Jornalismo

Moraes é juiz com ‘poder excessivo’ e Supremo deve exercer ‘moderação’, diz The Economist

Foto: Divulgação

O Supremo Tribunal Federal (STF) deve exercer “moderação” se não quiser virar alvo de uma crise de confiança dos brasileiros, diz artigo publicado nesta quarta-feira (16) pela revista inglesa The Economist.

Para “restaurar sua imagem de imparcialidade”, a corte deveria realizar o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), acusado de liderar uma suposta trama golpista, no plenário.

O caso está sendo julgado atualmente pela Primeira Turma, composta por cinco ministros: Cristiano Zanin (presidente), Alexandre de Moraes, Luiz Fux, Flávio Dino e Cármen Lúcia.

“Dos cinco, um é ex-advogado pessoal de Lula [Zanin] e outro é seu ex-ministro da Justiça [Dino]. O julgamento, portanto, corre o risco de reforçar a percepção de que o tribunal é guiado tanto pela política quanto pela lei.”

Com fortes críticas ao ministro Alexandre de Moraes, que está exercendo “poderes surpreendentemente amplos, que têm como alvo predominantemente atores de direita”, a revista afirma que “juízes individuais devem evitar emitir decisões monocráticas, especialmente em questões políticas sensíveis”.

No artigo da The Economist, a revista semanal lembra que a democracia brasileira foi alvo de “um duro golpe” nos últimos 20 anos e “grande parte da culpa recai sobre seus políticos corruptos”.

“Todos os presidentes desde 2003 foram acusados de violar a lei”, diz o artigo, mencionando o impeachment de Dilma Rousseff (PT), em 2016, motivado, segundo a revista, “por fraudar as contas públicas”. Na mesma esteira, o texto afirma que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) já foi preso por corrupção (os processos foram posteriormente anulados), e que Bolsonaro em breve será julgado por envolvimento em uma suposta trama golpista que o manteria no poder.

“Mas a democracia brasileira tem outro problema: juízes com poder excessivo. E nenhuma figura personifica isso melhor do que Alexandre de Moraes, que ocupa o cargo no Supremo Tribunal Federal. Seu histórico mostra que o Poder Judiciário precisa ser reduzido.”

Estão no centro dessa discussão sobre o poder do ministro as recentes decisões proferidas por Moraes em relação à plataforma X, de Elon Musk.

No ano passado, Moraes determinou o bloqueio do acesso à plataforma no Brasil, decisão que durou mais de um mês, além do congelamento das contas bancárias da Starlink, empresa de internet via satélite de Musk.

O ministro também determinou a remoção de centenas de contas pró-Bolsonaro da plataforma, em decisões monocráticas, ou seja, que não tiveram a participação dos demais ministros da corte.

“O sr. Moraes responde às críticas com autoridade. Pressionado no ano passado sobre se o tribunal deveria adotar um código de ética, como a Suprema Corte dos Estados Unidos fez em 2023, o sr. Moraes afirmou que ‘não há a menor necessidade.'”

A revista então defende que, após a conclusão do julgamento de Bolsonaro, o Congresso retome “a tarefa de policiar a liberdade de expressão online do sr. Moraes”.

Na terça-feira, o ministro, em outra decisão monocrática, suspendeu o processo de extradição de um cidadão búlgaro que teria cometido crimes na Espanha em 2022.

Em sua decisão, Moraes diz que a Espanha descumpriu o “requisito de reciprocidade” no tratado de extradição que mantém com o Brasil ao negar a extradição do blogueiro bolsonarista Oswaldo Eustáquio.

Moraes também pediu explicações ao embaixador da Espanha no Brasil e converteu a prisão preventiva de Vasilev em prisão domiciliar no Brasil, com uso de tornozeleira eletrônica.

A revista atribui os poderes e prestígio conquistados pelo Supremo à perda de legitimidade do Executivo e aos “impasses e escândalos” nos quais o Congresso “se viu atolado”.

O “comportamento perigoso e antidemocrático de Bolsonaro, tanto no cargo quanto após sua destituição pelos eleitores, deu ao tribunal mais justificativa para usar sua influência em defesa do Estado de Direito”. No texto, é mencionado que o ex-presidente é acusado de ter planejado a morte de Moraes, Lula e o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) antes de assumirem o cargo.

“Essas são acusações graves, e o tribunal deve ponderar as evidências e condenar, se for o caso. O problema é que há crescentes questionamentos sobre o próprio comportamento do tribunal, a qualidade da justiça que ele oferece e a adequação de suas punições.”

