Opinião

Não podemos mais errar no combate à desinformação (fake news) – Por Herval Sampaio

Foto: Pedro França/Agência Senado

Por Herval Sampaio*

Em 2018 o Brasil conheceu de forma sistêmica o fenômeno que ocorrera dois anos antes, em 2016, no Reino Unido e nos Estados Unidos: a disseminação massiva e coordenada de fake news no processo eleitoral. Nosso país passou, naquele ano, por uma quebra de paradigmas que, nos anos seguintes, mostrou ter encontrado aderência social para se instalar e permanecer, causando tantos males à nossa democracia.

Feita a rápida contextualização do problema, chegamos a 2024, e embora o pleito deste ano tenha encerrado há pouco, algo, infelizmente, não cessou com o fim do Segundo Turno: os erros das pesquisas eleitorais para muito além das margens. Essa constatação, que não é novidade, está ancorada em dezenas de exemplos ocorridos ao longo desta quadra eleitoral por todas as partes do Brasil, e em especial no Rio Grande do Norte, Estado no qual moramos e nos orgulhamos, mas os dados a serem discorridos nos entristece e ao mesmo tempo nos fortalece no combate a esse direcionamento criminoso que alguns têm feito e com a mesma intensidade tem de ser reprimido e expurgado do nosso processo eleitoral.

A partir de um projeto desenvolvido em parceria com alguns pesquisadores, de monitoramento das pesquisas registradas desde 1 de janeiro até 20 de outubro, lastreado pelas bases de dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), produzimos um estudo que reúne vasto acervo de informações que corroboram a premissa de que as pesquisas eleitorais tornaram-se um instrumento de desinformação (fake news) em massa, como modus operandi de partidos e políticos para lograr êxito nas disputas municipais, a saber: crescimento vertiginoso e atípico dos gastos com pesquisas, da quantidade delas, do preço médio, do número de institutos e do perfil dos contratantes, por vezes incompatível com o faturamento destes, dados irrefutáveis que merecem uma investigação muito rigorosa e criteriosa.

O primeiro dado que merece atenção diz respeito ao aumento dos gastos registrados no Brasil, comparando-se 2016 com 2024: foram R$ 71 milhões há 8 anos, e agora romperam a casa dos R$ 171 milhões. Ou seja, as 14,8 mil pesquisas registradas nesta eleição custaram R$ 100 milhões a mais. Isso implica dizer que o valor médio de cada levantamento cresceu de R$ 7,9 mil (2016) para R$ 11,5 mil (2024).

No Rio Grande do Norte, há números que chamam mais atenção sobre vários aspectos. O primeiro deles é o volume de recursos gastos com pesquisas registradas: R$ 5,3 milhões em 2024. Isso equivale a 8 vezes o que foi gasto na eleição de 2016 no estado (R$ 679 mil) – apenas em Natal, as cifras passaram de R$ 1,6 milhão agora, contra R$ 239 mil em 2016, com aumento de quase 7 vezes.

Quanto ao volume de levantamentos registrados, foram 744 neste ano, contra apenas 144 em 2016. Aumento de 600 pesquisas ou 416%. Isso fez com que o Estado ocupasse o 8º entre os 26 estados com mais pesquisas divulgadas, e 3 cidades aparecem entre as 30 do Brasil: Natal (4º, com 101), Parnamirim (23º, com 37) e São Gonçalo (30º, com 32). E Natal teve o crescimento mais vertiginoso, passando de apenas 15 em 2016 para 101 em 2024. Importante enfatizar, que no nosso estudo só consideramos as registradas no TSE. As chamadas “pesquisas internas”, realizadas pelas campanhas dos candidatos, é quase impossível no momento, de elaborar qualquer diagnóstico pela dificuldade na captação dos dados devido o seu caráter restrito aos contratantes/pagantes.

No que diz respeito aos institutos que atuaram no Rio Grande do Norte, o número saltou de 11 em 2016 para 31 neste ano, redundando em crescimento de 181% no comparativo. Na capital potiguar, no mesmo período, passaram de 4 para 19, equivalente a quase 5 vezes mais. A explosão numérica aqui mencionada é assombrosa por si só!

Com a elevada quantidade de institutos oferecendo serviços, criou-se um cenário no país inteiro, refletido de forma acentuada em solo potiguar, que nos parece ter desbordado na mercantilização das pesquisas, haja vista que o total de cidades do Estado que realizaram pesquisas subiu de 63 (2016) para 128 (2024), ou seja, mais do que dobraram.

