Finanças

Planos Econômicos: correntistas podem procurar TJRN para tratar de adesão a acordo com bancos

Cerca de 200 pessoas no Rio Grande do Norte podem buscar o Núcleo Permanente de Métodos Consensuais de Solução de Conflitos (Nupemec), no 2º andar do prédio sede do Tribunal de Justiça, para tratar sobre o recebimento de diferenças financeiras referentes à correção monetária não realizada pelos bancos durante os planos Bresser, Verão e Collor 2. São credores de poupança que não tiveram os valores de suas aplicações devidamente corrigidos, entre os anos de 1987 e 1991.

Os correntistas, muitos deles aposentados atualmente, podem aderir ao acordo firmado entre entidades representantes dos poupadores, órgãos governamentais e instituições financeiras para receberem o que lhes é devido. O Conselho Nacional de Justiça tem recomendado aos correntistas que busquem a conciliação, como opção preferencial para solucionar esta questão.

“Nós iremos acolher e esclarecer a respeito de quem se encaixa nesta situação ou não”, explica Elanne Canuto, coordenadora do Núcleo de conciliação e mediação no Tribunal de Justiça potiguar que, na prática, se antecipa à Semana Nacional que irá tratar da adesão de correntistas de todo o país ao acordo com os bancos para o recebimento da correção devida.

As pessoas que desejarem aderir podem acessar o site www.pagamentodapoupança.com.br. para ter acesso aos termos do acordo firmado entre Judiciário brasileiro e os bancos. No site, também há uma calculadora virtual que faz uma simulação do valor a ser pago em cada caso. A adesão poderá ser feita pelos poupadores que entraram com ação na justiça por meio de ações individuais no prazo de 20 anos da edição de cada plano econômico e por quem ingressou com execução da sentença de ação coletiva até 31 de dezembro de 2016, desde que dentro do prazo de 5 anos após o trânsito em julgado da decisão favorável. Os espólios/sucessores também foram beneficiados com o acordo além de terem sido preservados os honorários dos advogados no percentual de 10% do proveito econômico.

Só em Natal, a estimativa do Nupemec é que 100 clientes de bancos se enquadrem na possibilidade de adesão. Quem não quiser pode prosseguir com a ação que pede a aplicação da correção. Só que este caminho tem sido mais demorado. Muita gente está com processo na Justiça há mais de 20 anos, sem ter ainda o desfecho de suas postulações.

Quem aderir ao acordo terá três opções para receber o dinheiro:

1ª) Até R$ 5 mil: receberá todo o valor em até 15 dias;

2ª) De R$ 5 mil a R$ 10 mil: primeira parcela em 15 dias e a segunda, em seis meses;

3ª) Mais de R$ 10 mil: primeira em 15 dias e parcelas subsequentes em quatro parcelas semestrais.

As instituições financeiras que aderiram ao acordo são:

Associação de Poupança e Empréstimo – Poupex

Bradesco

Citibank

Banco da Amazônia

Banco do Brasil

Banrisul

Banco do Nordeste

Banco Safra

Banco Santander

Banco do Estado de Sergipe (Banese)

Banco do Estado do Espírito Santo (Banestes)

Banco do Estado do Pará (Banpará)

Banco de Brasília (BRB)

Caixa Econômica Federal

CCB Brasil – China Construction Bank (Brasil) Banco Múltiplo S. A.

Itaú Unibanco

Prazo

O acordo envolve instituições como o Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec); Frente Brasileira pelos Poupadores (Febrapo); Federação Brasileira de Bancos (Febraban); Advocacia-Geral da União, como mediadora, e Banco Central do Brasil, como interveniente.

Em fevereiro de 2018, no julgamento da ADPF 165/DF, de relatoria do ministro Ricardo Lewandowski, estabeleceu-se que os poupadores relacionados aos expurgos inflacionários dos planos Bresser, Verão e Collor II teriam um prazo de 24 meses para a adesão ao acordo coletivo nacional, a contar da data do julgamento da ADPF 165/DF (realizado 5 de fevereiro de 2018). Terminado o prazo (5 de fevereiro de 2020), as ações prosseguirão seu andamento normal.

SERVIÇO

Informações sobre Adesão ao Acordo

Local: Nupemec (2º andar do prédio sede do TJRN, Praça Sete de Setembro, s/n, Cidade Alta – Natal/RN).

