Segurança

Polícia Federal quer identificar financiadores dos fugitivos de Mossoró

Foto: Reprodução

Depois da prisão dos 2 fugitivos da Penitenciária Federal de Mossoró (RN) na quinta-feira (5), a Polícia Federal (PF) quer identificar os financiadores e apoiadores da “rede de apoio” que auxiliaram na fuga de Deibson Nascimento e Rogério Mendonça.

Segundo apurou o Poder360, a investigação mira localizar os “padrinhos” do Comando Vermelho, facção criminosa originária do Rio de Janeiro. Os dois detentos foram presos com quatro comparsas e oito celulares. Os aparelhos telefônicos serão essenciais para apuração da PF.

Como mostrou o Poder360, em 2 de março, os investigadores da PF avaliavam que as lideranças do Comando Vermelho queriam concretizar a fuga para usá-la como “troféu” e incentivar novas tentativas em presídios federais….

No mesmo dia da fuga, em 14 de fevereiro, a PF iniciou as investigações sobre a relação de Rogério Mendonça e Deibson Nascimento com o Comando Vermelho.

FUGA
Os detentos Rogério da Silva Mendonça e Deibson Cabral Nascimento conseguiram escapar do presídio de segurança máxima e seguiram foragidos por 50 dias. Essa foi a 1ª fuga na história do sistema penitenciário federal.

Poder 360

Opinião dos leitores

  1. Potiguar tem razão. Os grandes responsáveis pela maior desgraça da sociedade é o elemento que compra droga, ou seja, o consumidor.

  2. Os incompetentes da segurança do Rio Grande do Norte, que passaram quase dois meses a procura de 02 fugitivos, e em quase 02 horas os meliantes foram presos no Parar, outra burrada é aceitar esses meliantes como presos na mesma detenção.

  3. Os financiadores dessa dupla são os usuários de drogas que a justiça e o governo querem liberar

    1. O QUE PODEMOS ESPERAR DE UM PAÍS QUE O PRESIDENTE É UM BANDIDO.
      FAZ O JANJO E CORRE PRO ABRAÇO

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Geral

Ataque hacker a empresa que conecta bancos ao Pix desviou mais de R$ 600 milhões

Foto: Bruno Peres/Agência Brasil

A Sinqia, empresa que conecta os bancos ao sistema Pix, foi alvo de um ataque hacker na tarde de sexta-feira, que resultou no desvio de R$ 670 milhões, segundo fontes, um montante maior do que o estimado inicialmente.

Deste total, R$ 630 milhões eram do HSBC e R$ 40 milhões da Sociedade de Crédito Direto Artta. Os criminosos tentaram desviar mais recursos, em montante superior a R$ 1 bilhão, mas foram barrados pela ação do Banco Central (BC).

O episódio ocorre exatamente dois meses após a fraude na C&M Software, outra empresa responsável por fazer a ligação entre bancos e fintechs ao sistema de meio de pagamento do BC. Na avaliação de especialistas, o novo caso movido a problemas com empresas de tecnologia expõe brechas que apontam a necessidade de aprimorar regras e supervisão do sistema.

R$ 366 milhões bloqueados

Do total de recursos desviados, R$ 366 milhões já foram bloqueados. As equipes envolvidas seguem mobilizadas para recuperar o restante do valor roubado, e a Polícia Federal investiga o caso. A Sinqia está sem acesso ao ambiente Pix.

Em nota, a empresa afirmou que investiga o caso e trabalha para reconstruir os sistemas afetados em um novo ambiente com monitoramento e controles aprimorados. “Depois que o ambiente for reconstruído e estivermos confiantes de que está pronto para ser colocado de volta em funcionamento, o Banco Central irá revisá-lo e aprová-lo antes de colocá-lo novamente on-line.”

Contas não foram afetadas, diz HSBC

O HSBC afirmou que identificou transações financeiras via Pix em uma conta de um provedor do banco. E acrescentou que a operação não afetou contas de clientes ou fundos, pois o impacto teria ocorrido exclusivamente no sistema do provedor.

“O banco esclarece ainda que medidas foram tomadas para bloquear essas transações no ambiente do provedor. O HSBC reafirma o compromisso com a segurança de dados e está à disposição das autoridades para colaborar com as investigações”, afirmou.