Casos que ilustram o problema

A utilização de pesquisas como instrumento de desinformação tornou-se tão efetivo e presente nas eleições, que houve casos em que candidatos e partidos sentiram-se à vontade para, não apenas realizarem levantamentos, como fazê-los de forma pública, com registro oficial junto ao TSE, e compondo suas prestações de contas, sem qualquer constrangimento, e é nesta nódoa que para nós reside o problema.

No estado, tivemos candidatos a prefeito Coronel Ezequiel e São Bento do Trairí que contrataram, registraram e divulgaram pesquisas eleitorais ao longo da disputa. Houve também o caso de um partido (PSD) que contratou, registrou e deu publicidade a levantamentos onde seus candidatos concorriam, casos de Apodi, São Bento do Trairí e São Miguel do Gostoso.

Em outras cidades, houve candidatos que contrataram institutos de pesquisa com recursos de campanha, do fundo eleitoral, e esses institutos, mesmo diante do claro conflito ético, permaneceram publicando levantamentos na capital, casos da Consult, Exatus e Datavero, que no 1º turno tiveram suas projeções de véspera errando para além das margens de erro, inclusive na indicação de quais seriam os 2 candidatos a passarem ao 2º turno. Tais institutos obtiveram melhor desempenho no 2º turno, quando havia apenas 2 candidatos e a tendência de oscilação dentro das margens de erro é maior.

Também foi possível verificar situações, no mínimo, curiosas, como o fato de que ao menos 125 pesquisas registradas tiveram os institutos se autodeclarando como contratantes/pagantes dos trabalhos que eles próprios realizaram. É dizer que 1 a cada 5 serviços contratados foi ‘doado’. Inclusive apenas 2 institutos concentram a maioria desses 125 levantamentos. E esses dados ganham contornos mais chamativos quando se verifica que eles consumiram cerca de R$ 1,1 milhão. Ou seja, essas empresas vão na contramão a um princípio básico do capitalismo, a relação entre receitas e despesas, como forma de sobrevivência econômico-financeira.

Outro fato que chama atenção é que blogs, sites e portais foram responsáveis por R$ 2,5 milhões ou quase metade (47%) dos recursos que custearam as pesquisas, indicando uma representatividade desproporcional à fatia que ocupam do mercado publicitário potiguar. Tanto assim, que os veículos da mídia tradicional (TV e rádio) foram responsáveis por menos de 20% dos gastos, denotando também desproporcionalidade, neste caso inversa, da representatividade deles no mercado estadual. Tal fato nos faz se perguntar: o mercado dos blogs é tão virtuoso que permite investimento milionário? A pesquisa eleitoral é um “produto” rentável financeiramente capaz de tamanho gasto por seus proprietários?

Erros dos institutos

Para verificar o desempenho dos institutos é preciso utilizar um parâmetro justo e, no caso da eleição de 2024, no Rio Grande do Norte, o trabalho realizado por esses pesquisadores se valeu do comparativo entre os votos totais nas urnas e as intenções de votos estimuladas apontadas em cada levantamento, dentre aqueles realizados nos últimos 4 dias anteriores à eleição, particularmente do pleito das 6 cidades em que houve mais registros de pesquisas: Natal, Parnamirim, São Gonçalo do Amarante, São José de Mipibu e Apodi.

Ao final do primeiro turno, apenas 1 (TS2, em Mossoró) entre as 28 pesquisas avaliadas aproximou-se do resultado das urnas, dentro das margens de erro. Significa que apenas 3,5% das pesquisas tiveram desempenho certeiro, e no caso de Natal, apenas 1 instituto (AtlasIntel) acertou quais candidatos iriam ao 2º turno. Contraditoriamente, embora o instituto que mais se aproximou do resultado em Mossoró, foi o que trouxe o maior “erro médio” em Natal. Conforme o quadro abaixo, nenhum instituto conseguiu obter desempenho abaixo dos 3,5% de margem de erro:

Já no 2º turno ocorrido em Natal, embora tenham melhorado na precisão, os institutos realizaram 29 levantamentos entre 07/10 e 26/10, 11 dos quais divulgados nos últimos dias, e ainda assim, verificou-se uma oscilação com discrepâncias acentuadas, variando de maioria pró-Natália Bonavides em 1,5% e pró-Paulinho Freire em 20,5%, quando o resultado das urnas trouxe uma diferença de 10,1% em favor do candidato do União Brasil, como detalhado a seguir:

As estimativas capturadas pelos institutos Seta e Qualittá são simbólicos do problema, na medida em que apresentam cenários diametralmente opostos em vencedor e maioria, para muito além do razoável das margens de erro, merecendo, nosso sentir, uma investigação rigorosa como defendida, pois no mínimo é estranho imaginar que uma pesquisa que é científica, por excelência, apresente um disparate muito além das margens de erro, sem que se aponte nenhum fato excepcional justificador. Com a palavra o Ministério Público!

Sociedade unida é o caminho para resolver o problema

Nos parece que o universo das pesquisas eleitorais, ao seguir uma dinâmica quase que exclusivamente entregue à iniciativa privada, no caso do Brasil, criou ambiente propício à formação de um ciclo vicioso que envolve políticos, institutos e blogs/portais, envidados no propósito dos seus respectivos interesses individuais, a despeito do compromisso único e imaculável de expressar o pensamento coletivo em dado recorte temporal.

Dessa constatação, deriva a necessidade de que, de igual modo, a sociedade se mobilize para, a partir também de uma tríade (universidades, judiciários e mídia tradicional), se possa construir uma alternativa que permita entregar à população, quando dos pleitos bienais, pesquisas isentas, íntegras, permeadas da credibilidade e da expertise técnica da academia, conduzindo, nesse campo, ao protagonismo da ciência e não das fake news.

Isto não significa, em momento algum, sugerir o fim dos institutos privados. Ao contrário. Com isso, as empresas cuidariam de um nicho bem maior e afeto aos interesses de seus contraentes, que é o das pesquisas de consumo interno, que para atingirem seus escopos, nunca vai se permitir que a ciência não seja priorizada, já que os resultados servirão realmente para a campanha e eventual governo.

Para completar, sugere-se que ao final de cada eleição, as universidades publicariam um ranking de desempenho dos institutos, de acordo com o erro médio calculado a partir do comparativo entre intenção de votos estimulada e votos totais nas urnas, a servir como balizador da reputação de todos os que participaram do pleito, como uma espécie de agência de checagens como existe no combate às fake news.

Ao contrário de uma pesquisa cientificamente fundamentada por uma universidade respeitada, uma pesquisa eleitoral sem a devida transparência e quem sabe, manipulada e tendenciosa, pode influenciar no resultado de uma eleição e na democracia.

Ao fim e ao cabo, estamos chamando atenção para o problema e dando uma pequena contribuição ao debate público, tentando unir a academia e o judiciário para oferecer alternativas a contornar a gênese da questão, porque se atores sociais como o – TSE, as universidades públicas e a mídia tradicional, sem olvidar os blogs e demais atores da mídia social que não aceitem participar de farsas – não se unirem para implementar iniciativas concretas como as aqui sugeridas, correremos o risco de repetir em 2026 o processo de corrosão e fragilização da democracia de modo ainda mais agudo, institucionalizando-se via “pesquisas fake news” na nossa cara e sem pudor, violando vários atos normativos de uma vez só, inclusive a nova resolução do TSE de combate à desinformação. Feito o alerta!

*José Herval Sampaio Júnior é Juiz de Direito TJ/RN, Doutor em Direito Constitucional pela UFPR e Professor do Curso de Direito da UERN.

Opinião dos leitores

  1. Esse magnifico trabalho do Doutor José Herval Sampaio Júnior, deveria se tornar a bussola para que as autoridades brasileiras e os politico se debrucem, em busca não só do aperfeiçoamento mas da moralização dessa ferramenta desagregadora da nossa DEMOCRACIA, usada como uma verdadeira banca de negócios nas campanhas eleitorais. Vale ressaltar que grande parte do seu efeito negativo, foram os mais de 33.000.000 (21,2%) de abstenção em todo o Brasil e 150.000 (26%) em Natal, no Segundo turno

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Em 1ª missa de 2026, papa Leão XIV faz apelo à paz em países ‘ensanguentados pelo conflito’

Foto: Tiziana Fabi/AFP

O papa Leão XIV iniciou 2026 com um apelo pela paz, destacando países atingidos por conflitos e famílias afetadas pela violência. A mensagem foi feita durante a Missa de Ano Novo, na Basílica de São Pedro, seguida de uma oração ao meio-dia diante de milhares de fiéis na praça.

