Começa a valer nesta quarta-feira (1º) o novo salário mínimo, de R$ 1.518 — R$ 106 a mais do que o valor de 2024. A quantia representa reajuste real de 2,5% acima da inflação, como define a lei recém-publicada sobre o tema (leia mais abaixo). O decreto com o novo valor do piso foi assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva na segunda (30). Com o início da vigência, a renda dos trabalhadores será atualizada em fevereiro.
Segundo o Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos), o salário mínimo é a base da remuneração de 60,3 milhões de trabalhadores e beneficiários do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social). A política de valorização do salário mínimo é uma das principais bandeiras defendidas por Lula. Desde 2023, o reajuste segue essa linha, para garantir um aumento real, isto é, acima da inflação.
Na sexta (27), o petista sancionou a nova legislação sobre o tema, que limita o aumento do piso e faz parte das medidas de corte de gastos do governo federal. Os novos cálculos consideram a soma de 4,84%, da inflação acumulada em novembro dos últimos 12 meses, medida pelo INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor), e o PIB (Produto Interno Bruto) de dois anos antes, mas limitado a 2,5%, como preveem as novas regras fiscais.
Ou seja, a correção do salário mínimo manterá como base esses critérios, porém será atrelada ao aumento das despesas dentro do arcabouço fiscal, que crescem, no máximo, 2,5% ao ano. Agora, com a nova regra, o crescimento também será acima da inflação, embora limitado a 2,5%.
Como o salário mínimo tem impacto nas aposentadorias, pensões e outros auxílios pagos pelo INSS, assim como o seguro-desemprego, do abono salarial PIS/Pasep e do BPC (Benefício de Prestação Continuada), o governo federal criou esse limite ao reajuste na proposta de corte de gastos. O governo estima que, para cada aumento de R$ 1 no salário mínimo, os gastos públicos elevam-se em, aproximadamente, R$ 355,5 milhões.
A produção industrial do Rio Grande do Norte recuou 24,5% em fevereiro, na comparação com o mesmo mês do ano passado, segundo dados da Pesquisa Industrial Mensal (PIM) Regional, realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e divulgada nesta quarta-feira (9). Todas as atividades industriais pesquisadas no estado registraram perdas no período.
A maior queda foi observada na fabricação de coque, de produtos derivados do petróleo e de biocombustíveis (-31,5%), seguida pelas indústrias extrativistas (-19,9%), pela fabricação de produtos alimentícios (-16,8%) e pelo setor de confecção de artigos do vestuário e acessórios (-3,9%).
Vale ressaltar que fevereiro de 2026, com 18 dias úteis, teve dois dias a menos que fevereiro de 2025, que contou com 20 dias úteis.
A indústria geral do estado acumula quedas consecutivas desde outubro de 2025. No entanto, esta é a primeira vez na série, iniciada em 2023, em que todos os setores registram resultados negativos simultaneamente.
Para o analista da pesquisa, Bernardo Almeida, as quedas observadas na produção industrial potiguar em fevereiro evidenciam “a perda de ritmo industrial que vem sendo observada desde o final do ano passado”. Segundo ele, fatores macroeconômicos ajudam a explicar esse cenário, como uma política monetária restritiva, com taxa de juros em patamares elevados, o que encarece o crédito, reduz investimentos e afeta diretamente o ritmo da produção industrial.
A Anvisa determinou na 4ª feira (8.abr.2026) o recolhimento de um lote de dipirona monoidratada 500 mg/ml (caixa com 100 ampolas com 2 ml de solução) produzido pela Hypofarma.
A resolução, publicada no Diário Oficial da União, também suspende a comercialização, a distribuição e o uso do lote 24112378 do produto. Segundo o texto, foi confirmado desvio de qualidade por presença de material particulado (não dissolvido) estranho à formulação.
Em nota, a Hypofarma destacou que a ocorrência apontada pela resolução está relacionada a um único lote.
“A empresa reforça que todos os seus produtos são fabricados em conformidade com rigorosos padrões técnicos e regulatórios estabelecidos pelas autoridades sanitárias competentes.”
Ainda de acordo com o comunicado, a empresa segue investindo na modernização de seus processos produtivos e na incorporação de novas tecnologias industriais, “com foco na excelência operacional e no aprimoramento constante de seus controles de qualidade”.
Criminosos roubaram duas carretas e levaram pelo menos 42 pneus durante a madrugada desta quarta-feira (8). Os veículos, que eram utilizados na obra de duplicação da BR-304, estavam estacionados no pátio de um posto de combustíveis, na zona rural de Itajá.
