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Lula levou Janja e mais 220 pessoas ao Japão, em março, ao custo de R$ 4,5 milhões

Lula na chegada ao Japão no aeroporto de Haneda, em Tóquio, com representantes do Legislativo Foto: Ricardo Stuckert / PR

A comitiva oficial do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao Japão e ao Vietnã, no fim de março, incluiu ao menos 220 pessoas, além do próprio petista e da primeira-dama, Rosângela da Silva, a Janja. O grupo gastou na viagem ao menos R$ 4,54 milhões – o valor total ainda é desconhecido, mais de um mês depois do fim da viagem.

Compõem o grupo 11 representantes do Congresso e ao menos 72 pessoas de órgãos ligados à Presidência da República, como o Gabinete Pessoal da Presidência, o Gabinete de Segurança Institucional (GSI) e a Secretaria de Comunicação (Secom), e a Casa Civil.

Procurada, a Secom se negou a fornecer informações sobre o número de viajantes e os gastos totais. Segundo o órgão, a lista de integrantes da comitiva oficial – composta pelas autoridades – foi publicada no Diário Oficial da União. Já as listas de integrantes das comitivas técnicas e de apoio são “classificadas no grau de sigilo reservado”, ou seja, podem ser omitidos por até cinco anos.

“Vale lembrar que conforme determina o Decreto nº. 940/93, as despesas de hospedagem das autoridades integrantes das comitivas oficiais do presidente, do vice-presidente da República, do titular daquele ministério e dos servidores integrantes de equipe de apoio em viagem ao exterior são custeadas pela dotação orçamentária do Itamaraty”, disse a Secom, em nota.

As informações completas sobre todos os viajantes ainda não estão disponíveis no Painel de Viagens, mantido pelo Ministério do Planejamento, nem no Portal da Transparência. O pagamento das diárias e passagens dos servidores é regulamentado por um decreto de 1985, que dá prazo máximo de 30 dias para a prestação de contas dos servidores públicos.

A lista de integrantes da comitiva foi compilada pela reportagem do Estadão usando informações do Diário Oficial da União, do Painel de Viagens, e de ordens bancárias (OBs), consultadas por meio do Siga Brasil, do Senado Federal.

Esta é a maior comitiva presidencial identificada no terceiro mandato de Lula. Em setembro passado, o petista levou pouco mais de 100 pessoas, entre assessores e autoridades, para acompanhá-lo na 79.ª reunião da Assembleia-Geral da ONU, em Nova York (EUA).

Na quarta-feira, 7, Lula viajou a Moscou, na Rússia, onde permanece até este sábado, 10. É a 29.ª viagem internacional do petista em seu terceiro mandato presidencial.

A lista de autoridades que acompanham Lula inclui o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), o deputado Elmar Nascimento (União-BA), vice-presidente da Câmara, e os ministros Alexandre Silveira (Minas e Energia), Luciana Santos (Ciência e Tecnologia) e Mauro Vieira (Relações Exteriores).

Assim como fez na viagem ao Japão, a primeira-dama Rosângela da Silva, a Janja, viajou antes do presidente, num voo da Força Aérea Brasileira (FAB), que partiu de Brasília na última sexta, 2. A FAB mandou sua maior aeronave, um Airbus A 330-200, com capacidade para 250 pessoas.

Até agora, a lista de viagens mais caras para o Japão é encabeçada por Márcio Fernando Elias Rosa, número 2 do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), com R$ 112,2 mil. Um dos voos do ministro, pela Qatar Airways, saiu a R$ 48,1 mil. Ele também recebeu R$ 22,2 mil em diárias.

Procurado, o MDIC disse que a compra das passagens foi feita após uma pesquisa de preços por uma empresa contratada pelo governo. “O valor final incluiu todas as despesas e abrange os trechos tanto até Tóquio como o retorno a partir de Hanói, Vietnã”, disse o MDIC.

