Judiciário

Juros altos levam juízes a dar mais ganho de causa a devedores

Lentidão do Judiciário, competição reduzida entre os bancos e até aversão de juízes a juros altos estão entre as causas da resistência das altas taxas de empréstimos bancários no Brasil, segundo estudos que têm esmiuçado o tema.

Essas pesquisas tentam explicar, com abordagens diferentes, por que uma série de regulações que buscou diminuir o risco em transações de crédito no país teve efeito relativamente limitado sobre a redução dos juros cobrados nos financiamentos.

Parte importante do spread bancário (diferença entre o que os bancos pagam para captar recursos e o que cobram em seus financiamentos) é explicada pelo risco de calote. Quando ele é elevado, as instituições se protegem de prováveis perdas cobrando mais caro para emprestar.

Em termos desse arcabouço de proteção ao credor, o Brasil —que hoje debate seu status de um dos maiores spreads do mundo— não é o mesmo país imprevisível de 20 anos atrás.

Desde o início dos anos 2000, mudanças introduzidas pela Lei de Falências, novas regras do crédito consignado e da alienação fiduciária, entre outras, buscaram aumentar as garantias das instituições financeiras em operações de crédito.

As medidas tomadas no Brasil surtiram alguns efeitos.

Em 2004, os bancos recuperavam pífios 0,2% de empréstimos com garantias dados a empresas que entrassem em processos de falência ou recuperação judicial, segundo dados do Banco Mundial. Em 2007, dois anos após a aprovação da Lei de Falências, a taxa chegou a 12,1%.

Mas esse patamar permanece muito baixo em comparação ao resto do mundo.

Os economistas Jacopo Ponticelli (da Kellogg School of Management) e Leonardo Alencar (do Banco Central do Brasil) ressaltam em um estudo que, com a nova legislação de falências, a proteção aos direitos do credor brasileiro passou a não diferir muito da americana.

As instituições financeiras que atuam nos Estados Unidos, porém, conseguem reaver 82% do que lhes é devido em recuperações judiciais.

A taxa de 12,4% do Brasil em 2018 só perdia para a de dez entre 189 cidades e países, alguns deles em situação de calamidade, como Venezuela (5,6%) e Síria (10,8%).

Além de baixo, o valor recuperado pelos credores brasileiros só é retomado após quatro anos, um dos períodos mais longos entre as nações e metrópoles pesquisadas pelo Banco Mundial.

O estudo de Ponticelli e Alencar aponta a morosidade do Judiciário como uma das causas da eficácia reduzida da regulação bancária.

No trabalho, publicado no Quarterly Journal of Economics (um dos periódicos mais respeitados em economia), os autores analisaram o efeito da Lei de Falências no Rio Grande do Sul, que oferecia uma detalhada base de dados dos casos.

Sua conclusão foi que, nas comarcas mais ágeis —com menor acúmulo de processos por juiz—, a nova regulação surtiu efeito muito maior, levando a aumento tanto na concessão de empréstimos para a indústria quanto nos investimentos das empresas do setor.

“Para serem eficazes, essas reformas precisam de execução adequada e tempestiva pelos tribunais”, diz o estudo.

Embora concorde que a baixa efetividade do Judiciário para fazer valer contratos de crédito inadimplentes contribua para os spreads altos, outro estudo sugere que a interpretação reversa também pode ser verdadeira. Ou seja, os próprios spreads altos condicionariam as decisões dos juízes brasileiros.

Segundo Bruno Salama (da Fundação Getulio Vargas e da Universidade da Califórnia, Berkeley), autor da pesquisa, isso não significa que as cortes brasileiras tenham uma preferência pró-devedor. O viés dos magistrados, diz ele, seria contra taxas de juros acima de certo patamar.

“Por exemplo, o juiz está mais propenso a mandar pagar rigorosamente o que está previsto em contrato quando a taxa de juros estipulada é de 12% ao ano do que quando é de 12% ao mês.”

Para investigar essa possibilidade de “causalidade reversa”, Salama vasculhou 11.000 ações referentes a financiamentos de automóveis em São Paulo com auxílio de um software que identificou palavras-chave em decisões de primeira instância.

Terminou com 888 casos que atendiam a certos critérios da pesquisa (como ter o devedor como autor da ação e a taxa de juros explícita na sentença judicial).

