O ministro do Supremo Tribunal Federal, Cristiano Zanin, negou nesta quinta-feira (12) a instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito para investigar, na Câmara, as irregularidades no caso do Banco Master.
Na decisão, Zanin apontou “defeitos processuais” na ação apresentada ao Supremo e entendeu que o problema deve ser, inicialmente, analisado pelo próprio Poder Legislativo e que o caso seja apreciado pelo presidente da Câmara, Hugo Motta.
Parlamentares da oposição protocolaram, na segunda-feira (9), um mandado de segurança com pedido de liminar para que o STF garantisse a instalação imediata da CPI.
Em fevereiro, o pedido para instaurar uma comissão que investigasse o caso chegou a ultrapassar o número mínimo de assinaturas exigido pelo regimento, mas travou pelo rito formal. O requerimento precisa ser lido em sessão conjunta da Câmara e do Senado para que a CPMI seja formalmente criada.
Na tentativa de escalar a ação para o Supremo, o grupo argumentou que os presidentes das Casas, Hugo Motta (Republicanos) e o senador Davi Alcolumbre (União-AP), agem com “omissão inconstitucional” ao não realizar a leitura dos requerimentos.
Atualmente, existem ao menos três pedidos aprovados para a abertura de comissões que investiguem o caso, sendo duas CPIs, uma no Senado e outra na Câmara, e uma CPMI, que reuniria parlamentares de ambas as Casas.
O foco da CPI
A CPI pretende investigar pontos que já são apurados pela CPI do Crime Organizado, que ocorre no Senado. Entre eles, o acordo entre o escritório Barci de Moraes, da esposa do ministro do Supremo, com o banco Master, e possível proximidade do também ministro Dias Toffoli com pessoas próximas a Daniel Vorcaro.
Em vídeo publicado nas redes sociais, a deputada federal Bia Kicis, que assinava a ação enviada ao STF, afirmou que o grupo aguardava uma ação do governo que fosse condizente com o interesse da sociedade em chegar aos fatos do que considera “o maior escândalo do país”, mas diante a imobilidade, decidiram agir.
➡️A instalação da CPI da Covid (2021) foi determinada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luís Roberto Barroso. Ele atendeu a um pedido dos senadores Alessandro Vieira e Jorge Kajuru, que alegaram omissão na abertura da comissão, mesmo após o preenchimento dos requisitos constitucionais (um terço das assinaturas, fato determinado e prazo). A decisão liminar de Barroso foi posteriormente confirmada pela maioria dos ministros do STF.
“A JUSTIÇA É CEGA MAIS NÃO É BOBA” Alguma autoridade já falou isso.
Esperar o que de uma turma de desumanos, que condenaram uma pessoa a 14 anos de prisão pra manter de pé uma farsa de golpe de estado? Os caras estão destinados a defesa dos seus amigos e ferrar quem é de outro espectro político.
Inacreditável o posicionamento desta corte ! Claramente a serviço e proteção da corrupção e dos corruptos ;acorda Brasil pois já passamos do fundo do poço !
Presidente do Irã, Masoud Pezeshkian | Foto: Reuters
O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, apresentou três exigências para o fim da guerra, incluindo o “reconhecimento dos direitos legítimos do Irã, o pagamento de reparações e firmes garantias internacionais contra futuras agressões”.
Foi a primeira vez que o presidente delineou publicamente condições para o fim do conflito.
“A única maneira de acabar com esta guerra — iniciada pelo regime sionista e pelos Estados Unidos — é reconhecer os direitos legítimos do Irã, pagar reparações e obter firmes garantias internacionais contra futuras agressões”, disse ele em uma publicação no X.
Enquanto o Irã continua retaliando contra alvos econômicos e militares no Oriente Médio, o presidente do país afirmou ter conversado com os líderes da Rússia e do Paquistão para reafirmar o “compromisso do Irã com a paz”.
O primeiro-ministro paquistanês, Shehbaz Sharif, viajou para a Arábia Saudita para uma breve visita nesta quinta-feira (12), informou seu gabinete.
