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Projeto para tornar Bolsonaro elegível não passaria por Lula e STF

Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

De autoria do deputado federal Bibo Nunes (PL-RS), o PLP (Projeto de Lei Complementar) 141 de 2023 busca alterar a Lei das Inelegibilidades, de 1990, e reduzir o tempo de 8 para 2 anos. Para especialistas, a medida que poderia tornar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e ao menos mais 3 integrantes do seu partido elegíveis, contudo, enfrenta baixas possibilidades de sucesso. Além disso, passa a mensagem de “desprezo” ao modelo de proteção do processo eleitoral.

O ex-presidente disse na 3ª feira (18.fev) que a Lei da Ficha Limpa “é usada para perseguir a direita”. A fala foi dita logo depois de almoço no Senado com o Bloco Vanguarda, de oposição ao governo, e no mesmo dia da denúncia da PGR contra o ex-presidente.

A Lei Complementar nº 135, de 2010 (Ficha Limpa), tornou mais rígidas as regras para impedir condenados por abuso de poder político e econômico, dentre outros crimes, de disputar as eleições. Foi ela quem aumentou o tempo de inelegibilidade de 3 para 8 anos.

De fato, condenados de direita pela Justiça Eleitoral, como Jair Bolsonaro, Carla Zambelli (PL-SP) e Delegado Cavalcante (PL-CE), inelegíveis até 2030, e Valdevan Noventa (PL-SE), inelegível ate 2026, seriam beneficiados com a mudança na norma.

Contudo, o advogado e ex-juiz Márlon Reis, autor da Lei da Ficha Limpa, relembra que a legislação é a mesma que tornou Lula inelegível em 2018, quando o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) indeferiu a sua candidatura por 6 votos a 1. Ele afirma que a lei de sua autoria não tem lado político.

“A lei da ficha limpa não é contra a esquerda ou a direita. É um patamar ao qual todos têm que se ajustar. O presidente Lula foi barrado pela lei em 2016. Se acontecer isso com Bolsonaro, será depois de ter acontecido com o PT. Então, não é sobre o PT ou a direita. É um regime de proteção do sistema eleitoral e eu acredito que a imensa maioria da população perceberá isso com facilidade”, declarou ao Poder360.

Márlon classificou a proposta de alteração como um “desprezo” ao modelo de proteção do processo eleitoral. Avalia que a lei foi conquistada depois de uma mobilização social por mais rigidez ao combate ao crime de corrupção e sugeriu que o apoio de Bolsonaro à proposta contraria o discurso que o tornou presidente em 1º lugar.

“Fora esse objetivo inicial de trazer os políticos do PL ele de volta às eleições, tem essa outra mensagem de que ‘vamos estar afrouxando crimes de corrupção’. Mais do que uma mensagem, isso é uma ação concreta que busca esse afrouxamento. A redução desse prazo representa o retorno à Justiça de um grande número de pessoas condenadas em todos os Estados. É uma responsabilidade que se busca para satisfazer as finalidades eleitorais de uma única pessoa [Bolsonaro], em desprezo a todo um modelo de proteção do processo eleitoral”, declarou.

Apesar da articulação do ex-presidente no Congresso pela alteração na lei, especialistas consultados pelo Poder360 dizem que as barreiras para o avanço da proposta, entretanto, estão em todos os 3 Poderes, começando na própria Casa Legislativa onde tramita.

BARREIRA NO LEGISLATIVO

O especialista em direito eleitoral Rodrigo Mesquita disse não acreditar que haverá um consenso suficiente sobre o tema para a sua aprovação na Câmara. O PLP precisa de 257 assinaturas (maioria absoluta) do plenário para avançar na Casa Baixa e, segundo Mesquita, há um “custo político na aprovação de uma lei como essa”, uma vez que retroage nos avanços para punir irregularidades eleitorais.