De acordo com a Polícia Civil, os suspeitos saíram de um matagal atrás do estabelecimento e invadiram as cabines dos veículos, rendendo os motoristas. Na sequência, as carretas foram levadas do local, sendo que um dos motoristas foi levado junto, permanecendo sob o domínio dos criminosos até o município de São Rafael.
Em uma área de mata, os bandidos retiraram as rodas e os pneus dos veículos. Após a consumação do roubo, o motorista foi liberado. A Polícia Civil já iniciou as investigações para apurar as circunstâncias do crime, além de identificar autoria e a materialidade do delito.
Com foco em incentivar escolhas mais saudáveis, a Viver Saúde promove uma programação especial durante o MEV Week, movimento nacional voltado à Medicina do Estilo de Vida.
A iniciativa reforça a atuação da operadora na promoção do bem-estar, ao propor experiências práticas que estimulam mudanças sustentáveis na rotina. Ao longo da semana, colaboradores participam de atividades alinhadas aos principais pilares da saúde preventiva, como prática de exercícios, alimentação equilibrada e reflexão sobre hábitos cotidianos.
A programação também inclui conteúdos com especialistas e ações voltadas ao equilíbrio emocional, qualidade do sono e gestão do estresse, além de iniciativas que incentivam a convivência e o bem-estar integral.
No ambiente digital, o Desafio ViverMEV amplia o alcance da ação ao convidar o público a adotar pequenas mudanças no dia a dia, com estímulo ao compartilhamento de experiências.
Com a iniciativa, a Viver Saúde reforça a estratégia de priorizar a prevenção e incentivar hábitos que contribuam para a qualidade de vida, reduzindo a dependência de intervenções curativas. Mais do que uma campanha, a ação evidencia a proposta da empresa de colocar o indivíduo no centro do cuidado, com foco em escolhas que impactam a saúde no longo prazo.
As declarações de Imposto de Renda do Banco Master apontam pagamentos da empresa de Daniel Vorcaro para uma série de empresas e escritórios de advocacia de dirigentes partidários, ex-ministros e até do ex-presidente Michel Temer (MDB).
Os montantes, que compreendem R$ 65 milhões pagos entre 2023 e 2025, de acordo com informações obtidas pelo Estadão, estão discriminados em documentos da Receita Federal enviados à CPI do Crime Organizado, do Senado.
No período, o escritório de Michel Temer recebeu R$ 10 milhões. Por nota, o ex-presidente confirmou que seu escritório de advocacia trabalhou para o Master, mas contestou o valor. “Como já declarei publicamente, não é segredo pra ninguém, meu escritório foi contratado nesse caso para uma atividade jurídica de mediação. O valor recebido pelo contrato foi de R$ 7,5 milhões”. disse, em nota.
As empresas dos ex-ministros da Fazenda Henrique Meirelles e Guido Mantega receberam R$ 18,5 milhões e R$ 14 milhões, cada. Já uma empresa de consultoria do ex-prefeito de Salvador e pré-candidato ao Governo da Bahia ACM Neto (União) recebeu R$ 5,4 milhões.
Mantega disse, por nota, que prestou “consultoria econômica financeira” para o Banco Master em 2024 e parte de 2025. “Quando firmei o contrato não tinha conhecimento de nenhuma irregularidade eventualmente cometida por essa instituição financeira”, diz a nota do ex-ministro.
Meirelles também confirmou ter sido contratado pelo Master. “Mantive um contrato de serviços de consultoria sobre macroeconomia e mercado financeiro com o Banco Master, em caráter opinativo, entre março de 2024 e julho de 2025″, diz a nota.
ACM Neto diz que sua empresa de consultoria prestou serviços de maneira lícita ao Master, mas não quis tratar dos valores. “A referida relação comercial foi firmada sem que qualquer dos sócios da A&M ocupasse cargo público à época da formalização e execução do contrato. Imperativo relembrar que foi apresentada petição à PGR e ao STF na qual a A&M se coloca à disposição para prestar eventuais esclarecimentos e detalhes dos serviços prestados, assim como requereu que se apurasse o vazamento de dados fiscais sigilosos”, diz, em nota.
O Master pagou outros R$ 773 mil a Ronaldo Bento, ex-ministro da Cidadania do governo de Jair Bolsonaro, e R$ 3,8 milhões a Fabio Wajngarten, chefe da Secretaria de Comunicação da Presidência no governo Bolsonaro.
