O projeto social e cultural Domingo na Arena retoma as atividades no próximo dia 05 de novembro, a partir das 16h, na Praça sul da Arena das Dunas (próximo a marginal da BR 101). O evento é gratuito e uma ótima opção de lazer para toda a família, com atividades esportivas, apresentações artísticas, ferinha criativa, espaço gourmet, atividades lúdicas e educativas, além de um espaço exclusivo de recreação para os amigos de quatro patas, o Arena PET.
O evento terá 14 edições, sendo duas na Zona Norte.
Encerrado o desfile da Acadêmicos de Niterói na Marquês de Sapucaí, a atenção agora se volta para o Tribunal Superior Eleitoral, que segue analisando uma ação que questiona se houve propaganda eleitoral antecipada em benefício do presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante a apresentação. O processo foi aberto após representação do Partido Novo, que apontou possível promoção política e uso de recursos públicos no evento.
Na semana passada, o TSE rejeitou um pedido para impedir o desfile antes que ele ocorresse. Os ministros entenderam que barrar previamente a apresentação poderia configurar censura a uma manifestação artística. Apesar disso, a Corte decidiu manter o processo ativo para avaliar, agora com o desfile já realizado, se houve excessos que ultrapassem os limites legais estabelecidos pela Justiça Eleitoral.
A relatora do caso é a ministra Estela Aranha. Com a conclusão do evento, os autores da ação poderão anexar novas provas, como imagens e trechos do samba-enredo, para sustentar a acusação. Depois dessa fase, as partes citadas — entre elas Lula, o PT e a escola de samba — devem apresentar defesa, seguida de parecer do Ministério Público Eleitoral, antes de o caso ser levado a julgamento em plenário.
Durante a análise da liminar, ministros do TSE já haviam sinalizado preocupação com possíveis abusos. O ministro Kassio Nunes Marques afirmou que a Justiça Eleitoral permaneceria atenta ao conteúdo do desfile, enquanto a presidente da Corte, Cármen Lúcia, classificou o cenário como “propício a excessos”. Já o ministro André Mendonça destacou que manifestações culturais podem se tornar problemáticas se ultrapassarem a fronteira entre arte e promoção eleitoral.
Pela legislação brasileira, a propaganda eleitoral só é permitida a partir de 5 de julho do ano da eleição. Antes disso, qualquer manifestação que possa influenciar o eleitor — ainda que sem pedido explícito de voto — pode ser analisada como irregular. Se a Justiça entender que houve infração, a punição prevista vai de multa de R$ 5 mil até valores equivalentes ao custo estimado da divulgação, podendo atingir tanto os responsáveis pelo evento quanto o beneficiado político.
O senador Sergio Moro criticou duramente o desfile da escola Acadêmicos de Niterói, que homenageou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Carnaval do Rio. Em publicação nas redes sociais, Moro classificou a apresentação como um “deprimente espetáculo de abuso do poder”, afirmando que o enredo exaltou Lula sem abordar escândalos de corrupção e ainda trouxe ataques a adversários políticos.
Na postagem, o senador ironizou o desfile ao afirmar que “faltou o carro da Odebrecht e do sítio de Atibaia”, em referência a episódios que marcaram investigações da Operação Lava Jato. Moro também voltou a defender que a homenagem poderia ser interpretada como propaganda eleitoral antecipada, argumento que já vinha sendo levantado por integrantes da oposição antes da apresentação na Marquês de Sapucaí.
O desfile da Acadêmicos de Niterói, intitulado “Do alto do mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil”, marcou a estreia da escola no Grupo Especial do Carnaval carioca. O enredo percorreu a trajetória política do presidente, da infância em Pernambuco à chegada ao Palácio do Planalto, e foi acompanhado de perto por Lula, que esteve presente em camarote durante a apresentação.
