Saúde

Primeiro lote da Coronavac vai vacinar só 0,5% dos idosos e 34% dos profissionais de saúde


Foto: Sinovac/Divulgação

O lote inicial de 6 milhões de doses da Coronavac que teve seu uso emergencial aprovado no domingo, 17, e começou a ser distribuído nesta segunda-feira, 18, será suficiente para a vacinação de apenas 0,5% dos idosos brasileiros e 34% dos profissionais de saúde do País, como mostra uma planilha do Ministério da Saúde com a divisão dos imunizantes por Estado e grupo prioritário. Não há previsão de data para o recebimento de mais doses.

Embora todos os idosos e trabalhadores da saúde do País sejam considerados população-alvo da imunização nas duas primeiras fases da campanha, o número limitado de doses disponíveis no momento obrigou o ministério a priorizar indivíduos com mais risco.

A pasta optou por priorizar idosos que vivem em instituições de longa permanência, grupo estimado em 156,8 mil pessoas e que equivale a 0,5% dos cerca de 29 milhões de idosos brasileiros, segundo estimativa do próprio ministério na versão do plano de imunização apresentado ao Supremo Tribunal Federal (STF).

Já no caso dos profissionais de saúde, serão priorizados trabalhadores que atuem na linha de frente de combate à covid-19, tanto nos hospitais quanto em postos de saúde. Também serão vacinados funcionários das instituições de longa permanência de idosos e servidores que farão a vacinação da população, conforme informe técnico concluído nesta segunda, 18, pelo ministério e obtido pelo Estadão.

Os três primeiros grupos somam pouco mais de 2,2 milhões de pessoas, o equivalente a 34% dos mais de 5 milhões de profissionais da saúde do País, de acordo com estimativas do ministério.

“Diante das doses disponíveis para distribuição inicial às UF e a estimativa populacional dos trabalhadores de saúde, será necessária uma ordem de priorização desse estrato populacional”, diz o documento.

“Assim, recomenda-se a seguinte ordem para vacinação dos trabalhadores da saúde conforme disponibilidade de doses, sendo facultado a Estados e Municípios a possibilidade de adequar a priorização conforme a realidade local: equipes de vacinação que estiverem inicialmente envolvidas na vacinação dos grupos elencados para as seis milhões de doses; trabalhadores das instituições de longa permanência de idosos e de residências inclusivas (serviço de acolhimento institucional em residência inclusiva para jovens e adultos com deficiência); trabalhadores dos serviços de saúde públicos e privados, tanto da urgência quanto da atenção básica, envolvidos diretamente na atenção/referência para os casos suspeitos e confirmados de covid-19; demais trabalhadores de saúde”, detalha o informe.

Além dos 156,8 mil idosos institucionalizados e 2,2 milhões de profissionais de saúde, serão vacinados com esse primeiro lote da Coronavac 431,9 mil indígenas e 6,4 mil pessoas com deficiência que vivem em instituições de longa permanência.

Outro fator que restringe ainda mais o número de aplicações é a necessidade de reserva da segunda dose para os imunizados e as perdas técnicas de doses, estimadas em 5% a 10%. Com isso, o primeiro lote entregue pelo Instituto Butantã imunizará cerca de 2,8 milhões de brasileiros.

Essa divisão foi proposta pelo Ministério da Saúde, mas os Estados têm autonomia para definir suas próprias estratégias, contanto que sigam as diretrizes federais sobre os grupos prioritários.

Presidente do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) e titular da pasta no Maranhão, Carlos Lula diz acreditar que os Estados vão seguir, em sua maioria, a sugestão do ministério de como usar as primeiras doses.

Embora alguns especialistas e gestores tenham levantado a possibilidade de vacinar 6 milhões de pessoas com as primeiras doses e usar uma próxima remessa para administrar a segunda dose nesse mesmo grupo, Lula argumenta que essa seria uma estratégia arriscada e que ela não deve ser seguida pelos Estados e municípios.

“A eficácia da Coronavac é depois da segunda dose, então temos que fazer a reserva para, caso a gente não receba uma nova remessa em três semanas, termos condições de dar a segunda dose aos primeiros vacinados e garantir a imunidade. Se não fizermos isso, corremos o risco de perder o efeito da primeira dose”, diz ele.