Ex-ministro das Comunicações, o deputado federal Juscelino Filho (União-MA) vem em seguida, com R$ 99,6 mil gastos – a viagem ao Japão foi a última missão oficial dele no cargo.

Uma semana depois da viagem, em 8 de abril, Juscelino pediu demissão do posto após ser denunciado pela Procuradoria-Geral da República (PGR) por desviar emendas parlamentares. O caso foi revelado pelo Estadão. Juscelino levou consigo mais dois assessores para o Japão, ao custo de R$ 106,9 mil.

Voo de Janja custou R$ 60 mil

A primeira-dama Rosângela da Silva, a Janja, gastou cerca de R$ 60 mil com os voos de Tóquio a Paris, onde discursou em um evento sobre nutrição; e de Paris a Brasília, via São Paulo. No Painel de Viagens, o custo total dos deslocamentos dela soma R$ R$ 60.210,58. Ao voar de volta de Paris para São Paulo, Janja ficou no assento 1L, na classe “Premium Business”.

Cartão de embarque de Janja de Paris para São Paulo: voos de volta da primeira-dama, na classe executiva, custaram R$ 60 mil Foto: Latam / Reprodução

De acordo com as regras atuais sobre concessão de passagens, só ministros de Estado e detentores de certos cargos podem voar em classe executiva, e mesmo assim em viagens com mais de 7 horas de duração. Janja não detém cargo formal no governo.

Na ida, a primeira-dama pegou um voo da Força Aérea Brasileira (FAB) junto com o Escalão Avançado (Escav), que prepara a chegada do presidente da República. Em entrevista à BBC News Brasil, Janja disse que viajou com a equipe precursora “para economizar passagem aérea”.

“Obviamente, eu vim com a equipe precursora, inclusive, para economizar passagem aérea. Vim um pouco antes, fiquei hospedada na residência do embaixador”, disse ela. Janja também disse que “nunca houve falta de transparência” em suas viagens.

Segundo as notas bancárias publicadas no Siafi, o sistema de pagamentos do governo federal, 112 pessoas integraram o escalão avançado da viagem ao Japão e ao Vietnã.

A maior parte dos integrantes deste grupo é formada por militares, pessoal do GSI e do Itamaraty, mas há exceções: viajaram com o Escav o fotógrafo de Lula, Ricardo Stuckert; parte da equipe do “gabinete informal” de Janja; e a médica infectologista Ana Helena Germoglio, que trabalha na Presidência e atende o presidente da República no dia-a-dia; entre outros.

Além das diárias pagas aos servidores e do custo das passagens aéreas, as viagens presidenciais incluem outros custos. Na missão ao Japão, houve gastos de R$ 77.903,80 para pernoites no hotel Crowne Plaza, em Anchorage, no Alasca (EUA). O local foi escolhido para a escala dos voos da FAB que levaram o grupo ao Japão.

O governo também desembolsou R$ 397,8 mil para alugar “veículos com motorista para uso da comitiva de apoio ao pouso técnico da aeronave do presidente da República” em Anchorage. A quantia foi paga à empresa BAC Transportation LLC.

Dentre os órgãos públicos, o que mais mandou representantes na viagem ao Japão foi o Ministério das Relações Exteriores (MRE), com pelo menos 32 pessoas. O Gabinete Pessoal da Presidência levou ao menos 27 nomes, e o GSI, outros 18. Na Secom, foram pelo menos 16 pessoas. Já a Casa Civil levou ao menos 10 pessoas.

Estadão 

Opinião dos leitores

  1. Bote pra torar Lulinha lindo do amor,queremos o Brasil quebrado novamente,e ninguém sabe fazer isso melhor que vc e sua galerinha.

    1. Pra Jair Messias Bolsonaro, o presidente mais querido da história do Brasil, eu ia e vou de graça, já Pra extrema esquerda eu não vou nem me pagando.

  2. Depois da estadia dessa comitiva nas terras do sol nascente, comenta-se que o Monte Fuji desapareceu de vez.

  3. Se o governo conseguiu trazer investimento para o pais.
    Este valor dá viagem também é o investimento.

    1. Concordo. Sugiro apenas que o governo verifique a necessidade de todos. No mais, uma viagem considerada importante demanda mais gente.