A homenagem, no entanto, virou alvo de críticas e ações judiciais. Partidos e parlamentares de oposição tentaram barrar o desfile ou questionar repasses públicos à escola, mas pedidos apresentados ao Tribunal Superior Eleitoral e ao Tribunal de Contas da União foram negados. A Justiça entendeu que impedir previamente o desfile poderia caracterizar censura, mantendo a apresentação na avenida.
Além da discussão política, a escola também esteve no centro de outra polêmica após a saída do presidente Wallace Palhares de um cargo na Alerj. Mesmo com o debate acirrado, o desfile seguiu normalmente e colocou a agremiação — fundada em 2018 — entre as grandes escolas do carnaval do Rio, dividindo holofotes com nomes tradicionais como Mangueira, Portela e Salgueiro.
A disputa por uma vaga no Tribunal de Contas da União entrou no radar da crise política em Brasília e pode romper um acordo articulado nos bastidores da Câmara. O compromisso firmado em 2024 previa que o Partido dos Trabalhadores indicaria um nome para substituir o ministro Aroldo Cedraz, mas a crescente polarização entre aliados de Luiz Inácio Lula da Silva e do bolsonarismo passou a ameaçar o entendimento.
O acerto teria sido costurado durante as negociações que garantiram a eleição de Hugo Motta para o comando da Câmara. O favorito do PT é o deputado Odair Cunha (PT-MG), considerado um nome moderado dentro da sigla. Porém, a entrada de candidatos como Danilo Forte (União-CE) e Hugo Leal (PSD-RJ) embaralhou o cenário e abriu espaço para uma disputa que pode deixar o acordo inicial pelo caminho.
Nos bastidores, o argumento dos adversários é que a indicação de um petista foi combinada sem aval das demais bancadas, o que teria gerado insatisfação. Além disso, o clima eleitoral pesa: parlamentares avaliam que o antipetismo pode fortalecer uma candidatura considerada “independente”, especialmente com o possível apoio da bancada do PL, principal partido de oposição na Casa.
Danilo Forte já se posicionou publicamente, afirmando que sua candidatura busca defender a autonomia da Câmara e criticando a concentração de indicações ligadas ao governo federal. Enquanto isso, lideranças tentam evitar o lançamento de múltiplos candidatos contra o nome do PT, já que a eleição ocorre em turno único e a divisão de votos pode acabar favorecendo Odair Cunha.
Com previsão de anúncio da disputa após o Carnaval, a eleição pode ocorrer ainda em março. O resultado será estratégico: o TCU é responsável por fiscalizar gastos públicos e analisar as contas do presidente da República, além de realizar auditorias no Congresso — o que transforma a escolha do novo ministro em uma batalha política de peso em pleno ano eleitoral.
A escola Acadêmicos de Niterói abriu o Grupo Especial do Carnaval do Rio neste domingo (15) com um enredo dedicado ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O desfile contou a trajetória do petista desde a infância em Pernambuco, passando pela atuação sindical em São Paulo e chegando ao Palácio do Planalto, em uma narrativa marcada por forte carga política e simbólica na Marquês de Sapucaí.
Entre as cenas mais comentadas esteve a encenação da transição de poder entre governos recentes. A comissão de frente apresentou referências a momentos da política nacional, incluindo a passagem da faixa presidencial para Michel Temer, além de uma representação caricata de Jair Bolsonaro, simbolizado pelo personagem “Bozo”. Em outro momento, o desfile mostrou a volta de Lula ao poder e alusões a decisões judiciais envolvendo o ex-presidente.
Lula acompanhou o desfile de perto, em camarote oficial, ao lado do prefeito do Rio, Eduardo Paes, além de aliados políticos. O presidente chegou a ir próximo à pista e cumprimentar integrantes da escola, enquanto alegorias destacavam programas sociais, o período como metalúrgico e diferentes fases de sua vida pública.
A apresentação reacendeu o debate jurídico sobre possível propaganda eleitoral antecipada, já que Lula é considerado pré-candidato à reeleição. O Partido Novo acionou o Tribunal Superior Eleitoral para tentar barrar a homenagem, alegando uso político do desfile. A Corte rejeitou pedidos de suspensão prévia, argumentando que impedir o evento configuraria censura, mas manteve o processo em andamento para análise posterior.
