Religião

Reportagem descreve “Jesus moreno, baixinho e invocado”, e cita fatos que contestam datas e supostos acontecimentos

Foto: (Son of God / BBC/Divulgação)

Pensou em Jesus, pensou em deserto. Pelo senso comum, a paisagem onde Cristo viveu é aquela que sempre aparece nos filmes sobre ele: areia, gente esfomeada, mais areia… Só que não. A região em volta do Mar da Galileia, onde Jesus passou a maior parte da vida, não tem nada de deserto. Está mais para uma daquelas paisagens suíças de propaganda de chocolate: um lago de água doce, com uma vegetação colorida em volta. Tudo emoldurado por montanhas. Cartão postal.

E o que o lugar tem de bonito, tem de fértil. Há dois mil anos, as vilas que pontuavam os 64 quilômetros de circunferência do lago produziam toneladas de azeite, figos, nozes, tâmaras – itens bem mais valiosos há 2 mil anos do que hoje.

Escavações arqueológicas mostram que a cidade onde Jesus se estabeleceu, Cafarnaum, era o centro comercial de onde esses alimentos partiam para o resto da Palestina. A pesca também era industrial. Magdala, a 10 quilômetros de Cafarnaum, abrigava um centro de processamento de peixes, onde as tilápias do Mar da Galileia eram limpas, conservadas em sal do Mar Morto, e exportadas para outros cantos do Império Romano.

O ambiente era de fartura, pelo menos para os padrões da Antiguidade. Tanto que o próprio milagre da multiplicação dos pães e dos peixes não aparece na Bíblia como uma “ação de combate à fome”. Mas como um lanche de fim de tarde mesmo. Segundo os evangelhos, uma multidão tinha seguido Jesus até um lugar ermo para ouvi-lo. Estava anoitecendo. Os apóstolos alertaram o mestre de que, no lugar onde estavam, o pessoal não teria onde comprar comida. Então operou-se o milagre. Sem drama.

A ideia de que Jesus pregava num deserto famélico é só a ponta de um iceberg de mitos que povoam o senso comum quando o assunto é Cristo. Nesta reportagem, vamos ver o que a história, a arqueologia e a própria Bíblia têm a dizer sobre os outros.

1. Ele não nasceu em Belém, nem no Natal

O sino que bate nas canções natalinas não é o de Belém. E também não foi no dia 25 de dezembro que ele nasceu. Tudo o que sabemos sobre o nascimento de Jesus está nos evangelhos de Mateus e Lucas – e são versões bem diferentes. Em Mateus, José e Maria aparentemente viviam em Belém quando ela deu à luz. No evangelho de Lucas, eles moravam em Nazaré, e só se deslocaram até Belém porque Augusto, o imperador romano, decretou que todos os habitantes do império deveriam ir até a cidade onde nasceram seus ancestrais para participar de um censo.

Como José, segundo a narrativa, era descendente do rei Davi, que nasceu em Belém, ele e a esposa foram até lá. Evangelhos à parte, hoje é consenso entre os historiadores de que Jesus nasceu mesmo em Nazaré. “Tanto Mateus quanto Lucas dizem que Jesus nasceu em Belém com o objetivo de dizer metaforicamente, simbolicamente, que ele é o ‘novo rei Davi’”, diz o teólogo americano John Dominic Crossan, um dos maiores especialistas na história do cristianismo. Crossan e outros descartam Belém por um motivo: do ponto de vista dos evangelistas, seria mais simples dizer que ele nasceu e cresceu em Belém mesmo – e então mudou para o Mar da Galileia, onde começou a pregar.

Mas como os textos se dão ao trabalho de dizer que ele veio de Nazaré, uma cidade que não tinha nada de especial, o mais provável é que ele tenha nascido lá mesmo. Mais: o motivo que Lucas dá para José e Maria terem ido a Belém não existiu. O governo de Augusto é extremamente bem documentado. E não há registro de censo nenhum. Menos ainda um em que as pessoas teriam que “voltar à cidade de seus ancestrais”.

Outro consenso é o de que Jesus nasceu “antes de Cristo”. A fonte aí é a própria Bíblia. Mateus e Lucas dizem que ele veio ao mundo durante o reinado de Herodes, o Grande (não confunda com Herodes Antipas, seu filho, o soberano da Galileia durante a fase adulta de Jesus). Bom, como esse reinado terminou em 4 a.C., ele não pode ter nascido depois disso.

E sobre o dia do nascimento a Bíblia é clara: não diz nada. “No início, o cristianismo não tinha uma data exata para o nascimento de Jesus. Então, lugares diferentes celebravam em datas diferentes”, diz o teólogo Irineu Rabuke, da PUCRS. O dia 25 de dezembro acabou adotado, no século 4, porque nessa data os romanos já comemoravam uma festa importante, a Natalis Solis Invicti, ou “Nascimento do Sol Invencível”. Era uma comemoração pelo solstício de inverno, o dia mais curto do ano. É que, depois do solstício, os dias vão ficando cada vez mais longos.

