista de 39 anos foi detido após se recusar a fazer o teste, mas apresentar sinais evidentes de embriaguez.

Todos foram encaminhados à Delegacia de Polícia Civil para os procedimentos legais.

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Janja acumula 170 dias fora do Brasil desde 2023; são 23 dias a mais que Lula

Foto: Reprodução/Redes sociais

A primeira-dama Rosângela da Silva acumula 170 dias fora do Brasil desde 2023, período em que passou a acompanhar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Palácio do Planalto, totalizando 23 dias a mais que o chefe do Executivo. No total, Janja fez 36 viagens ao exterior e visitou 38 países, de acordo com o levantamento feito pelo Poder 360.

Desde o início do terceiro mandato de Lula, Janja mantém presença frequente em viagens internacionais, com foco em fóruns multilaterais, padrão que segue em 2026, com destaque para agendas na ONU.

Em 2026, foram 13 dias no exterior distribuídos em três viagens para Coreia do Sul, Emirados Árabes Unidos e Estados Unidos. A principal agenda ocorreu em março, em Nova York, onde participou de compromissos da Organização das Nações Unidas, incluindo a Comissão sobre a Situação da Mulher, além de eventos voltados a pautas sociais e de gênero.

Antes disso, esteve na Ásia entre 17 e 25 de fevereiro, com compromissos na Coreia do Sul e em Abu Dhabi, onde cumpriu agenda paralela à do presidente e se reuniu com a primeira-dama Kim Hea-Kyung.

Mesmo sem ocupar cargo formal, Janja tem atuado em eventos com caráter representativo e diplomático. A seis meses das eleições de 2026, sua agenda tem priorizado temas ligados às mulheres: entre outubro de 2025 e abril de 2026, foram 31 compromissos nessa área, incluindo articulação de ações como o Pacto Nacional de Enfrentamento ao Feminicídio.

A atuação internacional da primeira-dama é alvo de críticas da oposição, principalmente por ela não ocupar cargo público. Em 2024, a Advocacia-Geral da União reconheceu que cônjuges do presidente podem exercer funções de natureza simbólica, social, cultural e diplomática, o que respalda sua participação em missões oficiais.

Opinião dos leitores

  1. Essa é a primeira dama do país, representando o presidente em algumas ocasiões. Fizemos a escolha mais correta em colocar Lula na presidência.

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Frei Gilson reúne milhões de fiéis em lives durante a Quaresma

Foto: Reprodução/Instagram @freigilson_somdomonte

O encerramento da Páscoa neste domingo foi marcado por forte mobilização de fiéis nas transmissões ao vivo do Frei Gilson no YouTube. Ao longo da Quaresma, as lives diárias do Santo Rosário reuniram milhões de pessoas.

Nos últimos dias do período religioso, os números cresceram ainda mais. A transmissão do 37º dia da Quaresma alcançou 2,9 milhões de visualizações. Já as lives seguintes, durante o Tríduo Pascal, registraram 2,5 milhões (dias 38 e 39) e 2,2 milhões (dia 40).

No domingo de Páscoa, a transmissão do 41º dia somava cerca de 1,6 milhão de visualizações.

Natural da cidade de São Paulo, Gilson da Silva Pupo Azevedo começou a tocar violão aos 14 anos e aos 18 entrou para a vida religiosa, sendo ordenado sacerdote por dom Fernando Figueiredo em dezembro de 2013.

O frei faz parte da congregação Carmelitas Mensageiros do Espírito Santo, que faz parte da Ordem Carmelita e prega votos de austeridade, obediência e oração. Com perfil ativo nas principais redes sociais, o líder religioso acumula mais de 18 milhões de seguidores.

CNN Brasil

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Rússia pede que EUA parem com ultimatos contra o Irã

Explosão no Irã após ataque dos EUA e de Israel. — Foto: ATTA KENARE / AFP

O governo da Rússia pediu neste domingo (5) que os Estados Unidos parem de dar ultimatos contra o Irã, em uma aparente reação às ameaças feitas pelo presidente Donald Trump.

Segundo Moscou, “os EUA contribuiriam para os esforços de desescalada do conflito com o Irã ao abandonar os ultimatos”.
A fala ocorreu em uma ligação telefônica entre os ministros das Relações Exteriores russo, Sergey Lavrov, e iraniano, Abbas Araqchi.