O pontífice lembrou que 1º de janeiro marca o Dia Mundial da Paz da Igreja Católica. “Vamos rezar pela paz entre as nações ensanguentadas pelo conflito e também dentro de nossos lares, nas famílias feridas pela violência ou pela dor”, afirmou.

Após as celebrações do Natal, Leão XIV terá alguns dias de descanso antes de presidir a festa da Epifania, em 6 de janeiro, quando também será encerrado oficialmente o Ano Santo de 2025, que atraiu milhões de peregrinos a Roma.

Na sequência, o papa deve conduzir uma reunião de dois dias com o Colégio dos Cardeais, retomando a tradição de consultar os cardeais sobre o governo da Igreja, que reúne cerca de 1,4 bilhão de fiéis no mundo.

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Réveillon de Extremoz reúne público recorde com mais de 75 mil pessoas em Pitangui e Genipabu


O Réveillon de Extremoz entrou para a história e confirmou o município como um dos principais destinos da virada de ano no Rio Grande do Norte. Com estrutura ampliada, atrações de destaque nacional e dois polos festivos, a celebração reuniu um público recorde e movimentou toda a orla.

Na Praia de Pitangui, mais de 50 mil pessoas acompanharam a virada do ano em uma noite marcada por muita música, energia positiva e um espetáculo de fogos que iluminou o litoral. Já no polo Genipabu, o público também compareceu em peso: mais de 15 mil pessoas celebraram a chegada de 2026.

A programação musical foi um dos grandes destaques do evento. Em Pitangui, o público vibrou com o show da cantora Walkyria Santos, que comandou a contagem regressiva e levantou a multidão com um repertório de grandes sucessos.

No polo Genipabu, as atrações Vinny e Edyr Vaqueiro garantiram animação do início ao fim, transformando a virada em uma grande festa popular à beira-mar.

Além dos shows, a tradicional queima de fogos aconteceu em diversos pontos do município, Pitangui, Genipabu, Barra do Rio, Lagoa de Extremoz, Redinha Nova e Zona Rural, reforçando o clima de celebração coletiva.

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EXPEDIÇÃO ARTEMIS 2: Nasa volta à Lua em missão tripulada com primeira mulher

Foto: Kim Shiflett | Nasa

Mais de 50 anos após a última missão tripulada à Lua, a Nasa se prepara para um novo marco da exploração espacial. Em 2026, a agência pretende enviar astronautas além da órbita da Terra na missão Artemis 2, a primeira viagem tripulada ao entorno lunar desde 1972 — e a primeira a incluir uma mulher.

Diferente das missões Apollo, a Artemis 2 não pousará na Lua. A nave Orion fará um sobrevoo tripulado, orbitando o satélite para testar sistemas e garantir a segurança das futuras missões de pouso.

A tripulação será formada por Reid Wiseman (comandante), Victor Glover (piloto) e Christina Koch (especialista de missão), da Nasa, além do canadense Jeremy Hansen. Eles serão os primeiros a voar no foguete Space Launch System (SLS) e na espaçonave Orion.

A missão deve ocorrer até abril, com duração aproximada de 10 dias, partindo do Centro Espacial Kennedy, na Flórida. Após testes iniciais em órbita terrestre, a nave seguirá para a injeção translunar, passando pelo lado oculto da Lua e alcançando mais de 370 mil quilômetros da Terra.

No retorno, a Orion usará uma trajetória de livre retorno gravitacional, que a conduzirá de volta à Terra com economia de combustível. A missão termina com amerissagem no Oceano Pacífico, próxima à Califórnia.

O sucesso da Artemis 2 será decisivo para o retorno humano à superfície lunar e para a presença prolongada no satélite. A última missão tripulada à Lua foi a Apollo 17, em dezembro de 1972.

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Filhos de Bolsonaro reagem após Moraes negar prisão domiciliar para o ex-presidente: “atrocidade humanitária”, “ser abjeto”

Foto: Jorge Hely, Cristiano Mariz e Waldemir Barreto / Agência O GLOBO e Agência Senado

Os filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) reagiram publicamente nesta quinta-feira (1º) à decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que negou o pedido de prisão domiciliar apresentado pela defesa fo ex-presidente.