Procurado pelo Estadão, Wajngarten diz que foi “apresentado ao Daniel no primeiro semestre de 2025 por meio dos advogados dele, passando a integrar a equipe de defesa dele, da qual faço parte até o presente momento”. “O contrato tem cláusulas de confidencialidade razão pela qual não pode ser publicizado. Além disso, não sou sequer mais politicamente exposto, já que sai de qualquer cargo público há mais de 5 anos”, complementa. Ronaldo Bento ainda não se manifestou.
O escritório usado por familiares de Ricardo Lewandowski recebeu outros R$ 6,1 milhões. Por nota, a equipe do ministro aposentado do Supremo Tribunal Federal (STF) e ex-ministro da Justiça do governo Lula afirma que, após deixar a Suprema Corte, em abril de 2023, ele “retornou às atividades de advocacia. Além de vários outros clientes, prestava serviços de consultoria jurídica ao Banco Master”.
“Ao ser convidado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva para assumir o Ministério da Justiça de Segurança Pública, em janeiro de 2024, Lewandowski retirou-se de seu escritório de advocacia e suspendeu o seu registro na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), como determina a legislação vigente”, diz a nota.
Há registro, ainda, de pagamento de R$ 6,4 milhões ao escritório de Antonio Rueda, presidente do União Brasil. Em nota, a equipe de Rueda afirmou que não confirma “informações baseadas em dados fiscais supostamente vazados de forma ilícita”. “Declarações de imposto de renda são sigilosas por lei. Todos os serviços prestados pelos escritórios são legais, contratados regularmente e com plena conformidade tributária”, diz o texto.
“Os serviços jurídicos prestados ao conglomerado Master tiveram caráter estritamente técnico, com atuação relevante e devidamente documentada: dezenas de pareceres, centenas de reuniões, mais de 1.000 audiências, cerca de 20 mil manifestações nos autos e aproximadamente 400 acordos realizados ao longo do período. Trata-se de atividade profissional legítima, regular e plenamente compatível com o exercício da advocacia no País, sem qualquer interferência da atuação pública de Antonio Rueda em relações privadas de natureza jurídica”, complementa.
Na noite desta quarta-feira (8), o auditório do Instituto Federal do Rio Grande do Norte (IFRN) sediou a formatura do curso de Pacote Office, ofertado na modalidade Formação Inicial e Continuada (FIC). A capacitação é resultado de uma parceria entre a Prefeitura de São Gonçalo do Amarante, por meio da Secretaria para Assuntos Extraordinários e o IFRN.
Entre os concluintes, a servidora Leandra Maria destacou a realização de um objetivo pessoal. “Eu sempre sonhei com um diploma do IFRN, e agora, por meio dessa ação da Prefeitura, estou realizando esse sonho”, afirmou.
A gestora de unidade de saúde Maria Rita ressaltou o impacto da qualificação na rotina de trabalho. “Sem dúvida, minhas atividades serão aprimoradas. Eu já tinha noções de informática, mas agora estou certificada”, disse.
Representando o prefeito Jaime Calado, a secretária Mada Calado enfatizou a relevância do certificado emitido pela instituição federal. “É um diploma reconhecido em qualquer lugar do Brasil, respeitado pela qualidade e pela formação oferecida”, declarou.
O diretor-geral em exercício do IFRN Campus São Gonçalo do Amarante, Everson Misael, destacou a parceria institucional. “Sempre vi o prefeito sensibilizado com a educação. Ele tem sido um parceiro do Instituto Federal”, afirmou.
Além da entrega dos certificados, a solenidade marcou o início de novas turmas, que também atenderão à população em geral.
Participaram do evento os vereadores Márcia Soares, Ulisses Costa, Valda Siqueira, Nazareno Tavares, Léo Medeiros e Aninha Siqueira.
Integrantes do governo manifestaram nos bastidores irritação com o fato de o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, não ter apontado responsabilidade de seu antecessor, Roberto Campos Neto, no escândalo do Banco Master, durante depoimento à CPI do Crime Organizado nesta quarta-feira.
A ida de Galípolo à comissão foi debatida pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva com auxiliares. A avaliação na conversa foi que valeria Galípolo atender ao convite da CPI para depor se fosse para falar de Campos Neto.
O Planalto e o PT têm propagado que o escândalo Master é resultado da falta de ação do chefe da autoridade monetária indicado para o cargo pelo ex-presidente Jair Bolsonaro.
Mas ao ser perguntado nesta quarta-feira sobre a responsabilidade do antecessor, Galípolo respondeu:
“Não há nenhum processo de auditoria ou sindicância, nada que encontre qualquer culpa por parte do ex-presidente Roberto Campos Neto.”
Em outro momento, o presidente da CPI, o petista Fabiano Contarato (ES), insistiu se Galípolo tinha algum conhecimento de que Campos Neto tenha atuado para evitar a liquidação ou intervenção no Master ao longo de 2024.
