Um homem de 29 anos morreu e agora a outra vítima, uma mulher, também veio a óbito. Mariana Emily estava internada no Hospital Deoclécio Marques, em Parnamirim, mas não resistiu aos ferimentos.
Mariana ficou ferida após ser atingida por disparos de arma de fogo na noite desta segunda-feira (12), na Avenida Olavo Montenegro, em Nova Parnamirim, região metropolitana de Natal.
O crime aconteceu próximo à Avenida Maria Lacerda, por volta das 18h57. Até o momento, nenhum suspeito foi preso.
De acordo com informações da Polícia Militar, uma testemunha que passava pelo local viu a mulher pedindo socorro na via. Ela gritava que alguém havia atirado contra eles. Com medo de se tratar de uma tentativa de assalto, a testemunha não parou, mas acionou o socorro.
Oito pessoas foram encaminhadas para a Delegacia de Plantão de Parnamirim, na Região Metropolitana de Natal, após a ocorrência registrada no bairro Terra dos Engenhos, na noite desta sexta-feira (23). A ação envolve desdobramentos de um protesto que terminou com bloqueio de rodovia estadual, confronto e imagens de disparos contra viaturas policiais.
De acordo com as informações apuradas, a Força Tática levou ao menos duas pessoas, enquanto o Batalhão de Operações Policiais Especiais (BOPE) conduziu outras quatro. Entre os envolvidos estão um menor de idade e um suspeito apontado como o homem que aparece em imagens atirando contra a polícia durante o protesto. A ROCAM ainda conduziu mais duas pessoas que estariam a caminho do condomínio, além da apreensão de uma bicicleta.
Segundo relatos, a confusão teve início após uma ação policial realizada no dia anterior. Moradores alegam que houve disparos por parte da polícia, versão que é negada pelas forças de segurança. Em resposta, a população realizou um protesto, bloqueando a rodovia estadual de Japecanga, com queima de pneus e galhos, o que mobilizou diversos batalhões.
Após a circulação de imagens mostrando um indivíduo atirando contra viaturas, o policiamento foi reforçado e a ocorrência passou a ser formalizada na 3ª Delegacia de Plantão de Parnamirim, onde o delegado responsável realiza os procedimentos legais. Até o momento, não há confirmação oficial sobre prisões ou feridos.
O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) já desembolsou cerca de R$ 7 bilhões com viagens a serviço nos três primeiros anos do terceiro mandato, segundo dados do Portal da Transparência analisados pelo Metrópoles. O valor engloba despesas de ministérios e órgãos federais, mas não inclui as viagens feitas diretamente pelo presidente, o que eleva ainda mais o custo total da máquina pública.
Somente em 2025, os gastos chegaram a R$ 2,35 bilhões, uma leve queda de 1% em relação a 2024, quando foram registrados R$ 2,37 bilhões. Ainda assim, a média anual do Lula 3 supera a dos governos anteriores e já é maior que a soma de todos os gastos com viagens entre 2017 e 2022, período que inclui os anos da pandemia, quando deslocamentos foram drasticamente reduzidos.
A maior parte das despesas em 2025 foi com viagens nacionais, que somaram R$ 2,079 bilhões, enquanto os deslocamentos internacionais consumiram R$ 276 milhões. São Paulo, Distrito Federal, Minas Gerais, Paraná e Pará — sede da COP30 — lideraram o ranking de destinos, enquanto estados como Sergipe, Amapá, Acre, Alagoas e Espírito Santo ficaram entre os menos visitados.
No ranking dos órgãos que mais gastaram, o Ministério da Justiça e Segurança Pública aparece em primeiro lugar, com R$ 396 milhões, seguido por Defesa (R$ 311 milhões), Educação (R$ 304 milhões) e Meio Ambiente (R$ 126 milhões). Procurado, o Ministério do Meio Ambiente afirmou que os gastos estão ligados a ações operacionais, fiscalização ambiental, combate a incêndios e atividades em áreas remotas, especialmente por Ibama e ICMBio.
A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, afirmou que ela e outros dirigentes do chavismo foram ameaçados de morte por autoridades americanas no dia em que Nicolás Maduro foi capturado. Segundo Delcy, ela, Diosdado Cabello e Jorge Rodríguez teriam recebido um ultimato de apenas 15 minutos para decidir entre colaborar ou serem mortos. A declaração veio à tona após o vazamento de um vídeo de uma reunião do governo com influenciadores simpáticos ao regime.