“Eu não acho que teremos uma maioria congressional que assumirá o ônus político de uma decisão tão casuística e perigosa quanto essa, que deixará o Brasil sob suspeita perante a própria comunidade internacional”, afirmou.

O projeto de lei está atualmente na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça), que determina se uma proposição é constitucional ou não. Caso a decisão seja desfavorável ao projeto de lei, ele sequer pode tramitar no Congresso. A análise pela Comissão deve iniciar depois do Carnaval.

BARREIRA NO EXECUTIVO E NO JUDICIÁRIO

Além do Congresso, ambos os especialistas lembram que a medida ainda teria que passar pelo aval do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Mesmo se o PLP fosse aprovado, ele estaria sujeito à sanção presidencial, podendo ser vetado se considerado inconstitucional ou contrário ao interesse público. O caso atrasaria a conclusão do debate.

Em um situação de baixa probabilidade, segundo os especialistas, em que o PLP atravessa todos esses impasses, a maior barreira, possivelmente impenetrável, está na Justiça. Ambos afirmam que uma proposta como essa seria enquadrada como inconstitucional no STF (Supremo Tribunal Federal) por variados motivos, como o casuísmo, a retroação e a necessidade de proteção à democracia.

Márlon Reis afirma que o casuísmo está no fato da lei ter sido pensada exatamente para reverter a inelegibilidade de Jair Bolsonaro, e não motivada por valores e princípios bem estabelecidos.

Sobre o não-retrocesso da lei, é vedado ao legislador a criação de leis penais que incidam sobre fatos anteriores à sua vigência. No caso, isso impediria que a mudança proposta por Bibo Nunes afetasse a inelegibilidade de Bolsonaro.

Contudo, Márlon Reis afirma que a vertente seguida pelo Supremo é a de que a inelegibilidade não é uma pena e já há, inclusive, jurisprudência formada para que a lei da ficha limpa seja aplicada aos casos que antecedem a sua criação.

A questão da retroação da lei não é para ser pensada, segundo o advogado, como um fato que impediria a retomada da elegibilidade de Bolsonaro, mas como mais uma prova de que a medida foi arquitetada para benefício do ex-presidente, tendo em vista a vertente seguida pelo Tribunal.

“A inelegibilidade não é uma pena, é uma condição para o registro da candidatura. E o Supremo já decidiu que as normas que tratam de inelegibilidade são aplicáveis aos fatos pretéritos. Portanto, beneficiária ele [Bolsonaro], sim, e eles [propositores do PLP] sabem disso. Eles sabem que a jurisprudência do Supremo é favorável ao entendimento de que essa mudança seria aplicável a eles, por isso estão fazendo o que estão fazendo”, declarou.

Em uma última hipótese de argumento, Márlon afirma ainda que a lei representa um “retrocesso civilizatório”, já que foi “conquistado pela mobilização da sociedade brasileira”, podendo ser enquadrado como inconstitucional no que diz respeito à proteção da democracia.

Rodrigo Mesquita diz que a proteção à democracia, inclusive, seria um argumento mais forte do que a discussão de “se a lei retroage ou não retroage” para que o debate seja barrado pelo Supremo Tribunal Federal.

Poder 360

Opinião dos leitores

  1. O interessante é que em 2018 o STF através da pressão da Direita e a turma do Sérgio Moro e Dallagnol impediu a candidatura do Lula mesmo estando preso. O “homem” que não tem (tinha) medo de nada vive a mendigar ajuda até de autoridades dos EUA e etc., demonstrando a falta de caráter e hombridade dele deixando um rastro de estrume onde passa ultimamente e não estranhemos que ele pode fugir do Brasil. Já o nine enfrentou a cadeia e a “justiça” e deu volta por cima.

  2. Gostaria de tirar um dúvida!!
    Se o Bozo é tão “fraco” e “ruim”, qual o medo desse homi está elegível??

  3. Tudo que não beneficia o mito ele fala de imediato que é perseguição . Até quando leva chifre, ele diz que o dono do motel é petralha.