A maioria das disputas se referia a contratos com juros inferiores a 3% ao mês. Todas essas foram rejeitadas pelos juízes que, portanto, deram ganho aos credores. Com a minoria dos casos em que as taxas questionadas superavam 7% ao mês, ocorreu o oposto e os pleitos dos devedores foram todos aceitos.

Para Salama, os spreads altos contribuem para que o Judiciário siga relativamente avesso a dar cumprimento aos contratos de financiamento em condições de juros muito elevados: “Existe profunda incerteza acerca principalmente da taxa de juros aceitável”, afirma ele, destacando que isso “não exime o Judiciário da sua parcela de culpa”.

“O Judiciário tem sido incapaz de dar respostas unívocas e minimamente rápidas”, diz.

Agora ele vai ampliar seu estudo para buscar eliminar hipóteses alternativas para sua descoberta, como a possibilidade de que os contratos com juros mais altos contenham algum tipo de irregularidade.

Caso confirme sua conclusão inicial de que existe mesmo um viés entre os juízes contra juros altos, Salama tentará medir o peso disso sobre o spread bancário.

MAGISTRADOS NEGAM INFLUÊNCIA DE DECISÕES SOBRE TAXAS BANCÁRIAS

A dificuldade de se mensurar a contribuição individual exata das muitas causas do alto spread no Brasil torna o debate intrincado, terreno fértil para divergências.

Representantes dos juízes discordam, por exemplo, que a morosidade na tramitação de ações na Justiça referentes a dívidas e possíveis tendências enviesadas de interpretação da lei ainda tenham peso significativo sobre o risco de crédito no país.

“A legislação avançou em favor dos bancos de forma extremamente benevolente”, afirma José Arimatéa Neves Costa, vice-presidente da AMB (Associação dos Magistrados Brasileiros).

Segundo Costa, que é juiz titular de uma vara de direito bancário em Cuiabá, os entendimentos em relação a questões do sistema financeiro foram “tabelados” pelo STJ (Superior Tribunal de Justiça).

“O juiz de primeiro grau evita decidir favoravelmente ao consumidor, ainda que se sensibilize com sua situação, porque sabe que vai criar uma expectativa que não se sustenta em recursos posteriores”, explica.

Costa afirma ainda que, com as mudanças na legislação, a morosidade deixou de ser um problema na tramitação de processos em que haja garantias reais, como imóveis e veículos.

A exceção, diz ele, continuam sendo as execuções de dívidas sem colateral nas quais o juiz “tem realmente dificuldade de fazer o processo avançar”. “Mas, de forma geral, a lógica do argumento bancário para manter os juros altos não se sustenta”, diz Costa.

CONCENTRAÇÃO NO SETOR IMPEDE CORTE MAIS ACENTUADO DE JUROS

Os bancos, por sua vez, negam que a alta concentração bancária —citada por especialistas como uma das causas da resiliência dos juros de financiamentos— também seja parte relevante do problema.

Em recente audiência pública no Senado, Murilo Portugal, presidente da Febraban (federação de bancos), ressaltou que os altos custos da intermediação financeira —o que inclui o risco de crédito— são o principal determinante do spread.

“Não é a concentração bancária, não é a falta de competição, não são os supostos lucros abusivos dos bancos”, afirmou Portugal.

Um outro estudo, e ainda inédito, indica, porém, que, no Brasil, a alta concentração —os cinco maiores bancos detêm mais de 80% dos ativos do setor— tem se traduzido em menor concorrência e reduzido o efeito potencial das mudanças regulatórias.

A conclusão dos economistas Klenio Barbosa (Insper), Rodrigo Andrade (BC) e Leonardo Alencar (BC) se baseia em análise dos efeitos da Lei de Falências.

Segundo eles, a nova regulação levou os juros médios do crédito corporativo a cair de 36% para 31,3%, o que é positivo. Mas, pelos cálculos dos pesquisadores, se a lei tivesse surtido todo o seu efeito potencial, as taxas teriam recuado ainda mais, para 29%.

“Essa diferença de pouco mais de 2% entre o efeito potencial e o real mostra que há um problema moderado de competição no país”, diz.

A pesquisa —que será publicada em breve— envolveu a comparação do comportamento de diferentes linhas de crédito, algumas afetadas pela Lei de Falências e outras não.