“A sindicância que foi feita não encontrou nada nesse sentido”, respondeu.
Também nesta quarta-feira, em entrevista ao ICL Notícias, Lula voltou a culpar o antecessor de Galípolo pelo escândalo do Banco Master.
“Sabe, qual a serpente que colocou o ovo? O senhor Roberto Campos.”
Foto: Câmara dos Deputados / Isabella Cêpa – acervo pessoa
A deputada Erika Hilton (PSOL) virou alvo de uma queixa-crime por calúnia e injúria apresentada pela designer gráfica Isabella Alves Cêpa, militante de um movimento feminista. A ação foi motivada por declarações públicas em que a parlamentar classificou a ativista como “criminosa”, “fracassada” e fez comparações com figuras ligadas ao nazismo.
A informação é do colunista Paulo Cappelli, do portal Metrópoles. O embate entre as duas teve origem ainda em 2020, quando Isabella criticou o PSOL e questionou o resultado das eleições municipais em São Paulo. Desde então, o conflito escalou para o campo judicial, com trocas de acusações e processos entre as partes. A defesa da designer sustenta que as falas recentes de Erika não têm relação com o exercício do mandato parlamentar, o que justificaria a tramitação do caso na Justiça comum.
Na denúncia, Isabella argumenta que não possui condenações ou processos em andamento que justifiquem ser chamada de criminosa. Segundo a peça, decisões anteriores já teriam reconhecido a legalidade de suas manifestações, o que tornaria as declarações da deputada ofensivas e sem respaldo jurídico.
As falas que motivaram a ação ocorreram durante uma entrevista ao programa “20 minutos”, do canal Opera Mundi, em março deste ano. Na ocasião, Erika Hilton afirmou que declarações consideradas transfóbicas configuram crime e comparou esse tipo de posicionamento a ideologias discriminatórias históricas, reforçando que tais condutas seriam passíveis de responsabilização judicial.
A militante também relembra que já enfrentou ameaças após a repercussão do caso e que deixou o Brasil em 2025, quando obteve asilo político em um país europeu. Agora, busca na Justiça uma reparação pelas declarações da deputada, em mais um capítulo de uma disputa que mistura política, ativismo e liberdade de expressão.
O Banco Master repassou R$ 1,1 milhão para uma empresa vinculada ao pai do ex-ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho. As informações constam em dados enviados pela Receita Federal à CPI do Crime Organizado no Senado.
A informação é do colunista Tácio Lorran, do portal Metrópoles. A quantia foi destinada à RI Consulting, que tem como sócio o ex-deputado federal Silvio Costa, pai do ex-ministro. A administração da empresa está sob responsabilidade do empresário Carlos Antônio da Costa Cavalcanti Neto.
De acordo com os registros, os pagamentos foram realizados ao longo de 2025, em meio ao avanço das investigações que envolvem o banco e seus vínculos com agentes públicos e privados.
A empresa é registrada como atuante em diversas áreas, incluindo consultoria em tecnologia da informação, publicidade, organização de eventos e captação de recursos.
O caso reforça a ampliação do cerco sobre as operações do Banco Master, que já é alvo de apurações em diferentes frentes no Congresso Nacional.
O ex-presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, sofreu mais um revés na Justiça dos Estados Unidos. Em decisão recente, o juiz federal Alvin K. Hellerstein proibiu que os advogados do venezuelano compartilhem provas do processo com outros investigados que seguem foragidos.
A medida atende a um pedido da promotoria, que alegou riscos à investigação e à segurança de testemunhas. Na prática, a decisão restringe a atuação da defesa e dificulta a articulação conjunta entre os acusados no caso, que envolve suspeitas graves ligadas ao sistema financeiro e ao crime internacional.
O magistrado foi direto ao afirmar que o material “não pode ser compartilhado com nenhum réu que ainda não tenha sido preso”, reforçando que o acesso às provas não é necessário para garantir o direito de defesa neste momento do processo.
Preso em Nova York desde janeiro após uma operação dos Estados Unidos, Maduro responde a acusações como narcotráfico, lavagem de dinheiro e corrupção. Ele nega todas as acusações e já se declarou inocente perante a Justiça americana, enquanto sua defesa tenta derrubar o processo ou ao menos reduzir seus impactos.
Essa é mais uma derrota recente do líder venezuelano nos tribunais dos EUA, que vêm rejeitando sucessivos pedidos da defesa e endurecendo o andamento do caso, considerado um dos mais sensíveis da política internacional atual.
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