O Programa Nacional de Imunizações (PNI) estabeleceu como 21 dias o intervalo entre as doses, podendo esse prazo ser esticado para até 28 dias. Se a segunda dose for dada após esse período, não há como garantir que o imunizante terá efeito.

Lula estima que o primeiro lote seja esgotado em apenas uma semana e diz não haver garantias de que, ao término desses 6 milhões de doses, o País já tenha recebido uma nova remessa. “O ministério nos disse que deve chegar nesta semana um lote da vacina de Oxford, mas não sabemos de onde nem quantas”, informou.

O ministério apostava na importação de 2 milhões de doses prontas da vacina de Oxford/AstraZeneca da Índia na semana passada, mas o envio foi barrado pelo governo indiano, que não deu data para que a encomenda tenha o despacho liberado. Além das doses prontas, o governo tem contrato para receber o ingrediente ativo do imunizante e produzi-lo nacionalmente na Fiocruz, mas também não há data para a chegada dos primeiros insumos.

O Butantã, por sua vez, já tem em solo brasileiro matéria-prima para fabricar outras 4,8 milhões de doses da Coronavac, e aguarda liberação do governo chinês para que a Sinovac possa enviar mais insumos que permitirão novas entregas a partir de fevereiro. A promessa é fornecer 46 milhões de doses até abril/maio.

Estadão Conteúdo

 

Opinião dos leitores

  1. Pouco de mais com Doria; sem Doria!!! Nem vacina teríamos. Obrigado Jesus, obrigado São Paulo, obrigado ciência e muito obrigado Doria.

    1. O objetivo do calça colada foi atingido, passando vacina mesmo sem os dados necessários. O que ele queria era aparecer pra mídia. Vamos torcer pra que a vacina tenha efeito positivo.

  2. Por termos um presidente irresponsável, incompetente e do mal estamos nesta situação. Primeiro, desqualifica e debocha da vacina, depois diz que não comprará, mesmo sabendo que criminosamente não cuidou para oferecer uma vacina alternativa a tempo de iniciar a vacinação antes de SP. Agora, canalhamente, diz que a vacina chinesa é do Brasil. A única vacina que o país tem neste momento é a chinesa em quantidade que não vai dá pra cumprir a meta em grande parte do país. Pra completar, a outra vacina aprovada, depende dos insumos chineses serem liberados lá na China para serem produzidos. Temos um governo criminoso que precisa ser responsabilizado pelas mortes que vem ocorrendo no país, acrescidas de um governante sádico que parece se divertir com o sofrimento do povo. É isso que ele faz todos os dias no cercadinho junto ao seu gado. Bolsonaro não tem como permanecer na presidência com tantos crimes de responsabilidade nas costas. Seu governo tem as mãos sujas de sangue.

    1. Infelizmente, essa é a verdade nua e crua. Por mais que alguns fanáticos ainda teimem em dizer o contrário…

  3. É o que temos, por enquanto. Espero que o senhor presidente pare de falar da China, porque mais do que nunca, precisamos dela. E, independente disso, não se deve criticar nenhum país, pois um precisa do outro mais cedo ou mais tarde. Exemplo, nós temos, não é?

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Geral

Quais são as agências e os influenciadores de ataque coordenado ao Banco Central e defesa do Master; veja lista

Foto: Reprodução/BandNews TV

Uma campanha difamatória contra o Banco Central (BC), após a liquidação do Banco Master, expôs uma rede de agências de marketing, influenciadores e políticos envolvidos na defesa da instituição nas redes sociais.

O caso veio à tona após o vereador Rony Gabriel (PL-RS) revelar que recebeu uma proposta chamada “Projeto DV” — iniciais de Daniel Vorcaro, dono do banco — para publicar conteúdos favoráveis ao Master.

Segundo a Febraban, autoridades e instituições ligadas à liquidação sofreram ataques coordenados no fim de 2025. O contato com o gabinete do vereador foi feito por André Salvador, sócio da Unltd Network Brazil, que ofereceu um contrato com cláusula de sigilo e multa de R$ 800 mil por quebra de confidencialidade.

Outra influenciadora, Juliana Moreira Leite, também recebeu proposta semelhante por meio de Júnior Favoreto, ligado à agência Portal Group. Um comunicador de São Paulo aceitou o pagamento, mas depois devolveu o dinheiro.

O repasse financeiro partiu da Miranda Comunicação, empresa de Thiago Miranda, ex-CEO do Grupo LeoDias. O jornalista Léo Dias negou qualquer envolvimento com o caso.

