A Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro prendeu nesta terça-feira (3) o ator José Dumont, de 75 anos, para cumprimento de pena definitiva por estupro de vulnerável. A ação foi realizada por agentes da Delegacia de Capturas (DC-Polinter), após mandado expedido com base em decisão já transitada em julgado.
A informação é da colunista Mirelle Pinheiro, do Metrópoles. O artista foi localizado em seu apartamento no bairro do Flamengo, na Zona Sul do Rio, após trabalho de inteligência. Ele foi conduzido à especializada para os procedimentos legais e, posteriormente, será encaminhado ao sistema prisional para iniciar o cumprimento da pena, fixada em nove anos e quatro meses pelo Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro.
O caso teve início em 2022, após denúncias de moradores do prédio onde Dumont residia. Segundo as investigações, ele teria levado ao apartamento um menino de 11 anos, filho de uma ambulante que trabalhava nas proximidades. Imagens de câmeras de segurança registraram momentos de contato físico entre o ator e o adolescente, o que reforçou as suspeitas.
Durante mandado de busca e apreensão no imóvel, a polícia informou ter encontrado fotos e vídeos com conteúdo de pornografia infantil em dispositivos eletrônicos do ator. O material resultou em outra apuração criminal, já que o armazenamento desse tipo de conteúdo é crime previsto no Estatuto da Criança e do Adolescente.
Dumont chegou a ser preso em flagrante em setembro de 2022, mas respondeu ao processo em liberdade com medidas cautelares, incluindo uso de tornozeleira eletrônica. Com a condenação confirmada em definitivo pela Justiça, o mandado foi cumprido nesta semana.
A Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana de Natal divulgou, às 6h desta quarta-feira (4), um novo boletim sobre as condições do trânsito após as chuvas que atingem a capital. Segundo a Central de Operações de Trânsito e Transporte (COTT), não há vias consideradas intransitáveis até o momento, mas oito pontos apresentam acúmulo de água e exigem atenção redobrada.
De acordo com o levantamento, seguem transitáveis, porém com registro de alagamento, os seguintes trechos: Avenida Nevaldo Rocha com Avenida Coronel Estevam; Rua São João, no Alecrim (Canto do Mangue); Avenida Jaguarari, em frente ao Hospital Hapvida; Avenida Doutor João Medeiros Filho com Avenida Senhor do Bonfim; Avenida Prudente de Morais com Avenida Alexandrino de Alencar; Avenida da Integração; Avenida dos Xavantes; e Avenida Solange Nunes, em frente à Unimetais.
No panorama geral, a secretaria informou que outros 22 pontos monitorados não apresentam alterações significativas. Corredores importantes como a Avenida Senador Salgado Filho, a Ponte Newton Navarro e a Avenida Felizardo Firmino Moura registram fluxo normal nos dois sentidos.
O boletim também aponta que não houve registro de sinistros de trânsito até o horário da atualização. No entanto, há pane em semáforo no cruzamento da Avenida Hermes da Fonseca com a Rua Ângelo Varela, e os condutores devem redobrar os cuidados ao passar pelo local.
A STTU reforçou que agentes permanecem em campo e que o monitoramento é feito de forma contínua, tanto presencialmente quanto por videomonitoramento, podendo haver atualização nos pontos conforme a situação das chuvas evolua ao longo do dia.
O banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, foi preso nesta quarta-feira (4) pela Polícia Federal em São Paulo.
Vorcaro é alvo de uma nova fase Operação Compliance Zero, em que a PF investiga um esquema bilionário de fraudes financeiras envolvendo a venda de títulos de crédito falsos pelo Banco Master.
O nome da operação é uma referência à falta total de controles internos nas instituições envolvidas para evitar crimes de gestão fraudulenta, lavagem de dinheiro e manipulação de mercado.
Havia um mandado de prisão preventiva contra Vorcaro, que já está na Superintendência da PF na capital paulista.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva teria atuado para adiar uma reunião prevista com o ex-presidente dos Estados Unidos Donald Trump, marcada para o dia 22, em meio a um ambiente de tensão diplomática. Nos bastidores, a avaliação é que o encontro poderia abrir espaço para questionamentos delicados sobre a política externa brasileira.