Outro ponto que gerou controvérsia foi o financiamento do Carnaval, após a divulgação de que a escola recebeu cerca de R$ 1 milhão em recursos públicos destinados ao Grupo Especial. Agora, caberá à Justiça Eleitoral avaliar se houve ou não extrapolação dos limites legais, já que a propaganda eleitoral só é permitida oficialmente a partir de julho do ano de eleição.
Documentos sigilosos ligados ao Banco Master voltaram ao centro da CPMI do INSS. O presidente da comissão, Carlos Viana, solicitou ao ministro André Mendonça, novo relator do caso no Supremo Tribunal Federal, a devolução integral dos materiais sob sigilo relacionados ao empresário Daniel Vorcaro.
As quebras dos sigilos bancário, fiscal e telemático de Vorcaro foram aprovadas pela CPMI em dezembro, no âmbito das investigações sobre fraudes em empréstimos consignados a aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social. No entanto, os documentos foram retirados do acesso dos parlamentares por decisão liminar do ministro Dias Toffoli e permanecem sob guarda da Presidência do Senado.
Segundo Viana, os materiais são essenciais para a continuidade das investigações e para a elaboração do relatório final da comissão. Uma audiência institucional com André Mendonça está prevista para depois do Carnaval, e o depoimento de Vorcaro foi confirmado para o dia 26.
A CPMI apura a atuação do Banco Master na oferta de crédito consignado. Dados da Secretaria Nacional do Consumidor indicam que a instituição está entre as mais reclamadas por aposentados e pensionistas, sobretudo por irregularidades nesse tipo de operação.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que os Estados-membros do Conselho de Paz anunciarão, em reunião marcada para quinta-feira, a promessa de mais de US$ 5 bilhões para ações humanitárias e de reconstrução na Faixa de Gaza.
De acordo com Trump, os países-membros também prometeram o envio de milhares de agentes para compor uma força de estabilização autorizada pela Organização das Nações Unidas e reforçar a polícia local no território palestino.
A primeira reunião oficial do conselho ocorrerá no Instituto Donald J. Trump para a Paz, recentemente renomeado pelo Departamento de Estado. O encontro deve reunir delegações de mais de 20 países, incluindo chefes de Estado.
O conselho foi criado após aprovação de resolução do Conselho de Segurança da ONU e integra o plano do governo norte-americano para encerrar o conflito entre Israel e o Hamas. Um cessar-fogo entrou em vigor em outubro, mas ambos os lados se acusam de violações.
Segundo autoridades de saúde locais, mais de 590 palestinos morreram desde o início da trégua. Israel informou a morte de quatro soldados no mesmo período. Países como Turquia, Egito, Arábia Saudita, Catar e Indonésia aderiram ao conselho, enquanto aliados ocidentais dos EUA adotaram postura mais cautelosa.
Último carro alegórico terá estatua gigante de Lula | Imagem: reprodução
O desfile da Acadêmicos de Niterói neste domingo (15), na Marquês de Sapucaí, colocou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva no centro de uma nova controvérsia política e jurídica durante o Carnaval do Rio.
A escola apresenta o enredo “Do alto do mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil”, homenagem ao petista, que acompanhará o desfile de um camarote. Inicialmente, havia previsão de participação em carro alegórico, mas a presença foi revista após alertas da Advocacia-Geral da União sobre risco de propaganda eleitoral antecipada.
Reação da oposição
O Partido Novo acionou o Tribunal Superior Eleitoral, pedindo a suspensão do desfile, da presença de Lula e da divulgação do samba-enredo. A ação cita ainda o repasse de cerca de R$ 1 milhão em recursos públicos à escola.
Decisão do TSE
Na última quinta-feira (12), o TSE decidiu que barrar previamente o desfile configuraria censura prévia. O tribunal, porém, manteve o processo em tramitação e deixou aberta a possibilidade de punição caso identifique irregularidades após a apresentação.