Mensagens enviadas aos influenciadores incluíam vídeos-modelo de perfis como Carol Dias, Paulo Cardoso, Marcelo Rennó, André Dias e o perfil Alfinetei, que publicaram críticas à liquidação do Master e levantaram suspeitas sobre a atuação do BC.

As postagens foram feitas no mesmo período, com discurso semelhante, questionando a “rapidez” da liquidação — processo que durou mais de cinco meses — e sem identificação de publicidade.

Apesar das semelhanças, os influenciadores negam articulação conjunta. A maioria deles não atua no mercado financeiro e produz conteúdo voltado a entretenimento.

Agências citadas

Portal Group

Sócia: Maria Isabel Barreiros Favoreto. Júnior Favoreto, filho da dona da agência, fez contato com Juliana Moreira Leite e um influenciador de São Paulo, segundo matéria do g1.

Unltd Network Brazil

Sócios: Gabriel Silva, Anderson Nunes da Rosa e André Silva Salvador. Este último fez contato com um assessor do vereador Rony Miranda (PL-RS), oferecendo o contrato de confidencialidade do Projeto DV.

Miranda Comunicação

Sócio: Thiago Miranda Silva. O comprovante de transação entre Júnior Favoreto e um influenciador anônimo de São Paulo mostra que o dinheiro saiu da conta de Thiago Miranda, dono da Miranda Comunicação. Ele é um dos sócios de uma empresa do jornalista e empresário Léo Dias, que nega relação com o caso.

Perfis que publicaram conteúdo pró-Banco Master

  • Alfinetei (25,3 milhões de seguidores)
  • Carol Dias (7,4 milhões de seguidores no Instagram)
  • Paulo Cardoso (4,3 milhões de seguidores)
  • Diferentona (3,3 milhões de seguidores)
  • Babadeira (2,7 milhões de seguidores)
  • Firmino Cortada (2,1 milhões de seguidores)
  • Marcelo Rennó (625 mil seguidores)
  • André Dias (118 mil seguidores)

Com informações de Estadão

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Geral

Lula nomeia ministro interino da Justiça após saída de Lewandowski, até escolha do novo titular do ministério

Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

A saída de Ricardo Lewandowski do Ministério da Justiça e Segurança Pública foi oficializada em edição extra do Diário Oficial da União desta sexta-feira (9).

O secretário-executivo Manoel Carlos de Almeida Neto assumiu o comando da pasta de forma interina, até que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) defina o novo ministro.

Entre os nomes cotados está Wellington César Lima e Silva, jurista com boa relação com Lula e com a ala baiana do governo. Ele já chefiou o ministério em 2016, no governo Dilma Rousseff, e atualmente era secretário de Assuntos Jurídicos da Casa Civil.

Outro nome lembrado é o do ministro da Educação, Camilo Santana, um dos principais quadros do PT e aliado próximo do presidente. Ele se reuniu com Lula na quinta-feira (8), mas o conteúdo do encontro não foi divulgado.

Lewandowski entregou a carta de demissão ao presidente na quinta-feira (8), antes da cerimônia dos atos de 8 de Janeiro. No documento, afirmou que deixa o cargo por motivos pessoais e familiares. Ele estava à frente da pasta desde fevereiro de 2024, após se aposentar do STF.

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Geral

VÍDEO: Agência que fez proposta para difamar Banco Central afirmou que era a pedido de Vorcaro, confirma influencer

O influencer e vereador de Erechim (RS) Rony Gabriel afirmou ao programa ‘Estúdio i’, no canal GloboNews, que o responsável pela agência que o contactou com uma proposta milionária para descredibilizar o Banco Central e defender o Banco Master  nas redes sociais “disse claramente” que “era de interesse de Daniel Vorcaro”.

Rony afirmou que recusou o negócio e que nem chegou a perguntar o valor que receberia. “Me falaram que tinham um valor disponível para isso. Não cheguei a ouvir nem a perguntar o valor, mas deixaram claro que era uma proposta milionária“.

Segundo Rony, a procura foi feita pelas redes sociais e depois pelo WhatsApp através de um assessor. A proposta previa um contrato com cláusula de confidencialidade de R$ 800 mil em caso de quebra do acordo.

O parlamentar afirmou que chegou a receber modelo de vídeos feitos por outros influenciadores com o roteiro que deveria ser adotado na publicação.