Entre os temas que circulam no debate político está a menção a um documento apresentado ao Congresso americano, chamado “Tucano Ground Station”, que faria referência a entendimentos estratégicos envolvendo a China. A existência de um eventual acordo para instalação de base militar estrangeira em território brasileiro, no entanto, não foi confirmada oficialmente pelo governo.
O Palácio do Planalto sustenta que as parcerias com a China estão concentradas em áreas como comércio, tecnologia e cooperação espacial, dentro de acordos institucionais já conhecidos. Ainda assim, o tema ganhou força na oposição, que cobra mais transparência sobre tratativas internacionais.
O ministro da Defesa foi convocado a prestar esclarecimentos na Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional da Câmara, onde parlamentares prometem questionar possíveis acordos estratégicos e investimentos bilionários previstos para a área militar nos próximos anos.
Até o momento, não houve detalhamento oficial sobre o motivo do adiamento do encontro. Enquanto críticos falam em desconforto diplomático, aliados do governo afirmam que o Brasil mantém uma política externa soberana e que decisões estratégicas seguem critérios institucionais.
A presidente da Comissão Especial de Investigação (CEI) da Câmara Municipal de Natal, Samanda Alves (PT), reagiu às críticas feitas pelo relator Daniel Rendall (Republicanos) e também às declarações divulgadas pela vereadora Brisa Bracchi sobre a condução do processo de cassação em tramitação na Casa. Em nova manifestação pública, Samanda negou qualquer irregularidade e afirmou que o relator agiu com “desonestidade” ao acusá-la de má-fé.
A matéria é do jornal Diário do RN. Segundo a parlamentar, nenhuma decisão foi tomada de forma isolada durante os trabalhos da comissão. Ela sustenta que todas as deliberações ocorreram de maneira colegiada, com participação dos três membros do grupo e acompanhamento permanente da Procuradoria da Câmara. Além dela e de Rendall, a CEI conta com o vereador Tácio de Eudiane (União Brasil).
De acordo com Samanda, apenas os relatórios finais não tiveram consenso. Nessa etapa, ela e Tácio se posicionaram pela manutenção do mandato da vereadora investigada, enquanto Rendall apresentou entendimento divergente. Ainda assim, afirma que os demais encaminhamentos foram aprovados por unanimidade ao longo do processo.
A presidente da comissão também contestou a alegação de cerceamento de defesa. Sobre a negativa de um novo depoimento da vereadora no segundo processo, explicou que o pedido foi analisado na última reunião antes da votação do relatório final. Conforme relatado, houve suspensão temporária dos trabalhos para debate interno com a presença de procuradores, e o colegiado decidiu que o momento processual para solicitação de diligências já havia sido superado.
Ela reforçou que todas as reuniões foram registradas e contaram com acompanhamento técnico da Procuradoria, variando entre três e seis procuradores presentes em cada encontro. Para Samanda, a condução respeitou integralmente as orientações jurídicas e o rito estabelecido.
Outro ponto levantado pela presidente foi o cumprimento do prazo legal de 90 dias para conclusão do processo, previsto no Decreto-Lei nº 201/1967. Segundo ela, mesmo com feriados, pontos facultativos e um intervalo de 17 dias até que a Mesa Diretora marcasse a primeira sessão de julgamento, os trabalhos foram finalizados dentro do período permitido.
Defesa aponta ilegalidades e cita decisão do TJRN
Em nota enviada à imprensa, Brisa Bracchi sustenta que a reabertura da fase de instrução, determinada pelo Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte, confirma a existência de falhas na condução do processo pela Comissão Especial Processante. A decisão judicial levou à marcação de nova oitiva da parlamentar.
Conforme a nota, a comissão agendou o depoimento para o dia 5 de março, às 17h, após intimação expedida em 2 de março, respeitando o prazo mínimo de 72 horas previsto no rito. A defesa, no entanto, argumenta que o novo calendário comprometeria o cumprimento das etapas seguintes e inviabilizaria a sessão final de julgamento no plenário.
A tese apresentada é que, com a reabertura da instrução, seria necessário garantir novamente o depoimento pessoal, prazo para alegações finais e elaboração de novo relatório — o que ultrapassaria o limite de 90 dias corridos estabelecido na legislação federal aplicada ao caso.
Na conclusão da nota, a vereadora afirma que, diante do que classifica como ilegalidades ocorridas ao longo do processo, o caso deveria ser arquivado. A controvérsia agora se concentra na interpretação sobre prazos e na legalidade dos atos praticados pela comissão, tema que segue sob debate jurídico e político na capital potiguar.