O que pode ser considerado propaganda eleitoral irregular
Segundo a legislação eleitoral e precedentes do TSE, podem configurar irregularidade:
Pedido explícito ou implícito de voto
Uso de número de urna ou referência direta a partido (como o “13”)
Exaltação de qualidades de pré-candidato com finalidade eleitoral
Menção ao processo eleitoral ou às eleições futuras
Ataques a adversários políticos
Slogans, hashtags ou impulsionamento com conteúdo eleitoral
Associação de recursos públicos a promoção pessoal com viés eleitoral
A multa prevista varia de R$ 5 mil a R$ 25 mil, ou ao custo da propaganda, se maior, podendo atingir quem divulga e quem é beneficiado.
Para evitar sanções, o Partido dos Trabalhadores no Rio divulgou orientações à militância, proibindo pedidos de voto, uso de número de urna, slogans eleitorais, símbolos partidários e menções às eleições de 2026.
Durante o Carnaval em Balneário Camboriú, gritos contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva foram registrados no show AgroPlay Verão, realizado no sábado (14). Vídeos divulgados nas redes sociais mostram foliões entoando gritos de “Ei, Lula, vai tomar no c*”, enquanto acompanhavam a programação do evento.
O evento de carnaval reuniu uma multidão na Praia Central da cidade catarinense. Segundo a organização, com dados da Polícia Militar e da Secretaria de Turismo, o público superou 350 mil pessoas.
O episódio aconteceu em Santa Catarina, reduto eleitoral do ex-presidente Jair Bolsonaro, que obteve cerca de 75% dos votos no Estado na última eleição presidencial.
Um vídeo criado com inteligência artificial e divulgado pelo senador e pré-candidato à Presidência da Repúbica Flávio Bolsonaro reacendeu a polêmica em torno do desfile da Acadêmicos de Niterói, que homenageia o presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Carnaval do Rio. A peça ironiza a apresentação com um “samba-enredo” crítico ao governo e ao presidente.
A letra da música menciona “luxos” bancados com dinheiro público e faz referências à crise financeira dos Correios e às filas do INSS, afirmando que, apesar do discurso oficial, as despesas seguem em alta.
O desfile também foi alvo de questionamentos judiciais após a Embratur, vinculada ao Ministério da Cultura, destinar R$ 12 milhões às escolas do Grupo Especial do Rio, sendo R$ 1 milhão para cada agremiação — incluindo a escola de Niterói.
Na semana passada, o Tribunal Superior Eleitoral negou pedidos de liminar que buscavam barrar a apresentação sob a alegação de propaganda eleitoral antecipada. Para os ministros, não houve pedido explícito de voto, embora o caso possa ser reavaliado após o desfile.
A homenagem a Lula acontece neste domingo (15), às 22h, na abertura do Grupo Especial, na Marquês de Sapucaí. O presidente deve assistir ao desfile de um camarote oficial.
Durante uma fiscalização de rotina na BR-101, a Polícia Rodoviária Federal apreendeu cerca de 40 quilos de lagosta transportados irregularmente em um veículo VW/Saveiro. A ocorrência foi registrada no km 162 da rodovia, e a carga ainda passará por pesagem oficial para confirmação do volume exato.
Os agentes constataram que o pescado era da espécie cabo-verde e que parte das lagostas estava ovada, o que agrava a infração ambiental. O motorista informou que a mercadoria teria sido comprada em Baía Formosa e seria vendida em Pipa, no litoral do Rio Grande do Norte.
Como o transporte ocorreu durante o período de defeso, que vai de 1º de novembro a 30 de abril, o condutor foi detido e encaminhado à Polícia Federal, junto com o veículo e o material apreendido. Ele poderá responder por crime ambiental, com pena de um a três anos de detenção, além de multa que pode chegar a R$ 100 mil, conforme a Lei de Crimes Ambientais.
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