Após a denúncia, a Polícia Federal informou que vai abrir um inquérito para investigar se influenciadores foram contratados para gravar conteúdos contra o BC e a favor do Master.

Ao Supremo Tribunal Federal (STF), a defesa de Daniel Vorcaro afirmou que nega qualquer participação em práticas de disseminação de desinformação contra o Banco Central. No documento, os advogados solicitam a abertura de uma investigação para apurar a propagação do que classificam como fake news e crimes contra a honra.

Com infomações de g1

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Geral

Venezuelanos são 9 em cada 10 refugiados reconhecidos no Brasil nos últimos 5 anos

Foto: Reuters

O Brasil concedeu o status de refugiado a 164 mil pessoas entre 2019 e 2024, segundo dados do Comitê Nacional para os Refugiados (Conare). Deste total, 148 mil são venezuelanos, o que representa cerca de 90% dos reconhecimentos no período.

O predomínio dos venezuelanos nas estatísticas migratórias é uma tendência constante: em 2020, 96% dos refugiados reconhecidos eram do país vizinho; em 2023, o percentual chegou a 97%.

O número de venezuelanos residentes no Brasil também cresceu muito nas últimas décadas, passando de cerca de 2,8 mil em 2010 para mais de 271 mil em 2022, de acordo com o último censo do IBGE.

Para obter refúgio no país, o solicitante deve comprovar medo de perseguição por motivos como raça, religião, nacionalidade, grupo social ou opinião política, ou ter deixado seu país por grave e generalizada violação de direitos humanos, conforme previsto na Lei de Refúgio.

O Conare, vinculado ao Ministério da Justiça e Segurança Pública, analisa os pedidos, conduz entrevistas e decide sobre a concessão do status. Somente os casos deferidos entram nas estatísticas oficiais de refugiados reconhecidos.

O avanço da crise na Venezuela e eventos recentes têm levado o governo brasileiro a monitorar um possível aumento no fluxo migratório, especialmente pela fronteira de Roraima, principal porta de entrada.

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Mundo

Trump diz que seu poder global só é limitado por sua ‘própria moralidade’

Foto: Doug Mills/The New York Times

Em entrevista exclusiva ao New York Times na última quarta-feira, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou que seu poder como comandante-em-chefe é limitado apenas por sua “própria moralidade”, ignorando o direito internacional e outros mecanismos de controle sobre sua capacidade de usar a força militar para atacar, invadir ou coagir nações ao redor do mundo.

Questionado sobre a existência de algum limite para seus poderes globais, Trump disse:

— Sim, há uma coisa. Minha própria moralidade. Minha própria mente. É a única coisa que pode me impedir — declarou o presidente. — Não preciso do direito internacional. Não quero ferir ninguém.

Quando pressionado sobre se seu governo precisava obedecer ao direito internacional, Trump disse: “Sim”. Mas deixou claro que ele seria o árbitro quando tais restrições se aplicassem aos Estados Unidos.

— Depende da sua definição de direito internacional — disse ele.

A avaliação de Trump sobre sua própria liberdade de usar qualquer instrumento de poder militar, econômico ou político para consolidar a supremacia americana foi o reconhecimento mais direto até o momento de sua visão de mundo. Em sua essência, está o conceito de que em vez de leis, tratados e convenções, a força nacional deve ser o fator decisivo quando as potências colidem.

Ele reconheceu algumas limitações internas, mesmo enquanto perseguia uma estratégia maximalista de punir instituições de que não gosta, exigir retribuição contra oponentes políticos e mobilizar a Guarda Nacional para cidades, apesar das objeções de autoridades estaduais e locais.

Planos para a América Latina

Ele deixou claro que usa sua reputação de imprevisibilidade e sua disposição para recorrer rapidamente à ação militar, muitas vezes a serviço da coerção de outras nações. Durante a entrevista ao Times, ele recebeu um longo telefonema do presidente Gustavo Petro, da Colômbia, que estava claramente preocupado após repetidas ameaças de que Trump estaria considerando um ataque ao país semelhante ao sofrido pela Venezuela.

— Bem, estamos em perigo — disse Petro em uma entrevista ao NYT pouco antes da ligação. — Porque a ameaça é real. Foi feita por Trump.