A festa, então, é pela vida, que a partir daí volta a florescer. Por isso mesmo, o solstício de inverno foi celebrado com festa em boa parte das culturas humanas, desde sempre. O círculo de pedras de Stonehenge, por exemplo, já era palco de festas assim 3 mil anos antes de Jesus nascer, por exemplo. Por esse ponto de vista, dá para dizer que o monumento pré-histórico inglês é, no fundo, uma enorme árvore de natal.

2. Ele era moreno, baixinho e de cabelo curto

A Bíblia não fala sobre a aparência de Jesus, Isso deu liberdade para que artistas construíssem a imagem de Cristo de acordo com suas próprias interpretações. Os do Renascimento, por exemplo, desenhavam Jesus à imagem e semelhança dos nobres do norte da Itália. E essa foi a imagem que ficou.

Ok. Mas vamos à ciência: esqueletos de judeus do século 1 indicam que a altura média deles era de mais ou menos 1,55 m. E que a maioria não pesava muito mais do que 50 quilos. Então o físico de Jesus estaria dentro dessa faixa. E mesmo se fosse bem alto para a época, com 1,65 m, por exemplo, ainda seria pequeno para os padrões de hoje. Determinar o rosto é mais difícil. Mas uma equipe de pesquisadores britânicos liderada por Richard Neave, um especialista em ciência forense, conseguiu uma aproximação boa. Usando como base três crânios do século 1, eles lançaram mão de softwares de modelagem 3D para determinar qual seria o formato do nariz, dos olhos, da boca… enfim, do rosto de um adulto típico da época. O resultado foi uma face parecida com a do retrato que abre esta reportagem. Não que aquilo seja de fato o rosto de Cristo. Mas que se trata de uma aproximação cientificamente confiável, se trata.

Quanto à cor da pele, a hipótese mais provável é que fosse morena, como era, e continua sendo, a da maior parte das pessoas no Oriente Médio. E como seria a de praticamente qualquer um que passasse a vida toda ao ar livre naquele calor de lascar. Bom, sobre o cabelo dele quem dá a maior pista é a própria Bíblia. No livro 1 Coríntios, Paulo diz que “cabelo comprido é uma desonra para o homem”. O maior divulgador do cristianismo no século 1 provavelmente não diria isso se Jesus tivesse sido notório pela cabeleira. Na verdade, as primeiras representações conhecidas de Cristo, feitas no século 3, mostram um Jesus de cabelo curto. E sem barba, até. “A ideia era mostrar que se tratava de um jovem”, diz Chevitarese. A inspiração desses artistas eram as esculturas de Apolo e Orfeu, deuses gregos também retratados como jovens imberbes. Por volta do século 5, essa primeira imagem de um Jesus jovial e imberbe perdeu espaço para uma outra, em que ele está de barba e cabelos longos e escuros.

Esse Jesus moreno e barbudo surgiu no Império Bizantino e é conhecido como Cristo Pantocrator (“todo poderoso” em grego). “Os bizantinos começam a atribuir à figura de Jesus um caráter de invencível. E essa representação de alguma forma coincidia com as que eles faziam dos próprios imperadores bizantinos”, diz Chevitarese.

Os renascentistas, depois, também fariam um Jesus à imagem e semelhança das pessoas que conheciam, e que achavam mais bonitas. Daí a pele clara, os cabelo dourado e os olhos azuis. Nas últimas décadas, porém, artistas (e cineastas) têm se esforçado para não representar Jesus como um nórdico. Em A Paixão de Cristo (2004), de Mel Gibson, o protagonista Jim Caviezel chegou a ter os seus olhos azuis transformados em castanhos. Mas ainda falta um filme realista para valer nesse quesito.

3. Jesus era só um entre vários profetas

Cristo viveu em um período favorável para o surgimento de profetas. Só no livro Guerra dos Judeus (do historiador Flávio Josefo, que viveu no século 1) é possível identificar pelo menos 15 figuras semelhantes a Jesus, que viveram mais ou menos na mesma época dele. A Bíblia cita outros quatro. Um é João Batista, que anunciava o fim do mundo aos seus seguidores, e de quem os cristãos herdaram o ritual do batismo. “Cerca de cem anos depois da morte de João Batista, seus discípulos ainda diziam que ele era maior que Jesus”, diz Chevitarese.

Para o historiador, João Batista era um concorrente de Cristo. Os dois eram profetas apocalípticos (já que pregavam o fim dos tempos) e viviam na mesma região. A diferença é que João chegou primeiro. “Ele não se ajoelharia na frente de Jesus e diria que não é digno de amarrar a sandália dele, como está nos evangelhos. Pelo contrário”, diz. Segundo ele, foi a redação da Bíblia, evidentemente favorável a Jesus, que transformou Batista num coadjuvante: “Os textos pró-Jesus é que vão amarrar o Batista à tradição de Jesus. João Batista é um dos melhores exemplos que nós temos de um candidato messiânico marcadamente popular”. O segundo desses profetas contemporâneos é Simão, o Feiticeiro. Conforme o livro Atos dos Apóstolos, do Novo Testamento, Simão é conhecido por “praticar mágica”, e quando ouve os apóstolos falarem sobre Jesus, oferece dinheiro a eles para tentar comprar o dom de Deus (os apóstolos recusam a oferta, claro).