A Artta confirmou, em nota, o ataque e disse que o incidente atingiu contas que mantém diretamente no BC para liquidação interbancária, sem impacto para os clientes. “Não houve ataque ao ambiente da Artta nem às contas de nossos clientes”, afirmou.

Foco em regulação e supervisão

No começo de julho, um ataque à C&M foi facilitado, segundo os investigadores, por um funcionário da empresa que repassou credenciais aos criminosos. Naquele caso, foram desviados mais de R$ 800 milhões. Dois meses depois do desvio, o trabalho para rever a totalidade dos recursos ainda continua.

Embora o sistema do BC não tenha sido invadido em nenhum dos dois episódios, técnicos ouvidos sob reserva avaliam que os ataques colocam os problemas de regulação e supervisão do órgão em evidência, sobretudo devido à redução crônica de pessoal e às limitações financeiras.

O quadro de funcionários do BC vem passando por redução drástica nos últimos anos, com aposentadorias e perda de talentos para outros órgãos ou para o setor privado. Mas as atribuições do regulador aumentam devido ao crescimento e diversificação das instituições reguladas e dos modelos de negócios.

Provedores de serviço de tecnologia

O advogado Aylton Gonçalves, especialista em regulação financeira, avalia que o novo ataque mostra que pessoas envolvidas em atividades ilícitas parecem ter compreendido dois elementos importantes quanto ao mercado de provedores de serviços de tecnologia: a concentração, com apenas sete empresas ativas, e a a dependência operacional de instituições reguladas pelo BC, considerando que várias precisam dessas empresas para seus negócios. Ele reforça que é importante o BC avançar na supervisão e regulação dessas empresas:

— É muito importante que a supervisão dessas empresas seja mais robusta. Além disso, é possível pensar na necessidade de que a regulação avance quanto à prevenção a fraudes e segurança cibernética — disse.

Algumas limitações da carreira no BC, porém, podem ser um entrave. O Pix funciona 24h por dia e sete dias por semana, mas não há previsão para pagamento de adicional noturno ou de horas trabalhadas aos fins de semana para o monitoramento. Interlocutores ainda avaliam que é necessário rever regras relativas a instituições reguladas e a empresas de tecnologia — algo que, da mesma forma, demanda recursos e pessoal.

Pessoas com conhecimento no assunto afirmam que, do ponto de vista de segurança, o ideal seria que cada instituição tivesse seu próprio acesso ao sistema do BC, mas reconhecem que seria inviável para as empresas menores devido ao custo. O regulador tem uma rede específica para a comunicação com as instituições financeiras, com criptografia forte e baseadas em certificados digitais.

Os participantes que se conectam diretamente a esta rede por meio de links privados na sede da instituição. Além disso, cada operação tem uma chave única, verificada pelas duas partes (BC e instituição).

O Globo

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Geral

“Nunca me senti melhor na vida”, diz Trump após boatos sobre morte

Foto: Mike Stobe/Getty Images

O presidente dos Estados Unidos Donald Trump falou sobre a saúde dele neste domingo (31) após boatos falsos de que teria morrido.

Em uma postagem na rede social Truth Social, o republicano disparou: “Nunca me senti melhor na minha vida”.

Trump ainda escreveu que “(Washington) DC é uma zona livre de crime”.

Fim de semana de folga jogando golfe

Trump viajou da Casa Branca neste domingo (31) para seu clube de golfe na Virgínia pelo segundo dia consecutivo.

No sábado (30), o republicano foi alvo de uma onda de boatos nas redes sociais que diziam que ele teria morrido.

De acordo com dados do Google Trends, tanto no Brasil quanto nos EUA, o termo “Trump” e buscas relacionadas como, por exemplo, “Donald Trump morreu?” registraram aumento de 1000% nas últimas 11 horas e lideram em volume de pesquisa. Os termos também apareceram entre os “Assuntos do Momento” na rede social X.

Apesar do frenesi nas redes, Trump foi visto no próprio sábado pelo pool de repórteres da Casa Branca ao embarcar no comboio presidencial para jogar golfe em seu campo privado, na Virgínia, neste fim de semana de feriado do Dia do Trabalho nos EUA.