O Palácio do Planalto entrou em estado de atenção após um levantamento interno mapear publicações impulsionadas nas redes sociais com críticas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O material aponta que apoiadores do senador Flávio Bolsonaro patrocinaram conteúdos atacando o governo, especialmente após o desfile de uma escola de samba que homenageou o petista no Carnaval.
A informação é do jornal O Globo. O documento, que circula entre integrantes do alto escalão e da cúpula do PT, lista 54 figuras públicas — entre parlamentares, prefeitos e influenciadores — que pagaram para ampliar o alcance de postagens críticas. Governistas veem o movimento como uma prévia da estratégia da oposição para o próximo ciclo eleitoral e discutem ajustes na comunicação e na rota da campanha.
Também preocupa no governo a possível repercussão digital de desdobramentos envolvendo a quebra de sigilos de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, mantida pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre, e respaldada por decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal. A avaliação é que novos fatos podem servir de combustível para novas ofensivas virtuais.
Diante do cenário, o PT intensificou o diálogo com representantes de big techs e discute estratégias para reagir a conteúdos impulsionados. O partido também tem promovido oficinas para ampliar a atuação digital de militantes, movimento que deve ganhar força às vésperas da eleição. Internamente, há ainda debate sobre eventual ação eleitoral, embora aliados reconheçam a dificuldade jurídica, já que críticas a governos não configuram, por si só, propaganda antecipada negativa.
Nos bastidores, integrantes do governo admitem que a presença de autoridades no desfile gerou desgaste desnecessário, sobretudo junto ao eleitorado evangélico. A oposição, por sua vez, sustenta que o próprio Planalto criou a narrativa que permitiu os ataques. O episódio reforçou a percepção de que a disputa eleitoral já começou nas redes — e que o campo digital será um dos principais frontes da batalha política.
O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, decidiu nesta terça-feira (3) que o banqueiro Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, não é obrigado a comparecer à CPI do Crime Organizado no Senado. Com isso, a presença do empresário na oitiva marcada para as 9h desta quarta-feira (4) passa a ser facultativa.
Vorcaro já havia sinalizado, por meio da defesa, que pretende prestar esclarecimentos apenas à Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) na próxima semana. A decisão de Mendonça segue entendimento semelhante adotado anteriormente, quando o ministro também afastou a obrigatoriedade de comparecimento do banqueiro à CPMI do INSS.
Na decisão, Mendonça citou jurisprudência do STF segundo a qual o direito à não autoincriminação inclui a faculdade de o investigado decidir se comparece ou não ao ato. “Inexiste obrigatoriedade ou sanção pelo não comparecimento”, escreveu o ministro, ao mencionar o princípio jurídico nemo tenetur se detegere.
O magistrado destacou ainda que, caso Vorcaro opte por ir à CPI, seus direitos constitucionais devem ser integralmente respeitados, incluindo o direito ao silêncio. Determinou também que, dentro do Congresso, eventual custódia fique sob responsabilidade da Polícia Legislativa do Senado.
Quanto ao deslocamento até Brasília, Mendonça estabeleceu que a Polícia Federal deverá definir as condições logísticas de transporte e retorno ao local de custódia, seja em aeronave da própria corporação ou voo comercial, com escolta contínua e vedação expressa ao uso de aeronave particular.
Imagens que circulam nas redes sociais mostram forças de segurança do Irã efetuando disparos contra janelas de prédios residenciais onde moradores estariam comemorando a morte do líder supremo Ali Khamenei, além dos recentes ataques realizados por Israel e Estados Unidos contra estruturas do regime.
Segundo relatos associados ao vídeo, os tiros teriam sido disparados como forma de intimidação para conter qualquer manifestação pública em meio ao cenário de instabilidade. Apesar de sinais de enfraquecimento estrutural após as ofensivas externas, o aparato de repressão interno segue ativo e mobilizado.
A escalada do conflito no Oriente Médio elevou a tensão dentro do território iraniano. Ataques direcionados a alvos estratégicos e centros de comando aumentaram a pressão sobre o governo, ao mesmo tempo em que informações sobre a situação da liderança máxima geraram reações populares.