    1. A população não solta, quem solta é quem soltou Lula e o elegeu. Inclusive, soltou Palocci recente.

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Carnaval no Cicchetti com buffet todos os dias e rodízio de pizzas no domingo

Para quem vai aproveitar o Carnaval em Natal, seja para curtir a folia, o mar ou até mesmo momentos de puro descanso, o Cicchetti Midway preparou uma experiência gastronômica à altura desses dias especiais. Durante os quatro dias de animação, a casa abre as portas para receber foliões e apreciadores da boa mesa com seu delicioso buffet, servido das 11h30 às 15h.

No salão, a proposta é um passeio de sabores que une o melhor da culinária local, brasileira, além de pratos clássicos da tradição italiana. Entre receitas e preparos que celebram a autenticidade dos ingredientes, o buffet convida a uma degustação sem pressa, e com direito a sobremesas que encerram a experiência com delicadeza e doçura. Tudo isso por R$ 73,90.

E se o domingo ainda pede energia para mais um giro na folia, a pedida perfeita é o rodízio de pizzas, servido das 16h às 22h. Com massa fresca, de textura leve e bordas douradas, e molho de tomate suculento que realça cada cobertura, as “redondas” desfilam em sabores variados, como Pizza Tartufo e a Pizza Pugliese, equilibrando tradição e criatividade. O rodízio custa R$ 69,00, um convite irresistível para fechar o dia com sabor e celebração.

Serviço:
Cicchetti Midway
Shopping Midway Mall – 3º Piso
Av. Nevaldo Rocha, 3775
Tirol – Natal/RN
Fone: (84) 98619-0365
Instagram: @cicchettinatal

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Senadores do PP dizem que não foram consultados sobre nota da Federação União Progressista em apoio a Toffoli

A bancada do Progressistas no Senado negou ter participado da elaboração da nota da Federação União Progressista que saiu em defesa do ministro Dias Toffoli.

Em publicação nas redes sociais, a senadora Tereza Cristina, líder do PP no Senado, afirmou que o posicionamento não foi discutido previamente com os senadores e, por isso, não representa a bancada.

Segundo a nota, não houve anuência dos parlamentares do PP no Senado para a manifestação divulgada pela federação formada por União Brasil e Progressistas.

A nota também foi assinata pelos senadores Dr. Hiran, Esperidião Amin, Luis Carlos Heinze e Margareth Buzetti.

Na sexta-feira (13), a federação divulgou nota em defesa de Toffoli após ele deixar a relatoria do inquérito que apura fraudes no Banco Master. O texto criticou “narrativas” contra o ministro e foi assinado por Antonio Rueda, presidente do União Brasil, e por Ciro Nogueira, presidente nacional do PP.

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CASO MASTER: Nota do STF ‘choca o país’ e ‘aprofunda a degradação institucional brasileira’, diz Transparência Internacional

A reação da Transparência Internacional Brasil à nota do Supremo Tribunal Federal foi dura. A entidade afirmou que o posicionamento da Corte ao descartar a suspeição do ministro Dias Toffoli no caso do Banco Master “choca o país” e aprofunda a degradação institucional brasileira.

Em comunicado divulgado nas redes sociais, a ONG afirmou que o problema deixou de ser pontual e passou a contaminar todo o sistema de Justiça. Segundo a entidade, a postura do STF também deve causar impacto negativo na percepção internacional sobre o Brasil.

A Transparência Internacional citou o fato de Toffoli ter admitido participação societária no Resort Tayayá, posteriormente vendido a um fundo ligado a Fabiano Zettel, cunhado de Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master.

Toffoli deixou a relatoria do caso nesta semana. Após reunião interna, ministros do STF divulgaram nota conjunta em apoio ao colega, afirmando que não havia motivo para declarar suspeição e reconhecendo a validade de todos os atos praticados por ele no processo.