Carlos Bolsonaro afirmou nas redes sociais que a decisão ignora o estado de saúde do pai. Segundo ele, os advogados apresentaram laudos médicos e precedentes jurídicos que justificariam a concessão da domiciliar. “Moraes acaba de negar a prisão domiciliar de Jair Bolsonaro, mesmo diante de todas as condições de saúde expostas nos últimos dias”, escreveu.

Eduardo Bolsonaro (PL-SP) classificou a decisão como uma “atrocidade humanitária”. Em publicação, atacou diretamente o ministro, afirmando que a negativa representa abuso de poder e que apoiadores da decisão agem por interesse próprio.

Já o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) adotou tom ainda mais duro e chamou Moraes de “ser abjeto”. Ele questionou até quando o ministro teria “procuração para praticar tortura” e afirmou que laudos médicos indicam a necessidade de cuidados permanentes, que não poderiam ser garantidos na prisão, citando inclusive risco de AVC.

Na decisão, Alexandre de Moraes afirmou que não houve agravamento do quadro de saúde de Bolsonaro, mas sim melhora após cirurgias eletivas, conforme laudos apresentados pela própria equipe médica do ex-presidente. Segundo o ministro, a defesa não apresentou fatos novos que justificassem a mudança para prisão domiciliar.

Bolsonaro está internado desde 24 de dezembro no Hospital DF Star, em Brasília, onde passou por quatro procedimentos para conter crises de soluço e por uma cirurgia de hérnia inguinal bilateral. A previsão é de que ele receba alta ainda nesta quinta-feira.

Opinião dos leitores

  1. Atrocidade humanitária foi ter se recusado a compra da vacina da pfizer no momento certo. Que esse alma sebosa sofra muito.

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Bolsonaro passa por exames e nova avaliação antes de possível alta nesta quinta (1º)

Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) passou por novos exames nesta quinta-feira (1º) e aguarda avaliação médica final antes da alta hospitalar. A expectativa da equipe médica é que ele deixe o hospital ainda hoje, possivelmente no início da tarde.

Bolsonaro realizou exame de sangue pela manhã, que será analisado nas próximas horas. Os médicos também preparam um receituário completo e indicaram o uso de um respirador CPAP.

Ainda não há confirmação do horário exato da alta.

Após deixar o hospital, Bolsonaro retornará à custódia da Polícia Federal em Brasília, após o ministro Alexandre de Moraes, do STF, negar pedido de prisão domiciliar.

Na decisão, Moraes afirmou que não houve agravamento do quadro de saúde, mas melhora após cirurgias eletivas, e que a defesa não apresentou fatos novos que justificassem a mudança no regime de custódia.

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MEGA DA VIRADA 2025: seis apostas dividem prêmio de R$ 1,09 bilhão, o maior da história

Foto colorida de cartela de apostas da Mega da Virada - MetrópolesTomaz Silva/Agência Brasil

Após adiar o sorteio da Mega da Virada 2025 por problemas técnicos, a Caixa divulgou, na manhã desta quinta-feira (1º), as dezenas que garantiram o maior prêmio da história da loteria: R$ 1,09 bilhão.

Cada uma das seis apostas vencedoras do prêmio vai levar R$ 181.892.881,09.

Veja os números sorteados: 09 – 13 – 21 – 32 – 33 – 59

As casas lotéricas que registraram os vencedores do prêmio máximo estão localizadas nas seguintes cidades:

  • João Pessoa (PB), com 1 aposta vencedora
  • Ponta Porã (MS), com 1 aposta vencedora
  • Franco da Rocha (SP), com 1 aposta vencedora
  • Além de outras 3 apostas feitas pelo pelo portal Loterias Caixa ou pelo aplicativo Loterias Caixa

Além dos vencedores do prêmio principal, 3.921 apostas acertaram a quina e vão levar R$ 11.931,42 cada. Já os 308.315 ganhadores da quadra vão embolsar R$ 216,76 cada um.

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Lula sanciona orçamento de 2026 com veto a aumento do Fundo Partidário e cortes em programas sociais

Foto: REUTERS/Adriano Machado

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou nesta quinta-feira (1º) o Orçamento de 2026, com veto ao trecho que aumentaria o Fundo Partidário. A Lei Orçamentária Anual foi aprovada pelo Congresso em dezembro e prevê superávit de R$ 34,5 bilhões e R$ 61 bilhões em emendas parlamentares.