A favor da corte também está, segundo a revista, o julgamento do mensalão, em 2012, quando o tribunal se tornou “mais disposto a fazer valer seus poderes”.

Ficou conhecido como mensalão o esquema de corrupção envolvendo o pagamento de propina dos primeiros governos Lula a parlamentares de diversos partidos em troca da aprovação dos projetos do governo. Seu julgamento, realizado pelo plenário do Supremo, isto é, pelos 11 ministros, foi televisionado, colocando a corte sob os holofotes.

A Operação Lava Jato, que veio logo em seguida ao mensalão, durando uma década de investigações e prisões de suspeitos de corrupção envolvendo a Petrobras e os governos petistas, também é mencionada no texto, como mais um caso de contradição da corte.

“O tribunal manteve as penas de prisão para dezenas de políticos e empresários considerados culpados de corrupção, mas depois mudou de ideia e anulou as condenações de Lula em 2021 por questões processuais. Em 2023, o presidente do tribunal se gabou de ter ‘derrotado Bolsonaro'”.

O episódio mencionado pela revista envolve o ministro Luís Roberto Barroso. Antes de assumir a presidência do STF, em 2023, Barroso fez um discurso no congresso da União Nacional dos Estudantes (UNE), em Brasília. Na sua fala, o ministro afirmou que havia lutado “contra a ditadura e contra o bolsonarismo”.

“Nós derrotamos a censura, nós derrotamos a tortura, nós derrotamos o bolsonarismo para permitir a democracia e a manifestação livre de todas as pessoas”, afirmou o ministro.

Na esteira das críticas aos ministros do Supremo, a revista The Economist lembrou que “um único juiz, José Antonio Dias Toffoli, anulou quase todas as provas descobertas durante a Lava Jato e abriu uma investigação duvidosa sobre a Transparência Internacional, um grupo anticorrupção sediado em Berlim”.

E mencionou também o ministro Gilmar Mendes, que “organiza uma reunião chamativa com a presença do tipo de pessoas influentes que costumam ter negócios em pauta”.

A reunião mencionada é o Fórum Jurídico que acontece em Lisboa anualmente, organizado pelo Instituto Brasileiro de Ensino, Desenvolvimento e Pesquisa (IDP), de propriedade de Gilmar Mendes.

O evento privado faz até a corte mudar a agenda de julgamentos, recebe convidados da alta esfera política-empresarial e é pouco transparente em relação aos seus custos. Foi na edição do ano passado, inclusive, que Moraes afirmou que não havia necessidade da criação de um código de ética para o Supremo.

A revista pondera, no entanto, que o STF está agindo na legalidade.

“Seus poderes advêm da Constituição brasileira, uma das mais longas do mundo, e permite que partidos políticos, sindicatos e muitas outras organizações apresentem casos diretamente ao Supremo Tribunal Federal, em vez de deixá-los passar por tribunais inferiores.”

Na prática, isso significa, segundo a revista, que o Supremo “cria leis sobre questões que seriam decididas por autoridades eleitas em muitos outros países. Um único juiz pode proferir decisões unilateralmente com graves repercussões, conhecidas como “decisões monocráticas”.

O poder da corte suprema brasileira vem de intervenções que ocorrem, por sua vez, “porque as outras instituições brasileiras fazem seu trabalho mal. O Congresso há muito tempo aguarda um projeto de lei que estabeleceria regras claras para a liberdade de expressão online. Em vez disso, surrealmente, está gastando seu tempo ponderando uma legislação que perdoaria aqueles que atacaram prédios do governo após a derrota eleitoral de Bolsonaro”.

Conhecido como “PL das Fake News”, o projeto de lei que visa regular as plataformas digitais no Brasil tramita na Câmara dos Deputados desde 2020 e nunca foi à votação no plenário.

Já a lei da anistia, projeto que pode conferir liberdade aos envolvidos na suposta trama golpista, incluindo Bolsonaro, teve seu pedido de urgência protocolado nesta semana.

Se aprovado, o requerimento de urgência deverá acelerar a tramitação do projeto, fazendo com que ele seja posto em votação sem ter que passar por todas as comissões normalmente previstas.

Por fim, a revista adverte que há uma “ameaça tripla”.