A decisão ocorreu depois que a Polícia Federal encontrou conversas entre Toffoli e Vorcaro no celular do banqueiro. Conforme revelou o UOL, o diretor-geral da PF, Andrei Passos, levou novos pedidos de investigação ao presidente do STF, Edson Fachin.

Leia a íntegra da nota abaixo:

Ontem, a nota do STF aprofundou, diante do país e do mundo, a degradação institucional brasileira.

O que começou como a degradação moral de alguns ministros transformou-se em metástase que hoje contamina o tribunal e todo o sistema de Justiça.

A decisão anunciada ontem expôs um STF agora unido em dar mais um largo passo no caminho já trilhado: o da submissão da Constituição a interesses corporativistas e privados. O tribunal já havia derrubado dispositivo legal aprovado pelo Congresso que impedia juízes de atuar em casos envolvendo escritórios de parentes. O Parlamento eleito viu impedimento; o STF viu discriminação contra seus familiares. No conflito entre o interesse constitucional e o interesse dos ministros, venceram os ministros.

Agora, a nota choca o país — e chocará a comunidade internacional — ao afirmar inexistir impedimento ou suspeição na relatoria do ministro Dias Toffoli no caso Master. Um juiz presidindo investigação que, se conduzida com técnica, independência e legalidade, deverá alcançar sua família e, muito provavelmente, ele próprio.

Há semanas, a imprensa revelou negócios altamente suspeitos envolvendo fundo registrado em endereço de fachada, controladores sem respaldo patrimonial e beneficiário final oculto — tudo isso ligando irmãos do juiz a parente do investigado. No dia da própria nota, o ministro relator admitiu que ele também é sócio — até então oculto — do negócio. Apesar disso, o Supremo comunica ao país que não há qualquer suspeição.

Não há suspeição, mas, politicamente, decidiram que a solução mais conveniente seria afastar o relator e publicar um desagravo.

Com isso, o STF promoveu um rebaixamento abissal dos critérios de suspeição aplicáveis a todos os juízes do Brasil — e, junto, flexibilizou o princípio da indeclinabilidade, agora condicionado à conveniência política. São as novas diretrizes para as escolas da magistratura e para as faculdades de direito. Em nome de “altos interesses institucionais”.

A degradação que hoje emana do STF já é, de longe, a maior ameaça à democracia. Em pleno ano eleitoral, o Supremo alimenta feras, estimula o extremismo autoritário e dá razão a quem despreza a razão.

A minoria de ministros que ainda preserva a estatura moral de juízes constitucionais, ao assinar a nota, deu sinais inequívocos de que está subjugada. O resgate da instituição terá de vir de forças democráticas dos outros Poderes e, sobretudo, da sociedade.

O Brasil precisa se unir na defesa da Justiça e da democracia.

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PT demonstra cautela com nova relatoria de André Mendonça no caso Master

Foto: Vinícius Schmidt/Metrópoles

Dirigentes do Partido dos Trabalhadores avaliam que o ministro André Mendonça, que assumiu a relatoria do caso Banco Master no Supremo Tribunal Federal, tem adotado postura técnica e discreta no tribunal. Apesar disso, integrantes da sigla demonstram preocupação com o impacto político das investigações em ano eleitoral, especialmente pelo fato de Mendonça ter sido indicado ao cargo pelo ex-presidente Jair Bolsonaro.

A informação é do colunista Paulo Cappeli, do Metrópoles. Nos bastidores, petistas afirmam temer que eventuais desdobramentos do inquérito possam atingir nomes relevantes do cenário político e que o novo relator adote uma linha mais cautelosa em relação a figuras ligadas à direita. A leitura dentro do partido é de que o caso pode envolver lideranças do Centrão, como Ciro Nogueira, além de outros dirigentes partidários com influência no Congresso.