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Explosão atinge prédio em cidade portuária no Irã, que põe Forças Armadas ‘em alerta máximo’ em meio a tensões com os EUA

Foto: Redes sociais/Fars news agency

Uma explosão atingiu a cidade portuária de Bandar Abbas, no sul do Irã, neste sábado (30), em meio à escalada de tensões com os Estados Unidos. Segundo a imprensa estatal, equipes de resgate e bombeiros foram acionadas e as causas ainda estão sob investigação.

A explosão destruiu dois andares de um prédio de oito pavimentos, além de veículos e lojas próximas. De acordo com a agência oficial IRNA, pelo menos uma pessoa morreu e outras 14 ficaram feridas, de acordo com as primeiras informações.

O episódio ocorre após o envio de navios de guerra dos EUA ao Golfo Pérsico e a decisão de Teerã de colocar suas Forças Armadas em “alerta máximo”. O governo iraniano afirmou que está pronto para reagir a qualquer ataque e alertou que bases americanas na região estão ao alcance de seus mísseis.

O Irã também voltou a ameaçar o bloqueio do Estreito de Ormuz, rota estratégica para o comércio global de petróleo. A tensão já impacta o mercado, com os preços do barril alcançando os maiores níveis em quatro meses.

As ameaças ocorrem em meio à pressão do presidente dos EUA, Donald Trump, por um novo acordo nuclear. Washington disse esperar uma negociação, enquanto Teerã mantém um discurso de confronto.

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Mortes no Exército russo na Ucrânia superam perdas da 2ª Guerra Mundial

O voluntário Jan Artyukhov inspeciona um tanque russo destruído em um campo próximo à cidade de Derhachi, região de Kharkiv | Foto: Sergey Bobok/AFP/Getty Images via CNN Newsource

Um relatório do CSIS (Centro de Estudos Estratégicos Internacionais) estima que cerca de 1,2 milhão de soldados russos foram mortos, feridos ou estão desaparecidos desde a invasão da Ucrânia, iniciada em fevereiro de 2022. O número é comparável apenas às perdas de grandes potências na Segunda Guerra Mundial.

Apesar do custo humano, os ganhos territoriais da Rússia foram limitados: o país ampliou seu controle sobre o território ucraniano em apenas 12% desde o início da guerra. Nos últimos dois anos, o avanço foi inferior a 1,5% do território da Ucrânia, com progressos medidos, em alguns pontos, em poucos metros por dia.

O estudo contesta a ideia de que uma vitória russa seja inevitável. Segundo o CSIS, a defesa em profundidade adotada por Kiev — com trincheiras, minas, obstáculos antitanque, drones e artilharia — tem frustrado ofensivas russas. As baixas em combate favorecem a Ucrânia numa proporção estimada entre 2 ou 2,5 para 1.

As perdas ucranianas são estimadas entre 500 mil e 600 mil baixas totais, contra 1,2 milhão da Rússia. Em mortes, Moscou teria perdido entre 275 mil e 325 mil soldados, enquanto a Ucrânia entre 100 mil e 140 mil.

O relatório também destaca o impacto econômico da guerra. A Rússia enfrenta baixo crescimento (0,6% em 2025), inflação elevada, escassez de mão de obra e perda de relevância tecnológica, sendo classificada como uma potência econômica de segunda ou terceira categoria.

Apesar do cenário desfavorável, o CSIS avalia que Vladimir Putin tende a prolongar o conflito, já que EUA e Europa não teriam exercido pressão econômica e militar suficiente para forçar um acordo de paz.

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CONTA DE LUZ: Aneel mantém bandeira verde para fevereiro e não cobrará custos adicionais

Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

A Aneel confirmou nesta sexta-feira (30) a manutenção da bandeira tarifária em fevereiro. Com isso, não haverá cobrança extra na conta de luz.