O terceiro desses é Bar-Jesus, que os apóstolos encontram quando chegam à Grécia e a quem nomeiam como “falso profeta”. E o último é o “egípcio”, com quem Paulo é confundido no templo de Jerusalém. O egípcio era um candidato a Messias que viveu por volta do ano 40, e prometeu levar os seus seguidores para atravessar o leito do Jordão, que, ele dizia, se abriria quando eles passassem. Chevitarese conta que eles sequer tiveram tempo de chegar às margens do rio: “Os romanos, quando ficaram sabendo disso, mandaram a tropa aniquilar todo mundo. Vai que o rio abre mesmo?”.

4. Mateus, Marcos, Lucas e João não são os autores dos evangelhos

Mateus e João eram apóstolos. Marcos, um discípulo de outro apóstolo (Pedro). E Lucas era médico de Paulo. Mas a ideia de que eles escreveram os Evangelhos é um mito. A autoria de cada um foi atribuída aleatoriamente pela Igreja bem depois de os textos terem ido para o papiro.

O evangelho de Mateus, por exemplo, foi atribuído a Mateus porque ele dá ênfase ao aspecto econômico – e Mateus era o apóstolo que tinha sido coletor de impostos. Já o texto creditado a João é o único dos evangelhos a relatar o episódio em que Jesus, pouco antes de morrer, pede ao apóstolo João que ele cuide de Maria. Aí os créditos ficaram com João.

O que se sabe mesmo sobre os autores é que não eram “autores” no sentido moderno da palavra. Hoje, qualquer um pode ser autor, porque todo mundo sabe ler e escrever. Há 2 mil anos, não. Saber escrever era o equivalente a ser pós-graduado em robótica. Os antigos contratavam escribas profissionais quando precisavam deixar algo por escrito. Com os evangelhos não foi diferente. O mais provável é que comunidades cristãs tenham encomendado esses trabalhos – e ditado aos escribas as histórias que conhecemos hoje. Ditado e entregado outros textos também, para que eles usassem como fonte.

Dos evangelhos, o primeiro a ser escrito foi aquele que hoje é atribuído a Marcos, quase 40 anos após a morte de Jesus. Marcos, enfim, saiu por volta do ano 70. Mateus e Lucas vieram um pouco depois, ente 75 e 80 – até por isso ambos trazem alguns trechos idênticos aos do manuscrito atribuído a Marcos.

Também há muita coisa igual em Mateus e em Lucas, e que não aparece em Marcos. Como? A tese é simples: os dois autores teriam usado uma fonte em comum, que acabou perdida. Os especialistas chamam essa fonte de “Q” (“Q” de quelle, que é “fonte” em alemão). Sempre que Mateus e Lucas concordam em alguma história que não está em Marcos, então, ela é creditada ao suposto livro “Q”. Por causa desse entrelaçamento todo, costumam chamar esses três evangelhos de “sinópticos”. Ou seja: os três têm a “mesma ótica”. Contam basicamente a mesma história, cada um com algum adendo aqui e alguma omissão ali. Já João, o quarto evangelho, escrito por volta do ano 100, traz uma história diferente. Ali Jesus é mais do que o “filho de Deus”: é o próprio Deus encarnado. E a narrativa também muda. Em João ele destrói as barracas dos cambistas e vendedores do Templo de Jerusalém logo no começo da saga, por exemplo. Nos outros, esse ato está bem no final.

Depois foram surgindo mais e mais “biografias” de Jesus. Para diminuir a bagunça, logo depois que o imperador Constantino legalizou o cristianismo, no século 4, a Igreja se organizou para definir quais seriam os livros que fariam parte da Bíblia Cristã. E bateu o martelo para a formação atual do Novo Testamento. O critério da Igreja foi usar os textos mais antigos – os mais confiáveis. Os quatro evangelhos, inclusive, faziam parte da primeira lista de livros sagrados do cristianismo de que se tem notícia, o Cânon de Muratori, compilado em 170 d.C. “A Igreja no século 4 apenas reconheceu o que já eram as suas escrituras por séculos”, diz o teólogo Ben Witherington, da Universidade de St. Andrews, na Escócia.

Os textos sobre Jesus que não entraram para a Bíblia acabaram conhecidos como evangelhos “apócrifos” (“ocultos”, em grego). Existem dezenas. Um deles, aliás, é aquele descoberto recentemente e que ficou famoso por dizer que Jesus era casado. Não é bem um “evangelho”, mas um fragmento de papiro do tamanho de um cartão, em que aparece escrito em egípcio: “Jesus disse a eles: ´Minha esposa (…)`” – o resto está cortado.

O manuscrito é dos anos 300 d.C. Bem mais recente que os evangelhos do Novo Testamento. O que ele significa? Que alguma comunidade cristã daquela época acreditava que Jesus era casado. Para a maior parte dos pesquisadores, isso não basta para mudar a “biografia oficial” de Cristo, como diz André Chevitarese: “João Batista era celibatário. Paulo era celibatário. Jesus é um desses casos”.