A expectativa no PT é que o andamento das investigações avance nos próximos meses, principalmente após a troca de relatoria que tirou o ministro Dias Toffoli do caso. O processo é considerado sensível dentro do ambiente político, já que envolve suspeitas de irregularidades financeiras e possíveis conexões com agentes públicos.

Na sexta-feira (13), Mendonça e integrantes de seu gabinete se reuniram, de forma remota, com membros da Polícia Federal para discutir os próximos passos do inquérito. A reunião teve como objetivo alinhar procedimentos e atualizar o novo relator sobre o estágio atual das apurações, que seguem sob sigilo.

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Geral

Lula critica crise no STF e comentário sobre Toffoli gera reação política

Foto: Reprodução

Nos bastidores de Brasília, aliados relatam que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva teria dito que o ministro Dias Toffoli deveria deixar o Supremo Tribunal Federal para evitar que a crise envolvendo o caso Banco Master contaminasse o governo. A declaração, segundo interlocutores, foi interpretada por opositores como sinal de desconforto do Planalto diante do desgaste institucional provocado pela investigação.

A fala gerou reação de críticos do governo, que passaram a apontar uma suposta interferência do Executivo sobre o Judiciário. Parlamentares da oposição alegam que o presidente trata o Supremo Tribunal Federal como um braço político do governo, citando encontros frequentes entre integrantes dos Poderes fora das agendas oficiais. O Planalto, porém, não confirmou o teor da frase nem comentou oficialmente o assunto.

Nos bastidores, aliados do presidente afirmam que o objetivo seria evitar que o episódio envolvendo o STF e o Banco Master ampliasse o desgaste político em um momento sensível do cenário pré-eleitoral. A avaliação é que qualquer crise institucional prolongada pode afetar a agenda do governo e gerar ruídos na articulação política.

Enquanto isso, o caso segue em análise no Supremo após a saída de Toffoli da relatoria, agora sob responsabilidade do ministro André Mendonça. O episódio reacendeu o debate sobre a relação entre os Poderes e aumentou a pressão política em torno da atuação da Corte em temas de grande repercussão nacional.

Com informações do Diário do Poder

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Política

Partido Novo aciona TCU e questiona uso do Planalto na organização de carro alegórico com Janja

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

As bancadas do partido Partido Novo na Câmara e no Senado protocolaram uma representação no Tribunal de Contas da União pedindo investigação sobre um suposto uso indevido da estrutura da Presidência da República na organização do Carnaval do Rio de Janeiro de 2026. O foco da ação é a participação da primeira-dama, Rosângela Lula da Silva, no carro alegórico “Amigos do Lula”, da escola de samba Acadêmicos de Niterói.

Segundo o documento encaminhado ao presidente do TCU, ministro Vital do Rêgo, servidores ligados ao cerimonial da primeira-dama — que integra a estrutura do Palácio do Planalto — teriam sido mobilizados para organizar convites e apoio logístico ao desfile. A representação afirma que empresários, políticos, banqueiros e artistas teriam sido convidados a participar do carro alegórico e que até medidas dos participantes teriam sido solicitadas para a produção das fantasias.

Os parlamentares do Novo alegam que a utilização de estrutura pública para viabilizar a participação da primeira-dama pode configurar desvio de finalidade e ausência de interesse público. O texto também cita que a escola de samba teria recebido cerca de R$ 1 milhão em recursos públicos e sustenta possível descumprimento de orientação da Advocacia-Geral da União, que determina que a atuação do cônjuge do presidente respeite princípios constitucionais e tenha base jurídica clara.

Na representação, o partido pede medida cautelar para que o TCU determine a interrupção imediata de qualquer atividade de servidores federais relacionada ao carro alegórico, além de eventual responsabilização de gestores caso irregularidades sejam constatadas. O pedido é assinado por deputados e senadores da legenda, incluindo Adriana Ventura, Marcel van Hattem e Eduardo Girão. Até o momento, a Presidência da República não se pronunciou oficialmente sobre o caso.