A ligação entre os dois líderes, cujo conteúdo não foi divulgado oficialmente, foi um exemplo de diplomacia coercitiva em ação. E ocorreu poucas horas depois de Trump e o secretário de Estado, Marco Rubio, terem retirado os Estados Unidos de dezenas de organizações internacionais destinadas a fomentar a cooperação multinacional.

Com informações do O Globo

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Política

Disputa interna trava nomes e complica escolha de novos ministros de Lula

Foto: Hugo Barreto/Metrópoles

A definição dos novos comandos do Ministério da Justiça e do futuro Ministério da Segurança Pública se transformou em mais um foco de tensão no governo Lula. Embora existam vários nomes colocados à mesa, quase todos enfrentam resistências internas, seja por disputas entre alas do governo, seja por objeções diretas do próprio presidente.

A informação é do colunista Igor Gadelha, do Metrópoles. Entre os cotados, o ex-ministro Tarso Genro chegou a ser apresentado a Lula, mas não empolgou o petista, segundo interlocutores do Planalto. Já o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, é homem de confiança do presidente e conta com sua simpatia, mas encontra forte resistência dentro da Casa Civil, comandada por Rui Costa.

Outro nome que gera divisão é o do atual ministro da Controladoria-Geral da União, Vinícius Marques de Carvalho, citado como possível substituto de Ricardo Lewandowski na Justiça. Apesar da proximidade com o governo, ele não agrada à ala jurídica do Planalto, que vê sua indicação com ressalvas.

Para o futuro Ministério da Segurança Pública, a disputa é ainda mais acirrada. O Conselho de Secretários Estaduais da área tenta emplacar Chico Lucas, secretário no Piauí, enquanto Rui Costa defende Wellington César, ex-secretário de Assuntos Jurídicos da Presidência. O impasse mantém Lula pressionado e sem consenso à vista.

Com informações do Metrópoles

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Esporte

Potiguar 2026 começa neste sábado (10) com clássicos, oito clubes e disputa aberta no RN

Foto: Gabriel Leite/América FC

O Campeonato Potiguar 2026 começa neste sábado (10) e promete movimentar o futebol do Rio Grande do Norte com a participação de oito equipes: ABC, América, Globo FC, Laguna, Potiguar de Mossoró, Potyguar Seridoense, QFC e Santa Cruz de Natal. A competição reúne clubes da capital e do interior e marca o início da temporada estadual.

A primeira rodada terá quatro partidas. Neste sábado, o América recebe o Potyguar Seridoense, às 16h, na Arena América. No domingo, o Globo FC enfrenta o QFC, às 15h, no Barrettão; o Santa Cruz de Natal encara o Potiguar de Mossoró, às 15h30, no Domição; e o ABC estreia diante do Laguna, às 16h, no Frasqueirão.

Maior campeão do estado, o ABC soma 57 títulos, seguido pelo América, que tem 39 conquistas. Potiguar de Mossoró e Globo FC completam a lista de campeões. Nas últimas dez edições, o América venceu quatro vezes, enquanto o ABC levantou a taça em cinco oportunidades, confirmando o domínio da dupla no cenário local.

Os jogos serão disputados em oito estádios espalhados pelo RN, incluindo Arena das Dunas, Frasqueirão, Arena América e praças do interior como Coronel José Bezerra, Fião e Domição. A edição também reúne treinadores experientes, como Marcelo Chamusca no ABC e Ranielle Ribeiro no América, além de nomes que buscam afirmação no futebol potiguar.

Com informações do GE

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Política

Transparência Internacional acusa governo Lula de intimidação e cobra retratação pública

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

A Transparência Internacional acusou o governo do presidente Lula (PT) de promover uma escalada de assédio e intimidação contra sua filial no Brasil após a divulgação de um estudo que apontou falhas de transparência no Novo PAC. Em comunicado internacional divulgado nesta sexta-feira (9), a ONG afirmou que autoridades brasileiras tentam deslegitimar e intimidar a entidade por meio de declarações infundadas e politicamente motivadas.

A reação ocorre após a Casa Civil divulgar nota, na última segunda-feira (5), na qual afirmou que a Transparência Internacional Brasil estaria sob investigação da Polícia Federal. A ONG nega veementemente a informação e diz que não há qualquer registro público ou notificação oficial sobre investigação. Para a entidade, a declaração levanta dúvidas sobre o uso indevido de informações sigilosas ou supostamente privilegiadas para fins políticos.