Trump voltou a ameaçar bombardear infraestrutura vital do Irã, o que pode configurar uma escalada maior ainda na guerra.

g1

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Trump diz ‘considerar explodir tudo’ no Irã e ‘assumir o petróleo’

Foto: Saul Loeb/AFP

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a ameaçar atacar o Irã se as negociações para a liberação do Estreito de Hormuz não forem bem-sucedidas. Ele afirma que o prazo limite para a reabertura do canal será às 20h de terça-feira na costa leste dos EUA (21h de Brasília).

Trump prevê formalizar um acordo pelo fim da guerra amanhã. Em entrevista à rede de TV Fox News, ele afirmou que há ‘boas chances’ de alcançar um acordo com Teerã mas alertou que, caso não seja concluído, os EUA vão ampliar os bombardeios contra Teerã.

“Se não fecharem um acordo, e rápido, estou considerando explodir tudo e assumir o controle do petróleo”,
Donald Trump, à Fox News.

O republicano prometeu ataques coordenados a alvos de infraestrutura iranianos. Ele condicionou a manutenção do bloqueio aos bombardeios e disse que terça-feira será o “Dia da Usina Elétrica e o Dia da Ponte” no país. “Tudo junto, no Irã. Não haverá nada igual”, escreveu na rede social Truth Social.

“Abram o maldito Estreito, seus bastardos loucos, ou vocês vão viver no inferno. Aguardem para ver!”, Donald Trump, no Truth Social.

Presidente dos EUA já havia estabelecido prazos anteriores para o Irã. Ontem (4), ele deu 48 horas para um acordo sobre Hormuz, após um prazo prévio de dez dias para a liberação do corredor marítimo. Agora, ele definiu que o limite para a reabertura será às 20h da próxima terça-feira.

UOL

Opinião dos leitores

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ABC: Dudu Machado virou unanimidade

Foto: Adriano Abreu

O presidente do ABC, Dudu Machado, o pior da história, conseguiu o inimaginável.

Agora não são só os conselheiros, os ex-presidentes, os proprietários de camarotes e cadeiras, as torcidas organizadas que o apoiaram e já soltaram notas defendendo a renúncia.

Até os familiares de Dudu estão defendendo abertamente que ele renuncie.

Mas Dudu não deverá renunciar, ele é ‘fodástico‘.

Só vai sossegar quando nem as cinzas de Vicente Farache esteiverem mais no lugar.

No sábado, o ABC amargou mais uma derrota, desta vez na estreia pela Série D para o Maguary-PE, que não era o ‘Kibon’.

Opinião dos leitores

  1. Este “menino” procura fama deste jovem. Querendo ser “Cegonha”, campanhas políticas perdidas, procurando sogro “importante” ou opiniões abalizadas. Um PERDEDOR!!!

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Dezenas de aviões e participação da CIA com fake news proposital: como foi o resgate do piloto de caça americano abatido no Irã

Operação de resgate contou com dezenas de aviões e centenas de militares americanos. — Foto: Reuters via BBC

Os Estados Unidos detalharam a operação que resgatou o piloto do caça F-15 americano abatido na sexta-feira (3/4) enquanto sobrevoava o sul do Irã.

O presidente Donald Trump confirmou o resgate nas redes sociais na manhã de domingo (5/4), após as forças armadas americanas terem “realizado uma das operações de busca e resgate mais ousadas” de sua história. O piloto está agora “são e salvo”, acrescentou.

Dois tripulantes estavam a bordo e ambos ejetaram da aeronave. Um deles já havia sido resgatado, ainda na sexta-feira. Autoridades iranianas disseram que o caça foi abatido por seu sistema de defesa aérea. Detalhes sobre a operação de resgate e como ela se desenrolou ainda estão sendo divulgados.

Aqui está o que se sabe até agora:

Os EUA e o Irã estavam em uma corrida para localizar o piloto. O Irã queria encontrar o americano com vida e ofereceu uma recompensa por qualquer ajuda na busca.

As circunstâncias exatas do resgate permanecem incertas, mas uma pessoa envolvida na operação a descreveu como uma missão “enorme”.

A BBC apurou que houve um confronto entre as forças americanas e iranianas durante o resgate, e o piloto ainda se feriu durante a ejeção da aeronave. Trump inclusive confirmou que o piloto resgatado estava gravemente ferido.

Autoridades disseram à CBS News, parceira da BBC, que o oficial passou mais de 24 horas sozinho, escondido nas montanhas com uma pistola.

A CBS apurou que a CIA, a Agência Central de Inteligência americana, desempenhou um papel crucial na missão de resgate, rastreando o militar em uma fenda na montanha e repassando sua localização exata ao Pentágono.