CNN Brasil

Opinião dos leitores

  1. Vida longa ao segundo melhor presidente do mundo, o primeiro ainda é Jair Messias Bolsonaro.

  2. Muito bem Trump,muita saúde para o senhor, esses são meus votos, porque o senhor não vai morrer tão cedo, espero segura esse canal dos impostos, até que esse bandido Lula entregue os ponto, e entender que o homem americano é uma raça bem superior, em todos os termos.

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Geral

VÍDEO: Ao lado de Frei Gilson, bispo pede em bênção que Nossa Senhora ‘livre o Brasil do comunismo’

O bispo Dom Adair José Guimarães pediu intercessão de Nossa Senhora de Aparecida contra o comunismo em evento realizado no Estádio Nacional Mané Garrincha, em Brasília (DF), na noite desse sábado (30/8).

A declaração foi dada durante o evento católico Desperta Brasil, que durou até a manhã de domingo (31/8). Ao lado do Frei Gilson, religioso que acumula milhões de seguidores nas redes sociais, o bispo Dom Adair, da Diocese de Formosa (GO), disse: “Pela intercessão de Nossa Senhora Aparecida venha sobre vós a benção que nos impede de ter fome, guerra, doença e o comunismo”, declarou o bispo.

As palavras renderam aplausos dos mais de 80 mil fiéis presentes no evento. Já nas mídias sociais, o público se dividia entre críticas e elogios, a depender da rede.

Não é a primeira vez que Dom Adair José Guimarães se destaca pelas suas falas. Em outubro do ano passado, o bispo declarou que o Brasil vivia uma ditadura por, segundo ele, perseguir os manifestantes presos pelos atos democráticos de 8 de Janeiro.

Metrópoles

Opinião dos leitores

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Geral

VÍDEO: Sargento da PMRN dá bronca em pais que fumavam maconha na frente dos filhos

O Sargento Manassés, da Polícia Militar do RN, deu uma sonora bronca nos pais de duas crianças no Conjunto José Sarney, na Zona Norte de Natal. O motivo? Eles estavam consumindo maconha na frente dos filhos. O vídeo foi publicado pelo próprio sargento nas redes sociais.

“A partir de hoje, vocês vão fumar maconha na casa do c******! Tá entendendo? Se eu passar aqui e sentir pelo menos um cheiro de maconha com uma criança aqui você perde a guarda”, diz o militar à mãe da criança.

Na publicação feita no Instagram, o sargento escreveu: “Que tipo de referência estamos dando aos nossos filhos? Hoje é algo normal fumar maconha. Lembro que minha falecida mãe sofria chacota em Mãe Luiza por causa do meu irmão que usava maconha. Eu cresci vendo ele fazendo o baseado, mas nunca fumando dentro de casa. Hoje quem fazia chacota dela, vive com viciados na família. Que tipo de sociedade estamos construindo?

Opinião dos leitores

  1. Parabéns Sgt Manassés, sua história prova que só vai pro lado do mal quem quer. Essa narrativa de vítima da sociedade cai por terra com seu exemplo.

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CONFUSÃO: Mulher flagra homem com outra e quebra vidros do carro dele em Ponta Negra

Foto: reprodução

Uma confusão foi registrada neste domingo (31) na área do entorno do Praia Shopping, em Natal.

Segundo testemunhas, uma mulher flagrou o companheiro acompanhado de outra no local. O episódio resultou em discussão e danos a um veículo, que teve os vidros quebrados.

Ainda de acordo com relatos, as duas mulheres também entraram em confronto físico. A informação é do Blog de Gustavo Negreiros.

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Geral

Moraes autoriza visita de Damares a Bolsonaro um dia antes do julgamento, mas lembra que carro da senadora será revistado na saída

Imagem: reprodução

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a senadora Damares Alves (Republicanos-DF) a visitar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) nesta segunda-feira, entre 10h e 18h. Segundo a decisão, a visita deve cumprir todas as condições legais e judiciais já impostas ao réu.

A visita acontece um dia antes do início do julgamento no STF de Bolsonaro e outros sete réus por suposta trama golpista após as eleições de 2022. O ex-presidente está em prisão domiciliar desde 4 de agosto.

A decisão determina que todos os veículos que saírem da residência de Bolsonaro deverão ser revistados.

“Ressalto que, nos termos da decisão de 30/8/2025 acima referida, serão realizadas vistorias nos habitáculos e porta-malas de todos os veículos que saírem da residência do réu”, afirma o despacho.

