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Visando a melhoria da qualidade dos serviços prestados aos munícipes de Natal, a Secretaria Municipal de Saúde informa que irá promover mudanças e adequações ampliando o número de vagas e alterando o fluxo da assistência, especialmente no campo da internação de pacientes de clínica geral e na assistência ao parto.
Um dos principais problemas do SUS no Estado do Rio Grande do Norte é a assistência médica oferecida às grávidas, e em especial, na hora do parto, como se vê rotineiramente no noticiário a respeito da superlotação nas maternidades de Natal, em especial a Januário Cicco, que pela excelência e resolutividade, acaba tendo que suportar, juntamente com a maternidade do Hospital Santa Catarina, a Leide Morais e a maternidade Araken Pinto, a sobrecarga causada pela baixa oferta de serviço e pouca resolutividade no restante do RN.
Diante disso, a Maternidade Araken Pinto passará a oferecer seus serviços no prédio onde hoje funciona o Hospital Municipal, com isso, a maternidade terá um salto de 38 para 60 leitos de internação, uma UTI de 9 leitos, disporá de 3 salas de cirurgia e um pronto atendimento voltado à gestante em trabalho de parto, projetado para um atendimento humanizado, e que permite aos profissionais de saúde, o exercício profissional com a segurança, conforto e qualidade necessários.
Para abrigar os pacientes da clínica médica, a SMS passará a oferecer 64 leitos, sendo 28 leitos na unidade de Felipe Camarão (prédio onde funcionou uma maternidade e estava inativado), 18 leitos de internação clínica e 10 leitos de UTI no Hospital dos Pescadores e outros 18 leitos de internação a serem habilitados dentro de 60 dias também no Hospital dos Pescadores. Hoje, o Hospital Municipal oferta 60 leitos, nem sempre todos disponíveis para internação.
Tais ações promoverão, ganho no número de leitos, melhoria na qualidade assistencial, e uma substancial economia de recursos financeiros, o que irá permitir a abertura do diálogo com os servidores da saúde objetivando a análise de seus pleitos e reinvindicações.
A SMS reforça o compromisso da gestão com a responsabilidade na assistência à saúde da população.
A reportagem, infelizmente não traz a totalidade da informação. É que o Hospital Municipal tem grande capacidade de resolver os problemas dos pacientes, contando com médicos especialistas, exames de imagem rápidos (ultrassom, ecocardiograma, eletrocardiograma), equipe de regulação de excelência, que consegue transferências e agiliza exames, tudo isso, pela organização com a qual trabalha toda sua equipe. A verdade é que o Hospital Municipal, na forma como funciona hoje, seria um grande legado deixado pelo prefeito, no entanto, percebemos, lamentavelmente, que a administração municipal está desmontando toda a estrutura criada. A reportagem fala que serão mantidas as quantidades de leitos clínicos disponibilizados ou até mais, mas o que não falam no Blog é sobre a qualidade do atendimento que será dado aos pacientes nesses lugares. Todos os pacientes merecem atendimento de qualidade e excelente padrão, como é ofertado hoje no Hospital Municipal. Manter o número de leitos clínicos em outro lugar NÃO é a mesma coisa que manter o padrão que é fornecido no Municipal. Temos que cobrar – e já estamos fazendo isso – a manutenção do Hospital Municipal como ele é e que os leitos de obstetrícia sejam realocados em outro lugar. É preciso lembrar que o Municipal é uma das referências para quem está nas UPAs atualmente e seu fechamento significará GRANDE perda para a população de Natal, e todos os que dependem do SUS.
Triste ilusão. Como se coloca uma maternidade dentro de um outro hospital e diz que ampliará o atendimento? Assim fica difícil, se direciona uma parte do hospital para outras finalidades algum lado perde. Em Felipe Camarão tinha um pronto socorro e uma maternidade, que fecharam faz tempo agora vão reabrir com muita politicagem.