Com informações da CNN

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Política

Mendonça aguarda relatório da PF antes de decidir futuro do caso Master no STF

Foto: Gustavo Moreno/STF

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, vai esperar a entrega de um relatório da Polícia Federal antes de definir os próximos passos do inquérito envolvendo o Banco Master. A decisão ocorre logo após o magistrado assumir a relatoria do caso, que antes estava sob responsabilidade do ministro Dias Toffoli, em meio à crise provocada pelas menções ao nome do magistrado em mensagens extraídas do celular do empresário Daniel Vorcaro.

Um dia depois de ser sorteado relator, Mendonça participou de uma reunião com delegados da PF para alinhar procedimentos e entender o estágio atual das investigações. O encontro, que durou cerca de duas horas e meia, contou com integrantes do gabinete do ministro e da equipe policial responsável pelo inquérito. Segundo o Supremo, a conversa teve caráter técnico e buscou dar continuidade ao andamento do processo, agora sob nova condução.

Interlocutores do ministro afirmam que a postura adotada neste primeiro momento será de cautela. A orientação interna é atuar com “serenidade e responsabilidade”, evitando declarações públicas e decisões precipitadas. A expectativa é que, após analisar o material solicitado à PF, Mendonça avalie se o processo deve continuar no STF ou ser remetido à primeira instância, dependendo do alcance das investigações e da presença — ou não — de autoridades com foro privilegiado.

Nos bastidores da Corte, ministros avaliam que a chegada de Mendonça pode ajudar a reduzir a turbulência institucional provocada pela troca de relatoria. O novo relator é visto como mais focado nos aspectos processuais e menos propenso a movimentos que ampliem o desgaste público. O caso, no entanto, segue sensível dentro do tribunal, sobretudo após o vazamento de detalhes da reunião que selou a saída de Toffoli do comando do inquérito.

Com informações do O Globo

Opinião dos leitores

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Geral

Governo Lula torra R$ 2 milhões em anúncios nas redes sociais em um mês

Foto: Ricardo Stuckert/PR

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) gastou cerca de R$ 2 milhões em anúncios no Facebook e no Instagram apenas nos últimos 30 dias. Os dados constam na biblioteca de anúncios da Meta, plataforma que reúne informações sobre publicidade de caráter político ou institucional divulgada nas redes sociais.

De acordo com o levantamento, o volume de investimento cresce ainda mais quando analisado um período maior. Somando os últimos três meses, os gastos com propaganda digital nessas duas plataformas chegam a aproximadamente R$ 7,4 milhões, valor voltado principalmente para campanhas de divulgação de programas e ações do governo federal.

Entre os conteúdos impulsionados, um dos principais focos foi a divulgação da proposta de isenção do Imposto de Renda para quem recebe até R$ 5 mil mensais. Só esse tema concentrou cerca de R$ 700 mil em anúncios no período de um mês, distribuídos em diferentes peças publicitárias direcionadas ao público nas redes.

A distribuição dos investimentos também chamou atenção pela concentração regional. Segundo os dados, os estados que mais receberam anúncios foram São Paulo, com cerca de R$ 289 mil; Rio Grande do Sul, com R$ 212 mil; e Bahia, com R$ 207 mil. Já unidades da federação como Mato Grosso e Distrito Federal tiveram menor volume de publicidade, com cerca de R$ 21 mil cada.

Com informações do Diário do Poder

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VÍDEO: Noite de sexta-feira abre Carnaval de Natal em grande estilo na Praia de Ponta Negra

Vídeo: Reprodução

A sexta-feira de Carnaval em Natal foi marcada por muita festa, alegria e praia lotada no Polo Praia de Ponta Negra. O primeiro grande dia da programação carnavalesca reuniu milhares de foliões que tomaram a orla para acompanhar uma noite de shows marcada por energia alta e diversidade musical, consolidando o clima positivo da folia na capital potiguar.