O monitoramento também será feito na área externa durante a visita, conforme a decisão do último dia 30.

Damares chegou a solicitar também uma visita pela comissão de Direitos Humanos do Senado, mas foi atendida no pedido de visita individual. Aos aliados a senadora e ex-ministra de Bolsonaro disse que irá orar com a família antes do início do julgamento.

Na terça-feira, além de Bolsonaro, outros sete réus apontados pela Procuradoria-Geral da República (PGR) como integrantes do “núcleo crucial” do suposto golpe são julgados pela Suprema Corte. Eles não precisarão comparecer presencialmente.

O Globo

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Geral

Promotor que investiga o PCC há 20 anos alerta para risco do Brasil virar narcoestado nas próximas décadas

Lincoln Gakiya é promotor do Gaeco de Presidente Prudente, do Ministério Público de São Paulo | Foto: Reprodução/X

O promotor de Justiça Lincoln Gakiya, que há mais de duas décadas se dedica a combater o Primeiro Comando da Capital (PCC), está pessimista quanto ao sucesso da missão. A facção, nascida em presídios de São Paulo, já expandiu sua atuação para 28 países e consolidou presença no tráfico de drogas, além de ter influência na economia e política no Brasil.

Gakiya integra o Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado do Ministério Público de São Paulo em Presidente Prudente. Ele afirma que o PCC nunca foi tão poderoso quanto atualmente, seja em faturamento, presença global ou capacidade de atuação na economia formal.

Narcoestado

Em entrevista ao jornal O Globo, publicada neste sábado, 30, Gakiya diz ser impossível rastrear em quantas atividades do mercado formal o PCC já se infiltrou. O promotor ressalta que, sem uma agência nacional para unificar o combate ao crime organizado, existe o risco de o Brasil transformar-se em um narcoestado em até três décadas.

“O PCC já pode ser classificado como uma organização mafiosa”, destaca. “Não precisa mais da ostensividade da violência, exibindo fuzis e praticando crimes cinematográficos. Ele já passou dessa fase, está ganhando muito dinheiro, principalmente com o tráfico internacional de cocaína para a Europa.”

O retorno do dinheiro ilegal exige inserção na economia formal, frequentemente por meio de empresas legítimas com funcionários e serviços reais, o que dificulta o rastreamento pelas autoridades. Gakyia conta que, há pelo menos dez anos, o PCC começou a lavar dinheiro por meio da compra de postos de gasolina e concessionárias de veículos

“Antigamente, o PCC montava empresas de fachada, mais simples de detectar. Agora, as empresas são lícitas, têm funcionários, prestam serviços reais e têm capital da facção”, relata. “É muito difícil dimensionar em que negócios o PCC está. É mais fácil dizer em qual ramo da economia ele não está.”

A respeito da sobreposição entre ações do Ministério Público e da Polícia Federal (PF), Gakiya diz que a falta de integração entre órgãos é um obstáculo significativo. “O maior desafio do Brasil, hoje, em termos de segurança pública, é coordenação e integração.” Ele defende a criação de uma agência para coordenar e tornar mais eficiente o combate ao crime organizado.

Criação de uma agência antimáfia

“Sou a favor da criação de uma agência antimáfia. Nós já temos máfia no Brasil, o PCC já é uma organização mafiosa.” A proposta consistiria em um órgão composto por todas as instituições. Atualmente, não há subordinação entre as instituições, “cada uma tem seu ramo de atuação, suas expectativas, sua formação e gera muita disputa institucional”.

O diretor da PF, Andrei Rodrigues, já afirmou em público ser contrário à criação de uma agência antimáfia, sob o argumento de que a própria instituição cumpre esse papel. Entretanto, Gakyia rebate: “se tivesse suprido o papel de fazer essa integração entre as instituições, não estaríamos no estado que estamos agora”.

Estado paralelo

O promotor alerta que o país vive um processo de consolidação de um Estado paralelo, com o risco de se tornar um narcoestado em até 30 anos, caso nenhuma medida seja adotada. “O crime organizado está num processo de crescimento exponencial”, ressalta. “E ninguém sabe onde isso vai chegar.”