Os Estados Unidos e Israel estão em guerra com o Irã. O conflito teve início no dia 28 de fevereiro, quando um ataque coordenado entre os dois países matou o líder supremo do país, Ali Khamenei, em Teerã.
Um empreendimento imobiliário em construção no bairro de Lagoa Nova, em Natal, acaba de receber o maior contrato de financiamento habitacional já firmado no Rio Grande do Norte pela Caixa Econômica Federal para um projeto do setor. O acordo, no valor de R$ 88 milhões, garante os recursos necessários para a continuidade e conclusão da obra do residencial GEMINI, que já apresenta estágio avançado de construção.
A participação da instituição financeira representa uma etapa importante no processo de validação do empreendimento. Para liberar o financiamento, a Caixa realiza uma série de análises técnicas, jurídicas e financeiras, que avaliam desde a viabilidade do projeto até a capacidade de execução da construtora responsável.
Segundo o diretor da construtora Constel, Francisco Ramos, essa chancela institucional acaba se refletindo diretamente na confiança de quem adquiriu ou pretende adquirir uma unidade no empreendimento.
“Para que um contrato desse porte seja firmado, é necessário cumprir uma série de exigências e critérios estabelecidos pela Caixa. Seguimos rigorosamente todas essas etapas, e isso se traduz em mais segurança para o cliente, que sabe estar adquirindo um imóvel com acompanhamento técnico e com o aval de uma instituição do porte da Caixa Econômica Federal”, afirma.
O financiamento também assegura previsibilidade financeira para a execução do projeto, garantindo que as etapas da obra avancem com recursos já estruturados. No mercado imobiliário, operações desse tipo são vistas como um indicativo de solidez do empreendimento e contribuem para ampliar a confiança de compradores e investidores.
O ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, determinou busca e apreensão na residência do jornalista do Maranhão Luis Pablo Conceição Almeida, conhecido como Luis Pablo.
Moraes ordenou a apreensão de celulares e notebook após a publicação de reportagens em que Luis Pablo apontou suposto uso irregular de veículo oficial do Tribunal de Justiça do Maranhão por familiares de Flávio Dino em São Luís (MA). A medida foi cumprida terça-feira (10).
Segundo a decisão proferida por Moraes, obtida pela CNN, “há indícios relevantes de que o representado incorreu na prática do crime previsto no artigo 147-A do Código Penal (crime de perseguição), sem prejuízo de outras condutas eventualmente relacionadas, a partir de publicações realizadas na internet e em redes sociais, atentando contra ministro do Supremo Tribunal Federal”.
Moraes também menciona uma série de reportagens publicada pelo jornalista em seu blog desde o dia 20 de novembro. A série começou com um conteúdo intitulado “Carro pago pelo Tribunal de Justiça do Maranhão é entregue a Flávio Dino e usado por sua família em São Luís”. O jornalista aponta na série que o carro oficial do TJ-MA é utilizado pela família do ministro para se deslocar pela cidade.
Segundo Moraes, o conteúdo indica “que o autor da publicação se valeu de algum mecanismo estatal para identificação e caracterização dos veículos empregados, que permitiriam a exposição indevida relacionada à segurança de autoridades”.
Moraes afirmou que “no que diz respeito às condutas gravíssimas de LUÍS PABLO CONCEIÇÃO ALMEIDA, verifico que foram praticadas em modus operandi semelhante ao da organização criminosa investigada nos autos do Inq. 4781/DF (inquérito das Fake News)”.
À CNN, o jornalista encaminhou a seguinte nota:
“Recebi a decisão com serenidade e respeito às instituições. Sou jornalista há muitos anos e sempre exerci minha profissão com responsabilidade, tratando de temas de interesse público. As reportagens que motivaram a investigação foram produzidas dentro da atividade jornalística. mConfio que, ao longo do processo, ficará demonstrado que o trabalho realizado está amparado pelas garantias constitucionais da liberdade de imprensa e pelo direito ao sigilo da fonte, que são pilares do jornalismo em uma democracia. Embora tenha havido divulgação institucional parcial dos fatos em canais oficiais (Gov.com), deixarei de prestar novos esclarecimentos neste momento, em respeito à decisão do ministro Alexandre de Moraes que determinou o sigilo da investigação.”