“Um perigo é que a qualidade da tomada de decisões no Supremo Tribunal Federal se deteriore à medida que sua competência se expande implacavelmente. Em segundo lugar, quanto mais o STF busca administrar a política, mais perde apoio público: apenas 12% das pessoas dizem que ele está fazendo um trabalho “bom” ou “ótimo”, em comparação com 31% em 2022. Em terceiro lugar, esse poder irrestrito aumenta a ameaça de o STF se tornar um instrumento de impulsos iliberais que infringem a liberdade, em vez de apoiá-la.”

A pesquisa mencionada pela The Economist foi realizada pelo PoderData em dezembro do ano passado.

“Os brasileiros perderam a fé em dois dos seus três Poderes. É essencial evitar uma crise de confiança generalizada no terceiro”, conclui a revista inglesa.

Folha de S. Paulo

Opinião dos leitores

  1. Ops! Só uma correção Moraes não é juiz, é ministro. Mas tudo bem pois nos EUA a corte é formada por juízes de carreira.

  2. BG, vc sabe qual é a proposta de Arminio Fraga para o aumento do salário mínimo nos próximos 06 meses? Como está o preço da carne, ovo, café, enfim a tx de inflação? Putz, eu não aguento mais falar em desastre, cornagem e escutar mentiras, tem uns lesados aí que só falam em bolsonaro, esses caras tem de saber que o homem é casado e adorado, e que inveja mata.

  3. O choro é livre! O bandido que quiser ameaçar a justiça terá o peso e rigor da Lei! É assim nos países civilizados e aqui tb será! Quem não gosta da justiça é vagabundo!

    1. Se no Brasil a justiça fosse plena não teríamos um ladrão reconduzido a cena do crime e sentado na cadeira de presidente.

    2. A Espanha e EUA não são civilizados? Por que não extraditaram Oswaldo Eustáquio e Alan dos Santos? explica aí 💩💩🫏🫏

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Ratinho é absolvido após sugerir uso de ‘metralhadora’ contra deputada Natália Bonavides; ação judicial pedia R$ 2 milhões de indenização

Foto: reprodução SBT | Zeca Ribeiro / Câmara dos Deputados

O apresentador Ratinho foi absolvido em segunda instância pelo Tribunal Regional Federal da 5ª Região (TRF-5) após declarações feitas em um programa de rádio, em 2021, contra a deputada federal Natália Bonavides (PT-RN).

“Tinha que eliminar esses loucos. Não dá para pegar uma metralhadora, não? Natália, você não tem o que fazer?”, disse Ratinho reagindo a um projeto de lei apresentado por Natália Bonavides, que propunha retirar a expressão “declaro marido e mulher” do Código Civil.

Caso fosse condenado, o apresentador poderia pagar indenização de R$ 2 milhões e a Rádio Massa, de sua propriedade, seria obrigada a veicular campanhas de combate à violência de gênero por um ano.

A ação havia sido movida pelo Ministério Público Federal (MPF), que acusava o apresentador de sugerir violência contra a parlamentar. Com a decisão, o processo seguirá agora para análise no Superior Tribunal de Justiça (STJ).

O TRF-5 entendeu que as falas, embora ofensivas, estavam direcionadas ao projeto de lei apresentado pela deputada, e não à sua condição pessoal ou de gênero. Para a 7ª Turma, Ratinho não extrapolou os limites da liberdade de expressão.

“Embora hostil e pouco elegante, a crítica foi direcionada não à condição feminina da parlamentar, mas ao projeto legislativo por ela apresentado. As manifestações, por mais antipáticas que fossem, não configuraram discurso de ódio nem violência política de gênero com repercussão difusa”, afirmou o desembargador Frederico Wildson da Silva Dantas em dua decisão.

Relembre a fala de Ratinho que gerou a ação:

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VÍDEO: Venezuelanos lotam a Times Square em Nova York e comemoram captura de Maduro

A captura de Nicolás Maduro e de sua esposa pelos Estados Unidos provocou reações imediatas entre venezuelanos no exterior. Em diversos países, o anúncio foi recebido com alívio, euforia e expectativa por mudanças.

Em Nova York, a Times Square virou palco de celebração. Grupos de venezuelanos comemoraram o que consideram o fim de um ciclo de autoritarismo e crise econômica.

Os manifestantes demonstraram esperança na reconstrução do país e em uma nova fase política, após anos de dificuldades que levaram milhões de pessoas a deixar a Venezuela.

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Aliado de Lula, Macron comemora queda de Maduro: “Venezuela está livre da ditadura”

Foto: Ricardo Stuckert / PR

O presidente da França, Emmanuel Macron, comemorou neste sábado (3) a queda do regime de Nicolás Maduro na Venezuela. Em publicação nas redes sociais, escrita em espanhol, afirmou que o povo venezuelano foi libertado da ditadura e tem motivos para celebrar.