5. O episódio da traição de Judas pode ter sido criado para agradar fiéis romanos

Judas, um dia, foi nome. Hoje, virou adjetivo, sinônimo de ausência de caráter. Mas Judas Iscariotes, que teria entregue Jesus aos romanos em troca de 30 moedas de prata, pode ser um injustiçado. Essa história aparece nos quatro evangelhos – com uma ou outra variação. Para alguns estudiosos, porém, ela é uma farsa. A maior evidência estaria nos textos de Paulo, os mais antigos entre os do Novo Testamento, escritos por volta do ano 50 d.C. Numa passagem na Primeira Epístola aos Coríntios Paulo diz que, depois de ressuscitar, Jesus apareceu para os 12 apóstolos, e não para 11: “Ele foi sepultado e, no terceiro dia, foi ressuscitado, como está escrito nas Escrituras; e apareceu a Pedro e depois aos 12 apóstolos” (Coríntios, 15:5). Ou seja, Judas estaria lá. Não teria se matado após a famosa traição, como dizem os evangelhos. Essa epístola foi escrita pelo menos dez anos antes de Marcos, o primeiro dos quatro Evangelhos.

Outro documento que defende o suposto traidor é o Evangelho apócrifo que ficou conhecido como “Evangelho de Judas”. Uma cópia desse manuscrito foi revelada em 2006. Pesquisadores acreditam que o texto foi escrito originalmente por volta do século 2, já que ele foi mencionado em uma carta escrita pelo bispo Irineu de Lyon em 178 d.C. Segundo o texto, Judas teria apenas acatado um pedido de Jesus ao entregá-lo para as autoridades romanas. Nessa versão, Iscariotes era o apóstolo mais próximo do mestre – daí o pedido ter sido feito a ele.

Mesmo se levarmos em conta só os evangelhos canônicos, alguns pesquisadores acham pouco verossímeis as passagens que incriminam Judas. É o caso de John Dominic Crossan: “Para ser sincero, eu vou e volto com essa questão. Mesmo quando respondo afirmativamente [que Judas de fato traiu Jesus], penso nisso como remotamente possível”, diz ele. Durante a sua última semana de vida, Jesus era protegido pela presença da multidão durante o dia (“Procuravam então prendê-lo, mas temeram a multidão”, Marcos, 28:12), e se protegia ao sair de Jerusalém e ir para Betânia, onde estava hospedado, durante a noite. Na opinião de Crossan, as autoridades romanas não precisariam da ajuda de Judas para encontrar Jesus: “Certamente as autoridades teriam descoberto por si próprias o lugar exato para interceptar Jesus. Então, Judas era mesmo necessário? Essa é minha maior objeção com a figura histórica de Judas como traidor”.

Por esse ponto de vista, o episódio da traição de Judas teria sido criado para facilitar a conversão dos romanos ao cristianismo. Na época, parte da população do império já começava a se converter, e não ficaria bem se a maior parte da responsabilidade pela morte de Jesus recaísse justamente sobre um romano, Pôncio Pilatos. É o que Chevitarese defende: “Pessoas vindas do ambiente politeísta, principalmente das elites romanas, já estavam se convertendo ao cristianismo por volta de 70 d.C. Por isso, os evangelhos fazem Pilatos lavar as mãos”.

6. O Reino dos Céus era na Terra

Todo ano, antes de avisar a Jesus Cristo que ele está aqui, Roberto Carlos olha para o céu e vê uma nuvem branca que vai passando. O céu virou sinônimo de paraíso, é de lá que Deus observa os nossos movimentos e é pra lá que vai quem já morreu. Mas o jovem Jesus, quando tentava convencer seus ouvintes a se comportarem de maneira justa, não dizia exatamente isso. O Reino de Deus (ou Reino dos Céus) que Jesus pregava iria acontecer aqui na Terra mesmo.

Os próprios evangelhos deixam isso claro. Em uma conversa com os discípulos pouco antes de morrer, Jesus diz que alguns deles estarão vivos para ver o reino de Deus chegar: “Dos que aqui estão, alguns há que de modo nenhum provarão a morte até que vejam o Reino de Deus já chegando com poder” (Marcos, 9:1). Em outro momento, Jesus chega a afirmar que o Reino de Deus já chegou: “Ora, depois que João foi entregue, veio Jesus para a Galileia pregando o evangelho de Deus; e dizendo: O tempo está cumprido, e é chegado o reino de Deus. Arrependei-vos, e crede no evangelho” (Marcos, 1:15).

Os discípulos, portanto, acreditavam que o Reino de Deus seria instaurado imediatamente. “No tempo de Jesus, era muito forte a esperança de que se fosse fazer um reino nos moldes do Rei Davi, do Rei Salomão. Quando Jesus falava em ‘reino’, as pessoas achavam que só podia ser um reino desse tipo”, diz Irineu Rabuske. Mas Jesus era um profeta apocalíptico, e o que ele defendia é que Deus faria uma intervenção em breve e daria início a um reino de paz e justiça.

É verdade que também existem na Bíblia diversas passagens em que Jesus fala sobre um pós-morte. Uma delas está em Lucas. É sobre um homem rico e um mendigo que costumava pedir-lhe esmolas. Depois de morrer, o rico vai para uma espécie de inferno, onde “atormenta na chama”. E o mendigo é consolado por Abraão. Cristo é mais claro ainda no evangelho de João. Ele diz a Pilatos que “seu reino não é deste mundo”.

Só que Lucas e João são textos mais recentes que Marcos. E para boa parte dos pesquisadores, é por isso mesmo que eles dão ênfase à ideia de um Reino do Céu no “céu”.