Telefone para informações: (84) 3616-6423

Horário: 8h às 14h

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Babá Pereira indica ida de Ezequiel Ferreira e Styvenson para o Republicanos

Foto: Sérgio Henrique Santos/Inter TV Cabugi

O pré-candidato a vice-governador do Rio Grande do Norte Babá Pereira (PL) afirmou que o presidente da Assembleia Legislativa, Ezequiel Ferreira (PSDB), e o senador Styvenson Valentim (PSDB) podem se filiar ao Republicanos, partido presidido no estado pelo ex-prefeito de Natal Álvaro Dias.

A declaração foi feita nesta sexta-feira (6), durante o programa 98 FM Natal, e faz parte das articulações para a formação de um grupo político visando as eleições de 2026.

Segundo Babá, a possível aproximação de Ezequiel com o Republicanos seria um movimento natural. Ele afirmou que o deputado tem dialogado com lideranças do grupo, como o prefeito de Natal, Paulinho Freire, o senador Rogério Marinho e o próprio Styvenson Valentim.

“É o que está sendo conversado, caso não haja mudança”, afirmou.

Na entrevista, Babá também reiterou que a chapa liderada por Álvaro Dias já teria o apoio de cerca de 90 prefeitos do Rio Grande do Norte. A expectativa é reunir esses gestores no evento de lançamento da pré-candidatura, marcado para 21 de março, em Natal.

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Pré-candidatura de Álvaro Dias ao governo do RN tem apoio de 90 prefeitos, diz Babá Pereira

Foto: reprodução/Álvaro Dias

A pré-candidatura do ex-prefeito de Natal Álvaro Dias (Republicanos) ao Governo do Rio Grande do Norte nas eleições de 2026 já teria o apoio de cerca de 90 prefeitos do estado. A informação foi divulgada nesta sexta-feira (6) por Babá Pereira (PL), ex-presidente da Federação dos Municípios do Rio Grande do Norte (Femurn), durante entrevista à 98 FM Natal.

Segundo Babá, as articulações com lideranças municipais devem se intensificar nas próximas semanas, após seu afastamento das atividades na Femurn. Ele afirmou que as conversas com gestores vêm ocorrendo há meses, mas não revelou quais prefeitos já teriam declarado apoio.

O lançamento oficial da pré-candidatura de Álvaro Dias está marcado para 21 de março, em Natal, e deve reunir prefeitos, vereadores e lideranças políticas de várias regiões do estado. Entre os convidados está o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República.

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[FOTOS] Sem barba e com cabelo aparado: veja imagens de Daniel Vorcaro na cadeia

Imagem: reprodução

O banqueiro Daniel Vorcaro foi submetido aos procedimentos de praxe ao ingressar no sistema prisional. Ele teve barba e bigode raspados e passou a vestir o uniforme do Complexo Penal II de Guarulhos, na região metropolitana de São Paulo, composto por calça bege e camiseta branca.

É assim que o proprietário do Banco Master aparece nas primeiras imagens divulgadas após a prisão. Nas fotos, ele surge de frente e de perfil, acompanhado da identificação “Polícia Penal – Daniel Bueno Vorcaro”.

Vorcaro foi detido na quarta-feira (4) pela PF (Polícia Federal) durante a terceira fase da Operação Compliance Zero, que investiga suspeitas de irregularidades na administração do banco e um possível rombo de até R$ 40 bilhões no sistema financeiro.

A prisão ocorreu na residência dele, no bairro Jardins, área nobre da capital paulista. Em seguida, foi conduzido à Superintendência da Polícia Federal em São Paulo. No mesmo dia, o cunhado de Vorcaro, o pastor Fabiano Zettel, apontado como o segundo no esquema investigado, apresentou-se às autoridades.

Os dois passaram por audiência de custódia, que manteve as prisões determinadas pelo ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal).

Após a audiência no fórum, Vorcaro e Zettel foram levados ao Complexo Penal de Guarulhos em um veículo oficial da Polícia Federal, equipado com grades nas janelas. Para evitar registros da imprensa, chegaram ao local com os rostos cobertos por camisetas.

CNN Brasil

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Polícia Civil cumpre mandados contra contador e advogado em Natal investigados por suposto envolvimento com o crime organizado

Imagem: divulgação/Polícia Civil

A Polícia Civil do Rio Grande do Norte deflagrou, nesta sexta-feira (06), a segunda fase da “Operação Terceiro Eixo”, que investiga a atuação de uma organização criminosa envolvida com o tráfico interestadual de drogas. Foram cumpridos mandados judiciais de busca e apreensão em endereços localizados no bairro Lagoa Nova, na Zona Sul de Natal, tendo como alvos um advogado e um contador, investigados por supostamente prestarem suporte técnico e consultoria à empresa utilizada como fachada pela organização criminosa.

A nova etapa é desdobramento da operação realizada no final de dezembro de 2025, quando uma ação conjunta da Polícia Civil e da Receita Federal resultou na apreensão de mais de 111 quilos de cocaína, ocultados no interior de estruturas de pedras ornamentais em uma marmoraria localizada no Distrito Industrial de Emaús, em Parnamirim.

De acordo com as investigações, a empresa vinha sendo utilizada como estrutura empresarial de fachada para a logística e ocultação de entorpecentes, funcionando como ponto de apoio para a movimentação de grandes quantidades de droga provenientes de rotas interestaduais do tráfico.

Com o aprofundamento das diligências investigativas, foram identificados indícios de que profissionais responsáveis por assessoria contábil e jurídica teriam atuado na manutenção da estrutura empresarial utilizada pelo grupo criminoso, prestando serviços que possibilitavam a continuidade das atividades da empresa utilizada para conferir aparência de legalidade às operações financeiras vinculadas ao esquema ilícito.

Durante o cumprimento das medidas judiciais, foram apreendidos documentos, mídias digitais e equipamentos eletrônicos, que serão submetidos à análise técnica com o objetivo de aprofundar o rastreamento das movimentações financeiras e identificar outros integrantes da estrutura criminosa.

A investigação prossegue com foco na identificação de novos envolvidos, na análise da estrutura financeira do grupo e na responsabilização penal dos investigados pelos crimes de tráfico de drogas, associação para o tráfico, organização criminosa e lavagem de dinheiro. A ação contou com os apoios da Polícia Científica (PCI) e da Ordem de Advogados do RN (OAB/RN).

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VÍDEO: “Hoje há uma clara interferência e precisamos rediscutir o papel dos Poderes e os limites de um sobre o outro”, diz Rogério Marinho

O senador Rogério Marinho fez uma reflexão sobre o papel dos Poderes na democracia brasileira e o papel de cada um no cenário atual, durante entrevista ao programa Meio Dia RN desta sexta-feira (6).

O que acontece hoje no Brasil é o seguinte: É necessário rediscutir o papel dos Poderes. Há uma clara superposição, e eu diria interferência de um poder sobre o outro e uma promiscuidade. O que é legal nem sempre é moral. Precisamos rediscutir os limites“, afirmou o Senador ao criticar principalmente, a atuação do Judiciário, citando os ‘super salários’ e decisões do STF.

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Ministros do STF avaliam como ‘grave’ e ‘difícil de explicar’ mensagens entre Moraes e Vorcaro no dia prisão do banqueiro em 2025

Foto: Divulgação/Banco Master e Wilton Junior/Estadão / Estadão

Ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) afirmaram, em conversas reservadas à reportagem do jornal O Globo, que a troca de mensagens entre o banqueiro Daniel Vorcaro e o ministro Alexandre de Moraes, revelada pela jornalista Malu Gaspar, é “grave” e torna a situação do magistrado “difícil de explicar”.

Integrantes da Corte afirmam que é necessário ter acesso ao conteúdo completo das comunicações para entender o contexto das conversas. A defesa de Vorcaro também disse que trechos divulgados podem ter sido editados ou retirados de contexto.

As mensagens teriam sido enviadas em 17 de novembro de 2025, dia em que Vorcaro foi preso pela primeira vez em operação da Polícia Federal. Segundo dados extraídos do celular do banqueiro, ele teria informado Moraes sobre negociações para a venda do Banco Master e perguntado duas vezes se havia “alguma novidade” e se o ministro teria conseguido “bloquear” algo.

Há registros de nove mensagens trocadas ao longo do dia, entre 7h19 e 20h48. Vorcaro foi preso naquela noite no aeroporto de Guarulhos. Moraes afirmou que “não recebeu as mensagens referidas na matéria” e classificou a informação como “ilação mentirosa” contra o STF.