Os três economistas dizem acreditar terem comprovado na prática o que prevê a teoria: credores com algum poder de mercado podem não transferir para os tomadores de recursos todos os benefícios da maior proteção advinda de novas regulações.

“Mesmo que o Judiciário seja mais eficiente ou tome decisões sem vieses, a eficácia de uma maior proteção aos credores também depende do nível de competição”, afirma Barbosa.

Folha de São Paulo

 

Opinião dos leitores

  1. O sistema adotado no Brasil pelos bancos para emprestar é o da tabela PRICE. Esse sistema é uma excrescência. Funciona a base de juros compostos, ou seja, juros sobre juros (juros compostos). Esse tipo de capitalização feita pelos bancos é vedado pela legislação brasileira, no entanto, aceito por grande parte dos juízes em causas judiciais que o questionam. Se o empréstimo fosse por juros simples os valores das prestações seriam muito menores.

  2. Cobrar juros extorsivos de quem está inadimplente além de ser uma maldade, uma crueldade, é, também, uma grande burrice. Se o cidadão já está numa dificuldade tremenda, a extorsão só faz piorar a situação. Até quando a ganância dos sócios (Bancos) da FEBRABAN irão massacrar o povo brasileiro?

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Geral

Tarifas adicionais dos EUA podem atingir 54% das exportações do Brasil, diz CNI

Foto: Santos Brasil

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) estima que 54,1% das exportações brasileiras para os Estados Unidos poderão ser atingidas por tarifas adicionais caso avancem propostas em análise pelo governo norte-americano.

Pelas novas medidas, 35,2% das exportações brasileiras seriam diretamente afetadas. Em alguns casos, a tarifa total poderá chegar a 37,5%, ante os atuais 10%.

Entre os produtos que podem sofrer maior aumento de taxação estão ferro gusa, açúcar, álcool etílico, sebo não comestível e molduras de madeira. Já minério de ferro em pelotas, quartzito, óleos essenciais de laranja e silício podem passar a pagar tarifa de 12,5%.

As propostas fazem parte de investigações comerciais conduzidas pelos Estados Unidos sobre práticas comerciais e combate ao trabalho forçado. Ainda não há decisão final, e o governo norte-americano realizará audiências públicas nos dias 6 e 7 de julho antes de definir as medidas.

Para a CNI, o aumento das tarifas elevaria custos, reduziria a competitividade e prejudicaria empresas dos dois países.

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Geral

PESQUISA NEXUS: Lula tem 49% contra 43% de Flávio em cenário de 2º turno

Fotos: reprodução/redes sociais – Foto: Ricardo Stuckert / PR

Pesquisa Nexus divulgada nesta segunda-feira (15) indica vantagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em um eventual segundo turno da eleição presidencial.

Lula aparece com 49% das intenções de voto, contra 43% de Flávio. No levantamento anterior, realizado em maio, os dois estavam tecnicamente empatados dentro da margem de erro de 2 pontos percentuais.

Nos cenários de primeiro turno testados pela pesquisa, Lula também lidera. Em um deles, registra 42% das intenções de voto, contra 33% de Flávio. No outro, soma 43%, enquanto o senador alcança 34%.

A pesquisa ouviu 2.017 eleitores de 12 a 14 de junho de 2026. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95%. O registro no Tribunal Superior Eleitoral é BR-06645/2026. O levantamento foi pago pelo Banco BTG Pactual S.A.

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Geral

Prefeito Pilola declara apoio à pré-candidatura de Álvaro Dias durante comemoração de aniversário em Caiçara do Norte

O pré-candidato ao Governo do Rio Grande do Norte, Álvaro Dias, participou na tarde deste domingo da comemoração de aniversário do prefeito de Caiçara do Norte, Alcélio Fernandes, popularmente conhecido como Pilola. O encontro reuniu lideranças políticas, vereadores, secretários municipais e representantes de diversas comunidades do município de Caiçara do Norte, localizado no litoral norte potiguar, na região do Mato Grande.

Recebido pelo prefeito Pilola, Álvaro esteve acompanhado do pré-candidato a vice-governador, Babá Pereira, e foi recepcionado por apoiadores e lideranças locais. Durante o evento, o prefeito reafirmou seu apoio ao projeto político de Álvaro Dias para o Governo do Estado.