O veto atinge a mudança no cálculo de correção do Fundo Partidário, que permitiria reajuste acima da inflação, seguindo as regras do arcabouço fiscal. O impacto estimado era de R$ 160 milhões. O governo justificou que o aumento contraria o interesse público e reduz recursos da Justiça Eleitoral, além de violar limites constitucionais de gastos.

Lula também vetou o pagamento dos “restos a pagar” de emendas parlamentares acumuladas entre 2019 e 2023. O texto sancionado mantém o aumento do Fundo Eleitoral para R$ 4,9 bilhões em 2026, valor superior ao R$ 1 bilhão inicialmente proposto pelo governo.

Cortes em programas sociais

O Orçamento traz ainda cortes em programas sociais. O Auxílio Gás perdeu cerca de R$ 300 milhões, o Pé-de-Meia teve redução de R$ 436 milhões e benefícios previdenciários sofreram corte de R$ 6,2 bilhões. Também houve redução no seguro-desemprego (R$ 391 milhões), no abono salarial (R$ 207 milhões) e em bolsas do ensino superior.

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VÍDEO: Homem agride mulheres durante réveillon em Pirangi, no litoral sul do RN

Imagens: SOS Policial

Duas mulheres foram agredidas por um homem durante as celebrações do réveillon em Pirangi, no litoral sul potiguar. Um homem sem camisa, de bermuda branca parte pra cima de uma mulher loira e desfere um soco contra ela. Em outro momento, já vestindo uma camisa amarela, ele se dirige à mesma mulher esbravejando e quando está sendo afastado chega a chutar a cabeça de outra mulher, que estava no chão.

As imagens foram registradas por populares que acompanhavam a cena, chamando o agressor de covarde, com pedidos para chamar a polícia. Outras pessoas também se envolveram na tentativa de conter a confusão.

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Com mais de 1.000 bebês nascidos, o DNA Fértil se consolida como uma das maiores referências em reprodução assistida do Nordeste

Com mais de 1.000 bebês nascidos, o DNA Fértil se consolida como uma das maiores referências em reprodução assistida do Nordeste, unindo ciência, técnica e acolhimento.

Cada bebê que chega é a prova viva de que a medicina, quando caminha de mãos dadas com a sensibilidade humana, transforma histórias inteiras. “Quando falamos em números, estamos falando de famílias transformadas. Cada nascimento carrega uma história de coragem, espera e amor que valeu a pena”, afirma Dra. Adriana Leão, médica especialista em reprodução assistida.

Para 2026, o olhar se volta para a construção de uma nova sede em Natal (RN), e pela continuidade de histórias que seguem sendo escritas todos os dias.

No propósito de cuidar de sonhos e celebrar cada conquista, a clínica acredita que nada é possível sem a confiança dos pacientes. E segue honrando cada história, com respeito, ciência, sensibilidade e o compromisso de sempre cuidar da vida.

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VÍDEO E FOTOS: Réveillon em Natal reúne multidão na praia de Ponta Negra

Imagens: Jeferson Mikael- @JFDrone.oficial

A chegada de 2026 em Natal foi marcada por grandes celebrações na praia de Ponta Negra, com shows musicais, queima de fogos de baixo ruído e um show de drones, reunindo milhares de moradores e turistas.

A programação musical atraiu grande público. Em Ponta Negra, se apresentaram Giullian Monte, Israel Fernandes, Durval Lelys, Henry Freitas e Ricardo Chaves, com repertório que misturou axé, forró e música popular.

A Prefeitura de Natal ainda não divulgou números oficiais, mas a expectativa é de público superior ao registrado em eventos anteriores, quando Ponta Negra reuniu cerca de 100 mil pessoas.

A queima de fogos aconteceu em dois pontos estratégicos: uma balsa em alto-mar, em Ponta Negra, com espetáculo de cerca de 12 minutos, e a Ponte Newton Navarro, onde o show durou aproximadamente 14 minutos. Em ambos os locais, os fogos foram silenciosos, em cumprimento à lei que reduz impactos em pessoas sensíveis ao som e em animais.

Na Avenida da Alegria, na Redinha, o réveillon contou com shows da Banda Detroit, Ricardo Chaves e Banda Mel, reforçando o local como um dos principais polos de eventos da capital.

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