Segundo a agência, o aumento das chuvas na segunda metade de janeiro elevou os níveis dos reservatórios nas regiões Sudeste, Centro-Oeste, Nordeste e Norte, dispensando o acionamento de usinas termelétricas mais caras.

Criado em 2015, o sistema de bandeiras tarifárias indica o custo da geração de energia no país. As cores são definidas mensalmente com base na avaliação do ONS, que analisa as condições do sistema elétrico e projeta os custos de geração.

Com informações de Agência Brasil

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Disputa por ministérios nos bastidores do governo é nova dor de cabeça para Lula

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Com metade dos ministros do governo Lula prestes a deixar os cargos para disputar as eleições, o presidente enfrenta uma disputa intensa por vagas de ministro entre auxiliares do segundo escalão. As brigas internas já ameaçam paralisar a máquina pública, segundo relatos do próprio Palácio. A informação é da coluna Radar – Veja, por Robson Bonin.

Até abril, a troca de ministros abre espaços para disputas desorganizadas. Em algumas pastas, não há sucessor natural, o que intensificou conflitos entre secretários e secretários-executivos, hoje os nomes mais cotados à sucessão.

O cenário se agrava porque ministros de saída tentam manter influência nas pastas, emplacando aliados para cumprir acordos firmados — sobretudo na liberação de verbas — e evitar confrontos internos.

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PARANÁ PESQUISAS: 33,8% dizem que saúde pública do país piorou; 28,6% apontam melhora

Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

Levantamento divulgado pelo instituto Paraná Pesquisas neste sábado (31) mostra a percepção da sociedade com relação à situação da saúde pública do país.

33,8% dizem que piorou, enquanto 34,4% afirmam ter permanecido igual e outros 28,6% apontam uma melhora.

A pesquisa, registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o número BR-08254/2026, considerou 2.080 entrevistas realizadas entre os dias 25 e 28 de janeiro. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais e o nível de confiança é de 95%.

Opinião dos leitores

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Sisu 2025: Colégio Porto garante 4 primeiros lugares em cursos de engenharia e aprovações em Medicina em várias universidades federais, incluindo vaga no top 3 de Medicina na UFRN

O Colégio Porto comemora um resultado expressivo no Sistema de Seleção Unificada (Sisu) 2025. Além da aprovação de vários alunos em diversos cursos em universidades públicas de várias partes do país, com destaque para a Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), os estudantes da escola conquistaram quatro primeiros lugares nos cursos de Engenharia Civil, Engenharia Elétrica, Engenharia Mecatrônica e Engenharia de Produção e o terceiro lugar em Medicina na UFRN.

Um resultado que chama atenção é o de Bruno Rosado Negreiros Gadelha Simas, primeiro colocado em Engenharia Civil na UFRN, que também foi aprovado no mesmo curso pela Universidade de São Paulo (USP) e pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), duas das instituições mais concorridas do país.

O estudante Lucas Câmara Lira, aprovado em primeiro lugar em Engenharia Elétrica na UFRN, atribui o resultado ao conjunto de apoio oferecido pela escola. “É uma sensação muito boa ver todo o esforço reconhecido. A escola prepara muito bem para o Enem e vestibulares. Os professores incentivam, dão todo o suporte, e a gente chega na prova muito bem preparado”, destacou.

André Cury com Lucas Lira, 1º lugar em Engenharia Elétrica na UFRN

Para o pai do estudante, Rodrigo Lira, a conquista representa uma emoção indescritível. “A felicidade só se compara ao nascimento dele. O Colégio Porto foi fundamental nesse processo. A gente percebeu que ele ficou mais organizado, criou uma rotina de estudos. Valeu muito a pena todo o esforço”, afirmou.

Outro nome de destaque é Eduardo Cook, que conquistou o primeiro lugar em Engenharia Mecatrônica na UFRN. Ele destaca a metodologia como diferencial. “Os simulados, o apoio dos professores e a forma como tudo é pensado para o aluno fizeram muita diferença. A escola traz muito a realidade da prova”, avaliou.