Também participaram da celebração o vice-prefeito Sivanildo, o presidente da Câmara Municipal, Weslley Morais, os ex-prefeitos Alcides e Zé Edilson, além de secretários municipais e lideranças comunitárias.

Estiveram presentes ainda os vereadores Karyna Andrade, Joaozinho e Cinaldo, que apoiam a pré-candidatura de Álvaro no município, além dos suplentes de vereador Ariosvaldo, Fabinho e Roni. O deputado estadual Gustavo Carvalho também participou do encontro.

Durante sua fala, Álvaro destacou a trajetória administrativa do prefeito Pilola e agradeceu o apoio recebido.

“Pilola é um dos maiores prefeitos da história de Caiçara do Norte. Estamos aqui celebrando o aniversário desse grande prefeito e desse grande ser humano. Quero parabenizá-lo e dizer que, com o seu apoio, vamos vencer os desafios urgentes do nosso querido Rio Grande do Norte. A situação do Estado exige experiência, responsabilidade e coragem para enfrentar os desafios que estão à nossa frente”, afirmou.

A cada município visitado, Álvaro Dias reforça sua proximidade com a população potiguar, ouvindo as demandas locais e buscando compreender as necessidades específicas de cada região do Rio Grande do Norte, com o objetivo de construir propostas alinhadas à realidade dos municípios e aos desafios enfrentados pelos potiguares.

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Geral

Terceira noite do São João do Assú atinge recorde de público e festejos registra 100 mil pessoas em três dias.

Foto: Reprodução 

O Polo Buraco do Prefeito recebeu a terceira noite de shows do São João do Assú 2026 neste domingo (14). O evento registrou recorde de público para um domingo. De acordo com os dados das forças de segurança, o total de público acumulado nos três primeiros dias de festa atingiu a marca de 100 mil pessoas.

A programação integra o calendário comemorativo dos 300 anos de história e devoção a São João Batista, com apresentações na praça pública até o dia 24 de junho.
A banda Mastruz com Leite subiu ao palco principal e apresentou músicas do repertório junino, como as faixas “Explode Coração”, “Seis Cordas” e “Brincar de Amar”. Flávio José também se apresentou no palco do município com composições da cultura nordestina, a exemplo da canção “Tareco e Mariola”. O cantor e compositor Amazan completou a programação da noite com a apresentação da música feita em homenagem aos 300 anos do São João do Assú.
O balanço das forças de segurança indicou a ausência de ocorrências graves durante os três primeiros dias de evento.

A estrutura de segurança conta com um efetivo diário de 250 policiais militares, monitoramento por câmeras reconhecimento fácil e efeitos em pontos estratégicos dos polos.

A Praça São João Batista permanece interditada durante o período festivo, com bloqueios nas ruas do entorno a partir das 18h. A programação segue até o dia 24 de junho.

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Polícia

VÍDEO: Policial agride casal em elevador de condomínio em Cuiabá

Um vídeo de câmeras de segurança que circula nas redes sociais mostra o momento em que o policial civil aposentado, Luciano Testa, de 56 anos, agride um casal, de 62 anos e 59 anos, respectivamente, no elevador de um condomínio no bairro Cidade Alta, em Cuiabá, na última quinta-feira (11).

O g1 tenta localizar a defesa de Luciano. Em nota, a Polícia Civil informou que o suspeito não integra mais o quadro de servidores efetivos da instituição.

Nas imagens, é possível ver o momento em que um morador discute com Luciano e, em seguida, é atingido por diversos socos. A mulher tenta conter o agressor, mas é empurrada. Em seguida, o morador cai no chão e continua sendo agredida com socos no rosto.

Segundo a Polícia Civil, o suspeito teria desferido diversos socos na região das costelas e do rosto da vítima. As circunstâncias que antecederam a agressão não foram detalhadas pela polícia.
À reportagem, a Polícia Civil informou que o caso foi registrado como injúria, lesão corporal e importunação sexual.

G1

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Brasil

Anvisa mantém suspensão de lotes de produtos Ypê

Foto: Reprodução

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) manteve suspensa a comercialização, distribuição e uso de lotes específicos de produtos Ypê. A medida publicada no Diário Oficial da União desta segunda-feira (15) se aplica a desinfetantes, detergentes e lava-roupas líquidos.

Segundo a Anvisa, a ação foi motivada pelo descumprimento de requisitos previstos na RDC nº 47/2013, identificado durante inspeção sanitária realizada entre os dias 27 e 30 de abril de 2026.