Em carta enviada aos ministros Rui Costa (Casa Civil), Vinícius Marques de Carvalho (CGU) e Guilherme Boulos (Secretaria-Geral da Presidência), o presidente da Transparência Internacional, François Valérian, acusou o governo de optar por atacar a credibilidade da ONG em vez de debater os dados do levantamento. Segundo ele, o comportamento representa uma ameaça ao papel democrático das organizações da sociedade civil e configura tentativa de intimidação institucional.

A entidade afirma ainda que os episódios se inserem em um histórico de ataques à sua atuação no Brasil, incluindo acusações reiteradas feitas pelo ministro Gilmar Mendes, do STF, já refutadas por órgãos oficiais como o Ministério Público Federal e o TCU. Diante do cenário, a Transparência Internacional cobra que o governo se retrate publicamente, cesse ataques à sua reputação e reafirme, na prática, o compromisso com a fiscalização independente e a proteção da sociedade civil.

Com informações do Estadão

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Geral

Ataques ao Banco Central disparam nas redes e crescem mais de 460% em dois meses

Foto: Reuters/Adriano Machado

Levantamento da consultoria Timelens aponta que as menções ao Banco Central nas redes sociais cresceram 464% entre novembro de 2023 e janeiro de 2024. O estudo, produzido com exclusividade para o Hora H, mostra que o aumento foi cinco vezes maior do que o registrado em relação a Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, cujas citações subiram 42% no mesmo período.

Além do salto no volume, o conteúdo passou a ter tom majoritariamente negativo. Em novembro, pouco mais de um terço das menções ao BC eram críticas; em dezembro, esse índice subiu para 57% e chegou a 82% nos primeiros dias de janeiro. Já as referências negativas a Vorcaro oscilaram pouco, mantendo-se na faixa de 60% a 68%.

A pesquisa identificou a construção de narrativas coordenadas nas redes, muitas delas impulsionadas por perfis sem histórico de cobertura econômica. O Banco Master foi retratado como uma instituição “inovadora” perseguida pelos grandes bancos, enquanto diretores do Banco Central passaram a ser alvo de ataques diretos, especialmente o então diretor Renato Gomes, cujo mandato terminou no fim de dezembro.

Segundo o cientista político Renato Dolci, responsável pela análise, o conteúdo foi disseminado de forma estratégica, com memes, vídeos e postagens feitas principalmente por páginas de fofoca e celebridades, algumas com milhões de seguidores. O resultado foi a substituição de debates técnicos por uma narrativa anti-Banco Central, ampliando o alcance das críticas para públicos que normalmente não acompanham temas do sistema financeiro.

Com informações da CNN

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Geral

Michelle relata perda de equilíbrio de Bolsonaro e teme nova queda na prisão

Foto: Fábio Vieira/Metrópoles

Em publicação feita nesta sexta-feira (9) nas redes sociais, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro afirmou que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) apresenta perda de equilíbrio ao se levantar, efeito que ela atribui ao uso de medicamentos. No relato, Michelle também demonstrou preocupação com as atuais condições de segurança da cela onde Bolsonaro cumpre pena, alegando risco real de uma nova queda sem que haja socorro imediato.

Segundo Michelle, após a transferência da custódia para a Polícia Penal Federal, o quarto onde Bolsonaro está preso passou a permanecer trancado, diferentemente do período em que a segurança era feita exclusivamente pela Polícia Federal. “O medo é real: ele pode cair novamente e ninguém ouvir”, escreveu, ao questionar a manutenção das medidas de segurança e classificar a situação como “maldade”.

O desabafo ocorre após Bolsonaro ter sofrido uma queda na madrugada da última terça-feira (6), quando bateu a cabeça em um móvel dentro da cela localizada na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília. O ex-presidente cumpre pena de 27 anos e 3 meses por liderar a trama golpista que culminou na tentativa de golpe de Estado. Michelle afirmou que ele só recebeu atendimento horas depois, durante o horário de visita.

Diante do episódio, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes autorizou a saída do ex-presidente para a realização de exames no Hospital DF Star. Bolsonaro passou por tomografia, ressonância magnética e eletroencefalograma, que confirmaram traumatismo leve nas partes moles da cabeça, após quadro descrito pela defesa como síncope noturna, oscilação de memória e lesão na região temporal direita.

Com informações do Metrópoles

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