“Essas referências foram sendo acrescentadas conforme o início do reino não ocorria”, diz o arqueólogo e especialista em cristianismo Pedro Paulo Funari, da Unicamp. Ou seja: chegou um momento em que os cristãos tiveram que lidar com o fato de que o reino de Deus talvez não estivesse tão próximo assim. A partir daí, começou um processo de reinterpretação. A pregação de Jesus, de que os bons seriam recompensados e os maus punidos num julgamento que marcaria o fim de uma era no mundo, foi sendo alterada. E o julgamento passou a acontecer no final da vida de cada pessoa. Faz todo o sentido: do ponto de vista argumentativo, é uma versão mais sofisticada. Só quem já morreu pode contestá-la.

7. Ele era invocado

Não há novidade em dizer que que o Jesus dos Evangelhos é um personagem temperamental. Um dos episódios mais importantes de sua jornada é justamente um momento de “destemperança”: quando ele revira as mesas e cadeiras das “casas de câmbio” que atulhavam o pátio do Templo de Jerusalém, e acaba condenado à morte – se fosse pelo código penal de hoje, seria por algo como “perturbar a ordem pública”. Ou seja: sabe-se muito bem que ele não era um guru transcendental, ou coisa que o valha, mas um homem com sangue quente fluindo nas veias.

Alguns pesquisadores, de qualquer forma, acham que era mais do que isso. É o caso do americano Reza Aslan, pesquisador de história da religião e autor de livros sobre Jesus e Maomé. Aslan defende que Jesus era um líder radical. Um homem que “juntou um exército de discípulos na Galileia com o objetivo de estabelecer o Reino dos Céus na Terra, um orador magnético que desafiou a autoridade dos sacerdotes do Templo, um nacionalista judaico que lutou contra a ocupação romana, e perdeu”.

“Não há evidência de que Jesus tenha defendido ações violentas, mas ele certamente não era um pacifista”, diz Aslan. As pistas estariam em trechos dos próprios evangelhos. Em Marcos 10:34 Jesus diz “Não pensem que vim trazer paz ao mundo. Não vim trazer a paz, mas a espada”. Um pouco mais adiante, Jesus completa com uma frase típica de revolucionário: “Não serve para ser meu seguidor quem não estiver pronto para morrer”.

Em Marcos 11:21, Jesus mostra uma verve que nada tem a ver com o “dar a outra face”. “Ai de você, cidade de Corazim! Ai de você, cidade de Betsaida! Porque, se os milagres que foram feitos aí tivessem sido feitos nas cidades de Tiro e de Sidom, os seus moradores já teriam abandonado os seus pecados há muito tempo. “Pois eu afirmo a vocês que, no Dia do Juízo, Deus terá mais pena de Tiro e de Sidom do que de vocês, Corazim e Betsaida”

Tiro e Sidom, vale lembrar, eram cidades da província romana da Síria, ao norte da Galileia (hoje elas fazem parte do Líbano). Ou seja: tratava-se de um povo rival dos judeus (e a ainda se trata). Jesus estava amaldiçoando as duas cidades pelo fato de seus habitantes não terem dado bola para seus milagres.

Ele segue, agora desgraçando a cidade que lhe servia de quartel-general, às margens do Mar da Galileia: “E você, cidade de Cafarnaum, acha que vai subir até o céu? Pois será jogada no mundo dos mortos. Se os milagres que foram feitos aí tivessem sido feitos na cidade de Sodoma, ela existiria até hoje.”

Diante disso, esta passagem do Evangelho de Lucas (6:27) soa até destoante: “Amem os seus inimigos e façam o bem aos que lhe odeiam. Desejem o bem àqueles que os amaldiçoam”.

Independentemente de quem foi o Jesus histórico, o fato é que inspirou o grandes valores do cristianismo: o perdão, o altruísmo, a empatia. Uma filosofia que se resume no trecho seguinte de Lucas: “Faça aos outros aquilo que quiser que façam a você”. E isso é o que realmente importa.

Super Interessante

https://super.abril.com.br/historia/jesus-era-moreno-baixinho-e-invocado/

 

Opinião dos leitores

  1. Há um erro crasso ao dizer que aparecer aos doze significa que Judas não morreu. Logo no primeiro capítulo o livro de Atos cita que Judas foi substituído como Apóstolo por Mathias. Paulo ainda tem uma interpretação diferente da corriqueira sobre quem eram os apóstolos, ao considerar não só Mathias como novo apóstolo, como a ele mesmo e Barnabé. Logo, Paulo dizendo que Jesus apareceu aos doze não inclui Judas e sim Mathias.

  2. "Você teria por ele esse mesmo amor/ se Jesus fosse um homem de cor?", assinala o refrão de "Deus negro", cantarolada pelo irrequito Tony Tornado. Pois é isto, o meu Cristo não tem cor.

  3. Boa leitura, apesar de várias passagens serem questionadas, principalmente onde se coloca dúvidas, de que Jesus eram um homem de paz.

  4. Isto tudo é para justificar a aberração dos aloprados da porta dos fundos?
    O Espírito Santo, Deus, o Pai e o Filho estão nos corações, na crença e na fé de todos nós! Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo. Amém.