Lotes afetados

  • Desinfetantes Bak Ypê e Pinho Ypê: suspensos todos os lotes com final 1 fabricados antes de 1º de março de 2026;
  • Detergentes lava-louças (incluindo versões com enzimas ativas, toque suave, concentrado e linhas clear e green): suspensos todos os lotes com final 1 fabricados antes de 1º de março de 2026;
  • Lava-roupas (Tixan Ypê e Ypê líquido – antibac, coco e baunilha, premium): suspensos todos os lotes com final 1 fabricados antes de 1º de abril de 2026.

Análises e restrição
De acordo com a agência, os laudos apresentados pela empresa indicaram resultados satisfatórios para os produtos fabricados após essas datas, o que levou à restrição da medida apenas aos lotes mais antigos.

Para desinfetantes e detergentes, foram considerados adequados os produtos fabricados entre 1º e 31 de março de 2026. Já no caso dos lava-roupas, os testes demonstraram conformidade para os itens produzidos entre 1º de abril e 7 de maio de 2026.

Monitoramento no mercado
A agência informou ainda que os produtos atingidos que já tenham sido distribuídos e estejam disponíveis no mercado devem seguir as tratativas acordadas com a empresa quanto à manutenção de ações de monitoramento sanitário.

Entenda o caso
A crise começou no dia 7 de maio, quando a Anvisa determinou a suspensão de mais de 100 lotes de produtos da Ypê após identificar falhas consideradas graves nos processos de fabricação da unidade de Amparo.

A fiscalização encontrou 76 irregularidades sanitárias e apontou risco de contaminação microbiológica nos produtos fabricados na planta industrial.

O caso ganhou ainda mais atenção porque a empresa já havia registrado, em novembro de 2025, um episódio de contaminação microbiológica envolvendo a bactéria Pseudomonas aeruginosa em produtos da linha lava-roupas.

Bactéria
A Pseudomonas aeruginosa é uma bactéria comum no ambiente e pode ser encontrada na água, no solo e em locais úmidos. Em pessoas saudáveis, normalmente não causa problemas graves.

No entanto, ela pode provocar infecções em pessoas com imunidade baixa, como pacientes em tratamento contra câncer, transplantados, idosos e pessoas com doenças que afetam o sistema imunológico.

Por isso, a Anvisa classificou as medidas adotadas como preventivas para evitar riscos à saúde da população.

Agência Brasil

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Cidades

Mais de 165 mil pessoas participam do segundo fim de semana do São João de Natal

Foto: Secom

O segundo fim de semana do São João de Natal reuniu cerca de 165 mil pessoas na Arena das Dunas. Ao longo de três dias de programação, o público acompanhou apresentações de artistas locais e nacionais, movimentando setores como turismo, comércio, alimentação, transporte e serviços. Neste domingo (14), a programação foi encerrada com shows de Daniel Donato, Matheus e Kauan, Xand Avião e Léo Foguete.

O prefeito Paulinho Freire comentou os números registrados durante o evento e a participação do público. “O São João de Natal tem registrado grande presença de público e movimentado diferentes setores da cidade. Além da programação cultural, o evento gera oportunidades de trabalho e renda e contribui para o aumento da circulação de pessoas em Natal durante este período”, afirmou.

A abertura da noite ficou por conta de Daniel Donato. Em seguida, a dupla Matheus e Kauan subiu ao palco. Na sequência, Xand Avião apresentou sucessos de diferentes momentos da carreira. O encerramento da programação ficou com Léo Foguete.

A estudante Clara Santos, de 22 anos, acompanhou os shows ao lado dos amigos e falou sobre a experiência no evento. “Vim com meus amigos para assistir aos shows. É a primeira vez que participo do São João de Natal e gostei muito da organização e da programação”, relatou.

Durante a passagem pela Arena das Dunas, a dupla Matheus e Kauan comentou a recepção do público potiguar. “Todo mundo cantou da primeira à última música. Eu me emocionei em vários momentos do show. É sempre muito bom voltar ao Rio Grande do Norte e encontrar essa receptividade do público”, afirmou Matheus.