No áudio, divulgado inicialmente pelo site La Hora de Venezuela e repercutido pela imprensa internacional, Delcy diz que as ameaças começaram “no primeiro minuto” após o que classificou como o “sequestro” de Maduro. Ela relata ainda que autoridades americanas chegaram a informar que Maduro e a primeira-dama, Cilia Flores, estariam mortos, versão que teria sido contestada pelos líderes chavistas.
A dirigente também afirmou que o governo venezuelano não esperava uma ofensiva da dimensão que ocorreu, citando bombardeios em Caracas e classificando a ação como “selvagem” e “criminal”. Em tom político, Delcy pediu confiança nas decisões da cúpula do regime e disse que a estratégia adotada exige “paciência e prudência”, mesmo diante de críticas internas e externas.
A reunião, realizada em janeiro, reforça a tentativa do governo venezuelano de controlar a narrativa interna em meio à crise. O encontro com influenciadores digitais e a troca no comando da comunicação oficial indicam preocupação do chavismo em conter rumores de colaboração com os EUA, ao mesmo tempo em que Delcy mantém negociações diplomáticas e econômicas com Washington, incluindo a retomada parcial da venda de petróleo venezuelano.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) criticou nesta sexta-feira (23) a iniciativa do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de criar o chamado Conselho de Paz, afirmando que a proposta equivale à tentativa de fundar uma “nova ONU” controlada unilateralmente por Washington. A declaração foi feita durante o 14º Encontro Nacional do MST, em Salvador.
Segundo Lula, o mundo atravessa um momento “muito crítico”, marcado pelo enfraquecimento das instituições multilaterais. Para o petista, a Carta das Nações Unidas vem sendo “rasgada” e a proposta de Trump concentra poder excessivo em um único país. O presidente brasileiro voltou a defender uma reforma da ONU, com ampliação do número de integrantes do Conselho de Segurança.
Lula também criticou duramente a ideia defendida por Trump de transformar a Faixa de Gaza em um resort de luxo após o conflito. “Mataram mais de 80 mil pessoas para agora fazer hotel de luxo. E o povo pobre vai morar onde?”, questionou, classificando a proposta como desumana e desconectada da realidade do povo palestino.
Na avaliação do presidente, o cenário global aponta para o avanço do unilateralismo em detrimento do diálogo internacional. “Está prevalecendo a lei do mais forte”, afirmou Lula, ao alertar para os riscos de iniciativas que, segundo ele, esvaziam a ONU e concentram decisões geopolíticas fora de fóruns internacionais legítimos.
Apesar das declarações recentes do presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre o caso envolvendo o Banco Master, a orientação no Palácio do Planalto é de cautela máxima. Interlocutores do governo avaliam que tanto o Executivo quanto o PT devem evitar novos posicionamentos públicos para não alimentar interpretações de interferência política nas investigações conduzidas pela Polícia Federal.
A informação é da colunista Milena Teixeira, do Metrópoles. A avaliação interna é de que qualquer comentário oficial sobre o caso pode ser explorado politicamente e gerar ruídos institucionais, especialmente porque as apurações ainda estão em andamento e podem alcançar novos nomes. Aliados defendem que o governo aguarde o desfecho das investigações antes de adotar uma postura mais firme ou institucional sobre o escândalo.
Lula falou sobre o assunto pela primeira vez nesta semana, durante evento em Maceió (AL), que marcou a contratação de duas milhões de moradias pelo programa Minha Casa, Minha Vida desde 2023. Sem citar diretamente Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, o presidente afirmou que há quem defenda o banqueiro por “falta de vergonha na cara”.
Na declaração, Lula disse ser inadmissível que a população mais pobre seja penalizada enquanto um banco privado provoca um rombo bilionário no sistema financeiro. Segundo ele, o prejuízo acabaria sendo absorvido por instituições como Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal e bancos privados, reforçando o tom crítico que, nos bastidores, o governo agora tenta conter.
O Papo de Fogão de Verão chegou com cheiro de maresia. Direto de Porto do Mangue, a cozinheira Missilândia, do restaurante Sabores do Mar, prepara um escondidinho de camarão nordestino que é puro aconchego.
E na Dica Rápida, a chef Kazumy Miura, a Japa da Ostra, de Fortaleza, faz uma tirinha de tilápia crocante, do jeitinho que o verão pede.