  5. ?Não sei se eram verdes seus olhos,
    se tinha cabelos morenos,
    só sei que no ventre daquela flor,
    rejeitaram o libertador?pe. Zezinho

  6. Esse Jesus branquinho dos olhos azuis é estória de trancoso. Quem tem conhecimento histórico e demográfico sabe disso.

  7. Essa matéria , não inclui nenhuma informação que possa por em dúvida a existência de Jesus.
    Ele que dividiu a história da humanidade.
    Leiam o livro " O MESTRE DOS MESTRES " de Augusto Cury, ateu confesso. Nesse livro é analisado as características da elevada capacidade de Jesus , que navegou nas águas das emoções da humanidade. Crer em Jesus Cristo é um mistério da fé, só quem desenvolveu a inteligência espiritual, não dúvida de sua existência.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Política

Jatinho ligado à JBS “coincide” com férias de Toffoli em resort de luxo no PR

Foto: Reprodução

Voos de um jatinho ligado a dirigente da J&F, dona da JBS, bateram exatamente com as datas em que o ministro do STF Dias Toffoli esteve no resort Tayayá, no Paraná, conforme informações do Metrópoles. As viagens passaram por Brasília e levantam mais um sinal de alerta sobre a proximidade entre a cúpula do Judiciário e empresários investigados no país.

A aeronave, um bimotor Pilatus, está registrada em nome da empresa Petras Negócios e Participações, do advogado Paulo Humberto Barbosa, sócio de um dirigente da J&F. Desde o início de 2025, o jato faz rotas frequentes entre Ourinhos (SP), aeroporto mais próximo do resort, e Goiânia, onde o advogado mora. Em dezembro, porém, o avião desviou duas vezes para Brasília: nos dias 19 e 22.

As datas coincidem com o período em que o Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região enviou seguranças para proteger ministros do STF em Ribeirão Claro, cidade onde fica o Tayayá. Dados do próprio TRT indicam que Toffoli esteve no resort ao menos sete vezes desde que o empreendimento foi vendido, em abril de 2025, justamente a Paulo Humberto.

O advogado nega relação com o ministro e diz que apenas o cumprimentou como “qualquer hóspede”. Funcionários do resort, no entanto, afirmaram à reportagem que Toffoli é tratado como proprietário do local. Procurado, o ministro não respondeu. Em um país onde o cidadão comum paga a conta, coincidências desse tipo seguem explicação — e transparência — em falta.

 

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

20 mil vidas em dois meses: o crescimento do Viver Saúde

Em pouco mais de 60 dias de atuação nos mercados de Natal e da Região Metropolitana, o Viver Saúde ultrapassou a marca de 20 mil vidas ativas, consolidando uma trajetória de crescimento acelerado no setor de saúde suplementar do Rio Grande do Norte.

O desempenho refletiu-se diretamente nos indicadores de mercado. Em menos de dois meses de operação, a operadora alcançou o 6º lugar em market share, posicionando-se entre as principais empresas do segmento na região, em um ambiente altamente competitivo e regulado.

Segundo a operadora, os resultados evidenciam a rápida adesão dos beneficiários a um modelo assistencial estruturado com foco em governança, previsibilidade e acessibilidade, sustentado por práticas de medicina preventiva, gestão do cuidado e relacionamento contínuo com o beneficiário.

Entre os fatores que contribuíram para o desempenho estão a qualificação da rede credenciada, a otimização dos fluxos de marcação de consultas, a eficiência operacional e a atuação de corpos clínicos tecnicamente capacitados, aspectos que impactam diretamente a experiência assistencial e os indicadores de resolutividade.

O crescimento acelerado também reforça a confiança de parceiros, prestadores de serviços de saúde e do mercado em um plano genuinamente potiguar, desenvolvido com foco em segurança assistencial, sustentabilidade do modelo de negócio e promoção da qualidade de vida.

Com mais de 20 mil vidas em pouco mais de dois meses de operação, o Viver Saúde consolida seu posicionamento como uma operadora relevante no ecossistema da saúde suplementar do Rio Grande do Norte, demonstrando que é possível aliar expansão, eficiência operacional e propósito institucional.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

RN registra mais de 18 mil casos de violência contra a mulher em 2025; aumento de 6,1% em relação a 2024

Foto: iStock

A Polícia Civil do Rio Grande do Norte divulgou nesta segunda-feira (26) dados que mostram aumento de 6,1% nos crimes de violência contra a mulher enquadrados na Lei Maria da Penha.

Os registros passaram de 17.262 em 2024 para 18.311 em 2025, segundo levantamento da Coordenadoria de Informações Estatísticas e Análises Criminais (COINE).

Os dados apontam ainda aumento nas tentativas de feminicídio, que passaram de 67 para 77 casos, e nos feminicídios consumados, de 19 para 21 registros.

Ameaça segue como o crime mais registrado, com 5.581 ocorrências em 2025, alta de 2,1%.

Lesão corporal somou 3.445 casos, praticamente estável, enquanto injúria teve crescimento expressivo de 16,7%, chegando a 3.254 registros.

Também houve avanço significativo nos crimes de perseguição (stalking), com alta de 24%, e de vias de fato, que cresceram 14,3%.

