Foto: Fellipe SAmpaio / STF / Divulgação / CP
O ministro Kassio Nunes Marques será o relator do pedido apresentado pelo senador Jorge Kajuru (Cidadania-GO) para que o Supremo Tribunal Federal (STF) determine a abertura do processo de impeachment contra o ministro Alexandre de Moraes.
No mandado de segurança, Kajuru pedia que o relator fosse o ministro Luís Roberto Barroso, que na semana passada determinou que o Senado instaurasse a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Pandemia, para investigar eventuais omissões do governo federal no enfrentamento da covid-19.
O senador disse que “pau que dá em Chico também dá em Francisco” e, por isso, o processo de impeachment contra Moraes também deveria ser instaurado.
No domingo, Kajuru divulgou uma conversa por telefone com Bolsonaro na qual o presidente sugere que o Congresso faça pressão sobre o STF com pedidos de impeachment de ministros da Corte, além pedir que governadores e prefeitos também sejam alvo da CPI. O senador responde que pediu o impeachment de Moraes.
O pedido foi apresentado após o ministro do STF determinar, em fevereiro, a prisão do deputado Daniel Silveira (PSL-RJ), que usou as redes sociais para divulgar um vídeo com ameaças a ministros da Corte e apologia à ditadura militar.
Moraes é o relator de três inquéritos que incomodam o Palácio do Planalto. O que apura “fake news” espalhadas contra ministros da Corte; o que investiga a organização e o patrocínio de atos antidemocráticos; e o que verifica se o presidente Jair Bolsonaro tentou interferir politicamente na autonomia da Polícia Federal (PF).
Nunes Marques foi indicado por Bolsonaro para a Corte no fim do ano passado e tem se alinhado a interesses do governo em votações. Ele foi o autor da decisão que permitiu a abertura de templos e igrejas no momento mais crítico da pandemia, posteriormente derrubada pelo plenário.
O novo ministro também votou contra a suspeição do ex-juiz Sergio Moro, em um julgamento que beneficiou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, considerado o principal opositor do presidente nas eleições de 2022.
Valor Econômico
Essa ação não vai dar em nada. Da mesma forma que o STF não obrigou Rodrigo Maia a abrir o processo de impeachment do Presidente também não irá fazer em relação ao ministro do STF.
Agora está começando a ficar certo, vamos passar o rodo em todo mundo sem distinção de cor partidária e também do Judiciário. Só assim descobrimos quem é quem, que pague quem deve.
Fora bozooooo malditoooo