Procurado, o STF encaminhou a seguinte nota:
“A investigação não é decorrente do Inq 4781. Foi solicitada pela Polícia Federal, em 23/12/2025, para investigação do crime de perseguição contra Ministro do STF (CP, art. 147-A) e distribuída ao Min. Cristiano Zanin. Em 13/1/2026, a PGR manifestou-se a favor da investigação. Em 12/02/2026, a pedido do Min Cristiano Zanin, a Presidência determinou a redistribuição dos autos ao Ministro Alexandre de Moraes”
A CNN também questionou o gabinete de Flávio Dino se seus familiares utilizam carro oficial do TJ-MA e, por meio de sua assessoria, informou que não iria comentar.
Questionado, o TJ-MA disse que não se manifestaria.
Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil via BBC
Pesquisa Quaest divulgada nesta quinta-feira (12) mostra que 49% dos brasileiros dizem que não confiam no Supremo Tribunal Federal (STF) e 43% afirmam que confiam. Outros 8% não sabem ou não responderam.
Ainda de acordo com o levantamento, 51% afirmam que o STF foi importante para manter a democracia. A pesquisa também perguntou aos entrevistados como o escândalo envolvendo o Banco Master pode influenciar a escolha de voto nas eleições.
Segundo a Quaest, o índice dos que não confiam no Supremo foi de 47%, em agosto de 2025, para 49% agora em março. Os que confiam eram 50% na pesquisa anterior, e agora são 43%. Não sabem ou não responderam são 8%. Eram 3% antes.
Entre os lulistas, 71% dizem que confiam no STF, e 21% que não. Outros 8% não sabem ou não responderam. Entre os eleitores que se consideram esquerda, mas não lulista, 77% dizem que confiam, e 18% que não confiam.
No segmento dos independentes, 51% dizem não confiar no Supremo, e 36% dizem que confiam.
Na direita não bolsonarista, 77% afirmam que não confiam, e 20% afirmam que confiam. Entre os bolsonaristas, 84% não confiam, e 13% confiam.
O levantamento foi encomendado pela Genial Investimentos e ouviu 2.004 pessoas com 16 anos ou mais entre os dias 6 e 9 de março. A margem de erro é de dois pontos para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%.
Apesar de já ter autorizado a visita do assessor de Donald Trump, Darren Beattie, ao ex-presidente Jair Bolsonaro na prisão, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), pediu nesta quinta-feira (12) ao Ministério das Relações Exteriores do Brasil informações sobre a agenda diplomática de Beattie no Brasil.
Inicialmente, Moraes autorizou o encontro, mas determinou que ele ocorra na quarta-feira (18), seguindo as regras de visitação do presídio da Papudinha, que permitem visitas apenas às quartas e sábados.
A defesa de Bolsonaro pediu que a data fosse antecipada para 16 ou 17 de março, alegando que o assessor americano ficará poucos dias no país. Diante do pedido, Moraes solicitou ao Itamaraty informações sobre compromissos oficiais de Beattie antes de decidir se haverá flexibilização.
Beattie já fez críticas públicas ao ministro nas redes sociais e é apontado como um dos responsáveis pela defesa de sanções contra Moraes com base na Lei Magnitsky. Ele também é considerado próximo da família Bolsonaro, especialmente do deputado licenciado Eduardo Bolsonaro.
A decisão do governo Lula de anunciar medidas para conter a alta do preço do diesel no Brasil, em meio à guerra que se alastra pelo Oriente Médio, ocorreu após o Palácio do Planalto ser informado sobre o risco real de os preços abusivos detonarem paralisações de caminhoneiros por todo país.
Nesta quinta, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciou que o governo vai zerar tributos federais sobre o diesel.
Conforme informações obtidas pela Folha, o tema vinha sendo discutido desde a semana passada, na sequência do início da guerra e da volatilidade dos preços do Brent, mas o receio aumentou nas últimas 48 horas, com a realização de uma série de reuniões com o alto escalão do governo em Brasília.
Há preocupação de que o cenário atual possa ser usado para a prática de preços abusivos e que isso leve a paralisações de motoristas em pleno ano eleitoral, mexendo com a inflação e, consequentemente, gerando exploração política do assunto.
Algumas reuniões tiveram a participação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Em uma conversa com Lula, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, recomendou que não se adotasse qualquer medida drástica no momento, à espera de um recuo do presidente americano, Donald Trump.
O ministro, que acompanhava o noticiário internacional sobre o aumento da gasolina ao consumidor americano, lembrou que o próprio governo dos EUA reconsiderou a sobretaxa aos produtos brasileiros após aumento dos preços lá.
A eclosão da guerra e a alta volatilidade do preço do petróleo fizeram com que o governo traçasse um plano para deter uma crise. Existe a avaliação de que o tema é especialmente sensível por se tratar de ano eleitoral.
A pedido do presidente, Haddad apresentou a Lula, na noite de terça-feira (10), diferentes cenários. A partir daí, foi elaborado um pacote de ações, cujo desenho foi concluído na manhã desta quinta (12), na Casa Civil.
Além do corte do PIS/Cofins pelo governo, há previsão do pagamento de subvenção a produtores e importadores de diesel. O objetivo é gerar um alívio de R$ 0,64 por litro nas bombas.
Na quarta-feira (11), o Palácio do Planalto recebeu um alerta da CNTTL (Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transportes e Logística), que representa caminhoneiros e trabalhadores do transporte de cargas.
Os relatos enviados à Presidência davam conta de que reajustes estariam ocorrendo sem qualquer anúncio oficial de aumento por parte da Petrobras e que as manifestações de insatisfação entre caminhoneiros já faziam menções à possibilidade de paralisações, caso o cenário não mude.
A preocupação de debelar as movimentações levou a Secretaria Nacional de Diálogos Sociais e Articulação de Políticas Públicas da Presidência a acionar a Senacon (Secretaria Nacional do Consumidor), órgão do Ministério da Justiça que responde por ações de defesa do consumidor.
A suspeita é de que o oportunismo do setor tem levado a aumentos sem justificativa comercial efetiva, o que é vedado pelo Código de Defesa do Consumidor.
Em maio de 2018, durante o governo de Michel Temer, a greve de caminhoneiros, motivada pelo aumento no preço do diesel, durou cerca de dez dias, paralisando rodovias em praticamente todo o país. A paralisação teve impacto direto no abastecimento de combustíveis, preço do frete rodoviário, de alimentos e produtos.
Em alguns Estados, dirigentes de sindicatos de postos relataram aumentos imediatos repassados por distribuidoras. Há registros de aumento de R$ 0,20 por litro de diesel em Brasília, enquanto no Rio Grande do Sul houve alta de até R$ 0,62 por litro. No Rio Grande do Norte, há caso de alta de até R$ 0,75 por litro.
Parte desses reajustes estaria relacionada a aumentos aplicados por refinarias privadas no país, que costumam seguir mais de perto as variações do preço internacional do petróleo.
O que despertou preocupação dentro do governo é o fato de que, apesar desses aumentos em postos e distribuidoras, a Petrobras, responsável por grande parte do abastecimento nacional, não anunciou reajustes em seus preços nas refinarias até o momento.
A Senacon abriu um procedimento de monitoramento do mercado de combustíveis para investigar a formação de preços, principalmente nas etapas de distribuição e revenda. O objetivo é identificar se os aumentos têm correspondência com variações reais de custos ou se são apenas especulação.
Além da investigação administrativa, o governo também encaminhou pedido ao Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) para avaliar a possibilidade de abertura de investigação antitruste. A preocupação é verificar indícios de condutas coordenadas.
A Federação Nacional do Comércio de Combustíveis e de Lubrificantes afirma que os postos são apenas o último elo dessa cadeia e que os preços ao consumidor são influenciados por custos repassados por refinarias, importadores e distribuidoras.
Segundo a federação, o mercado brasileiro também é afetado por importações de combustíveis, o que amplia a influência das oscilações internacionais. Dados da ANP (Agência Nacional do Petróleo) indicam que aproximadamente 9% da gasolina e cerca de 30% do diesel consumidos no país são importados. Isso significa que variações no preço do petróleo no mercado global poderiam ter influência sobre os custos da cadeia de abastecimento no Brasil.
Procons estaduais e municipais foram orientados a observar aumentos simultâneos em determinadas regiões, para ver se os reajustes correspondem a variações de custos ao longo da cadeia de comercialização.
O novo líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, afirmou que o país vingará as mortes provocadas na guerra e manterá fechado o Estreito de Ormuz, uma das principais rotas do petróleo mundial.
Em comunicado lido na TV estatal nesta quinta-feira (12), Khamenei também ameaçou novos ataques contra bases militares dos Estados Unidos no Oriente Médio. Segundo ele, todas as instalações americanas na região “devem ser fechadas imediatamente” e poderão ser alvo de ofensivas iranianas.
A declaração é a primeira desde que Mojtaba foi escolhido para suceder o pai, Ali Khamenei, morto em um ataque conjunto de EUA e Israel no início da guerra.
No pronunciamento, o líder iraniano também agradeceu o apoio da chamada “Frente de Resistência”, que inclui grupos aliados como Hezbollah e Hamas, envolvidos em ataques contra forças americanas e israelenses.
Relatos de autoridades e da agência Reuters indicam ainda que Khamenei teria sofrido ferimentos leves no primeiro dia da guerra e, por isso, ainda não fez aparições públicas desde que assumiu o cargo.
O banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, fez uma sondagem inicial sobre a possibilidade de firmar um acordo de delação premiada com investigadores da Procuradoria-Geral da República (PGR) e da Polícia Federal do Brasil (PF).
A informação foi divulgada pelo UOL e confirmada pelo O Estado de S. Paulo com fontes que acompanham o caso. Segundo as reportagens, a consulta teria ocorrido poucos dias após a prisão do banqueiro, determinada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça, no dia 4.
De acordo com as fontes, as tratativas estariam em fase preliminar e ainda não houve formalização de negociação, como a assinatura de termo de confidencialidade.
A defesa de Vorcaro, porém, nega que haja negociação de delação neste momento. Em declarações ao jornal O Globo, advogados afirmaram que não houve conversas com a PGR nem com a PF, citando como motivo a ausência de denúncia formal no processo.
Apesar disso, a defesa não descarta que uma eventual colaboração possa ser discutida no futuro, especialmente caso o empresário permaneça preso ou seja formalmente acusado.
É SEMPRE BOM QUE A POPULAÇÃO SAIBA QUEM SÃO OS VERDEIROS BLINDADORES DE CORRUPTOS NA CPMI DO INSS
👺👉🏿CPMI do INSS rejeitou em 12/03/2026 a convocação de Roberta Luchsinger, amiga de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha. Em votação anterior sobre o próprio Lulinha, parlamentares governistas do PT, MDB, PSD, PDT, PCdoB, Republicanos e PSDB votaram contra, resultando na rejeição da convocação.
👉🏿Principais votos contrários (baseado na rejeição anterior):
Senadores: Randolfe Rodrigues (PT-AP), Veneziano Vital do Rego (MDB-PA), Humberto Costa (PT-PE), Eliziane Gama (PSD-MA), José Lacerda (PSD-MT), Rogério Carvalho (PT-SE), Paulo Paim (PT-RS), Leila Barros (PDT-DF), Beto Faro (PT-PA).
Deputados: Paulo Pimenta (PT-RS), Rogério Correia (PT-MG), Dorinaldo Malafaia (PDT-AP), Átila Lira (PP-PI), Cleber Verde (MDB-MA), Orlando Silva (PCdoB-SP), Ricardo Ayres (Republicanos-TO), Alencar Santana (PT-SP), Dagoberto Nogueira (PSDB-MS).
Diante da guerra no Oriente Médio e da escalada no preço do petróleo, com a possibilidade de desabastecimento de óleo diesel no país, governo anunciou nesta quinta-feira (12) a redução de impostos sobre o diesel.
Também foi anunciado o aumento do imposto de exportação sobre o petróleo, subvenções (benefícios) aos produtores e importadores de diesel, além de medidas para fiscalizar o repasse do custo das medidas ao consumidor.
O anúncio foi feito pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) durante coletiva de imprensa no Palácio do Planalto.
Segundo o Planalto, a medida elimina os únicos dois impostos federais atualmente cobrados sobre o combustível, o que representa uma redução de R$ 0,32 do PIS e Cofins, e R$ 0,32 da subvenção. Dessa forma, a redução tem impacto de R$ 0,64 por litro.
De acordo com estimativas da Confederação Nacional da Agricultura (CNA), o PIS, Pasep e a Cofins representam, que, juntos, cerca de 10,5% no valor do diesel comercializado.
“Os produtores que estão auferindo lucros extraordinários, vão contribuir com imposto de exportação extraordinário, e consumidores não serão afetados”, disse o ministro da Fazenda, Fernando Haddad.
Um dos decretos assinados pelo presidente zera as alíquotas de PIS e Cofins sobre o diesel para importação e comercialização, enquanto outro ato do governo eleva o imposto de exportação sobre petróleo.
Também foram assinadas medidas provisórias unindo o “armazenamento injustificado” e o “aumento abusivo do preço” dos combustíveis — que passarão a ser fiscalizados pela Agência Nacional do Petróleo (ANP).
“Essa coletiva é uma reparação para o que acontece no Brasil e no mundo, muito causado pela irresponsabilidade das guerras no mundo, o preço do petróleo está fugindo ao controle, isso significa aumento de combustível, e nos EUA já subiu 20%”, disse Lula em conversa com jornalistas.
“Estamos fazendo uma engenharia econômica para evitar que os efeitos da irresponsabilidade das guerras cheguem ao povo. Vamos fazer tudo o que for possível”, prosseguiu.
O governo avaliava alternativas para reduzir os impactos da volatilidade sobre o combustível, considerado estratégico para o transporte de cargas e para a inflação.
A preocupação no Planalto era de evitar repasses bruscos ao consumidor e ao setor produtivo, que podem pressionar os custos logísticos e afetar os preços de alimentos e outros produtos.
Além do ministro da Fazenda, os ministros Rui Costa, da Casa Civil; Wellington César Lima e Silva, da Justiça e Segurança Pública; e Alexandre Silveira, de Minas e Energia, também participaram da coletiva.
Os dados do levantamento semanal de preços da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) revelam um fenômeno que contraria a percepção mais imediata do consumidor: entre as semanas de 22-28 de fevereiro e de 1-7 de março de 2026, os postos de combustíveis do Rio Grande do Norte repassaram aos preços finais apenas uma fração dos aumentos registrados nas refinarias que abastecem o estado. Enquanto os reajustes nas refinarias acumulavam altas de até R$ 1,00 por litro no diesel, o preço médio do produto na bomba subiu, no mesmo período, apenas R$ 0,06 por litro.
O levantamento da ANP para a semana de 1 a 7 de março — portanto, anterior aos novos reajustes de 10 e 12 de março — mostra que a gasolina comum passou de R$ 6,58 para R$ 6,61 (alta de R$ 0,03 por litro), o Óleo Diesel de R$ 6,33 para R$ 6,39 (R$ 0,06) e o Diesel S-10 de R$ 6,26 para R$ 6,35 (R$ 0,09). O etanol hidratado subiu R$ 0,04, e o GLP (botijão de 13 kg) acumulou R$ 0,45 de aumento.
Os números são modestos quando confrontados com o que saiu das refinarias no mesmo intervalo. Em 26 de fevereiro, a Brava Energia elevou o preço da Gasolina A em R$ 0,0750 por litro e o Diesel A S-500 em R$ 0,0350 — um reajuste que, considerando as proporções obrigatórias de mistura (70% para gasolina; 85% para diesel), implicava impacto misturado de R$ 0,0637 e R$ 0,0245 por litro, respectivamente. Na prática, a bomba subiu menos do que o esperado.
Em 10 de março, a Acelen elevou a Gasolina A em R$ 0,2173 por litro na Refinaria de Mataripe. Dois dias depois, em 12 de março, a Brava Energia aplicou o segundo reajuste do mês na Refinaria Clara Camarão — desta vez, de R$ 0,3000 na Gasolina A e de expressivos R$ 1,00 por litro no Diesel S-500. Na mesma data, a Acelen também anunciou novo aumento: R$ 0,2263 por litro na gasolina e R$ 0,8145 no diesel.
A sobreposição de dois reajustes simultâneos — Brava e Acelen, no mesmo dia 12 de março — representa uma pressão inédita no ciclo recente. Os impactos acumulados dos reajustes das refinarias para a gasolina comum podem superar R$ 0,35 por litro na bomba, e para o diesel, ultrapassar R$ 0,85 por litro, quando os distribuidores e revendedores processarem os novos preços. O próximo levantamento da ANP, referente à semana de 8 a 14 de março, deverá capturar essas elevações.
A diferença entre o aumento nas refinarias e o repasse ao consumidor, verificada no levantamento de 1-7 de março, é parcialmente explicada pela dinâmica de estoques e contratos entre distribuidoras e postos revendedores. Na prática, o produto que estava na bomba naquela semana havia sido adquirido ainda nos preços anteriores ao reajuste de 26 de fevereiro — ou poucos dias depois. Esse intervalo cria uma janela em que os postos operam com o custo mais baixo, repassando o aumento ao consumidor de forma gradual, à medida que os estoques antigos se esgotam.
Esse comportamento, embora tecnicamente esperado, costuma ser invisível para o consumidor, que percebe apenas os aumentos nominais nos preços da bomba, sem a referência de quanto o insumo subiu na origem. No caso do RN, essa assimetria informacional é ampliada pela ausência da Petrobras: ao contrário de estados abastecidos pela estatal — que pratica uma política de preços com menor volatilidade de curto prazo —, o mercado potiguar é integralmente dependente de refinarias privadas cujos reajustes seguem cotações do mercado internacional.
O Rio Grande do Norte é, em sua maioria, abastecido pela Refinaria Clara Camarão, em Guamaré, operada pela Brava Energia — única refinaria localizada em território potiguar —, e pela Refinaria de Mataripe, no município baiano de São Francisco do Conde, operada pela Acelen. A ausência da Petrobras retira do mercado estadual o mecanismo de amortecimento que a estatal exerce em outras regiões, onde eventuais atrasos ou moderações nos reajustes funcionam como um colchão para distribuidores e consumidores finais.
A concentração em dois agentes privados — e a coincidência de seus reajustes na mesma data — reduz a margem de manobra dos distribuidores e revendedores para negociar condições ou atrasar repasses. “Quando as duas refinarias sobem ao mesmo tempo, a pressão sobre a cadeia é imediata”, resume a lógica operacional do setor.
Gostaria de saber qual o objetivo desta matéria? A gasolina é 7,00, não R$ 6,61 e faz dias que subiu. “contraria a percepção mais imediata do consumidor”. Como assim?
Só não está percebendo o absurdo no preço do combustível quem tem carro elétrico
➡️A instalação da CPI da Covid (2021) foi determinada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luís Roberto Barroso. Ele atendeu a um pedido dos senadores Alessandro Vieira e Jorge Kajuru, que alegaram omissão na abertura da comissão, mesmo após o preenchimento dos requisitos constitucionais (um terço das assinaturas, fato determinado e prazo). A decisão liminar de Barroso foi posteriormente confirmada pela maioria dos ministros do STF.
“A JUSTIÇA É CEGA MAIS NÃO É BOBA” Alguma autoridade já falou isso.
Infelizmente a banda podre do STF que trabalha a favor da criminalidade é maioria, estamos no mato sem cachorro
Esperar o que de uma turma de desumanos, que condenaram uma pessoa a 14 anos de prisão pra manter de pé uma farsa de golpe de estado? Os caras estão destinados a defesa dos seus amigos e ferrar quem é de outro espectro político.
Eu não sabia que Zanin é deputado federal…
O comparsa dos PTralhas, já começou a atuar, fazendo o que mais sabe fazer, defender bandidos.
Inacreditável o posicionamento desta corte ! Claramente a serviço e proteção da corrupção e dos corruptos ;acorda Brasil pois já passamos do fundo do poço !
Mais uma mau caráter no STF.