Um narcoestado envolve o domínio da política institucional. “Quando o crime começa a dominar as prefeituras, as câmaras municipais, e depois a ter influência sobre os governos estaduais, pode chegar a eleger um presidente ou então ter ligações diretas com o presidente”, explicou Gakyia. “É isso que precisamos evitar.”

Uma consolidação de influência, aliás, pode estar em curso. “No ano que vem, teremos campanhas e é bem possível que o PCC também esteja financiando algum candidato.” A facção “tem todo o interesse, estando na economia formal, de participar dessa fatia do bolo, ou seja, de licitações ou dos negócios públicos”, diz o promotor. “Quando você elege representante, seja no Legislativo, seja no Executivo, você vai cobrar a conta depois.”

Revista Oeste

Opinião dos leitores

  1. Enquanto a extrema esquerda governar o Brasil, o combate ao narcotráfico será um joguinho de faz de conta, são parceiros.

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Geral

‘Golpe imaginado’: entenda os argumentos de Bolsonaro e outros 7 réus contra pedido de condenação no STF

Na foto, da esquerda para direita os oito réus do núcleo crucial da trama golpista: Jair Bolsonaro, Braga Netto, Anderson Torres, Paulo Sérgio Nogueira, Mauro Cid, Almir Garnier, Alexandre Ramagem e Augusto Heleno
 – Foto: Ton Molina/Antonio Augusto/STF

As defesas dos oito réus do núcleo central, entre eles o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), negam a prática dos crimes dos quais são acusados na trama golpista e pedem a absolvição de todas as acusações em suas alegações finais. O documento foi apresentado na ação penal que será julgada a partir de terça-feira, 2.

O grupo é composto por aqueles apontados pela Polícia Federal (PF) e pela Procuradoria-Geral da República (PGR) como os principais líderes da conspiração, que tinha como objetivo reverter o resultado das eleições de 2022 e impedir a posse do presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

A PGR requisita a condenação de todos os acusados por cinco crimes:

  • organização criminosa armada (art. 2º, caput, §§2º, 3º e 4º, II, da Lei n. 12.850/2013);
  • tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito (art. 359-L do Código Penal);
  • golpe de Estado (art. 359-M do CP);
  • dano qualificado pela violência e grave ameaça, contra o patrimônio da União, e com considerável prejuízo para a vítima (art.163, parágrafo único, I, III e IV, do CP);
  • deterioração de patrimônio tombado (art. 62, I, da Lei n. 9.605/1998).

O deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ) é a exceção. Com base na imunidade parlamentar, ele conseguiu, por meio de uma votação na Câmara, a suspensão do processo em relação aos crimes alegadamente cometidos após sua diplomação.

Veja abaixo o que disse a defesa de cada um dos oito réus:

Jair Bolsonaro

Em um documento de 197 páginas, a defesa de Bolsonaro classificou as acusações do procurador Gonet como “absurdas” e um “golpe imaginado”. Os advogados argumentaram que não há provas suficientes para vincular o ex-presidente diretamente ao núcleo da trama golpista.

Os advogados não contestaram, por exemplo, o testemunho do general Freire Gomes, ex-comandante do Exército, que disse ter alertado Bolsonaro para não assinar qualquer ato que significasse uma ruptura democrática. No entanto, os advogados argumentaram que a situação não passou de “cogitação”.

“Ao fim, e conforme será adiante demonstrado, estas conversas – ou “brainstorm”, para usar a descrição da principal testemunha da acusação – não passaram, quando muito, de cogitação. Não existe prova que retire o tema deste espaço distante e dissociado de qualquer ato de execução”, disseram os representantes do ex-presidente.

A defesa ainda solicitou a anulação do acordo de delação premiada do tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens do ex-presidente que forneceu detalhes sobre a trama golpista. Entre os pontos questionados está, por exemplo, a alegação de que existiria um plano para assassinar o ministro Alexandre de Moraes.

“O texto que previa apenas a prisão do ministro Alexandre de Moraes também não existe; nunca foi encontrado”, argumentaram os advogados. De acordo com a defesa, Bolsonaro na verdade ordenou a transição de governo e não um golpe, concluindo que “não há como condená-lo com base na prova produzida nos autos”.

Mauro Cid

A defesa de Mauro Cid solicitou sua absolvição, alegando que ele atuou como observador e testemunha, e não como participante dos fatos que delatou. Caso a absolvição seja negada, o advogado pede o reconhecimento da efetividade de sua delação premiada nas apurações acerca da trama golpista e, em troca, uma pena mínima de dois anos.