A programação começou com o DJ Samir aquecendo o público e abrindo espaço para uma sequência de apresentações que levantou a multidão. O cantor Alceu Valença colocou a praia para cantar em coro os grandes clássicos do carnaval, seguido pelo forró contagiante da banda Cavaleiros do Forró, que manteve o público animado do início ao fim. Encerrando a noite, a dupla Rafa e Pipo Marques garantiu ainda mais animação, com repertório voltado para o axé e para o clima carnavalesco, fazendo a festa seguir madrugada adentro.

Com forte presença de turistas e moradores, a noite ficou marcada pelo clima familiar e pela tranquilidade, reforçando o sucesso da organização e a força do Carnaval de Natal como um dos principais eventos do calendário turístico da cidade. A Praia de Ponta Negra virou um grande palco ao ar livre, reunindo diferentes estilos musicais e mostrando a pluralidade da festa.

E a folia segue intensa neste sábado (14), com programação espalhada pelos principais polos da capital. No Polo Praia de Ponta Negra, a tradicional Engorda começa a partir das 19h, com shows de Priscilla Freire, Banda Mel, Márcia Fellipe e Luiz Caldas. Já no Polo Avenida da Alegria, na Redinha, a concentração começa às 14h com Banda Grafith, Banda Mel e Capilé. No Polo Ginásio Nélio Dias, a festa também inicia às 19h, com Márcia Fellipe, Pagode do Coxa, Cavaleiros do Forró e Soanata. A expectativa é de mais uma noite de grande público e muita animação no Carnaval de Natal.

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Ex-marqueteiro do PT vê risco para Lula no Carnaval e diz que exposição pode “sair pela culatra”

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O ex-marqueteiro do PT, João Santana, fez críticas públicas ao envolvimento do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e da primeira-dama Janja da Silva no desfile da escola de samba Acadêmicos de Niterói, que vai homenagear o petista no Carnaval do Rio. Em vídeo divulgado nas redes sociais, Santana afirmou que a participação do casal pode gerar um “cenário de soma negativa”, com repercussão política desfavorável fora das bolhas simpáticas ao governo.

Para o publicitário, o principal risco não está em eventuais vaias durante o desfile, mas na reação do eleitorado em regiões estratégicas para Lula, como o interior de São Paulo, parte do Sudeste, do Sul e também entre o público evangélico. Santana questionou qual seria o ganho eleitoral real da exposição e alertou que o Carnaval historicamente costuma ser mais um ambiente de desgaste do que de construção de imagem política.

Responsável por campanhas vitoriosas do PT, como a de Lula em 2006 e de Dilma Rousseff em 2010 e 2014, Santana disse que a relação entre política e folia sempre exigiu cautela. Segundo ele, grandes espetáculos carnavalescos tendem a favorecer a catarse coletiva e não o culto individual, o que, na avaliação do ex-marqueteiro, pode fazer o “tiro sair pela culatra” quando figuras públicas tentam se associar diretamente ao evento.

A escola Acadêmicos de Niterói apresentará o enredo “Do alto do mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil”. A expectativa é que Janja desfile como destaque de um dos carros alegóricos, enquanto Lula deve acompanhar a apresentação de um camarote. Para Santana, mesmo que a ideia da homenagem tenha partido da escola de forma espontânea, a proximidade do presidente e da primeira-dama com o desfile transformou o episódio em um movimento politicamente arriscado.

Diante da repercussão, a Comissão de Ética Pública da Presidência divulgou orientações aos integrantes do governo para o Carnaval, incluindo a proibição de uso de diárias e passagens públicas e o cuidado para evitar manifestações que possam ser interpretadas como propaganda eleitoral antecipada. Até o momento, ações da oposição contra o desfile foram rejeitadas pela Justiça.

Com informações da Gazeta do Povo

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