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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu nesta quinta-feira (19) uma governança global mais equilibrada para a inteligência artificial e alertou para os riscos do uso desregulado da tecnologia. A declaração foi feita durante sessão plenária da Cúpula de Impacto da Inteligência Artificial, realizada na Índia.
Em seu discurso, Lula destacou que a revolução digital pode impulsionar a produtividade industrial, melhorar serviços públicos e fortalecer áreas como medicina, segurança alimentar e energética. No entanto, ponderou que a tecnologia também pode estimular práticas como desinformação, discursos de ódio, pornografia infantil, violência contra mulheres e precarização do trabalho. Segundo ele, sem coordenação internacional, a IA tende a aprofundar desigualdades históricas e concentrar poder em poucos países e empresas.
O presidente também ressaltou que o Congresso Nacional discute atualmente um marco regulatório para a inteligência artificial, além de políticas de atração de investimentos em centros de dados. Citou ainda o Plano Brasileiro de Inteligência Artificial, lançado em 2025, como instrumento para ampliar a oferta de serviços públicos e estimular emprego e renda.
Lula chamou atenção para o enfraquecimento do multilateralismo e defendeu que a governança da IA seja debatida em âmbito das Organização das Nações Unidas, de forma inclusiva e orientada ao desenvolvimento. Ele mencionou o Pacto Digital Global aprovado em Nova York e o Painel Científico Internacional Independente sobre Inteligência Artificial como avanços nesse debate.
A cúpula também contou com a participação do primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, que ressaltou o potencial transformador da tecnologia, e do presidente da França, Emmanuel Macron, que defendeu maior proteção às crianças no ambiente digital. O secretário-geral da ONU também participou do encontro e afirmou que o futuro da inteligência artificial não deve ficar concentrado em poucos países ou bilionários.
Na avaliação do presidente brasileiro, o desafio central é colocar o ser humano no centro das decisões, garantindo que a inteligência artificial fortaleça a democracia, a soberania nacional e a coesão social.
Com informações do Metrópoles
Lula atrazado!!
Faz o seguinte, ao invés de esta pedindo controle das novas tecnologias mundo a fora, faz o seguinte, prepara o teu país para conviver com o que a de moderno no mundo tá??
Queria controlar a internet no Brasil, teve que se abaixar, esfregar a bunda no chão para Donald Trump, logo vc que falava tanto em soberania, se rendeu.
O fato concreto é que nunca mais falou em controlar a internet, ou seja, negociou sim com o Trump.