Na publicação, Macron afirmou que “o povo venezuelano está hoje libertado da ditadura de Nicolás Maduro e não pode senão celebrar”. Em seguida, declarou que “os venezuelanos podem contar com o apoio da França para erguer a voz de uma transição pacífica, democrática e plenamente respeitosa de sua vontade soberana”.

A manifestação ocorre após a ofensiva militar dos Estados Unidos, que resultou na captura de Maduro e encerrou quase 27 anos de governos chavistas. O ex-presidente deverá responder na Justiça americana por acusações ligadas ao narcotráfico e ao uso de armas.

Para Venezuela, declarações de Macron configuraram “intromissão inadmissível em assuntos internos de um Estado soberano”. Na opinião de Caracas, a fala revela “profundo desconhecimento da realidade política, institucional e social do país” e atual governo “emana da vontade popular e da ordem institucional”.

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China pede que EUA garantam segurança e libertem Nicolás Maduro ‘imediatamente’

Foto: reprodução

A China afirmou neste domingo (4) que os Estados Unidos devem libertar imediatamente Nicolás Maduro e sua esposa e resolver a crise na Venezuela por meio de diálogo e negociação.

Em comunicado, o Ministério das Relações Exteriores chinês disse que a deportação do líder venezuelano viola o direito internacional e cobrou garantias para a segurança pessoal do casal.

Pequim voltou a condenar a operação militar americana, classificando-a como uso ilegítimo da força contra um Estado soberano e uma afronta à soberania venezuelana. Segundo o governo chinês, a ação reflete um comportamento hegemônico que ameaça a estabilidade regional.

A China, uma das principais parceiras políticas e econômicas da Venezuela, reiterou que a crise no país deve ser resolvida sem interferência externa, pelo próprio povo venezuelano.

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Corpo de jovem que estava desaparecida após se afogar na praia de Tabatinga é encontrado

Imagem: Via Certa Natal

O corpo da jovem que estava desaparecida após se afogar no sábado (3), na praia de Tabatinga, foi localizado pelo Corpo de Bombeiros por volta das 4h30 deste domingo (4). Familiares da vítima reconheceram o corpo que foi recolhido pela Polícia Técnica.

NOTA – CBMRN

O Corpo de Bombeiros Militar do Rio Grande do Norte (CBMRN) informa que o corpo da vítima que estava desaparecida nas águas da Praia de Tabatinga, no município de Nísia Floresta, foi localizado na madrugada deste domingo (4), por volta das 4h30.

Após a localização, familiares da vítima estiveram no local e realizaram o reconhecimento. Em seguida, a Polícia Técnica foi acionada e efetuou o recolhimento do corpo para a sede da unidade competente.

Desde o registro da ocorrência, o CBMRN empregou todos os esforços possíveis nas buscas, com a atuação integrada de equipes de guarda-vidas, mergulhadores especializados, Unidades de Resgate Avançado, embarcação, e da aeronave Potiguar 02, que trabalharam de forma ininterrupta na tentativa de localizar a vítima.

O Corpo de Bombeiros Militar do Rio Grande do Norte lamenta profundamente o ocorrido e se solidariza com os familiares e amigos neste momento de dor.

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Suprema Corte venezuelana ordena que Delcy Rodríguez, vice de Maduro, assuma a Presidência

Foto: JUAN BARRETO / AFP

A Suprema Corte da Venezuela determinou, na noite de sábado, que a vice-presidente Delcy Rodríguez assuma a Presidência do país de forma interina, após a captura de Nicolás Maduro em uma operação militar dos Estados Unidos.

Segundo a Sala Constitucional, Rodríguez deverá exercer todas as funções do cargo para garantir a continuidade administrativa e a defesa do país, diante do que o tribunal classificou como “agressão militar estrangeira”. A decisão tem validade inicial de 90 dias, podendo ser prorrogada por mais 90, com aval da Assembleia Nacional.

Caso Maduro não retorne ao cargo após 180 dias, a Constituição prevê a convocação de novas eleições.

Maduro foi levado aos Estados Unidos, onde deve responder a acusações na Justiça. Apesar disso, integrantes do chavismo, incluindo Rodríguez, vinham sustentando que ele seguia como único presidente legítimo.