Calúnia foi o crime com maior aumento percentual, subindo 76,1%.

Entre os crimes sexuais, os estupros cresceram 5,7%, enquanto estupro de vulnerável e importunação sexual apresentaram queda.

Pela primeira vez, o levantamento registrou 18 casos de violência psicológica cometida com uso de tecnologia ou inteligência artificial.

Opinião dos leitores

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

Gilmar Mendes defende que Toffoli permaneça com caso Master e diz que PGR deu aval à conduta do ministro

Foto: Andressa Anholete/SCO/STF

O decano do STF, Gilmar Mendes, saiu em defesa da permanência do ministro Dias Toffoli no caso do Banco Master, nesta segunda-feira (26) e afirmou que a Procuradoria-Geral da República já analisou o tema e considerou regular a permanência de Toffoli na relatoria.

Em publicação na rede X, Gilmar destacou a trajetória de Toffoli, disse que sua atuação segue o devido processo legal e afirmou que a PGR deu aval à continuidade do magistrado no caso. Segundo ele, a preservação da independência judicial e o respeito às instâncias institucionais são essenciais para a confiança nas instituições.

Nos bastidores do Supremo, a relatoria de Toffoli passou a ser questionada após decisões consideradas atípicas e pela pressão de setores da Polícia Federal e da política, o que gerou desgaste interno. Aliados do ministro afirmam que não há base jurídica para seu afastamento e defendem que críticas sejam tratadas pelos canais institucionais.

Opinião dos leitores

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

Lula sugere a Trump em ligação que Conselho da Paz se limite a Gaza e defende ‘estabilidade’ na Venezuela

Foto: Ricardo Stuckert/PR

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva conversou por telefone nesta segunda-feira (26) com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e sugeriu que o Conselho da Paz criado pelos americanos tenha atuação restrita à Faixa de Gaza e inclua a Palestina como membro.

Segundo o Palácio do Planalto, a ligação durou cerca de 50 minutos e tratou da relação bilateral e de temas da agenda global. Ao comentar o convite para que o Brasil integre o conselho — que já reúne cerca de 35 países — Lula defendeu limites claros ao escopo do órgão e voltou a cobrar uma reforma ampla da ONU, com ampliação dos membros permanentes do Conselho de Segurança.

Embora Trump tenha citado Gaza como foco central, o território não aparece explicitamente no estatuto do novo conselho. Auxiliares de Lula afirmam que o Brasil só considera aderir se a atuação ficar restrita à crise em Gaza, evitando dar um “cheque em branco” aos EUA e enfraquecer a ONU.

Durante a conversa, Lula e Trump também combinaram uma visita do presidente brasileiro a Washington após viagens à Índia e à Coreia do Sul. A data ainda será definida.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

SUSTENTABILIDADE: Energia solar é implantada em 17 escolas municipais de São Gonçalo

A creche Maria Lala da Costa é uma das 17 unidades escolares do município que receberam a instalação de módulos e placas solares, tornando-se autossuficiente na geração de energia limpa.

Na manhã desta segunda-feira (26), o prefeito Jaime Calado realizou uma visita técnica ao CMEI, que agora conta com esse recurso.

Durante a visita, o prefeito destacou o objetivo da iniciativa. “O nosso objetivo é reduzir os custos com energia e viabilizar a climatização das escolas, garantindo mais conforto para alunos e profissionais da educação.”

Segundo o engenheiro da Secretaria, Patrício Pascoal, além de atender às demandas das unidades escolares, a energia gerada também abastecerá a sede da Secretaria Municipal de Educação.

O município foi beneficiado com 17 projetos em prédios distintos. As unidades contempladas foram a Escola Dr. Varela Barca, Escola Roberto Bezerra, Escola Maria da Cruz, Escola Monsenhor Walfredo Gurgel, Secretaria de Educação, Creche Padre Tiago Theisen, Creche Aida dos Santos, Escola Dr. Nilton Pessoa, Creche Maria Lalá, Escola Cosmo Alves, Escola Maria de Lourdes de Souza, Escola Cantinho do Saber, Escola Jéssica Débora, Escola Luiz de França Lima, Escola Aido Mendes, Escola Genésio Cabral e Escola Alfredo Mesquita.

Ao todo, foram instalados 897 módulos, totalizando uma potência de 573,58 kWp, com capacidade de produzir aproximadamente 74.990 kWh por mês. A geração representa uma economia estimada em R$ 65.590 por mês, o que resulta em cerca de R$ 787.080 por ano na conta de energia elétrica.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

Déficit nas contas externas do Brasil atinge US$ 68,8 bilhões em 2025, pior resultado desde 2014

Foto: Dimas Ardian/Bloomberg

O déficit nas contas externas do Brasil somou US$ 68,8 bilhões em 2025, o equivalente a 3,02% do PIB, o pior resultado nominal desde 2014, segundo dados divulgados pelo Banco Central nesta segunda-feira (26).

Em 2024, o déficit havia sido de US$ 66,2 bilhões (3,03% do PIB). O aumento foi de 3,9%. De acordo com o BC, o avanço do rombo foi provocado principalmente pela redução do superávit da balança comercial, parcialmente compensada pela queda no déficit de serviços e pelo aumento do superávit de renda secundária.