“Pondere-se que dentro de um quadro de dezenas de acusados, ninguém teve a coragem de Mauro Cid. Isolou-se, perdeu aqueles que considerava seus amigos, a convivência em sociedade, o exercício de sua profissão, foi e continua sendo taxado de traidor”, argumentou a defesa.

Braga Netto

Negando qualquer participação do general da reserva Walter Braga Netto em planos golpistas, a defesa do candidato a vice na chapa de Bolsonaro em 2022 também questionou a delação de Mauro Cid, afirmando que o ex-ajudante de ordens foi “obrigado a mentir”. No documento, Braga Netto, que está preso preventivamente desde dezembro do ano passado por obstrução de Justiça, pede a nulidade do processo e a absolvição por todos os crimes que é acusado.

Em diversos trechos, os advogados classificam Cid como mentiroso, rejeitando suas declarações e afirmando que o general não conhecia o plano “Punhal Verde e Amarelo” nem teria financiado qualquer ação contra a ordem democrática. A peça afirma ainda que Alexandre de Moraes é parcial.

“Não há, para além da palavra de um delator reconhecidamente mentiroso, qualquer elemento de prova que demonstre que o Gen. Braga Netto tenha tomado ciência, elaborado ou financiado qualquer operação clandestina com intuito golpista”, afirmou a defesa nas alegações finais.

Augusto Heleno

De acordo com a defesa do general da reserva do Exército Augusto Heleno, ex-ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), as evidências reunidas no processo “afastam qualquer hipótese de protagonismo” dele na trama golpista.

Em sua argumentação, os advogados argumentaram que “uma análise detida dos fatos narrados na denúncia revela que a conduta do general Heleno, então Ministro do GSI, foi meramente acessória e periférica em relação ao núcleo organizacional, não havendo elementos que indiquem relevância causal de sua atuação para o êxito da empreitada criminosa”.

A defesa sustentou ainda a inexistência de provas concretas sobre o envolvimento de Heleno e classificou como “leviana” qualquer tentativa de vinculá-lo à organização dos atos de 8 de janeiro de 2023, pedindo sua absolvição por todos os crimes apontados pela PGR.

Anderson Torres

Anderson Torres, ex-ministro da Justiça e secretário de Segurança do Distrito Federal durante os ataques de 8 de janeiro, teve sua absolvição requerida pela defesa, que afirmou não haver crimes cometidos por ele.

Um dos pontos centrais contestados foi a “minuta de golpe” apreendida em sua residência pela Polícia Federal, descrita pela acusação como prova crucial. Segundo os advogados, trata-se de um documento “apócrifo” que permaneceu em seu poder por descuido, sem qualquer relevância jurídica.

As alegações finais argumentam que “o texto afrontava os pressupostos constitucionais do Estado de Defesa, não fazia sentido jurídico e jamais poderia ser levado a sério por qualquer jurista. Sua presença isolada, sem atos subsequentes de circulação, deliberação ou articulação, não autoriza qualquer presunção de dolo”.

A defesa também negou qualquer omissão intencional de Torres durante os atos antidemocráticos em Brasília, quando apoiadores de Bolsonaro invadiram e deprederam as sedes dos Três Poderes.

André Ramagem

Negando que o deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ), ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), tenha ordenado a vigilância ilegal de ministros do STF e adversários políticos de Jair Bolsonaro, sua defesa requereu a absolvição do parlamentar. Além disso, argumentou que Ramagem deixou o governo Bolsonaro antes de ‘recrudescimento’ golpista.

Os advogados também afirmaram que não há evidências de que ele tenha autorizado o uso da estrutura da agência para fins golpistas, acrescentando que eventuais ilegalidades cometidas por funcionários não implicam responsabilidade direta do então diretor.

“Alexandre Ramagem não pode ser responsabilizado por cada ato praticado no âmbito da Abin durante sua gestão, com base no simples fato de que era o diretor-geral do órgão, salvo se se admitisse eventual responsabilização por culpa”, disse a defesa nas alegações finais.