Top 3 em Medicina

Na área da saúde, a estudante Vanessa Bila garantiu o terceiro lugar em Medicina na UFRN. Ela ressalta o incentivo constante dos professores e a estrutura da escola como fatores decisivos. “Eu passei porque tinha muito mais tempo para estudar e não precisei fazer cursinho. Os professores são excelentes e a escola funciona como uma comunidade que incentiva o aluno o tempo todo”, contou.

Vanessa Bila, 3º lugar em Medicina na UFRN, com o professor André Cury

A escola também aprovou alunos em Medicina em outras universidades públicas, como a Universidade Federal de Campina Grande (UFCG), Universidade Federal da Paraíba (UFPB) e Universidade de Pernambuco (UPE). Foi o caso do estudante Thiago Rios Bezerra. Ele conquistou a maior nota do Brasil na prova de Linguagens do Enem após acertar todas as 45 questões e foi aprovado em Medicina na UFCG. “Foi muita felicidade e alívio. Eu não esperava fechar a prova de Linguagens. A equipe de professores do Porto foi o principal diferencial para esse resultado”, destacou.

Diretor destaca trabalho em conjunto

Para o diretor acadêmico do Colégio Porto, André Cury, os resultados refletem um trabalho construído em conjunto com alunos, famílias e equipe escolar. “A cada ano a gente se surpreende mais. Quando pensamos que não dá para melhorar, melhoramos. São vários primeiros lugares, muitas aprovações em Medicina e em universidades públicas reconhecidas nacionalmente. Esse resultado é fruto de um conjunto: professores altamente qualificados, gestão pedagógica eficiente, material de qualidade e muito suporte ao aluno. Somos uma escola jovem, mas que já se comporta como uma escola de tradição”, destacou.

Com turmas do 6º ano do Ensino Fundamental à 3ª série do Ensino Médio, o Colégio Porto oferece uma proposta educacional que vai além do ensino tradicional. A escola conta com estrutura moderna, laboratórios equipados, rooftop com espaço de convivência e uma midiateca que integra biblioteca, cabines de estudo individualizadas e salas para estudos em grupo.

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VÍDEO: Venezuelanos emocionados celebram anistia a perseguidos políticos e fechamento de centro de repressão e tortura do regime

 Vídeo: Instagram/Hoje no Mundo Militar

Venezuelanos reagiram emocionados ao saber que o centro de detenção El Helicoide, conhecido por práticas de tortura e repressão política, será fechado pelo governo chavista. A decisão foi anunciada pela presidente interina Delcy Rodríguez, que também enviou à Assembleia Nacional um projeto de lei de anistia geral para libertar centenas de presos políticos detidos desde 1999.

Rodríguez afirmou que a medida busca “curar feridas” das décadas de confrontos políticos e promover convivência nacional, mas exclui casos de homicídio, tráfico de drogas, corrupção e graves violações de direitos humanos. A proposta será analisada com urgência pelo parlamento.

El Helicoide, sede do serviço de inteligência e símbolo de violação de direitos humanos, será transformado em um centro social, esportivo e cultural para a comunidade. Apesar da expectativa de libertações, ativistas alertam que centenas de detidos ainda aguardam liberdade, e os critérios definitivos da anistia não foram divulgados.

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Segurança

PARANÁ PESQUISAS: Para 44,3%, segurança pública piorou com Lula no governo; 20% acham que melhorou

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

A maior parte da população, 44,3%, diz que a segurança pública piorou durante o governo do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), segundo um levantamento divulgado pelo instituto Paraná Pesquisas neste sábado (31).

A parcela dos que entendem que esta situação melhorou (20%) é ainda menor do que a daqueles que consideram que ela permaneceu igual, que representam 32,4% da população.

A pesquisa, registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o número BR-08254/2026, considerou 2.080 entrevistas realizadas entre os dias 25 e 28 de janeiro. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais e o nível de confiança é de 95%.