Após a operação, o presidente americano Donald Trump afirmou que os EUA iriam controlar a Venezuela durante a transição e chegou a mencionar positivamente o nome de Delcy Rodríguez. Até o momento, ela não se pronunciou oficialmente sobre a decisão judicial.

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[VÍDEO] PROCURA-SE O MST: Líder do movimento, João Pedro Stédile, disse que enviaria brigadas de militantes para ajudar a Venezuela contra os EUA

Após a ação militar dos EUA na Venezuela que culminou na prisão de Nicolás Maduro, um fato foi relembrado nas redes sociais. A fala do líder do MST, João Pedro Stédile, sobre o envio de brigadas de militantes à Venezuela. Em outubro de 2025, Stédile disse que brigadas de militantes da América Latina estavam se organizando para ir à Venezuela diante da tensão crescente com os Estados Unidos naquela ocasião.

A proposta chegou inclusive a ser aprovada durante o Congresso Mundial em Defesa da Mãe Terra, realizado em Caracas entre os dias 8 e 10 de outubro, com delegações de 65 países.

“Nós, movimentos da América Latina, vamos fazer reuniões e já estamos fazendo consultas para, no menor prazo possível, organizar brigadas internacionalistas de militantes de cada um dos nossos países para ir à Venezuela e nos colocarmos à disposição do governo e do povo venezuelano”, disse Stédile em entrevista à Rádio Brasil de Fato, em outubro de 2025.

O líder do MST afirmou na época que os militantes não possuíam preparo militar, mas poderiam atuar de outras formas: “Podemos fazer mil e uma coisas, desde plantar feijão e fazer comida para os soldados a estar ao lado do povo se houver uma invasão militar dos Estados Unidos.”

Opinião dos leitores

  1. Vão lá ajudar o ditador do amor. Fiquem lá e não voltem mais. Levem todos que defendem o mesmo ideal.

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Starlink, de Elon Musk, diz que está fornecendo internet gratuita à Venezuela

Foto: Odd Andersen/AFP

A Starlink anunciou que vai oferecer internet banda larga gratuita na Venezuela até 3 de fevereiro, após a operação dos Estados Unidos que resultou na queda do presidente Nicolás Maduro.

Pertencente à SpaceX, do bilionário Elon Musk, a empresa fornece conexão móvel por meio de satélites em órbita.

Em publicação na rede X, a Starlink afirmou que o objetivo é manter a conectividade no país, que historicamente enfrenta censura e bloqueios de plataformas digitais como Facebook, YouTube e Instagram.

Dados da Netblocks indicam uma queda repentina da internet em áreas de Caracas no sábado, associada a apagões durante a operação militar dos EUA. A imprensa local também relatou falta de conexão em partes da capital.

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VÍDEO: Milhares de manifestantes se reúnem no Obelico, na Argentina, para celebrar a queda de Nicolás Maduro

Uma grande manifestação ocorreu no sábado (3), em torno do Obelisco de Buenos Aires, na Argentina, para comemorar a queda do narcoditador Nicolás Maduro e exigir uma transição democrática para a Venezuela.

Uma multidão se espalhou pela avenida 9 de julho com bandeiras venezuelanas e gritos de ordem.

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Conselho de Segurança da ONU fará reunião de emergência sobre a Venezuela na segunda (5)

Foto: EFE

O Conselho de Segurança da ONU realizará uma reunião de emergência na segunda-feira, às 12h (horário de Brasília), para discutir a operação militar dos Estados Unidos na Venezuela, informou neste sábado a presidência do órgão, atualmente exercida pela Somália.

A convocação ocorre após os EUA lançarem uma ofensiva militar no sábado (3) e capturarem o presidente Nicolás Maduro em Caracas.

Em reação, o secretário-geral da ONU, António Guterres, afirmou estar profundamente alarmado com a escalada do conflito e alertou para o risco de um precedente perigoso, reforçando a necessidade de respeito ao direito internacional e à Carta da ONU. Ele também defendeu diálogo político, respeito aos direitos humanos e ao Estado de Direito.

Carta da Venezuela ao Conselho

A Venezuela enviou uma carta ao Conselho condenando os ataques americanos, classificados como “brutais e ilegais”, e exigiu condenação formal, cessação imediata das ações militares e a responsabilização dos EUA por crime de agressão.

Segundo o documento, alvos civis e militares foram atingidos em Caracas e em estados como Miranda, Aragua e La Guaira. A reunião conta com o apoio da Rússia e da Colômbia, membros do Conselho de Segurança.

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