Paulo Sergio Nogueira

Solicitando a absolvição do general Paulo Sergio Nogueira, ex-ministro da Defesa de Bolsonaro, a defesa sustentou que o militar atuou “ativamente” para impedir um golpe de Estado. Segundo os advogados, Nogueira aconselhava o ex-presidente a aceitar os resultados eleitorais e rejeitava medidas excepcionais.

“Consoante extrai-se da prova dos autos, o general Paulo Sérgio é manifestamente inocente tendo atuado ativamente para evitar a realização de um golpe de Estado e abolição violenta do Estado Democrático de Direito”, alegaram seus representantes ao STF.

Almir Garnier

A defesa do almirante Almir Garnier, ex-comandante da Marinha, negou em suas alegações finais que ele tenha disponibilizado tropas a Bolsonaro e requereu sua absolvição.

Os advogados alegaram supostas inconsistências entre os testemunhos do general Freire Gomes, ex-comandante do Exército, e do brigadeiro Baptista Júnior, ex-comandante da Aeronáutica, que caracterizaram Garnier como favorável a uma ruptura institucional.

Conforme argumentado pela defesa “apenas Baptista Júnior afirma que Garnier teria colocado tropas à disposição. Freire Gomes, que estava presente nas reuniões, afirmou apenas que ele teria se colocado ‘com o presidente’, porém no sentido de respeito hierárquico”. A tese sustenta que a contradição deve “ser resolvida a favor do réu”.

Portal Terra

Opinião dos leitores

  1. De nada adianta a defesa dos acusados do gópi de Nárnia, Bolsonaro precisa ser eliminado pelo sistema agora é só aguardar a sentença, pois ele já foi julgado desde 2018.

    1. Fácil porque o general Mourão não participou da tentativa de golpe, muito pelo contrário ele disse que o perdedor deveria aceitar a derrota.

    2. Fácil de responder : porque o general Mourão não participou da tentativa de golpe, muito pelo contrário ele disse que o perdedor deveria aceitar a derrota.

    3. Mourão soube se manter distante dos criminosos. Só isso.

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Geral

Lula consultou ministros do STF antes de reconduzir Paulo Gonet na PGR

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Antes de reconduzir Paulo Gonet a um novo mandato na Procuradoria-Geral da República, Lula conversou com Gilmar Mendes e outros ministros do Supremo.

O petista antecipou a decisão para evitar pressões do MPF a partir de uma nova lista tríplice. O movimento tradicional da categoria de apresentar candidatos ao presidente, segundo interlocutores de Lula, já havia começado.

Agora indicado à recondução, Gonet avalia que as denúncias de 8 de janeiro e a acusação contra Jair Bolsonaro pelo golpe foram seus maiores desafios na PGR.

Ele deve ser cobrado no Senado, quando for sabatinado para o segundo mandato, justamente por causa dessas denúncias. Uma parte da oposição bolsonarista promete fazer barulho.

O primeiro mandato de Gonet na PGR termina em dezembro. Caberá ao chefe da CCJ do Senado, Otto Alencar, definir uma data para a sabatina do procurador-geral.

Radar – Veja

Opinião dos leitores

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Geral

Ex-piloto de Fórmula 1 é preso em SP dirigindo Lamborghini receptado

Foto: reprodução/redes sociais Foto: divulgação/PMSP

O ex-piloto de Fórmula 1 Tarso Marques, de 49 anos, foi preso por policiais militares, na madrugada deste domingo (31/8), quando trafegava com um carrão de luxo, contra o qual havia queixa de apropriação indébita.

O flagrante ocorreu na Ponte Cidade Jardim, zona oeste da capital paulista, onde o Lamborghini Gallardoss guiado por Tarso foi flagrado trafegando sem as placas fixadas.

“O condutor ao perceber a fiscalização, tentou recolocar as placas, mas foi contido pelos policiais”, diz trecho de nota da PM.

Ao consultarem informações sobre o carrão de luxo, os PMs constataram que ele tinha um registro de apropriação indébita, restrições judiciais e licenciamento em atraso, desde 2013, além de contar com R$ 1,3 milhão em débitos de IPVA e multas.

O carrão também está registrado em nome de uma empresa condenada por práticas ilegais, incluindo pirâmide financeira, acrescentou a PM.

O ex-piloto foi encaminhado ao 14º DP, onde foi preso em flagrante por receptação e adulteração de sinal identificador de veículo automotor.

Metrópoles

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