CNN

Opinião dos leitores

  1. Esses 20% que acham que a segurança melhorou, são os familiares e adoradores dos que andam a margem da lei.

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Fundação ligada ao PT teve curso com ex-economista-chefe do Banco Master

Foto: Reprodução/Redes Sociais

A Fundação Perseu Abramo (FPA), vinculada ao Partido dos Trabalhadores, promoveu em 2025 um curso de extensão que contou entre os professores com Paulo Gala, então economista-chefe do Banco Master, instituição hoje no centro de investigações por suspeita de fraude bilionária. A informação foi revelada pela Folha. A iniciativa ocorreu em parceria com a Unicamp e foi voltada a filiados do partido, militantes, integrantes de movimentos sociais e servidores públicos.

O curso abordou temas como desenvolvimento econômico, mercado de trabalho e políticas públicas. No material de divulgação, a FPA afirmou que o objetivo era capacitar participantes para analisar a conjuntura nacional e formular propostas para enfrentar desafios sociais. Gala ocupou o cargo no Banco Master entre setembro de 2021 e julho de 2025, deixando a instituição durante as negociações de venda ao BRB, antes de as denúncias contra o banco virem a público. A aula ocorreu em setembro, já após sua saída.

Atualmente professor da FGV-SP, Paulo Gala mantém interlocução com economistas de esquerda e é citado nos agradecimentos da dissertação de mestrado do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, defendida em 2008. A participação do economista no curso da fundação petista contrasta com a linha adotada recentemente pela Executiva Nacional do PT, que passou a usar o caso Master como símbolo de críticas ao mercado financeiro.

Em resolução divulgada na última semana, o partido citou o escândalo do banco como exemplo de “corrupção e promiscuidade entre parte do mercado e o crime organizado”. O episódio também respinga no governo Lula devido às relações do Master com nomes como Ricardo Lewandowski, cujo escritório recebeu milhões em contratos com o banco, e Guido Mantega, que atuou como consultor. A contratação do escritório da família Lewandowski, segundo o Metrópoles, foi indicada pelo líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), informação confirmada pela assessoria do parlamentar.

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Política

Fila de CPIs trava avanço contra Banco Master e empurra investigação para outras frentes

Foto: Carlos Moura/Agência Senado

Apesar da articulação crescente para investigar o Banco Master, a instalação de uma CPI específica na Câmara dos Deputados enfrenta um obstáculo imediato: a fila de 15 requerimentos que aguardam análise para criação de comissões parlamentares de inquérito. O acúmulo de pedidos reduz as chances de avanço rápido da iniciativa e torna a decisão altamente dependente da condução política da Casa.

Deputados como Rodrigo Rollemberg (PSB-DF) e Marcos Pollon (PL-MS) afirmam já ter alcançado o número mínimo de assinaturas exigido pelo regimento — 171 parlamentares —, mas a abertura de uma CPI depende exclusivamente do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB). Atualmente, a lista de espera inclui investigações sobre descontos irregulares em benefícios do INSS, atuação de planos de saúde e demarcação de terras indígenas, entre outros temas sensíveis.

O caso do Banco Master segue no centro das atenções políticas após a Polícia Federal apontar indícios de fraude bilionária, o que levou o Banco Central a decretar a liquidação da instituição em novembro do ano passado. O episódio ganhou peso em Brasília pelas conexões políticas do banqueiro Daniel Vorcaro, citado em articulações com parlamentares e em relações que também alcançam o Judiciário.

Diante da dificuldade na Câmara, parlamentares passaram a investir em outras frentes, como a criação de uma CPMI, que depende apenas da leitura do requerimento pelo presidente do Congresso, Davi Alcolumbre (União-AP). Além disso, o Senado criou um grupo de acompanhamento do caso na Comissão de Assuntos Econômicos, e a oposição tenta levar o tema à CPI do Crime Organizado, onde o relator Alessandro Vieira classificou a atuação do Banco Master como típica de organizações criminosas.

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