Desgaste no STF continua

O caso Master já havia provocado desgaste no STF. O ministro Dias Toffoli, que era relator do inquérito, deixou a função após confirmar que é sócio de uma empresa que vendeu participação em um resort para um fundo ligado a Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro. O processo foi redistribuído para André Mendonça, que decretou a prisão do banqueiro na terceira fase da Operação Compliance Zero.

A investigação apura um suposto esquema bilionário de fraudes no sistema financeiro, envolvendo gestão fraudulenta, lavagem de dinheiro e organização criminosa. A decisão de Mendonça ainda será analisada pela Segunda Turma do STF a partir do dia 13.

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[VÍDEO] Rogério Marinho comenta relação entre CPMI do INSS, Caso Master e reuniões com membros do governo Lula fora da agenda: “precisamos investigar o que houve”

Em entrevista ao programa Meio Dia RN desta sexta-feira (6), o senador Rogério Marinho comentou sobre a relação da CPMI do INSS e o Caso Master.

“O principal negócio do Banco Master nos seus primórdios foram os empréstimos consignados”, lembrou Rogério que também citou o caso envolvendo o governo da Bahia, comandado pelo PT e as relações com o Banco Master.

Rogério Marinho também citou reuniões fora da agenda entre Daniel Vorcaro, Lula, Guido Mantega, o Chefe da Casa Civil Rui Costa, o ministro de Minas e Energia Alexandre Silveira, também com a presença de Gabriel Galípolo, que à época ainda não era presidente do Banco Central, que trataram de situações sem transparência, sem qualquer comunicação ao mercado. “Nós precisamos investigar o que houve”, ressaltou Rogério Marinho.

Opinião dos leitores

  1. Canhotos sempre terceirizando as ilegalidades , acorda idiota é a vida e futuro de nosso país que estar em jogo !

    1. Por que ele não falou da quebra do sigilo fiscal de Lulinha, suspeito de envolveimento na Roubalheira do INSS?
      Por que ele não falou das mensagens do Vorcaro para o Alexandre de Morais?
      Por que ele não falou do contrato de 129 milhões do Vorcaro com o ministro que condenou Bolsonaro?
      Por que ele não falou das suspeita que envolvem ministros que julgaram Bolsonaro com o escândalo do Banco Master?

    2. Deixa de ser idiota, que investiguem isso tambem, o que não pode é deve e o Brasil viver sendo assaltado, seus pais lhe ensinaram que um erro cobre o outro? Se sim, é por isso que nosso país é uma bosta.

    3. Vorcaro foi recebido por Lula e por ministros, além do lobista Guido Mantega, o governo está metido até a tampa nesse escândalo, fora o STF.

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Toffoli diz a interlocutores que não está impedido de julgar decisão de Mendonça sobre prisão de Vorcaro

Foto: Brenno Carvalho / Agência O Globo

O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), avalia se participará do julgamento que analisará a decisão do ministro André Mendonça que determinou a prisão do banqueiro Daniel Vorcaro.

A interlocutores, Toffoli afirma que, tecnicamente, não está impedido de participar do julgamento. Ele cita nota divulgada pelo STF após reunião da Corte que destacou a inexistência de suspeição ou impedimento do ministro.

A análise ocorrerá no plenário virtual da Segunda Turma da Corte a partir do dia 13 e definirá se Vorcaro permanecerá preso. O colegiado é formado por Mendonça, Toffoli, Nunes Marques, Luiz Fux e Gilmar Mendes.

As dúvidas surgiram após Mendonça determinar que sua decisão — que autorizou a terceira fase da Operação Compliance Zero e decretou a prisão de Vorcaro — fosse submetida ao referendo da Segunda Turma.

Toffoli deixou a relatoria do inquérito do caso Master no mês passado após reunião convocada pelo presidente do STF, Edson Fachin, para discutir relatório da Polícia Federal que mencionava o ministro em mensagens encontradas no celular de Vorcaro.

O ministro confirmou ter sido sócio da empresa que vendeu participação em um resort citado nas investigações, mas afirmou não ter recebido valores do banqueiro nem possuir relação de amizade com ele.

Após sua saída da relatoria, uma ação que questionava sua suspeição foi arquivada por Fachin, o que, em tese, permite sua participação no julgamento.