Impactos do evento para o setor turístico
O secretário municipal de Turismo, Sanclair Solon, apontou os impactos do evento para o setor turístico e para a economia da cidade. “O São João de Natal vem ampliando sua capacidade de atrair visitantes e movimentar diferentes segmentos econômicos. Os números de ocupação da rede hoteleira e o movimento registrado durante a programação mostram a dimensão que o evento alcançou”, afirmou.

Além dos shows, a estrutura do evento também envolve comerciantes, ambulantes e catadores cadastrados. A praça de alimentação, com mais de 20 operações, registrou grande circulação de público ao longo do fim de semana. Para o ambulante José Carlos, de 42 anos, a programação tem contribuído para aumentar as vendas. “O público está comparecendo todos os dias e isso ajuda bastante na nossa renda. É uma oportunidade importante para trabalhar e complementar o orçamento da família”, disse.

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Política

Prefeita Aize recebe Zenaide no São João Câmara e reafirma parceria

Foto: Divulgação

A senadora Dra. Zenaide Maia participou neste domingo do São João Câmara ao lado da prefeita Aize Bezerra, reforçando a parceria política entre as duas lideranças. Durante a visita, a parlamentar percorreu a festa, conversou com comerciantes e acompanhou de perto a movimentação econômica gerada pelo evento.

Ao destacar a presença da senadora, Aize lembrou o apoio de Zenaide a iniciativas que fortalecem a economia local. “Ela quer ir em todo ambulante, comprar e divulgar. É a garota-propaganda de todos eles”, brincou a prefeita, ressaltando a contribuição da parlamentar para eventos que geram emprego e renda, em mais uma demonstração pública de apoio à pré-campanha da senadora.

Zenaide também elogiou a gestão municipal e reafirmou sua parceria com a prefeita. “Ela trabalha diuturnamente para melhorar a vida das pessoas. Tenho muito orgulho de ser parceira dessa jovem prefeita”, afirmou.

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Religião

Missa em memória de Wilma de Faria marcará nove anos de sua partida

Foto: Divulgação 

Familiares, amigos e admiradores da ex-governadora do Rio Grande do Norte, Wilma Maria de Faria, participarão de uma celebração religiosa em homenagem aos nove anos de sua partida. A Santa Missa será realizada no próximo dia 16 de junho de 2026, às 19h, na Igreja Matriz de Sant’Ana, localizada no bairro de Capim Macio, em Natal.

A cerimônia é organizada por amigos da ex-governadora e tem como objetivo reunir pessoas que conviveram com Wilma e reconhecem sua trajetória política e humana.

Conhecida como a “Guerreira”, ela deixou um legado marcado pela atuação na vida pública, especialmente em defesa de causas sociais e do desenvolvimento do Rio Grande do Norte. Wilma de Faria faleceu em 15 de junho de 2017, aos 72 anos, após enfrentar um câncer.

A missa será aberta ao público.

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Política

NEXUS/BTG: Lula tem 42% das intenções de voto no 1º turno; Flávio, 33%

Screenshot

Foto: Reprodução

Pesquisa Nexus/BTG divulgada nesta segunda-feira (15) aponta que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lidera os cenários de primeiro turno da disputa ao Palácio do Planalto.

Na primeira simulação, com nove possíveis candidatos, Lula aparece com 42% das intenções de voto, seguido do senador Flavio Bolsonaro (PL-RJ) que somou 33%.

Na sequência, o ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD) e o coordenador do MBL (Movimento Brasil Livre), Renan Santos (Missão), pontuam 4% cada.

Já o ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo), o ex-ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Joaquim Barbosa (DC) e o psiquiatra e escritor Augusto Cury (Avante) aparecem com 2% cada.

O deputado Aécio Neves (PSDB) e o ex-deputado Cabo Daciolo (Mobiliza) registram 1% cada.

Do total de entrevistados, 5% disseram que votariam em branco, nulo ou em nenhuma das opções, enquanto outros 3% disseram não saber ou não responderam ao levantamento.

No segundo cenário testado, com seis nomes na disputa, o presidente Lula somou 43% das intenções de voto contra 34% de Flávio.

Na simulação, Renan aparece com 5% das intenções de voto, seguido de Caiado com 4%. Zema e Barbosa empatam em 3%.

Neste cenário 6% dos entrevistados disseram que votariam em branco, nulo ou não votariam em nenhum dos nomes, enquanto outros 2% disseram não saber ou não responderam ao levantamento.

CNN

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