SÁBADO
BAND PIAUÍ – 8h
DOMINGO
RIO GRANDE DO NORTE – TV TROPICAL/RECORD, 10h
Moradores do bairro Terra dos Engenhos, em Parnamirim, fecharam a rodovia estadual de Japecanga nesta sexta-feira (23), queimando pneus e galhos no meio da pista. A interdição deixou o tráfego parado e provocou confusão na região.
Segundo relatos de leitores do Blog do BG, a manifestação começou por volta das 19h20. “Não se sabe o motivo, mas estão queimando galhos e pneus, e a via está interditada. A polícia já está do outro lado tentando controlar”, contou um morador.
Por volta das 20h30, policiais do BPChoque entraram em ação para dispersar os manifestantes e liberar a estrada. Até o momento, não há informações sobre prisões ou feridos.
O empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, mostrou que não economizava nem enquanto estava prestes a ser preso. Em junho de 2024, suas três faturas de cartão de crédito somaram R$ 2,4 milhões, pagos com recursos de sua conta no Bradesco da Faria Lima, em São Paulo.
O padrão de gastos luxuosos chamou atenção da Polícia Federal, que o prendeu em novembro, enquanto tentava embarcar para Dubai.
O luxo não parava por aí. Em setembro, Vorcaro gastou R$ 1,8 milhão em cartões; em novembro, mês da prisão, foram R$ 1,7 milhão.
Apenas a movimentação pessoal do banqueiro entre 2016 e 2025 já soma cifras milionárias — R$ 909,9 milhões em 2023, um crescimento brutal frente aos R$ 133,1 milhões de 2016.
Entre compras absurdas, o empresário desembolsou R$ 1,3 milhão em Hermès, R$ 491 mil em Saint Laurent e R$ 227 mil em joias da Bvlgari.
O gosto pelo luxo se estendia a experiências exclusivas: pagou R$ 89 mil em buffet na Vila Madalena, R$ 300 mil ao chef José Maria Meira e R$ 542 mil em bikes de André Bretas, campeão de mountain bike.
A gastança de Vorcaro, registrada até pouco antes da prisão, mostra um estilo de vida ostentatório que acabou despertando todos os alertas da PF.
A Polícia Civil do RN, em parceria com o Ceará, prendeu nesta sexta-feira (23) uma mulher de 39 anos suspeita de envolvimento com organização criminosa com ramificações em mais de um estado. A advogada já havia sido alvo de investigação da própria Polícia Civil potiguar em julho de 2025.
Os mandados de prisão e de busca e apreensão foram expedidos pela Vara de Delitos de Organizações Criminosas do Ceará, dentro de investigação da DRACO/CE que mapeia facções atuando entre Ceará e Rio Grande do Norte. A presença da OAB garantiu que tudo fosse feito dentro da lei, mas sem aliviar para ninguém.
A ação integra a estratégia das polícias civis nacionais de desmantelar redes criminosas além das fronteiras estaduais, coordenada pela Rede Nacional de Combate ao Crime Organizado (RENORCRIM). Para as autoridades, a integração entre estados é essencial para desarticular facções que prosperam na impunidade.
A Polícia Civil reforça que qualquer informação que ajude no combate ao crime pode ser enviada anonimamente pelo Disque Denúncia 181.
O dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, não poupou críticas ao Banco Central. Em depoimento à Polícia Federal, ele afirmou que “forças internas” do BC e do mercado financeiro foram responsáveis pelo fracasso da venda do Master para o BRB.
Segundo Vorcaro, desde o início, havia pressão para que ele saísse do setor bancário. “Fui alertado de que seria retirado do mercado se não deixasse o banco. Eu queria sair pela porta da frente, sem gerar prejuízo, mas não me deixaram”, disse.
O depoimento ocorreu em 30 de dezembro de 2025, no âmbito da Operação Compliance Zero, que investiga supostas fraudes na compra de R$ 12 bilhões em carteiras de crédito do Master pelo BRB. Vorcaro chegou a ficar preso por 12 dias em novembro e hoje cumpre medidas cautelares, incluindo tornozeleira eletrônica.
A declaração acende o alerta sobre possíveis interferências internas que podem frear negócios no setor financeiro, reforçando uma velha crítica de banqueiros: no Brasil, nem sempre o mercado decide sozinho.
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