A investigação apura um suposto esquema bilionário de fraudes no sistema financeiro, com suspeitas de gestão fraudulenta de instituição financeira, corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

Com informações de O Globo

Opinião dos leitores

  1. Com Vorcaro preso, o desespero é grande com medo de uma delação. Claro que ele vai votar e ainda a favor da soltura.

  2. “Saiu de cena Joesley Batista”
    Entra o Vorcaro.
    Não vai dar em nada, assim como o escândalo do Joesley não deu nada.
    Muito provavelmente está operando de novo com força total.
    Bilionário em dólar o cara.
    Será que robou?
    Saiu de machante a o maior empresário no ramo de proteínas animal do mundo.

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BBB 26: MPF abre investigação sobre possível tortura no Quarto Branco

Foto: Reprodução/Globo

As condições que os candidatos a participar do BBB 26 foram submetidos no Quarto Branco viraram alvo do Ministério Público Federal (MPF), que decidiu abrir um inquérito civil para investigar possíveis práticas de tortura e tratamentos desumanos ou degradantes no reality show.

A Comissão Especial sobre Mortos e Desaparecidos Políticos (CEMDP) enviou uma “Carta Aberta” ao MPF manifestando indignação e afirmando que a metodologia utilizada “guarda semelhanças com práticas de tortura empregadas durante a ditadura civil-militar brasileira” (1964-1985), citando o desmaio de Rafaella após permanecer mais de 100 horas reclusa e com alimentação restrita.

Ela perdeu os sentidos após ser obrigada a ficar de pé em um pedestal na dinâmica que definiu os quatro participantes que entraram na casa – Chaiany Andrade, Gabriela Saporito, Leandro Rocha e Matheus Moreira. A situação foi considerada “similar às utilizadas em regimes ditatoriais latino-americanos para infligir sofrimento”.

Os candidatos que não foram escolhidos pelo público na Casa de Vidro ficaram no Quarto Branco ouvindo barulhos e sirenes, sem banho e se alimentando apenas de cream cracker e água da noite de 12 de janeiro, quando o BBB 26 estreou, até o dia 18. As convulsões de Henri Castelli durante a prova de resistência para ser Líder e a dinâmica da semana passada, que deixou Breno Corã (e posteriormente, Alberto Cowboy) “exilado” em uma área externa da casa também são citadas.

De acordo com o MPF, o representante da denúncia alega que as condições impostas pela produção “expõem a saúde dos envolvidos a riscos desnecessários” e, “submeter indivíduos a situações perigosas para gerar entretenimento pode representar uma afronta direta à dignidade humana”.

A decisão de abrir a investigação, assinada pelo procurador regional adjunto dos Direitos do Cidadão, Julio Araujo, veio por “riscos à integridade física e psicológica dos participantes da atual edição do reality show”, argumentando que a liberdade de produção das emissoras de TV não constitui um ‘salvo-conduto” para violar direitos fundamentais.

“O MPF ressalta que a vedação à tortura e ao tratamento degradante é um preceito constitucional absoluto que deve ser zelado por todas as esferas de governo. Para o órgão, a normalização do sofrimento alheio como forma de espetáculo é incompatível com os objetivos fundamentais da República de construir uma sociedade justa e solidária”, diz o comunicado enviado à imprensa nesta sexta-feira (6).

Na resposta da defesa nos autos, a Globo alegou que oferece acompanhamento médico permanente, com suporte de UTI móvel e protocolos de encaminhamento hospitalar – que Henri Castelli “recebeu o atendimento necessário e foi levado a unidades de saúde externas em duas ocasiões”.

Agora, o MPF espera que a Globo “preste informações detalhadas sobre os questionamentos levantados pela Comissão de Mortos e Desaparecidos”.

CNN Brasil

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Planejamento Financeiro: como os “gastos invisíveis” podem comprometer as finanças pessoais


Gerente de Educação Financeira e Liderança Cooperativista do Sicredi apresenta cinco estratégias práticas para evitar compras por impulso e melhorar o controle financeiro

Com o início de um novo ciclo, o planejamento financeiro se torna prioridade para os brasileiros. No entanto, um dos maiores desafios para manter as contas equilibradas não são apenas as grandes despesas, mas sim os chamados “gastos invisíveis”. Os pequenos desembolsos recorrentes, como taxas de conveniência em aplicativos, assinaturas esquecidas e o hábito do café diário, podem comprometer silenciosamente a construção de reservas de emergência e investimentos a longo prazo.