O chefe do Departamento de Estatísticas do BC, Fernando Rocha, afirmou que o déficit ficou estável ao longo de 2025 e passou a recuar no fim do ano, movimento associado à desaceleração da economia causada pelos juros elevados.

Apesar do resultado negativo, as contas externas foram integralmente financiadas pela entrada de investimentos diretos no país, que somaram US$ 77,7 bilhões (3,41% do PIB), acima do déficit registrado. Investimentos estrangeiros em carteira também ajudaram, com ingresso líquido de US$ 15,3 bilhões, após saída em 2024.

O BC destacou que o cenário externo do país permanece sólido. Para 2026, a autoridade monetária projeta déficit em transações correntes de US$ 60 bilhões e entrada líquida de investimentos diretos de US$ 70 bilhões.

Opinião dos leitores

  1. FAZ O LÊ JUMENTÊ! 🫏🫏🫏🫏🫏💩😭😭👉pior resultado nominal desde 2014😭👺

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

Gastos de brasileiros no exterior alcançam US$ 21,7 bilhões em 2025; maior patamar desde 2014

Foto: REUTERS/Dado Ruvic/Imagem ilustrativa

Os gastos de brasileiros no exterior totalizaram US$ 21,7 bilhões em 2025. Aumentou 10,4% em comparação a 2024, quando essas despesas somaram US$ 19,7 bilhões, segundo dados divulgados pelo Banco Central nesta segunda-feira (26).

Veja a série histórica:

2014: US$ 25,6 bilhões;
2015: US$ 17,35 bilhões;
2016: US$ 14,5 bilhões;
2017: US$ 19 bilhões;
2018: US$ 18,3 bilhões;
2019: US$ 17,6 bilhões;
2020: US$ 5,4 bilhões;
2021: US$ 5,2 bilhões;
2022: US$ 13,45 bilhões;
2023: US$ 17,9 bilhões;
2024: US$ 19,67 bilhões;
2025: US$ 21,7 bilhões.

Somente no mês de dezembro, as despesas de brasileiros no exterior somaram US$ 1,855 bilhão.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

Fachin busca ex-ministros por apoio a código de conduta para STF


Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

Em meio a críticas à atuação individual de ministros e à imagem do STF, o presidente da Corte, Edson Fachin, articula fora do plenário a criação de um código de conduta para os magistrados.

Na última quinta-feira (22), Fachin se reuniu em São Paulo com o ex-ministro Celso de Mello e também tem mantido diálogo com outros ex-integrantes do Supremo, como Carlos Ayres Britto e Ellen Gracie, para discutir parâmetros de atuação pública e institucional.

Dentro do STF, parte dos ministros avalia que a proposta não deve avançar neste ano e pode acabar isolando Fachin. Em entrevista ao Estadão, ele reconheceu que o debate pode ser freado por causa das eleições, mas disse acreditar que há maioria favorável.

O decano Gilmar Mendes já se posicionou contra a ideia, afirmando que as regras atuais — Constituição, Loman e normas internas — já são suficientes. Ainda assim, aliados de Fachin dizem que o objetivo é abrir diálogo e amadurecer a proposta, mesmo sem aprovação imediata, buscando reduzir tensões internas e fortalecer consensos.

Opinião dos leitores

  1. Isso é um absurdo, eles deveriam cumprir o que rege a constituição federal, pois não são crianças nem adolescentes, ah se acham semideuses, isso é uma falta de vergonha.

  2. O problema dos ministros do STF não é código de conduta, o problema dos ministros do STF é vergonha na cara.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

Petrobras anuncia redução de 5,2% no preço da gasolina para distribuidoras

Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

A Petrobras anunciou nesta segunda-feira (26) que reduzirá o preço de venda da gasolina A para as distribuidoras em 5,2%. A medida valerá a partir de terça-feira (27).

Dessa forma, o preço médio de venda da companhia para as distribuidoras passará a ser, em média, de R$ 2,57 por litro, o que significa redução de R$ 0,14 por litro.

Em nota, a Petrobras disse que vai manter os preços de venda do diesel para a distribuidoras. A empresa apontou que o combustível teve redução de 36,3% nos preços desde dezembro de 2022. Já a gasolina caiu 26,9% no período, considerando a inflação desde então.

CNN 

Opinião dos leitores

  1. VAMOS AGUARDAR A ATUAÇÃO DO PROCON E EXIGIR A REDUÇÃO DOS PREÇOS DOS COMBUSTÍVEIS, PRINCIPALMENTE A REFINARIA CLARA CAMARÃO, PRIVATIZADA PELO BOZO, EM GUAMARÉ

    1. 👉O presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebeu o banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, em uma reunião no Palácio do Planalto, em dezembro de 2024, não registrada em agenda oficial. O encontro ocorreu no gabinete de Lula e durou cerca de uma hora e meia.💩💩💩 SÓ VOLTOU A CENA DO CRIME, JUMENTO MAFRA💩💩

    2. Em terra de cego, quem tem um olho é rei kkkkk governo que não faz nada, qualquer porcaria é motivo para babão fazer festa.

  2. Os postos do Natal nunca repassa a redução pra seus clientes! Precisamos de postos 100% da Petrobrás.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *