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Vídeo: Reprodução/CNN
O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou ao centro do debate econômico após anunciar o aumento do imposto de importação para bens de capital e produtos de tecnologia. A medida, apresentada como técnica e regulatória, rapidamente foi interpretada por críticos como mais um movimento para reforçar o caixa em meio às dificuldades de equilibrar as contas públicas.
A informação é do jornalista William Waack, da CNN. A justificativa oficial é de que a elevação das alíquotas busca estimular a produção nacional, criando um ambiente mais favorável para que indústrias invistam e fabriquem no Brasil. Integrantes do governo afirmam que não haveria impacto direto nos preços ao consumidor. No entanto, a própria equipe econômica mencionou expectativa de arrecadação adicional de cerca de R$ 14 bilhões, o que alimentou questionamentos sobre o real objetivo da iniciativa.
Representantes do setor de eletrônicos reagiram com preocupação. Segundo empresários, a taxação de componentes importados como processadores, placas-mãe e memórias pode gerar efeito cascata, encarecendo computadores e outros equipamentos montados no país. Para o segmento, a medida tende a pressionar custos e reduzir competitividade.
Além do impacto econômico, a decisão tem peso político. O aumento de impostos costuma gerar forte reação nas redes sociais e entre consumidores, especialmente em um momento de sensibilidade com inflação e poder de compra. Críticos apontam que recorrer à elevação de tributos pode ampliar o desgaste do governo.
No fim das contas, a estratégia pode se transformar em teste de popularidade. Se os preços subirem e a promessa de fortalecimento da indústria não se concretizar, o custo político pode ser maior que o benefício fiscal pretendido.
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