A agência também conduziu uma campanha de desinformação dentro do Irã. Enquanto a operação de resgate estava em andamento, a CIA espalhou a notícia de que o militar já havia sido encontrado e estava sendo retirado do Irã.

O resgate de tripulantes de um jato abatido é uma das operações mais complexas e urgentes — conhecida como Busca e Resgate em Combate (CSAR, na sigla em inglês) — para as quais as forças armadas americanas e seus aliados se preparam.

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PF suspeita que provas sumiram com vazamento de operações no caso Master

Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

Investigadores da Polícia Federal (PF) e da Procuradoria-Geral da República (PGR) apuram possível vazamento de informações na operação Compliance Zero, que investiga um esquema bilionário de fraudes envolvendo o Banco Master e o empresário Daniel Vorcaro.

A suspeita surgiu após episódios considerados atípicos nas três fases da operação, realizadas em novembro de 2025, janeiro e março de 2026. O foco é identificar se dados sigilosos foram antecipados, comprometendo ações policiais e a coleta de provas.

Primeira fase levanta suspeitas iniciais

Na primeira etapa, em novembro de 2025, a PF investigava a venda de carteiras de crédito sem lastro e negociações envolvendo o banco.

Vorcaro foi preso no Aeroporto de Guarulhos ao tentar embarcar para os Emirados Árabes. Para investigadores, a coincidência levantou suspeita de possível aviso prévio. A defesa afirma que a viagem era a trabalho.

O caso estava sob relatoria do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal.

Segunda fase teve ações frustradas

Os indícios se intensificaram na segunda fase, em janeiro de 2026.

A PF cumpriu 42 mandados e bloqueou R$ 5,7 bilhões, mas encontrou dificuldades:

  • imóveis vazios ou esvaziados às pressas
  • ausência de equipamentos eletrônicos
  • investigados fora dos locais

Houve ainda casos de investigados em aeroportos na véspera das ações, como: Fabiano Campos Zettel e
Nelson Tanure.

Outro ponto que chamou atenção foi a presença antecipada de advogados em endereços antes da chegada da polícia.

Mudança no STF e terceira fase

Em fevereiro de 2026, Dias Toffoli deixou a relatoria após questionamentos sobre conflito de interesse. O caso passou para o ministro André Mendonça.

A terceira fase ocorreu em março, mesmo com posição contrária da PGR. Houve novas prisões, incluindo Vorcaro, além de bloqueio de mais de R$ 22 bilhões e afastamento de servidores do Banco Central.

Novas frentes: lavagem e monitoramento ilegal

As investigações avançaram para suspeitas de:

  • lavagem de dinheiro
  • corrupção
  • invasão de sistemas
  • monitoramento ilegal de autoridades e jornalistas

A PF identificou um grupo chamado “A Turma”, ligado a Vorcaro, que atuaria com vigilância, coleta de informações e pressão sobre alvos.

Também há indícios de acesso irregular a dados da PF, PGR, Justiça e até da Interpol. Um policial federal aposentado foi preso.

Com informações de Gazeta do Povo

Opinião dos leitores

  1. Se até a morte do Sicário ocorreu dentro da PF, quanto mais provas kkk Brasil véio sem jeito.

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VÍDEO: Flávio Bolsonaro pede união da direita após confusão entre Eduardo e Nikolas Ferreira


Vídeo: Reprodução Instagram/FlavioBolsonaro

Pré-candidato do Partido Liberal à Presidência de República, Flávio Bolsonaro usou suas redes sociais neste sábado (04) para pedir união à direita após trocas de acusações entre seu irmão, Eduardo Bolsonaro, e o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG). De acordo com Flávio, a separação não ajuda e é necessário identificar que o “inimigo está do outro lado”.

“Vamos olhar para frente. O que mais importa, agora, é o futuro do nosso Brasil”, escreveu. Nikolas compartilhou o vídeo de Flávio, já o chamando de presidente. “Concordo, presidente. Cada um fazendo sua parte, chegaremos lá”. Eduardo não se pronunciou.

Opinião dos leitores

  1. Oa caras estão igual a Sthiverson Valentim aqui no RN.
    Eleitos e dando um jeito de perderem pra eles mesmo.
    Parem!!
    Vão botar a caçada no mato?

    1. Boa o LULUNHA para falar. É o novo ídolo de vocês da esquerda.

    1. Esperto é o James Bond Lulinha. Embolsou 39 bilhões? E para quem? Perda Total. PT.

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