Especialistas apontam que, em momentos de fragilidade política, o regime costuma reforçar o controle interno por meio de forças de segurança e da Guarda Revolucionária, buscando impedir levantes e manter a ordem sob rígida vigilância.
Um jornalista foi conduzido à delegacia nesta semana após realizar questionamentos dentro da sede da Prefeitura de Mossoró sobre a convocação de aprovados em concursos públicos nas áreas de Educação e Saúde. O episódio ocorreu no prédio administrativo do município e rapidamente ganhou repercussão nas redes sociais.
A informação é do BNews Natal. Segundo relato do próprio profissional, Ronny Holanda (DRT nº 0002524/RN), ele esteve no local para pedir esclarecimentos sobre a não convocação de todos os professores aprovados no concurso da Educação, diante de denúncias de que há crianças sem aulas na rede municipal. Ele também questionou a situação das Unidades Básicas de Saúde da zona rural, que, conforme afirmou, estariam funcionando apenas uma vez por semana por falta de profissionais.
Ainda de acordo com o jornalista, ao insistir nas perguntas relacionadas ao concurso da Saúde, foi abordado por integrantes da segurança do prédio e recebeu voz de prisão, sendo conduzido para prestar esclarecimentos na delegacia. Não foram detalhadas as circunstâncias exatas da abordagem.
O caso provocou debate sobre liberdade de imprensa e transparência na administração pública. Nas redes, internautas questionaram os limites da atuação da segurança institucional e o direito de profissionais da comunicação de exercerem sua função de fiscalização.
Até o momento, não houve divulgação oficial sobre o enquadramento legal da condução nem posicionamento formal da gestão municipal a respeito das cobranças envolvendo os concursos. O episódio ocorre em meio a discussões locais sobre a qualidade dos serviços públicos ofertados à população.
O Seridó viu, nesta terça-feira (3), chuva forte e rio cheio. Moradores da zona rural de Parelhas comemoraram o alívio para os agricultores locais. “Fazia muito tempo que eu não via isso. Olha esse rio”, disse um popular ao atravessar o trecho alagado. Outro resumiu: “Alegria do sertanejo. O riacho tá de barreira a barreira”.
O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) publicou aviso de chuvas intensas para todo o RN, válido das 9h08 às 23h59 desta quinta-feira (5), com grau de severidade classificado como Perigo Potencial.
Segundo o órgão, a chuva pode chegar a 20 a 30 mm por hora, ou até 50 mm no dia, com ventos entre 40 e 60 km/h. Há baixo risco de corte de energia, queda de galhos, alagamentos e descargas elétricas. “Perigo potencial” indica possibilidade de transtornos, mas sem cenário grave previsto.
O Inmet orienta que, em caso de rajadas de vento, a população não se abrigue debaixo de árvores e evite estacionar veículos perto de torres de transmissão ou placas de propaganda. Também recomenda não usar aparelhos eletrônicos ligados à tomada. Emergências devem ser comunicadas à Defesa Civil (199) ou ao Corpo de Bombeiros (193).
O ministro Flávio Dino, do STF, proibiu o saque em dinheiro vivo de recursos de emendas parlamentares. A decisão foi assinada nesta terça-feira (3) e determina que toda movimentação passe a ser feita apenas por meios eletrônicos, como transferência bancária ou Pix.
Na prática, fica vetado o saque “na boca do caixa”, inclusive quando o dinheiro já estiver na conta de empresas contratadas para executar obras ou serviços. Dino afirmou que a medida busca garantir transparência, rastreabilidade — ou seja, possibilidade de acompanhar o caminho do dinheiro — e prevenir riscos de corrupção, ocultação de valores e lavagem de dinheiro.
O ministro determinou que o Banco Central do Brasil regulamente a nova regra em até 60 dias, em conjunto com o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (COAF).
A decisão ocorre após entidades como Transparência Brasil, Associação Contas Abertas e Transparência Internacional apontarem casos em que recursos de emendas teriam sido sacados em espécie, dificultando o rastreamento do destino do dinheiro público.
Dino também estabeleceu que a existência de ilícito ambiental comprovado — por auto de infração ou decisão judicial — poderá impedir a liberação de emendas para determinada obra ou ação.
Segundo ele, financiar atividade que viole normas ambientais fere os princípios da moralidade administrativa e da eficiência no uso do dinheiro público.
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