Para Cristiane Amaral, gerente de Educação Financeira e Liderança Cooperativista do Sicredi, o risco desses gastos não reside no valor monetário isolado, mas no comportamento do chamado piloto automático. Segundo as ciências comportamentais, o cérebro tende a minimizar o impacto de valores baixos (R$ 5, R$ 10 ou R$ 20), criando uma falsa sensação de controle enquanto o orçamento é corroído.

“O verdadeiro problema não é o pão de queijo ou o café, mas o modo automático. Quando a compra é rápida demais e sem atrito, como no digital, o cérebro não registra aquilo como um gasto consciente”, explica Cristiane.

O perigo do pagamento sem atrito

A digitalização das finanças eliminou o chamado custo cognitivo do gasto. Antes, o ato de tirar o dinheiro da carteira gerava uma percepção psicológica de perda. Hoje, com biometria, pagamentos invisíveis (como apps de transporte e delivery) e cartões salvos, o ato de gastar se tornou emocionalmente neutro, o que aumenta sua frequência.

Para ilustrar esse impacto, a gerente de Educação Financeira apresenta uma análise simples: um gasto diário de R$ 8 pode parecer irrelevante, mas representa um desembolso de R$ 240 no mês ou R$ 2.880 no ano, valor que poderia ser o aporte inicial de uma viagem ou uma reserva de emergência, por exemplo.

Além disso, é essencial entender o efeito da repetição: não é a compra que pesa, mas a frequência com que é realizada. “Pequenos gastos diários podem ter o mesmo impacto de uma grande compra que a pessoa pensa muito antes de fazer, mas, por acontecerem de forma silenciosa, passam despercebidos.

Para retomar o controle e evitar o consumo por impulso, Cristiane Amaral destaca cinco estratégias comportamentais:

1 – Crie um intervalo de decisão: antes de finalizar qualquer compra, espere alguns minutos. Esse tempo ajuda a separar o desejo imediato da necessidade real.

2 – Afaste os gatilhos de consumo: desative notificações de push de aplicativos de compras e cancele a assinatura de newsletters de ofertas. Se o estímulo não chegar até você, a tentação diminui.

3 – Dificulte o pagamento: remova os dados do cartão de crédito salvos em aplicativos. Ter que digitar os números cria uma barreira de reflexão: “Eu realmente preciso disso agora?”.

4 – Faça uma lista com prioridades: nunca vá às compras (online ou presenciais) sem uma lista definida. Ela serve como um guia para evitar desvios motivados por sentimentos momentâneos.

5 – Estabeleça uma verba de lazer: em vez de eliminar totalmente os pequenos prazeres, defina um valor mensal para gastos não essenciais. Assim, é possível aproveitar sem culpa e, ao mesmo tempo, manter um limite claro dentro do orçamento.

A importância da faxina financeira

Para encerrar o ano de 2026 com saldo positivo, a recomendação é realizar uma revisão periódica das finanças. “Não se trata de ter uma planilha perfeita, mas de encontrar um método que funcione. A faxina financeira consiste em revisar assinaturas, cancelar serviços não utilizados e identificar tarifas escondidas. É o primeiro passo para conectar o dinheiro ao que realmente importa”, conclui a gerente.

Ao dar um propósito ao dinheiro e tornar visíveis os pequenos gastos, o consumo consciente surge naturalmente, permitindo que as metas de médio e longo prazo deixem de ser planos no papel e se tornem realidade.

O Sicredi conta com um exercício sobre faxina financeira em seu canal digital: https://www.sicredi.com.br/site/educacaofinanceira/biblioteca/

Sobre a Sicredi RN

Fundada em 1993, a Sicredi RN é a maior instituição financeira cooperativa do estado, com mais de 30 mil associados. Presente em 11 municípios-polo — Natal, Parnamirim, Mossoró, Caicó, Currais Novos, Goianinha, Pau dos Ferros, São Gonçalo do Amarante, Assú, Apodi e Santa Cruz —, oferece soluções financeiras sustentáveis, alinhadas às necessidades dos associados e ao desenvolvimento das comunidades onde atua.

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