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Apenas cinco deputados estaduais do RN decidiram não assinar o requerimento que pede o encaminhamento de uma solicitação ao governo federal para que facções criminosas sejam classificadas como organizações terroristas no Brasil. O documento foi apresentado na Assembleia Legislativa pelo deputado Coronel Azevedo (PL) e obteve o apoio de 18 parlamentares, segundo informações do portal da 96 FM.
Ficaram de fora da assinatura os deputados Divaneide Basílio (PT), Isolda Dantas (PT), Dr. Bernardo (PV), Eudiane Macedo (PV) e Francisco do PT, que atua como líder do Governo Fátima na Casa. Todos os cinco integram a base aliada da governadora e compõem a federação partidária de esquerda (PT, PV e PCdoB).
Nos bastidores políticos, o tema é tratado com reserva pelo Palácio do Planalto. O presidente Lula (PT) tem evitado estimular o debate sobre a classificação de facções como grupos terroristas, uma postura compartilhada por setores da esquerda que avaliam a proposta como desgastante no período pré-eleitoral.
Por outro lado, a iniciativa recebeu a assinatura de uma ampla maioria, incluindo Adjuto Dias (PL), Dr. Kerginaldo (PL), Cristiane Dantas (PSDB), Galeno Torquato (União), Vivaldo Costa (PV), Gustavo Carvalho (PL), Hermano Morais (MDB), Ivanilson Oliveira (PV), José Dias (PL), Kleber Rodrigues (PP), Luiz Eduardo (PL), Neilton Diógenes (PP), Nelter Queiroz (União), Taveira Júnior (PSDB), Terezinha Maia (PL), Tomba Farias (PL), Ubaldo Fernandes (PV) e o presidente da Assembleia, Ezequiel Ferreira (PSDB).
Métodos de Terror
No requerimento, Coronel Azevedo argumenta que as facções já atuam com táticas de terrorismo, promovendo intimidação coletiva, execuções e domínio territorial. O texto cita casos de violência extrema e controle ilegal do fornecimento de internet por criminosos em bairros de Natal.
“Exemplos recentes mostram que as facções agem para intimidar, espalhar o terror e assassinar quando são contrariadas”, destaca o documento protocolado no legislativo potiguar.
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